Como é viajar no trem Vitória a Minas

Trem 2

Do bog do Chico Maia

Iniciei este texto na Estação Intendente Câmara, em Ipatinga, exatamente cinco horas depois de iniciar a viagem na Estação de Belo Horizonte. O trem Vitória a Minas saiu pontualmente às 7h30 da capital mineira. Uma viagem das mais agradáveis, carregada de emoção, devido ao ineditismo para mim no Brasil e raridade, já que há poucos trens de passageiros em nosso país. Um absurdo!

É tanta coisa para ver e conhecer, dentro e fora do trem, que o tempo voa. Seguramente que vale mais a pena ir de Beagá a Ipatinga, de trem. Só de lembrar da BR-381, que o governo chama de “rodovia”, a morte também vem à cabeça. Passar entre prédios e casas na saída de Belo Horizonte é uma visão completamente diferente. Em determinados trechos o Metrô segue paralelo e às vezes dá até a sensação de estarmos na Europa, com seu sistema viário calcado nas ferrovias.  Quem sabe um dia chegaremos a esse nível! A esperança não pode morrer.

A velocidade é bem baixa até sair da zona urbana, depois chega a 65 Km/hora. As paisagens são fantásticas e constatei que Minas Gerais é mais bonita do que eu imaginava. Eu que conheço bem o nosso estado e já achava que era o mais bonito do Brasil.

O conjunto arquitetônico da Estação é belíssimo, apesar da derrubada de muitos prédios e da construção de monstrengos no seu entorno.

Estação BH

O guichê de compra de passagens tem quatro bilheterias e o nível de informação aos usuários é muito bom.

Passagens são vendidas até 30 minutos antes da partida do trem, mas é bom comprar com antecedência, pois há risco de não ter mais. Pela internet ou telefone há informações confiáveis e rápidas. O site é http://www.vale.com/tremdepassageiros. Telefone: 0800 285 7000. A passagem na classe executiva custa R$ 82, e a econômica, metade.

Trem 1

Executiva

O ar condicionado da “executiva” funciona bem; na econômica, não tem, e o calor é terrível. A ferrovia, que já foi federal, hoje pertence à Vale. Os funcionários de terra e de bordo são muito gentis. Este é o atleticano Rodrigo, da Prossegur, empresa que faz a segurança.

Há um vagão-restaurante, que não vende bebida alcóolica. E também serviço de bordo que oferece os mesmos serviços nas poltronas. Os preços são normais. Um cafezinho e um pão de queijo custam R$ 5. Excelente pão de queijo, diga-se!

Vagão de leitura

Uma surpresa da melhor qualidade é que há um vagão para leitura e utilização de internet, com tomada para notebook, inclusive. Ao lado, espaço para pessoas com deficiência. Não há wi-fi, mas celular e modem funcionam na maioria das estações.

A primeira parada é na Estação 2 Irmãos, que atende às cidades de Santa Bárbara e Barão de Cocais, 1h30 depois da saída de Beagá. Às 10h10, para em Rio Piracicaba; às 10h20, em João Monlevade e por aí vai.

Neste momento, 14h40, chegamos a Governador Valadares, com o Rio Doce e o Pico do Ibituruna à direita, belíssimos. O tempo de parada aqui é o maior de todos: 10 minutos, contra os cinco de Ipatinga, três, dois e um minuto das estações de menor movimento.

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