África do Sul – Johannesburgo dividida

Artesãs em vila turistica

Renato Alves (texto e fotos)

A Copa de 2010 será a primeira no continente africano. Mas você não precisa esperar até lá para conhecer a África do Sul, país sede do torneio de futebol. A terra do líder negro Nelson Mandela não é tão longe quando se imagina. A viagem é mais curta do que a qualquer cidade européia. São nove horas de vôo de São Paulo a Johannesburgo.

Maior cidade sul-africana, com mais de 6 milhões de habitantes, Johannesburgo tem o único aeroporto internacional do país. Sede da maioria das empresas e indústrias, é a São Paulo deles. Banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, Cidade do Cabo, principal destino turístico, é a Rio de Janeiro.

Loja de ervas "milagrosas"Há muito o que ver em Johannesburgo. Além de exótico centro comercial, a capital econômica sul-africana tem no povo e na história suas principais atrações. Jo’burgo, como a cidade é chamada pelos sul-africanos, foi cenário das maiores atrocidades do apartheid. Muitas das vítimas da política de segregação que vigorou entre 1948 a 1990 estão vivas e dispostas a falar sobre esse passado odioso.

Para chegar a Jo’burgo, o turista cruza o Atlântico em um dos modernos aviões da South African, com simpáticos comissários de bordo e música africana. Ao chegar na cidade, se hospede em um dos vários hotéis luxuosos em volta do aeroporto ou nos chiques subúrbios. Outra opção são os lodges, pousadas sofisticadas, também longe do centro.

Pouco antes do apartheid começar a se desintegrar, no fim dos anos 1980, os brancos, descendentes de holandeses e ingleses, migraram com seus bancos e empresas para o lado norte da periferia de Johanesburgo. Se isolaram em condomínios fechados, com muros altos e cercas elétricas.

A até 40km do centro, os brancos vivem em seu mundo cor-de-rosa. Os pubs e cassinos, colados a shoppings caríssimos, são suas opções de lazer.

Rumo ao centro

Habitante da periferia de JohanesburgoSe você quiser conhecer a África real, contrate um guia, de preferência negro e morador de Soweto, a região onde se concentram as favelas. Não pense em recorrer a uma locadora de carros porque o trânsito na África do Sul segue as regras da mão inglesa e determinadas regiões são muito perigosas para um estranho.

O centro antigo de Jo’burgo é um retrato do país pós-apartheid. Abandonado pelos brancos, foi tomado por negros pobres de diferentes etnias e imigrantes ilegais, desde 1994. Já não é tão violento quanto nos tempos em que gangues dominavam o lugar e era normal ver pessoas armadas nas ruas. Mas os negros ainda sofrem com o desemprego, que atinge 29% da população sul-africana.

Com cuidados comuns a qualquer centro de uma metrópole brasileira, pode-se circular a pé por lá. O aconselhável é ir sempre acompanhado e sem jóias. Nunca fique na rua após as 18h. À noite, o centro torna-se um deserto. Os becos e marquises são tomados por traficantes de drogas, prostitutas e clientes à procura dos seus serviços. Nada muito diferente do Setor Comercial Sul ou do Conic, em Brasília, por exemplo.

Crianças na periferia de JohanesburgoDe dia, no entanto, a cidade pulsa e dá uma mostra da diversidade e alegria do país. Senhores de chapéus e mulheres negras com lenços coloridos na cabeça e panos estampados diversos perambulam por ruas com prédios modernos vazios e construções em ruínas. Ervas e outros produtos que curandeiros propagam como milagrosos ficam expostos em lojinhas abarrotadas de fiéis clientes.

Perto do centro, está Newtown e o Market Theatre Complex. O governo tenta transformar o local em um centro  cultural para turistas. Os visitantes descem das vans, observados por policiais, para visitar museus, casas de jazz e mercados.

(Continua…)

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7 comentários em “África do Sul – Johannesburgo dividida

  1. tive a curiosidade de conhecer a africa pela internete porque estou fazendo um curso de cultura africana e estou gostando muito ,esse curso nós leva a mostrar aque a africa é um pais igual aos outros onde ha lugares com o desenvolvimento mais avançados e outros não.entao esse curso esta me dando uma clareza que antes nao tinha e agora estou fazendo buscar para mostrar para os alunos o quanto a africa é um pais bonito para que a furura geraçao brasileira nao veja a africa como simbolo de pobreza.espero conseguir conteudos para levar para a escola para poder trabalhar com os alunos.abraço para todos vcs que sao as pessoas que mais tem a maior intelignencia em termo cultura no mundo….

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