Causeway Coastal, a rota para fãs de Game of Thrones

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Do Lonely Planet

A Irlanda do Norte nunca teve que lutar com dragões, mas isso não impediu que sua paisagem selvagem conseguisse um papel de destaque em Game of Thrones.

Dirigir pelos 193 km da estrada Causeway Coastal de Belfast até Derry-Londonderry é fundamental para fãs do programa, e oferece uma lição dramática de história e natureza, do Titanic e fome até o novo caminho no penhasco, e a épica Calçada dos Gigantes.

O Titanic & os Troubles

Belfast é lar dos estúdios onde a maior parte de Game of Thrones é filmada. Não há acesso ao público, mas vale a pena explorar o passado tumultuado da cidade. Das Falls e da estrada Shankill até as chamadas ‘filas da paz’, o Troubles faz uma sombra significativa no presente. Para quem vem de fora pode ser frustrante, mas pule num Black Taxi Tour para ter um vislumbre das complexidades por trás das manchetes. Um dos guias mais experientes é Billy Scott, cujo conhecimento prodigioso vai muito além de política para revelar a rica herança da cidade que foi um centro de poder industrial por trás da construção do Titanic. Aquele navio enorme e condenado, assim como a história marítima da cidade, agora são os temas da exibição mundial Titanic Belfast.

O caminho de Gobbins

Com a cidade no auge no início do século 20, o visionário Berkeley Deane Wise, do Belfast & Northern Counties Railway concebeu várias atrações inovadoras ao longo da bela costa Antrim para estimular os recém-chegados trabalhadores dos estaleiros a entrar em seus trens. O mais popular deles foi o Caminho de Gobbins, que rodeia os contornos de Islandmagee. Anos de vento, chuva e ferrugem fizeram com que fechasse nos anos 1950 para reabrir só em 2015, depois de uma reforma de £7.5 milhões. Enquanto as poderosas ondas do Atlântico açoitavam o penhasco, guias ciceroneavam visitantes pelo passadiço suspenso a fim de espiar botos na elevação Atlântica.

Mapa da Causeway Coastal

Os Vales de Antrim

Em Larne, um pequeno marcador de pedra sinaliza o início da rota Causeway Coastal, que corta pelo County Antrim. Sua finalização foi ofuscada pela Grande Fome em 1845, quando a estrada se tornou uma rota de fuga para migrantes que escapavam pelos vales.

Hoje em dia é uma das rotas mais panorâmicas do Reino Unido. Cerca de 23 mil metros cúbicos de pedra foram estilhaçados de três grandes fluxos de lava para formar um filete estreito de estrada entre mar e altos penhascos, e você pode ver uma rocha diferente na face do penhasco. Os nove vales – Glenarm, Glencloy, Glenariff, Glenballyeamon, Glenaan, Glencorp, Glendun, Glenshesk e Glentaisie – são vestígios dos vales profundos polidos por geleiras 60 milhões de anos atrás.

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É fácil ver por que os visitantes da locação de Game of Thrones escolhem esta costa de ventos fortes como base para tantas cenas da fantasia épica. Das pradarias em torno da montanha Slemish, onde São Patrício passou seis anos como escravo, até o penhasco rochoso de Fair Head, o século 21 parece mais distante do que um exército de cavaleiros Dothraki. Em Glenarm (Vale do Exército), você pode até se enfeitar com pingentes de leão ou alfinetes de cervo na Steensons, uma ourivesaria familiar que fabricou as joias para a série.

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Vistas da Escócia e colônias de aves marinhas

O desvio de Glenarm até o penhasco Fair Head ao longo da estreita faixa da estrada Torr Head oferece lindas vistas de um estreito da costa que fez as vezes das ilhas de Ferro e das Terras da Tempestade em Game of Thrones.

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Continuando em volta do promontório, você verá o Mull of Kintyre. A Escócia fica tão perto (17 quilômetros) que, num dia bom, a impressão que você tem é a de que consegue atravessar a nado. Em primeiro plano, Rathlin Island tem atuado há muito tempo como um trampolim entre os dois países, lançando St Columba e Christianity às Terras Altas em 563 e dando refúgio a Robert the Bruce durante sua luta pela independência da Escócia.

Hoje em dia ainda é um lugar selvagem e vago, lar de apenas 100 pessoas e milhares de aves marinhas. Focas e êideres ficam dando voltas pelo porto, que conta com serviço de barcos de Ballycastle. Em maio, orquídeas forram as colinas, anunciando o início da temporada de acasalamento de imensas colônias de papagaios do mar roucos, araus, fulmares e gaivotas. É um lugar perfeito para caminhar, com vistas espetaculares para o lado da Baía Murlough.

Aqui é a Calçada dos Gigantes

De fato, Ballycastle é um bom lugar para abandonar o carro para andar pela Causeway Coast Way, que percorre todo o caminho de Portstewart. Ao longo do promontório, o trajeto passa por arbustos brilhantes de tojo, mar cor de rosa e urzes por Carrick-a-Rede Rope Bridge até a pitoresca Ballintoy. Esta parte da estrada é cheia de sets de filmagens: o acampamento do exército de Renly Baratheon no promontório Larrybane na ponte, e Ballintoy substituiu o porto Iron Islands de Pyke.

Giants Causeway

O trajeto continua em torno da extensão de areia da Baía Whitepark rica em fósseis até a Calçada dos Gigantes. Aqui você chega a uma paisagem marcada por elementos naturais que ameniza os horrores de Game of Thrones. As 40,000 colunas poligonais de basalto – que, segundo a lenda, faziam a ligação por água numa calçada gigante até a Escócia, são os vestígios de erupções vulcânicas que lançavam ondas de magma derretido. Esse foi um período sísmico na história da Terra, quando o moderno Oceano Atlântico nasceu e o mundo se transformou de lugar dominado por répteis a um em que mamíferos poderiam vicejar.

Do passado para o presente

Muitos viajantes pegam a Calçada do Gigante e voltam para Belfast, mas vale a pena avançar até County Derry. Aqui você pode ver as românticas ruínas do Dunluce Castle, comer pescada em soro de leite em Harry’s Shack e seguir até Downhill Demesne na praia onde CS Lewis tirava uma folga (e onde a Sacerdotisa Vermelha de Game of Thrones proclamou ‘escura é a noite, e cheia de horrores’). Daqui, faça um atalho por terra até a Montanha Binevenagh, que marca a porção oeste do Planalto Antrim. A emblemática escarpa de basalto tem uma queda vertical de mais de 100m e domina a paisagem. É um lugar mágico ao pôr-do-sol, quando as sombras se reúnem no vítreo Lough Foyle.

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Em Gortmore, uma estátua do deus celta Manannán Mac Lir estica seus braços em direção ao sol que se põe e à cidade de Derry-Londonderry, sentado no conforto atrás de suas muralhas de defesa. Passeios diários em torno dos muros expõem a batalha etno-política que destroçou a cidade por décadas. Em seu centro, duas visões mutuamente exclusivas de identidade nacional e pertencimento. A diferença agora é que os políticos que perseguem esses sonhos resolveram fazê-lo de maneira bem pacífica. A versão grandiosa e sangrenta de Game of Thrones da Irlanda do Norte é só ficção, afinal.

Praticidades

A rota da Calçada do Gigante passa entre Belfast e Derry. A maioria dos voos para a região vai do aeroporto de Belfast City ou de Belfast International. Para percorrer a rota inteira (planeje de 4 a 7 dias), é bom alugar um carro ou encontrar um passeio. Também é possível fazê-la de bicicleta, embora alguns morros sejam um desafio.

Entre as opções típicas e confortáveis para dormer estão Malmaison Belfast,Blackhead Lighthouse, Whitepark House e o recém-inaugurado Bishops Gate Hotel, uma propriedade de interesse público do século 17.

Este artigo foi publicado em Junho de 2016 e foi atualizado em Junho de 2016.

Todas as atrações de Itupeva (SP)

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Sítio Sassafraz permite visitante a fazer a colheita em seu pomar

Localizada na região Sudeste do Estado de São Paulo, a 70km da capital, Itupeva é uma típica cidade do interior que, beneficiada pelo ar fresco e pela natureza, tem uma marcante presença do setor rural. Com outros municípios da região, como Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo, compõe o polo turístico do Circuito das Frutas, oferecendo diversos roteiros com produtores de uva, morango, figo, goiaba e caqui.

O forte turismo rural faz com que Itupeva seja bastante procurado para passeios em fazendas centenárias, apiários, grutas, alambiques, trilhas, entre outros. Itupeva é conhecida também por sediar a Expo Uva, evento que acontece em dezembro, e conta com a participação de produtores da região, levando milhares de visitantes à cidade.

Itupeva - turismo

Ainda é na cidade que estão localizados os famosos parques Hopi Hari e Wet’n Wild, além do maior centro de compras do estado, o Outlet Premium. Próximo a eles fica o Quality Resort & Convention Center, que tem estrutura completa para hospedagem e eventos corporativos ou sociais.

Quer saber mais? Conheça oito locais para visitar em Itupeva.

Atrações rurais:

Apiário Nona Emília – Localizado no pé da Serra do Japi, o apiário tem como principal lema fornecer produtos puros e naturais a base de mel e outros ingredientes. Endereço: Via Paulo Leone, 1050 – Bairro Pinheirinho. Tel: (11) 4591-3124. Saiba mais: http://www.apiariononaemilia.com.br

Sítio Sassafraz – Além de permitir a total integração dos visitantes com os animais do sítio, a atração tem um sistema de ‘colhe e pague’ no qual a pessoa pode fazer sua própria colheita na horta e pomar, e pagar pelo que levar. Endereço: Via Paulo Leone, 1400, Bairro Pinheirinho. Tel: (11) 4496-220. Saiba mais: http://www.sitiosassafraz.com.br

Quinta Nossa Senhora Aparecida – Os visitantes conhecem toda a produção de vinho artesanal, visitam as parreiras, fazem degustação de diversos tipos da bebida e podem adquirir vinho direto do produtor. Endereço: Travessa da Via Paulo Leoni, 807, Bairro Japi. Tel: (11) 97196-2343. Saiba mais: http://www.turismoitupeva.com.br

Engenho Nica Preta – Diz a lenda que Nica Preta era uma escrava liberta que oferecia abrigo e comida a viajantes em sua pequena hospedagem – hoje o engenho. O local conquistou fama por proporcionar degustação de cachaças brancas e amarelas envelhecidas, licores e geleias. Endereço: Estrada da Nica Preta, S/Nº. Tel: (11)4496-4337. Saiba mais: http://www.turismoitupeva.com.br

Parques:

Wet’n Wild – O maior parque aquático do Brasil. Tem piscinas com água fria e aquecida – no inverno – e vários tipos de brinquedos, entre eles o Vortex, considerado o maior toboágua da América Latina. O parque tem atrações para crianças, adultos e famílias. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, Zona Rural. Telefone: (11) 4496-8000. Saiba mais: http://www.wetnwild.com.br

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Hopi Hari – Parque de diversão que chama a atenção pela Montezum, considerada a quinta maior montanha-russa de madeira do mundo. Quem escolher andar nela, percorrerá 1.024 metros em 58 segundos, a uma velocidade de até 103 km/h. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, S/Nº. Tel: (11) 4040-4926. Saiba mais: http://www.hopihari.com.br

Compras:

Outlet Premium São Paulo – Um Open Mall que possui mais de 90 lojas de grifes nacionais e internacionais que dão descontos, o ano inteiro, que chegam a 80%. Também possui praça de alimentação com restaurantes, estacionamento gratuito com quase mil vagas, fraldário, sala para amamentação, entre outros. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, S/Nº. Tel: (11)4496-7000. Saiba mais: http://www.outletpremium.com.br

Hospedagem:

Quality Resort & Convention Center – Localizado a 50 minutos de São Paulo e 30 de Campinas, o Quality Resort & Convention Center é o lugarpara pessoas que procuram aliar descanso e diversão. O resort fica próximo ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas, em frente aos parques Hopi Hari e Wet’n Wild, e ao lado do Outlet Premium São Paulo. Para hóspedes, oferece transfer cortesia de ida e volta para os parques e para o outlet em feriados e fins de semana. Tem infraestrutura completa de lazer para adultos e crianças. Piscina climatizada, campo de futebol e paintball, quadra de tênis, fazendinha para os pequenos interagirem com os animais e salas de jogos eletrônicos são alguns destaques. As 220 acomodações contam com internet wi-fi, ar-condicionado, minibar, Televisão de LCD com TV a cabo. O Restaurante Trilheiros oferece gastronomia de qualidade em sistema de bufê ou à la carte, inclusive para quem não está hospedado. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, Km 72, S/Nº. Tel: (11) 2136-5300. Saiba mais: http://www.qualityresortitupeva.com.br

 

Onde ir, ficar e comer em Urubici

Filipe Gatz/Flickr

Quem gosta de aproveitar as férias para entrar em contato com a natureza pode acrescentar Urubici no roteiro da Serra Catarinense. A cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, pode ser pequena, mas seus arredores têm atrativos naturais para ninguém botar defeito.

Um dos pontos turísticos da região que chamam mais a atenção é o Morro da Igreja, que está a mais de 1.800 metros de altitude. Localizado no Parque Nacional de São Joaquim, é o terceiro mais alto do estado e o quinto da Região Sul. O local também tem o título de ponto habitado mais alto do sul do Brasil. Lá, as temperaturas nesta época do ano são negativas e costuma cair neve também.Birdaum/Flickr - 4/5/12A Pedra Furada encanta os visitantes da região

Do topo do Morro da Igreja, é possível observar a Pedra Furada, formação rochosa com uma abertura no meio. Durante o inverno, não se esqueça de se agasalhar bem. A temperatura está frequentemente abaixo de zero. Em dias de forte neblina e mau tempo, a visitação ao local é suspensa.

Vista indescritível

Para visitar o Morro da Igreja é necessária uma autorização prévia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, só é autorizado o trânsito de pedestres, ciclistas, motocicletas e automóveis com capacidade de até 18 passageiros. A permissão para a entrada no local é feita na sede do Parque Nacional, na Avenida Felicíssimo Rodrigues Sobrinho 1.542, Bairro Esquina, em Urubici. A retirada da autorização ocorre das 8h à 12h e das 13h às 16h30 para quem pretende visitar o parque no mesmo dia. Para outros dias, a retirada pode ser feita até as 17h. O serviço é gratuito.Ricardo Mercadante/Flickr Morro do Campestre tem a melhor vista do vale

Em Urubici, não deixe de conhecer o Morro do Campestre — ou Morro da Cruz, como também é conhecido. É um passeio que exige esforço físico. Mas os 1.380 metros de altitude proporcionam uma vista panorâmica incrível do Vale do Rio Canoas. No topo, a formação rochosa de arenito ajuda a completar o visual. Mas vá preparado: a trilha é íngreme, estreita e acidentada. Não se esqueça de levar garrafas d’água.

Para fazer a trilha e subir até o topo do morro é preciso pagar uma taxa de R$ 2 na entrada da propriedade particular onde o atrativo está localizado. Visite também o Rio Sete Quedas, uma sucessão de cachoeiras a um quilômetro do Morro do Campestre.

De volta ao passado

Os registros dos povos que viveram há 4 mil anos na região ainda podem ser vistos. Na estrada que liga Urubici a São Joaquim, a 5km do centro da cidade, o turista pode visitar o sítio arqueológico com as inscrições rupestres, localizado no Morro do Avencal. Quem for conferir o atrativo precisa ficar atento ao desenho Máscara do guardião, imagem perfeita de um rosto que chama a atenção de quem passa. São rastros deixados por nossos antepassados no lugar.Maria Cerny/Flickr

Além dos registros milenares, o Morro do Avencal atrai visitantes interessados em apreciar a vista do Mirante do Avencal, com panorâmica de Urubici. O morro está a 1.175 metros de altitude e tem uma cascata que encanta os turistas que vão ao município.

Outra cascata, a Véu da Noiva, é uma boa opção para encerrar os passeios por Urubici. Com 65 metros de altura, está localizada nos aparados da serra, a 10km do centro da cidade. O nome é dado pela espuma branca que se forma quando há grande vazão de água. Nos 300 metros de caminhada entre o estacionamento e a queda, é possível observar pássaros da região — como curiós, sabiás, tico-ticos, pica-paus — e a mata nativa, chamada de mata nebular.

Também existe a possibilidade de explorar o local por uma trilha suspensa a 10 metros de altura. A caminhada de 260 metros é feita entre as copas das árvores. A cascata está em propriedade particular e recebe turistas das 8h às 18h. A taxa de entrada é de R$ 3.

Fique atento
» Onde se hospedar
Cabanas Xokleng
Informações: (49) 3278-5385 / 9176-4335

Pousada de altitude Fogo Eterno
Informações: (49) 3019-9001

Pousada Cantos & Encantos
Informações: (49) 9146-2188 / 9146-2180

Urubici Park Hotel
Informações: (49) 3278-5300

» Reserve o seu passeio
Agência de Ecoturismo Graxaim
Informações: (49) 3278-5617

Agência de Ecoturismo Serra Sul
Informações: (49) 3278-4838 / 8846-8717

» Sabores da serra
Confira algumas opções de restaurante para conhecer durante a estada em Urubici:

Paradouro Santo Antônio
Informações: (49) 3278-4005

Château du Valle
Informações: (49) 3016-2015

A Taberna Bistrô
Informações: (49) 3278 5121

10 cidades “secretas” na Europa

A dica é o TripAdvisor, o maior site de turismo do mundo. Confira a lista, com algumas opções de hospedagem:

Cesky Krumlov
Boêmia, República Tcheca
Hotéis recomendados para reservar nas proximidades
Polperro
Cornualha, Inglaterra
Hotéis recomendados para reservar nas proximidades
Dolceacqua
Ligúria, Itália
Hotéis recomendados para reservar nas proximidades
Trogir
Croácia
Hotéis recomendados para reservar nas proximidades
Valldemossa
Maiorca, Espanha
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A ponte que mergulha no oceano

Blog do Márcio Moraes

Já é sabido que conhecer a Europa ultrapassa os limites geográficos. A proximidade dos países facilita nossa viagem e torna possível até mesmo o aluguel de um carro para dirigir pelas vias europeias – verdadeiros tapetes a céu aberto. Apesar disso, a Suécia sempre foi um desafio para aqueles que desejam visitá-la com um automóvel.

Cercada pelo mar Báltico, a grande costa sueca parece, a princípio, impenetrável. Não existem vizinhos que façam uma conexão pelas estradas do Velho Continente e se arriscar pela Noruega ou Finlândia torna a missão ainda mais difícil – e distante. Porém, um pequeno trecho conhecido como estreito de Öresund parece ser uma luz no fim do túnel para concretizar esse desafio.

Além de sua função geográfica, que liga as águas do Báltico para o mar do Norte, ele passou a figurar nos GPS como a única maneira de chegar à Suécia de carro. A alternativa conecta a cidade de Malmo com a capital dinamarquesa, Copenhague, e surgiu graças aos esforços de ambos os governos, que iniciaram o projeto em 1991. A solução foi entregue nove anos depois e recebeu o nome de Ponte de Öresund.

Ao longo dos 16km de extensão, turistas e moradores são transportados para dois países diferentes por um caminho com partes subterrâneas e ao ar livre. Para utilizá-la, é preciso desembolsar €48 em um pedágio local. Abaixo do nível do mar, uma ferrovia carrega passageiros pela mesma rota, embora faça o itinerário bem mais rápido – sem que haja, por exemplo, muito tempo para apreciá-la.

Confira abaixo cada detalhe da maior ponte combinada da Europa:

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As melhores cidades mineiras no frio

Associação de Pousadas MV/Divulgação

Não vai dar para esquiar, montar boneco de neve ou viver algum clichê de inverno retratado em filmes norte-americanos? Então, que tal pegar o carro, o ônibus ou o avião e seguir para Minas Gerais para curtir as férias de julho em meio às montanhas? Das românticas cidades a fontes de águas termais, o estado é repleto de tradicionais destinos para quem gosta de curtir, no bom mineirês, um ‘friozim’.

Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Não dá para falar em inverno em Minas Gerais sem pensar em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no sul do estado. Localizado na Serra da Mantiqueira, o lugarejo encanta os visitantes com sua natureza exuberante, cercada de araucárias, pássaros, esquilos e, claro, da boa hospitalidade do povo mineiro. Suas casas com arquitetura alpina conferem um clima todo especial ao destino, conhecido por ser uma ótima opção de passeio romântico. Ecoturismo, esportes radicais, ótimos hotéis, pousadas e restaurantes garantem diversão para toda a família.

Para completar o pacote, o distrito abriga, de 2 a 23 deste mês, a quarta edição do Festival de Inverno de Monte Verde, promovido pela Prefeitura de Camanducaia. Shows, concertos, apresentações de rua e oficinas culturais gratuitas movimentam ainda mais a região, conhecida por se transformar durante os meses de julho e agosto pela alta procura pelos turistas, principalmente do estado de São Paulo. Um dos destaques do festival é a Casa da Gastronomia, que contará com uma vasta programação de cursos e oficinas para todas as idades e gostos.

Opções distintas
Em todos os setores do distrito, há opções para diferentes públicos. A diária para hospedagem varia de R$ 180 a R$ 1.800. Nos restaurantes, o cardápio oferece desde a mais tradicional cozinha mineira até pratos típicos da culinária europeia. Para quem não se contenta apenas em comer bem e tomar um vinho ou chocolate quente, passeios de jipe, a cavalo, tirolesa e trilhas ecológicas dão um toque de aventura ao destino. Não se esqueça: antes de voltar para casa, compre alguns dos deliciosos produtos locais, como queijos, cervejas, geleias e chocolates.

» Escolha

Confira mais alguns destinos para você curtir o inverno em Minas:

Lavras Novas
Distrito de Ouro Preto, Lavras Novas merece a atenção dos turistas, especialmente dos casais apaixonados. Com pouco mais de 1.500 habitantes, a pequena cidade é um refúgio típico de Minas, com ruas de pedras, natureza preservada e, claro, boa comida. Curtir as pousadas e restaurantes do distrito já é um ótimo passeio para muitos. Mas se você não se contenta com isso, trilhas ecológicas e esportes como rapel e trekking podem ser boas opções de diversão. Durante julho, festas juninas animam ainda mais a cidade. A cidade também é conhecida pelas belas cachoeiras e poços naturais, além de pousadas confortáveis. Resta saber se você vai encarar a água neste frio.

Ouro Preto

José Geraldo/Flickr - 15/8/10

Localizada na Região Central do estado, bem pertinho da capital, Belo Horizonte, a antiga capital de Minas é um ótimo destino em qualquer estação do ano. Mas, nesta época do ano, o frio ajuda a encarar as famosas ladeiras da cidade histórica. Com mais de 300 anos de existência, Ouro Preto é um museu a céu aberto. Guarda boa parte da história da exploração e do escoamento do ouro no século 18 em suas construções e famosas igrejas. Mais informações: http://www.ufop.br/.

Maria da Fé

O pequeno município registrou a mais baixa temperatura de todo o estado (-8,4°C, em 21 de julho de 1981). Também está localizado na Serra da Mantiqueira e tem fama internacional pela produção de artesanato feito com a fibra de bananeira. As oliveiras na praça central completam o cenário de tranquilidade típico das pequenas cidades de Minas Gerais. Maria da Fé tem uma grande vocação para o turismo rural e o ecoturismo devido ao ambiente acolhedor da região e das belas fazendas, aliada à ótima gastronomia, cachoeiras e matas. Outra atração é o Pico da Bandeira (não confundir com o outro Pico da Bandeira, bem mais famoso, localizado no Parque Nacional do Caparaó).

ExtremaGilson Prado/Wikimedia Commons

Localizada na Região Sul do estado, bem na divisa com São Paulo, a cidade tem um ar puro e clima agradável de montanha, cercada por cachoeiras e uma rica vegetação. Como a época não é propícia a banhos em cachoeiras, o melhor é aproveitar os ótimos hotéis e pousadas, os bares e restaurantes com comida típica de Minas e seu povo bastante hospitaleiro. Também é possível ter uma bela vista das montanhas da região na Pedra Sapo, com mais de seis metros de altura. Outra atração é o 7º Festival de Inverno de Extrema, durante os meses de julho e agosto, que levará apresentações de música, teatro e dança de grupos e artistas nacionais, garantindo diversão para toda a família.

Cambuí
Também na Serra da Mantiqueira, no extremo sul do estado, Cambuí é conhecida por acolher bem o turista que busca a típica tranquilidade do interior de Minas. É uma das cidades mais antigas do estado, e oferece atrações como serras, cascatas, picos, morros, ladeiras e montanhas à sua volta, com fauna e flora exuberantes. E se não dá para aproveitar as cachoeiras da região, o 4º Festival de Inverno da cidade, de 21 a 24 deste mês, é mais uma atração para os visitantes, oferecendo shows e espetáculos gratuitos ( a programação pode ser conferida na página do festival no Facebook). Um dos pontos turísticos mais famosos da cidade é o Morro do Cruzeiro, mirante natural com vista panorâmica e que tem rampas onde se praticam o voo livre e o rapel. Também vale visitar a Igrejinha Santa Cruz e o mercado municipal.

Poços de Caldas

Jair Amaral/EM/D.A Press - 18/5/09

Se o clima está frio, que tal aproveitar algumas fontes naturais de águas quentes e sulfurosas em Poços de Caldas, no sul de Minas? Um dos grandes motivos de orgulho da cidade, elas são conhecidas pelas características terapêuticas, atraindo turistas de todas as partes há muito tempo. São diversas minas, de onde brotam esse precioso líquido, que deu fama à cidade e a firmou no circuito de turismo medicinal. Um exemplo é o Balneário Dr. Mário Mourão, com banhos de imersão que são realizados em cabines individuais na água que sai diretamente da fonte a uma temperatura de 41°C. E o inverno é uma das temporadas mais movimentadas em Poços. Aproveite também e conheça os produtos artesanais da região, como os típicos doces artesanais e peças de decoração em vidro fundido.

CaxambuMusatie Melo/Flickr

Uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais, Caxambu, no sul do estado, é importante instância hidromineral. Tem a maior concentração de águas carbogasosas do planeta, com 12 fontes de diferentes composições químicas, entre elas, águas minerais com alto poder diurético e desintoxicante que atraem turistas de todas as partes durante todo o ano. As fontes estão concentradas no Parque das Águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães. Na Serra da Mantiqueira, a cidade também oferece, além das belezas naturais, atividades como passeios de charrete, cavalo, bicicleta e trilhas ecológicas. Durante os fins de semana de julho, ocorre também o Festival de Inverno de Caxambu, com atrações musicais e mostra de orquídeas. Também dá para aproveitar produtos locais, como doce de leite, ambrosia, geleias e queijos.

Parque Caparaó

Belas paisagens, adrenalina e baixas temperaturas. O Parque Nacional do Caparaó é um destino recomendado para o turista que não dispensa a aventura. Na região da Zona da Mata, o destino abriga o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira, com 2.891 metros de altitude. A portaria do Parque, em Minas Gerais, está localizada no município de Alto Caparaó, ponto de partida para as trilhas. No local existe uma área para acampamento e um mirante, de onde é possível avistar várias cidades da região. A subida até o cume do pico dura cerca de nove horas, compensadas por várias cachoeiras e piscinas naturais que existem ao longo do percurso. Depois de tanto esforço, o presente: a vista privilegiada.

GonçalvesPaulo Cerqueira/Wikimedia Commons

Pousadas muito bem decoradas, restaurantes e cafés convidativos e caminhadas em meio à natureza. A pequena Gonçalves, no sul de Minas Gerais, conta com com boa infraestrutura, serviço atencioso e belas paisagens. A cidade é uma das mais altas da Serra da Mantiqueira e repleta de montanhas e picos. Se não dá para encarar as cachoeiras da região, passeios pela natureza, trilhas e prática de esportes, como mountain bike, rapel e cavalgadas, são opções de atividades.

Irlanda lança programa para brasileiros que queiram morar lá

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Do Nômades Digitais

Essa é uma boa notícia para profissionais da área da tecnologia! Um novo programa lançado pelo governo irlandês permite facilitar a entrada de estrangeiros para morar e trabalhar no setor no país. É o TechLifeIreland.

Brasileiros não precisam de visto para ingressar no país e têm a possibilidade de aplicar para dois tipos diferentes de vistos de trabalho: o Critical Skills Employment Permits e o General Employment Permit.

Para ambos, é preciso ter uma proposta de emprego de uma empresa local para alguma vaga que faça parte do programa. A remuneração mínima recebida para tentar a permissão de trabalho deverá ser de € 27 mil a € 60 mil anuais, dependendo da modalidade escolhida.

Vale lembrar que qualquer pessoa que esteja legalmente empregada no país pode usufruir dos mesmos benefícios trabalhistas dos irlandeses. Além disso, a Irlanda tem um dos maiores salários mínimos do mundo: € 9,15 por hora. Nada mal, né?

Para saber mais detalhes, acesse o site do programa.