Ilhas gregas – Pedaços do paraíso no Mar Egeu

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Helena Mader (texto) e Guilherme Queiroz (fotos)

As casinhas brancas com teto azul que cobrem os penhascos e se debruçam sobre o mar são a face mais conhecida das ilhas gregas. Mas bastam poucas horas em terra firme para desvendar os segredos e as belezas naturais escondidos nesses pedaços de paraíso.

A Grécia tem 2 mil ilhas de águas cristalinas e com ruínas que contam séculos de história. E elas oferecem atrativos para todos os tipos de turistas: casais em busca de tranqüilidade, gays ou jovens que só pensam em badalação

A melhor época para visitar as ilhas gregas é no verão, quando o turista pode apreciar a paisagem e mergulhar no Mar Egeu. De novembro a abril, o acesso é complicado por conta dos ventos que cruzam as ilhas. Os barcos não conseguem atracar e apenas os navios chegam perto.

Como não vale a pena visitar as ilhas sem colocar pelo menos os pés na areia, é melhor optar por um tour entre maio e outubro. Durante o inverno, a maioria dos hotéis fecha as portas e qualquer lugar à beira-mar se transforma em um ambiente inóspito para os turistas.
 
Santorini

Entre as ilhas gregas, a mais famosa é Santorini, destino preferido na Grécia depois de Atenas. Chegar aqui é relativamente simples e os bilhetes de barco são bem acessíveis. Há pelo menos cinco embarcações saindo de Atenas em direção à ilha diariamente.

A viagem dura cerca de quatro horas, no barco rápido, e pode chegar a até oito horas, em um ferry mais lento. O preço varia entre 30 e 60 euros, dependendo do tempo que o turista passa chacoalhando no barco. A viagem de avião dura meia hora. Além da economia de tempo, sobrevoar o Mar Egeu para ver as ilhas e o vaivém de navios vale a pena. Um bilhete custa entre 70 e 100 euros.

Como a ilha é pequena — tem 40km de uma ponta a outra —, a distância do porto ou do aeroporto até o centro da cidade é curta. Mas os taxistas não perdem uma oportunidade de arrancar dinheiro dos turistas. Uma viagem de apenas cinco minutos de carro sai por até 15 euros. Também há ônibus que fazem o trajeto, mas eles só passam a cada 90 minutos. Diante do sol quente e da vontade de chegar logo até o mar, o impulso natural é pular dentro do táxi e abrir a carteira para os gregos — na maioria das vezes, bem antipáticos.

O melhor lugar para se hospedar é em Fira, capital de Santorini. Há pousadas e hotéis para todos os gostos e bolsos. Após largar as bagagens, desbrave essa ilha, que tem formato de lua crescente — adquirido depois da erupção de um vulcão, há 5 mil anos. Muitos acreditam que a lendária Atlântida ficava em Santorini.

Fira (ou Thira, como dizem os gregos) é um labirinto de ruazinhas pintadas de branco, cheias de lojas de jóias e artesanato. A primeira parada é para observar o Mar Egeu do alto e para tirar uma foto entre as centenas  de casinhas brancas com domo azul.

O melhor programa é se perder nas ruelas de Fira para apreciar as vitrines e observar o vaivém de turistas das mais variadas nacionalidades. Outra parada obrigatória é para se deliciar com os incríveis doces gregos. Destaque para as baklavas, folhados com pistaches, nozes, amêndoas e com uma calda de mel. Difícil dizer o que tira mais o fôlego dos turistas: a vista para o mar ou o sabor dessas iguarias helênicas.

No fim da tarde, o destino obrigatório é Oía (fala-se Ía), ao norte. Segundo os gregos, o local tem o mais lindo pôr-do-sol. A partir das 18h, os turistas começam a disputar os melhores lugares, como escadarias, cadeiras dos restaurantes ou a laje das casas. No verão, o sol se põe quase às 20h. O sol alaranjado desce aos poucos, até sumir no horizonte e se perder no Egeu. Todos batem palma.

Após o centro e o pôr-do-sol, é hora das praias. O centro de Santorini é o mais bonito da Grécia, mas as praias não são as melhores: falta areia fina e sobram pedras. A paisagem, no entanto, é bem diferente, o que compensa o passeio. Há praias de areia negra vulcânica, como Perissa e Kamari, e de areia vermelha, como Akrotiri. Em todas, o aluguel de duas cadeiras e um guarda-sol sai por 8 euros.
 
Ios

Bem menor do que Santorini, a ilha de Ios ferve durante o verão. Assim como Ibiza, na Espanha, o local é um dos preferidos pelos jovens que vêm de todos os países da Europa em busca de sol, praia e, principalmente, muita azaração. O centro da ilha, bem pequeno e organizado, é tomado por boates ou clubs, como são chamados.

Mas não é apenas a garotada que procura Ios na estação do sol. O passeio vale a pena em qualquer idade, já que as praias aqui estão entre as mais belas da Grécia. A combinação de areia branca e fina com um mar azul transparente faz de Ios um paraíso na terra.

A praia de Manganari, ao sul da ilha, é de longe a mais bonita. O acesso não é simples, só há dois horários de ônibus diariamente e a estrada estreita que liga o centro à praia e recorta as montanhas faz com que, a cada instante, se tenha a sensação de que o ônibus vai cair no precipício. Mas ao colocar os pés na areia, o visitante rapidamente esquece a viagem assustadora.

A água bem azul e cristalina faz o mar parecer uma piscina. Não há ondas e, mesmo com água até o pescoço, é possível enxergar o próprio pé. De tão limpas, as águas atraem pequenos peixes. Uma boa opção é levar máscara de mergulho para apreciar as belezas do fundo do mar.

A praia mais badalada de Ios — e também igualmente bela — é Mylopotas, bem ao lado do centro da cidade. É possível ir a pé, ou pegar um ônibus que leva cinco minutos até a areia dourada. É bom chegar cedo para pegar guarda-sol e cadeiras. A partir das 14h, a garotada que virou a noite nas badalas começa a acordar e a lotar a praia.

Assim como em Santorini, Ios tem várias opções de lojas de artesanato. Destaque para as estátuas que imitam lava vulcânica e reproduzem imagens cíclades — encontradas há séculos durante escavações nas ilhas.
 
Mykonos

O mais conhecido morador da ilha de Mykonos está sempre a postos para recepcionar os turistas. É Petros, um pelicano que vive entre o vaivém de visitantes e os barcos de pescadores. Há até fila para tirar foto com a ave que faz pose para os flashes.

Mykonos faz jus à fama de ilha gay da Europa. Grupos de homossexuais lotam restaurantes, lojas de luxo e praias. A maioria dos estabelecimentos tem a bandeira do arco-íris para deixar os clientes à vontade. O clima alto-astral predomina na ilha, também conhecida pelas festas que rolam até o amanhecer. Aqui, tudo é permitido: andar pelado pelas areias ou beijos calientes entre homossexuais.

As praias são uma atração à parte. Dos locais de nudismo às areias mais familiares, há visuais para quem quer badalar até durante o dia e também para quem está em busca de um pouco de tranqüilidade. Festas acontecem na areia, com djs famosos em Super Paradise.

Na praia de Paradise, há opções de esportes náuticos e aulas de mergulho. Platys Giálos, a 3km de Chora  — centro de Mykonos — é o reduto das famílias. É a praia com melhor estrutura, com restaurantes e bares que servem o turista diretamente na espreguiçadeira.

Assim como nas outras ilhas gregas, é possível alugar pequenas motos por cerca de 20 euros a diária ou optar pelo transporte coletivo. Os ônibus são baratos e levam os turistas a quase todas as praias. Para chegar a alguns locais, como Super Paradise, entretanto, é preciso recorrer ao aluguel de barcos ou a carros particulares.

À noite, é fácil arrumar um lugar para jantar ou para se divertir. Tavernas servem a tradicional moussaka — uma espécie de lasanha com carne moída e berinjela. Também é bem fácil se perder pelas ruelas de Chora (se diz Róra).

Mas esse, aliás, é um dos melhores passeios. Andar até não achar a saída e então percorrer sem pressa cada beco, cada ruazinha. Observar os moradores, que acompanham a movimentação sem perder os costumes tradicionais, como girar entre as mãos o Comboloi, um tipo de terço grego.

(Helena Mader e Guilherme Queiroz  são jornalistas, jovens e moradores de Brasília-DF)

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14 comentários sobre “Ilhas gregas – Pedaços do paraíso no Mar Egeu

    SUELI disse:
    27/10/2013 às 14:53

    Parabéns, as informações sobre as ilhas na Grécia são esclarecedoras. Vou pra lá no próximo ano (2014). Na sua opinião o melhor mês seria JUNHO ou AGOSTO?

    Jacqueline disse:
    26/02/2013 às 15:08

    Estou indo na ultima semana de março, nesta época tem os barcos de santorini/mykonos? pois de atenas estou indo avião para Mykonos. Onde seria melhor ficar mais tempo mykonos ou santorini?

    Antonio disse:
    30/01/2013 às 22:03

    Excelente seu blog… muito esclarecedor…ótimas dicas…

    mafra disse:
    07/02/2011 às 22:32

    Muito boa essas dicas. Parabesn pelo texto bem feito sincero

    Liu Monteiro disse:
    25/12/2010 às 13:31

    A Grécia é a cidade que está no topo da minha lista de “país que eu quero conheer”.

    Anônimo disse:
    04/11/2010 às 15:53

    gostei muito das fotos parabens por disponibilizar esses paraiso a um clic

    rena disse:
    24/09/2010 às 14:04

    eai orrigado pela dica

    remy disse:
    01/07/2010 às 12:12

    Foi o primeiro blog que encontrei que tem uma descriçao boa da Ilha de Ios. Apesar de tao recomendada pelos gregos e viajantes pela badalaçao nao se encontra muitas informaçoes sobre a ilha ate se chegar na Grecia.

    O que voce recomenda mais Ios ou Mikonos?

    thaiza disse:
    26/10/2009 às 17:35

    eu amo a grecia para bensssssssss
    é linnnnnnnnnnndo!

    Renato Alves respondido:
    04/04/2009 às 11:14

    Aline, obrigado pela dica, mas o blog não tem fins comerciais. O nosso intuito é compartilhar experiências e prestar um serviço gratuito. Na barra à direita da página colocamos links para sites e blogs de turismo que achamos interessantes, informativos. Se tiver alguma sugestão, nos mande.

    Aline disse:
    04/04/2009 às 10:11

    Eu achei sua “page” muito legal, que tal acrescentar um roteiro de turismo por outras empresas só para complementar?

    Abraço

    Ana disse:
    19/01/2009 às 02:08

    Muito bonito e útil o site ultimaparada. Excelente o texto sobre a Grécia, além de elucidativo, gostoso de ler! E escrito ainda por uma jornalista helênica, nos inspira credibilidade e beleza…

    abraço

    AB

    Lu Yonekawa disse:
    14/01/2009 às 19:45

    Que delícia de descrição! Além de dar vontade de sair correndo para a Grécia – aliás, MAIS vontade de fazer isso – ainda parece ser um guia bem confiável.

    Goulart disse:
    14/01/2009 às 13:28

    Mirem-se no exemplo.

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