A marcha dos pinguins na Patagônia chilena

IPinguineira em Punta Arenas

Os pinguins são os animais mais cobiçados pelos turistas na Patagônia e na Antártida. E nem é preciso se aventurar no mar para vê-los. Há colônia dessas aves perto das cidades, em terra. De Punta Arenas, a mais próxima fica a pouco mais de uma hora.

A pinguineira chilena em Seno Otway fica a 65km de Punta Arenas e atrai mais de 800 turistas por dia, que encaram o vento frio e a travessia em estrada de chão para aprender com o comportamento desengonçado e simpático dos habitantes ilustres desta colônia no extremo sul da América.

O passeio é oferecido por inúmeras agência e pode ser comprado um dia antes. Elas geralmente levam os turistas em van ou microônibus. Mas também se pode contratar um táxi, combinado o preço antes da partida.

Na parte de terra da estrada, já dentro da reserva, destaca-se a paisagem plana com vegetação rasteira e clima oscilante. Em meio è ela, outros animais, como lebres, gaviões e muitas ovelhas. Vale uma breve parada para fotografias.

Passarela

A colônia de pinguins fica à margem das águas represadas do Oceano Pacífico, com vista para uma cadeia de montanhas, com nuvens no topo. Nesse cenário, moram cerca de 11 mil pinguins-de-magalhães. Depois do trajeto de carro, van ou ônibus, é preciso percorrer uma trilha até eles.

O caminho dentro da reserva ecológica é feito em uma passarela de madeira, com placas indicativas sobre espécies de vegetais existentes na área. Há mirantes para facilitar a visualização da orla. Muitos levam binóculos.

Mas todos querem mesmo é ver os pinguins. Após cerca de 15 minutos de caminhada, chega-se à praia, o melhor lugar para apreciá-los. No caminho, alguns espécimes conservam seus ninhos. Eles caminham tranquilamente em meio à vegetação baixa, para delírio dos visitantes.

Na praia, há um mirante suspenso, para facilitar as imagens dos pinguins reunidos após um dia no mar e os fiscais melhorar controlar os turistas. Cercas indicam a proibição do contato direto com os animais. Mas é possível vê-los por até 1m de distância.

Volta para casa

O horário mais indicado para a visitação é o fim da tarde, pois, por volta das 18h, pinguins começam a brotar das águas. Em fila indiana, eles seguem trilhas em meio à vegetação em busca dos ninhos. Levam, no bico, a comida para os filhotes.

A procura do alimento começa cedo. Ao amanhecer, os habitantes do santuário partem para o mar. Avançam quilômetros oceano adentro em busca de peixes e crustáceos, capturados em mergulhos que podem alcançar os 70m de profundidade. Enquanto pescam, a colônia fica vazia.

Os ninhos ficam sob a terra. Na volta a eles, quando um companheiro fica pelo caminho, o líder do grupo estanca a caminhada, aguarda a recuperação do amigo e segue a jornada. Para os pinguins, o matrimônio é uma instituição sagrada. Quando um macho e uma fêmea se casam, só a morte os separa.

Quanto custa
Em média, o traslado Punta Arenas e a pinguineira custa 8 mil pesos chilenos, algo como R$ 32. Além do transporte, é preciso pagar 1,5 mil pesos (R$ 12) para entrar na área protegida que abriga a colônia, mais 5,5 mil pesos (R$ 22) para visitar a pinguineira

Passeio pelo Brasil
O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é uma ave sul-americana que vive em regiões frias, muitas vezes com temperatura abaixo de zero. Essa espécie pode ser encontrada na costa chilena e na argentina, mas também é vista com frequência nas praias brasileiras, no processo migratório pelo Oceano Atlântico. Eles vêm ao Brasil em busca de correntes de águas mais quentes e maior oferta de alimentos, podendo ser avistados normalmente na costa da Bahia, Alagoas e Pernambuco. No entanto, derramamentos de óleo e redes de pesca irregulares ameaçam a vida da espécie em território nacional.

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