Capitais que deixam o turista perdidão

Dilson Duques (Do blog Na estrada – 23/03/2009)

Há 44 anos viajando pelo Brasil, a equipe do Guia acompanhou o crescimento de cada capital. À procura de hotéis, restaurantes e atrações turísticas, repórteres se perderam, bateram cabeça, se desesperaram ao volante. As capitais mais confusas para dirigir foram ganhando fama com o tempo e passando para as gerações seguintes. Será que você concorda com o ranking do Guia?

1º) Goiânia 

Apesar de planejada, a cidade parece não ter lógica. Nem mesmo os moradores entendem. As ruas circulares ao redor de praças e identificadas por números são um tormento para quem é de fora. Para complicar mais, há ruas com o mesmo número em setores diferentes. Os primeiros dias levam o motorista ao desespero.

2º) Belo Horizonte 

Outra cidade planejada e difícil. As avenidas transversais que cortam as ruas dentro do Contorno formam triângulos. O motorista perde referência de paralela e ao fazer o retorno às vezes dá de cara com uma rua contramão ou sem saída.  Tem cruzamentos com 6 esquinas, como por exemplo para quem desce a rua Espírito Santo e para no farol da av. Afonso Pena. Atônito, o motorista pergunta: e agora? Para onde vou?

3º) Salvador

Ao contrário das anteriores, a primeira capital do país cresceu sem planejamento. As ruas antigas, tortuosas e estreitas da região central levam a labirintos. Em forma de península, só não se perde na capital baiana quando tem a orla como referência. Mas quem precisa ir a bairros como Graça, Federação ou Cabula vai pedir ajuda a todos os santos.
 
4º) Recife

Para transpor os rios Capibaribe e Beberibe, que cruzam o centro e formam um estuário, foram construídas várias pontes para pedestres e veículos. O visitante fica sem saber de que lado está da cidade.  Para piorar, o centro não é chamado de centro, mas de Santo Antônio, Boa Vista e Recife Antigo. Região difícil de circular, pouco sinalizada e ruas curtas e estreitas.

5º) São Paulo

O tamanho monstruoso da quarta maior cidade do mundo já faz qualquer um se perder. Se errar uma entrada prepare-se para dar muita volta e correr o risco de se perder mais ainda. O uso de guia de ruas ou de navegador com GPS é indispensável.

(O blog Na Estrada é alimentado por repórteres e editores do Guia Quatro Rodas que passam a metade do ano ralando nas estradas, percorrendo 250 mil km pelo Brasil. “Deixam de ir a casamentos, nascimentos, formaturas e aniversários da vovó. Tudo isso para retratar da melhor forma o turismo brasileiro. Nesse espaço, contarão as novidades e boas histórias trazidas na bagagem.”)

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