Onde o céu é o limite

Renato Alves (texto e fotos)

Morar e sair à noite no centro de Toronto é chique. Na muito bem planejada e ocupada cidade canadense, até o distrito financeiro e a zona portuária são frequentados por moradores e turistas de dia, à noite e nos fins de semana. Segurança é um quesito com o qual o visitante não deve se preocupar em ponto algum em um dos mais tranquilos municípios do mundo.

Coladas ao centro, essas áreas são separadas pela CN Tower, o ícone de Toronto. Construída entre 1973 e 1975, foi concebida pela Canadian National Railway para resolver problemas de comunicação. Os grandes prédios do centro dificultavam a radiodifusão e a alternativa estaria na instalação de antenas mais altas do que os arranha-céus.


Passados 35 anos da inauguração, a CN Tower — antigamente a maior de todas as construções do mundo — ainda é a mais alta estrutura sem sustentação. Com 553m, oferece as mais deslumbrantes vistas de Toronto e do Lago Ontário. Com tal tamanho, claro, tornou-se ponto de referência.


O tour, que começa em uma ampla loja de suvenires com tudo imaginável da torre (copos, canetas e camisetas, para enumerar o mais básico), inclui uma parada em um observatório, a 342m do chão, onde fica um restaurante panorâmico e giratório, que percorre os 360 graus da torre em 72 minutos. Um andar abaixo, há outro observatório, com parte do piso em vidro. A mesma impactante visão o visitante pode ter dentro dos elevadores, onde parte do piso é transparente.

Mas não é preciso tanta adrenalina nem olhar para tão longe. Dentro do observatório (protegido por grossos vidros), olhando-se para baixo, veem-se as belas ilhas do Lago Ontário, os edifícios do centro e o Rogers Centre (foto acima).

Inaugurado em 1989 com o nome de Sky Dome, é o primeiro estádio com teto móvel. Funciona como casa do Blue Jays e do Argonauts, os times de beisebol e futebol americano de Toronto, respectivamente. Ambos disputam o equivalente à primeira divisão da liga norte-americana.

Quem ainda assim não ficar satisfeito pode comprar o bilhete de acesso ao Sky Pod, a plataforma de observação máxima da torre, a 447m de altura. De lá se tem uma visibilidade de até 160km de Toronto e da região. Significa que, num dia ensolarado, você pode ser presenteado com a vista das Cataratas do Niágara. Há quem diga ser possível ver até a cidade norte-americana de Rochester.

Os mais aventureiros ainda podem se arriscar do lado de fora da torre. A brincadeira, que custa cerca de R$ 300, consiste em uma caminhada a mais de 300m de altura, com direito a exercícios como jogar o corpo para trás e para frente. A queda livre é impedida apenas por um fino cabo.

Esportes

Além do teto retrátil, que leva apenas 20 minutos para abrir ou fechar — muito usado em caso de chuva ou neve —, o estádio tem como marca um friso do artista Michael Snow. Batizada de O público (foto acima), a obra bem-humorada retrata 14 fanáticos espectadores. Se tem tempo de sobra, vale a pena ir à arena em dia de jogo, mesmo sem entender nada de beisebol ou de futebol americano.

Em uma tarde ou noite no Rogers, o visitante conhece muito da cultura esportiva canadense e se enche de guloseimas locais. Balas, chicletes e doces de todos os tipos são distribuídos de graça por promoters fora do estádio e vendidos dentro, onde, reza a lenda, também é servido o mais barato hot dog de todos os estádios do mundo. Há ainda um Hard Rock Café com vista para o campo de jogo.


Mas a maior paixão esportiva dos canadenses é o hóquei no gelo. Mesmo que você não conheça as regras do esporte, vai se divertir no Hockey Hall of Fame (foto acima), a duas quadras do Rogers Centre. No museu, em um dos mais modernos edifícios de Toronto, há de tudo sobre a modalidade: uniformes, fotos, vídeos e até réplicas de vestiários. Mas o melhor é arriscar tacadas na área interativa do museu.


Sem precisar de calçado ou de roupa especial, o visitante fica frente a frente com um dos melhores goleiros do esporte. Com taco e disco de verdade, o atacante de verdade tenta fazer gol no defensor visualizado em um telão. Uma maravilha da alta tecnologia. Se quiser, há a opção de inverter o papel em outra quadra, vestindo a parafernália de um autêntico goleiro. Isso sem contar os inúmeros jogos em consoles.

Forma de ferradura
Pegando um trem na estação central de Toronto, em duas horas se chega a uma das mais bonitas quedas d’água do mundo. Excursões de ônibus também fazem o percurso. Com 57m de altura, as quedas do Rio Niágara têm a forma de uma ferradura. O local conta com boa estrutura para os visitantes. A melhor maneira de sentir a força das cachoeiras é embarcar no barco Maid of the Mist. Ele parte de um embarcadouro e vai até o pé das quedas d’água.

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