Vale Sagrado (1) — O início da viagem

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

O Peru é o berço de uma das civilizações mais avançadas da América do Sul. Trata-se dos incas, que, com conhecimento raro de astronomia e engenharia, criaram um dos maiores impérios pré-colombianos, dominando territórios hoje pertencentes a Bolívia, Argentina, Chile, Equador e Colômbia.

Engana-se quem pensa que para conhecer suas construções, seus templos, suas crenças basta ir a Machu Picchu.

Sem dúvida, nada é tão impressionante quanto a mais famosa cidade inca.

Mas o passeio só é completo com uma esticada pelas outras cidades do Vale Sagrado.

Terraços de pedra

Os incas acreditavam que o Vale Sagrado era a representação do céu na terra, formando um par perfeito com a Via Láctea.

Por todo o vale, ruínas contam a história de um povo que vivia em harmonia com a natureza.

Aproveitando a fertilidade do vale, cortado pelo rio Urubamba, construíram terraços de pedra nas costas das montanhas, tão eficientes que, enquanto outros povos passavam fome, os andinos superproduziam alimento.

Para visitar o Vale Sagrado, o melhor é contratar uma agência de turismo em Cusco.

Elas estão por todo o lado, principalmente nos arredores da Plaza de Armas.

Os preços variam de 27 dólares a 25 soles  cerca de R$ 18 (na Peruvian-Trek, rua Santa Catalina Angosta, 127). Como o passeio dura o dia inteiro, algumas incluem o almoço no preço. E todo o passeio é explicado por guias que falam espanhol e inglês.

Boleto turístico

Seja qual for a agência, o itinerário varia pouco e costuma incluir paradas em Ccorao, no mirante de Taray, em Písac, Moray, Ollantaytambo e Chinchero. Além de contratar a agência de turismo, para visitar as cidades incas o turista tem que comprar o boleto turístico em Cusco, na Av. Sol, 103, por 70 soles (mais ou menos de R$ 50).

Também é recomendável levar repelente, protetor solar, garrafinha de água e boné. O resto fica por conta da beleza da natureza e da história inca. Ao final do passeio você entenderá porque esse vale é sagrado.

Haiti preparava retomada do turismo

Da Associated Press

O grupo Choice Hotels havia anunciado que abriria os primeiros hotéis no Haiti em quase uma década. Um porta-voz da empresa com base em Maryland (EUA) afirmou que um hotel Comfort Inn seria inaugurado na costa caribenha da cidade de Jacmel em maio.

O empreendimento de 32 quartos seria mantido por um grupo de investidores haitianos e americanos em Nova York. A parceria previa ainda um hotel de nível superior com 120 quartos. A bandeira Holiday Inn deixou o país anos atrás e o projeto de um hotel Hilton foi suspenso devido à instabilidade política e à infraestrutura em colapso.

O projeto do retorno da Hilliday Inn ao Haiti foi comunicado um dia antes do maior terremoto dos último 200 anos da ilha. Acredite, o Haiti já foi um dos destinos mais desejados do Caribe.

Cusco — Na capital do império inca

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Ponto de partida para a maioria dos turistas que vai a Machu Picchu, por dois séculos Cusco foi a capital do império inca.

Reza a lenda que Manco Cápac, o filho do sol, conseguiu enterrar totalmente seu cajado em solo cusquenho. Um sinal divino de que estava no lugar certo para a sede do governo inca.

Até 1533, quando o conquistador espanhol Francisco Pizarro chegou a Cusco e, após derrotar os incas, introduziu elementos da cultura espanhola pela cidade.

O resultado dessa miscelânea de influências é uma cidade muito pitoresca, com arquitetura que mescla igrejas barrocas a muros de antigos edifícios incas. Justifica os títulos de Capital Arqueológica das Américas e de Patrimônio da Humanidade.

Principais atrações

Plaza de Armas – O coração da cidade. Ao redor, casario colonial, bons restaurantes, hotéis e agências de turismo recebem os visitantes. Presenciou execuções, como a do descendente inca Tupác Amaru II, que se opunha ao domínio espanhol. Hoje é palco de frequentes apresentações folclóricas.

Catedral – Erguida sobre o palácio do inca Wiracocha, sua fachada renascentista esconde um interior barroco, luxuoso pelas obras em ouro e em prata, pelos entalhes em madeira e pelas pinturas da chamada escola cusquenha.

Iglesia de La Compañía de Jesus – Alguns a consideram ainda mais bonita que a Catedral. E dizem que esse era o plano dos jesuítas, quando a construíram. De qualquer maneira, ambas formam um conjunto harmônico em volta da Plaza de Armas.

Convento de Santo Domingo – Erguido sobre o templo do sol, ou Qorikancha. Apesar disso, manteve alguns resquícios do antigo templo, como paredes em pedra calcária. É um dos lugares mais interessantes em Cusco.

Bairro de San Blas – Talvez o mais simpático bairro cusquenho, por concentrar grande parte dos ateliês dos artesãos da cidade, em ruelas íngremes e escadarias.

Como chegar

Cusco tem um aeroporto doméstico com voos vindos das principais cidades do Peru. De Lima, partem voos diários. As principais operadoras são a LanPerú, a Taca e a StarPerú (essa última costuma oferecer os preços mais baixos). Do aeroporto até o centro, a corrida de táxi custa cerca de 10 soles (lembre-se de pechinchar).

Males da altitude

Soroche é o termo usado pelos andinos para os sintomas característicos do mal da altitude. Como Cusco está a 3.360m acima do nível de mar, são comuns as dores de cabeça, falta de ar e vômitos, nos primeiros dias na cidade. O melhor remédio é o chá de coca, ou mate, encontrado nos restaurantes, hotéis e pousadas.

Imagens do Peru

Machu Picchu em dia de chuva. Para ver esta e outras 149 fotos comentadas do Peru (Lima, Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu) CLIQUE AQUI.

Dica de blog — Dividindo a bagagem

O Dividindo a bagagem é um blog de viagem mantido pela professora carioca Lu Malheiros. Nele, ela dá dicas práticas de viagens pelo Brasil e o mundo, ilustradas com fotografias. São conselhos de uma viajante quase profissional. Ideal para ajudar no planejamento de um passeio.