50 anos — A pré-história

Nos pastos e plantações de algumas fazendas de Formosa (GO), homens, cavalos, bois e outros bichos pisam sob ferramentas fabricadas entre 4 mil e 12 mil anos atrás. Machadinhas, pontas de lanças e outros artefatos estão espalhados por propriedades rurais. E esses não são os únicos tesouros pré-históricos desprotegidos no município, distante 80km de Brasília.

Pinturas rupestres feitas pelos primeiros habitantes do Planalto Central enfeitam sete das 29 grutas catalogadas no território de Formosa. Os homens das cavernas também deixaram gravuras em dezenas de paredões e pedras encravadas no cerrado.

As pinturas das grutas de Formosa estão nítidas, levando-se em conta o desgaste sofrido ao longo de tanto tempo de exposição. Algumas foram feitas a até 7,5 metros do solo. A maioria tem um só tom: vermelho, laranja, vinho e preto. Poucas têm associação de duas cores.

As representações são variadas. Algumas gravuras se referem a animais, como tatus e veados. Também há marcas de pés, com quatro, cinco e seis dedos e desenhos primários de pessoas.

Mas há muitas gravuras ainda não decifradas pelos cientistas. Elas têm formatos geométricos e tradições astronômicas. Os pesquisadores supõem ser retratos do céu, das diversas constelações.

Expedições

Desde o fim do século 19, quatro expedições científicas visitaram as grutas e sítios arqueológicos de Formosa. A maior contribuição foi dada por arqueólogos goianos e cariocas que fizeram parte do Projeto Bacia do Paranã, da Universidade Federal de Goiás.

Por dois anos, na década de 70, eles exploraram as cavernas da bacia hidrográfica do rio Paranã. O resultado do trabalho deu origem à publicação de um relatório detalhado e único sobre a fase pré-cerâmica e de arte rupestre do Planalto Central, em 1977.

Os arqueólogos concluíram que, devido aos traços finos, os desenhos das grutas de Formosa foram feitos com instrumentos fabricados só para a arte, como pincéis de madeira. No caso das pinturas maiores, eles supõem que os homens das cavernas usaram os próprios dedos para fazer os contornos.

Já as tintas, à base do extrato de sementes, tinham formas variadas. ‘‘Na maior parte das sinalizações a tinta foi utilizada em estado pastoso e, só secundariamente, em estado sólido ou semi-sólido’’, descrevem os pesquisadores no relatório do Projeto Bacia do Paranã.

Oficinas líticas

O estudo também traz o primeiro registro de oficinas líticas na região. As oficinas são pontos com vestígios de ferramentas e utensílios fabricados pelos homens das cavernas.

Os pesquisadores encontraram 1.350 peças na área rural de Formosa. Os artefatos e fósseis humanos e animais coletados foram para o Museu Antropológico de Goiânia.

Desenhos como os das grutas de Formosa, no Brasil, foram encontrados somente em Sete Cidades, no Piauí. Eles também estão em outros continentes, o que intriga os pesquisadores, já que na pré-história não havia meios de comunicação e de transporte. Os homens ainda não usavam nem mesmo cavalos para se locomover.

Baixo-relevo

Além das pinturas rupestres, Formosa tem outras relíquias pré-históricas. Os homens das cavernas também deixaram pistas de seu cotidiano em diversos paredões. Mas, em vez de tintas, eles usaram ferramentas para desenhar em arenitos, uma rocha frágil.

As gravuras em baixo-relevo, classificadas como petroglifos no meio científico, têm as mesmas formas das encontradas nas grutas. Um dos pontos mais conhecidos com esse tipo de arte está a 65km de Formosa.

É preciso seguir pela BR-020 na direção de Fortaleza (CE). O sítio arqueológico fica na região conhecida como Bisnau. O acesso também é complicado, infestado de animais silvestres e só deve ser feito na companhia de guias.

No fim da tarde, com o sol se pondo, a sombra produzida no baixo-relevo destaca a forma da gravura com o contraste da pedra.

COMO CHEGAR

SÍTIO DO BISNAU

Entrada no Km 46 da BR-020,45km após Formosa. Após deixar a rodovia, siga de carro por uma trilha de terra. São cerca de 5m até a pedra. A visita é gratuita.

TOCA DA ONÇA

Pegue a GO-116, em direção ao Salto do Itiquira. Ande 2km pela rodovia asfaltada e entre no primeiro acesso à direita. São 7km até a porteira da Fazenda Pedra, onde ficam as grutas (foto abaixo). Para informações sobre guias turísticos e agendamento de visita, ligue 3631-4478. Preço da visita: R$ 10 por pessoa.

SAIBA MAIS

História da terra do homem no Planalto Central — eco-história do Distrito Federal, do indígena ao colonizador, de Paulo Bertran. Editora Verano, 2000, 270 páginas

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50 anos — A Cidade Livre

Como parte das obras de infra-estrutura necessárias à construção de Brasília, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) abriu, no fim de 1956, as principais avenidas do Núcleo Bandeirante, mais tarde conhecido como Cidade Livre.

Distante pouco mais de 10km do Plano Piloto, o loteamento era destinado a uso exclusivamente comercial e por isso não eram fornecidos alvarás para residências. Sua existência estaria limitada ao período da construção de Brasília (1956-1960).

Os lotes foram cedidos em sistema de comodato. A escritura não era definitiva e deveriam ser devolvidos à Novacap no final de 1959. Para incentivar a vinda de comerciantes para a região a localidade também estava livre do pagamento de impostos. Daí a origem do nome Cidade Livre.

De acordo com o Censo do IBGE, já em julho de 1957 o Núcleo Bandeirante contava com 2.212 habitantes, dos quais, 1.328 eram homens e 874 mulheres. As 342 edificações eram em madeira recobertas com chapas de alumínio, zinco e até mesmo com palha.

Elas abrigavam armazéns de secos e molhados, casas de tecidos, restaurantes, barbearias, tinturarias, marcenarias, açougues, farmácias, escolas (duas), cinema, bares, pensões e hotéis. Estes últimos, mesmo em madeira, ofereciam o conforto de colchões de molas. Também foram implantados locais para os cultos religiosos como uma igreja batista, um local para cultos kardecistas e uma igreja católica.

As ruas de chão batido evidenciavam o caráter provisório da cidade. No período das chuvas os moradores conviviam com a lama e no período da seca com a poeira vermelha do solo do cerrado. Era muito comum na época, avistar animais como emas, tatus e lobos-guará, espécies dessa região de Goiás.

Pau-de-arara

Durante a construção, a vinda para Brasília era garantida por meio de vôos semanais feitos pelas empresas Real Aerovias e Cruzeiro do Sul. Já o transporte rodoviário, pela empresa Araguarina, que oferecia linhas diárias entre Goiânia e Anápolis, a 120 km do DF. O trajeto Anápolis-Brasília era feito em 12 horas, em estrada de terra, pois ainda estava sendo aberta a rodovia que ligaria as duas cidades.

Para o transporte ferroviário foi construída a estação Bernardo Sayão, inaugurada em 1959 e que continuou em uso depois da inauguração de Brasília. Além dos meios de transporte tradicionais, era bastante comum, também, a vinda das pessoas em caminhões pau-de-arara e até mesmo a pé. Essas jornadas levavam de 30 a 40 dias, conforme relatos de operários.

Os imigrantes desembarcavam na Cidade Livre, onde eram recrutados para serem fichados nas diversas empresas construtoras e também na Novacap. A cidade também era o ponto de lazer, comércio e atendimento médico para os moradores e era lá que nos finais de semana e nas horas livres os operários gastavam o pagamento recebido pelas árduas horas trabalhadas.

A propaganda intensa sobre a construção da cidade que divulgava o papel da obra para o desenvolvimento do país e as vantagens financeiras oferecidas fizeram com que o fluxo de pessoas, que para cá se deslocavam, fosse aumentando com o passar dos anos.

Invasões

Os acampamentos não tinham acomodações suficientes para abrigar os trabalhadores que chegavam, muito deles, com suas famílias. Começaram a surgir, então, as vilas não oficiais, as chamadas invasões, ao redor dos acampamentos das construtoras.

Na Cidade Livre não foi diferente. Em 1960, antes da inauguração de Brasília, a cidade já contava com 12 mil moradores, abrigadas irregularmente nas próprias casas comerciais, hotéis e também nas invasões: Morros do Urubu e do Querosene, Vilas Esperança, Tenório, IAPI, e Sarah Kubitschek.

Esta última surgiu em julho de 1958 e era formada, em sua maioria, por migrantes nordestinos que vieram para Brasília fugindo de uma das piores secas que assolou a região. Como estratégia para a sua manutenção no local, os moradores deram o nome da esposa do presidente Kubitschek à invasão.

Gama e Taguatinga

Para resolver o problema dessa e de outras invasões foram criadas as cidades satélites do Gama e Taguatinga, para onde foi transferida a maioria dos moradores. Apesar desta medida, as invasões não foram totalmente erradicadas porque a vinda de pessoas para Brasília continuou e isto gerava maior demanda por moradias.          

Com a aproximação da inauguração de Brasília, em abril de 1960, começavam os boatos de desmontagem da Cidade Livre. Teve início, então, um movimento de moradores e usuários da cidade que reivindicavam a sua fixação.

O movimento foi apoiado por Jânio Quadros em sua campanha presidencial. Após as eleições, ele posicionou-se contrariamente à fixação. O Núcleo Bandeirante sofreu, então, intenso controle sob o comando do prefeito de Brasília, Paulo de Tarso, que previa, entre outras formas de controle, a transferência dos moradores das invasões para as cidades satélites do Gama e Taguatinga, já inauguradas, e também a demolição das edificações.

O grande número de incêndios na cidade nesse período eram criminosos, segundo moradores. Muitos acreditavam se tratar de estratégia para enfraquecer o movimento de fixação. Mas os invasores resistiram e acabaram forçando a regularização da cidade que deveria ser extinta após a inauguração de Brasília.

VISITE

Museu Vivo da Memória Candanga

Entrada gratuita

Visitação: De 3ª feira a domingo, das 9h às 17h

Endereço: Via EPIA Sul, SPMS, Lote D – Núcleo Bandeirante

Leia mais sobre a construção de Brasília: O plano de Lucio Costa

50 anos — O plano de Lucio Costa

Dinheiro na meia à parte, Brasília tem história, geografia e arquitetura singulares que fazem valer uma visita. Para quem não sabe, é a única cidade moderna considerada patrimônio da humanidade  pela ONU. E hoje estamos a um mês de comemorar os 50 anos da capital brasileira. Por isso, o blog inicia série com fatos e imagens que marcaram a construção da metrópole desenhada por Lucio Costa e Oscar Niemeyer.

A foto ao lado, por exemplo, mostra o então presidente Juscelino Kubitschek e o urbanista Lucio Costa, em meio ao cerrado onde seria construída Brasília. A imagem, de 1957 , destaca a placa do Eixo Monumental, aquela que viria a ser a mais larga avenida do Brasil e da nova capital, com seis pistas em cada mão.

Lucio Costa é o autor do projeto urbanístico escolhido para a construção de Brasília. Ao contrário do que muitos pensam, o nome Plano Piloto não tem a ver com o formato de um avião. Todos os projetos apresentados no concurso público vencido por Lucio Costa chamavam Plano Piloto de Brasília e levam um número para distingui-lo.

O Plano Piloto de Lucio Costa  teve sua forma inspirada pelo sinal da cruz.  Lucio Costa defendeu a tese de que a capital federal pudesse ser comparada a uma borboleta, rejeitando a comparação com um avião.

VISITE

Localizado no subterrâneo da Praça dos Três Poderes, o Espaço Lucio Costa reúne uma maquete com 179 metros quadrados que reproduz fielmente as proporções do Plano Piloto de Brasília (foto abaixo). O ambiente foi idealizado por Niemeyer para homenagear a obra do amigo urbanista. Também há várias fotografias, documentos inclusive textos, croquis e rascunhos do projeto da cidade.

Endereço: Praça dos Três Poderes, ao final da Esplanada dos Ministérios
Horário de visitação: de terça a domingo, das 9h às 18h
Telefone: 3321-9843

Conheça o projeto urbanístico de Brasília pensado e desenhado por Lucio Costa

Como usar cias. low-cost na Europa

Ricardo Freire, do Viaje na Viagem

O aparecimento das companhias aéreas de baixo custo revolucionou a aviação na Europa. Nomes como a irlandesa Ryanair e a britânica easyJet são, hoje, megacompanhias pan-européias, que operam inúmeras rotas fora do país de origem.

O esquema funciona à perfeição para quem mora na Europa e faz viagens curtas.

No entanto, para quem sai do Brasil com um itinerário picadinho, as low-cost nem sempre são a melhor solução.

Antes de fechar a passagem mais barata que conseguir e sair comprando vôos low-cost a torto e a direito, faça seu dever de casa:

PESQUISE OS PREÇOS
As pechinchas inacreditáveis de € 10 ou € 20 ainda existem, mas normalmente estão ao alcance de quem recebe os alertas de ofertas por email (é preciso cadastrar-se nos sites) e pode marcar viagens na base do impulso. Pela minha experiência, é difícil voar por menos de € 70 (US$ 100). Pesquise as datas exatas em três sites: o Skyscanner.net (metabuscador que traz todas as low-cost, com exceção da Ryanair), o Ryanair.com e o Kayak.com (para descobrir se há companhias convencionais oferecendo tarifas promocionais na mesma rota).

CONFIRA O AEROPORTO
Algumas low-cost – sobretudo a Ryanair – usam longínquos aeroportos secundários, aonde se chega apenas por ônibus especiais que nem sempre se encaixam direitinho com o seu horário de check-in. Informe-se sobre a distância e o transporte (todos os sites têm uma seção sobre como chegar) e veja se a economia compensa o acréscimo de tempo.

PEGUE LEVE
Com exceção da Air Berlin, todas as low-cost cobram pelo despacho de bagagem – normalmente, € 10 pela primeira mala. Excedendo o limite (que é de 15 kg na Ryanair e na Wizzair, e 20 kg nas demais), a multa é pesada: entre € 10 por quilo na Vueling e € 15 por quilo na Ryanair.

CONEXÃO, NÃO!
Nunca programe um vôo low-cost como conexão para seu vôo de chegada à Europa ou de volta ao Brasil. Como não há vínculos entre as duas companhias, se um vôo atrasar, você perde a passagem do vôo seguinte. Use um agente de viagem para montar a passagem intercontinental chegando à Europa por uma cidade e voltando ao Brasil por outra. (Ou então programe um pernoite na ida e outro na volta, para não dar chabu.)

RENTABILIZE SUA PASSAGEM
As passagens intercontinentais costumam conter “gorduras” que podem viabilizar trechos intra-europeus por tarifas semelhantes às das low-cost – usando aeroportos principais, mantendo o seu limite de bagagem e com alguma assistência em caso de atraso. Examinando seu roteiro, um agente de viagem pode achar uma classe tarifária que permita desdobrar sua passagem em mais vôos. Peça um orçamento e compare com o que você pesquisar nas low-costs. Você pode ter uma boa surpresa.

ENTENDA BEM
Não estou querendo dizer que as low-costs não valham a pena — muitas vezes, talvez até na maioria dos casos (sobretudo para quem estiver cadastrado nos sites ou resolver sua viagem com antecedência) a conta deve ficar menor. O meu pitaco é para que você não feche a passagem intercontinental antes de orçar quanto ficaria incluindo os trechos internos. Não esqueça de converter os preços das low-cost para dólar, que é a moeda das passagens intercontinentais. E finalmente, ao comparar os dois preços, procure levar em conta não só o número frio, mas também o custo x benefício (principalmente se os trechos intra-europeus incluírem cias. com limite de bagagem de 15 kg).

O camelódromo da Champs-Élysées

Alberto Lima, do Pelejar

Ela é considerada a mais linda avenida do mundo. Vai da Place de la Concorde aos pés do Arco do Triunfo. A Champs-Élysées, que virou baladinha muito simpática na década de 70 em letra e música de Joe Dassin , resistiu até mesmo à marcha do exército de Hitler. Mas, agora, os parisienses se inquietam quanto ao seu futuro.

Os estabelecimentos comerciais de lazer – restaurantes, bares, casas de espetáculo — que deveriam ser o carro-chefe do lugar, têm cedido, pouco a pouco, espaço a lojas prêt-à-porter. Nos últimos três meses, um teatro e uma cervejaria bem bacanas fecharam suas portas, pressionados, principalmente, pelos preços de aluguel, que chegam a 1.500 euros mensais, o metro quadrado.

Vão ser substituídas por Thomas Hilfiger e Levi’s. Um ano e meio atrás, um grande protesto impediu a instalação da H&M no número 90. Mas o capitalismo é um câncer, é nefasto como o nazismo. E, devagarzinho, vai tomando conta de tudo. A resistência continua. Mas, esperando oportunidade para aterrissar por lá, já estão vários desses grandes grupos.

Em breve, se nada de concreto realmente for feito, um dos cartões postais mais conhecidos do mundo pode virar um imenso shopping center ao ar livre.

(Alberto Lima é pernambucano, jornalista, gente boa e mora em Paris, onde peleja.)

Os encantos do Oceanário de Lisboa

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

O maior oceanário da Europa fica em Lisboa. Construído durante a Expo 98, com o slogan Os oceanos, um patrimônio do futuro, conta com mais de 8 mil animais e plantas de 450 espécies.

Tudo distribuído em galerias que reproduzem os ambientes dos oceanos Índico, Pacífico, Ártico e Atlântico.

Na galeria do Índico, espécies tropicais estão representadas por recifes de coral, corais fluorescentes, moréias, entre centenas de outros animais.

Sua maior atração são os  peixes-palhaço, mais conhecidos por meio do simpático Nemo, o famoso personagem da Disney.

Na galeria do Pacífico, o maior oceano, os ilustres habitantes vão de caranguejos-gigantes, anêmonas e ouriços a até enguias e polvos. Mas são as lontras marinhas (foto abaixo), com seus mergulhos graciosos, que encantam os visitantes.

Na galeria do Atlântico, algumas espécies são muito comuns na costa brasileira. É também na amostra desse ambiente que o bacalhau mostra ao mundo que, sim, ele tem cabeça.

Já na galeria do Antártico é possível observar como vivem invertebrados e peixes das águas mais frias do Hemisfério Sul. Mantida a 12º C, uma colônia de pingüins de Magalhães atrai todas as atenções.

Tubarões

No centro de tudo isso, um imenso aquário com 5 mil metros cúbicos de água salgada e espécies marinhas de tirar o fôlego: tubarões, raias, garoupas, barracudas e o peixe-lua (foto abaixo), tão lerdo quanto grande.

O aquário representa a unidade dos oceanos, por isso é visível de qualquer ponto do Oceanário.

Estrategicamente montada à saída, é impossível não comprar nada na lojinha do Oceanário. Bichinhos de pelúcia, chaveiros, cadernos, camisetas, guias são ótimas lembranças dessa verdadeira odisséia pelo mundo marinho.

Como visitar

Esplanada D. Carlos I, 1990-005

Tel.: 218917002 e 006.

E-mail: info@oceanario.pt

Endereço eletrônico: www.oceanairo.pt

Aberto todos os dias, no inverno funciona das 10h às 19h. No verão, das 10h às 20h.

Visitas guiadas em português, espanhol, inglês, francês e alemão mediante marcação prévia.

Bilhetes: os preços variam de 6€ (crianças de 4 a 12 anos) a 29€ (preço família: 2 adultos e crianças até 12 anos).

Metrô: descer na estação Oriente

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Conheça Paris correndo

Alberto Lima, do Pelejar

Há muitas maneiras de conhecer uma cidade: a pé, de ônibus, carro, bicicleta, barco, helicóptero. E correndo. Esta proposta chegou a Paris há algum tempo e já ganhou adeptos.

Quem estiver a fim, contrata o serviço e escolhe o roteiro.

Tem um só de prédios especiais, outro só de igrejas, outro da rive gauche, outro da rive droite, enfim, tem para todos os gosto.

Você corre ao lado de um treinador e guia especializado na cidade, que se propõe a te pegar no hotel e te conduzir pelos caminhos parisienses mais legais.

Em toda Paris, só duas empresas propõem o chamado sightjogging, que alia visita turística guiada à prática esportiva.

Pra correr até uma hora, o preço é 85 euros. Para um grupo de quatro pessoas, o valor individual cai pra 55 euros. Acima de uma hora de corrida (acredite: deve haver gente que topa isso), 120 euros pra quem vai só, 65 euros pra quem segue com três amigos.

Se gostou da ideia, vai lá. Na volta, passa naquele bar onde eu estarei sentado tomando uma cerveja bem gelada e me conta tudo. Tô muito curioso pra saber como é que foi a experiência. E, desde já, cansado por você.

(Alberto Lima é pernambucano, jornalista, gente boa e mora em Paris, onde peleja. As fotos são de Renato Alves, mineiro, também jornalista, radicado em Brasília.)

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