Os campos de concentração da Polônia

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

A 75km de Cracóvia, a pequena cidade de Oswiecim, ou Auschwitz — nome alemão pelo qual é conhecida –, mantém preservada uma parte da história de atrocidades cometidas contra a humanidade. Seus campos de concentração, que levam seu nome (Auschwitz II também é conhecido como Birkenau), ainda conseguem dar uma dimensão do terror do holocausto.

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Um passeio pelos alojamentos, rodeados por guaritas e cercas de arame farpado, é deprimente, mas essencial para entender um dos episódios mais repugnantes da história da humanidade.

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Em Auschwitz I, o portão de entrada preserva os dizeres “O trabalho liberta”, escritos em alemão, em letras de ferro fundido. Mas a liberdade era morte certa, pelos meios mais cruéis, inimagináveis. Muitos que ali chegavam, eram recebidos c om música, tocada por uma banda formada por outros prisioneiros (foto abaixo). Uma forma dos alemães enganarem as vítimas, de mantê-las calmas, até serem encaminhadas à morte.

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Alguns de seus pavilhões, celas e câmaras de gás, hoje organizam-se como museus. Entre os objetos em exposição, roupas, óculos, sapatos e até cabelo dos prisioneiros, a maioria judeus. Milhares de latinhas de produto tóxico usadas nos crematórios também estão expostas.

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Os arquivos com os dados dos prisioneiros permanecem rigorosamente organizados, uma característica dos nazistas. Tudo isso impressiona, mas são as fotografias dos presos em Auschwitz o que realmente dimensiona a crueldade do campo de extermínio.

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Durante todo o trajeto, algumas regras são impostas aos turistas, como não falar alto, não comer ou beber e em alguns locais não fotografar. Uma forma de respeitar a memória das vítimas.

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Embora Birkenau (foto abaixo) não tenha o mesmo acervo de Auschwitz, o imenso campo de concentração choca pelo tamanho e também deve ser visitado. Parte dos trilhos e um vagão dos trens que levavam os prisioneiros até os campos de concentração permanecem no local.

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Passeios guiados

Para chegar aos campos de concentração, hoje, várias excursões saem o dia todo de Cracóvia. Transporte público também dá acesso a Auschwitz, mas para visitar os campos é obrigatório o acompanhamento de guias. Em Auschwitz I, eles podem ser contratados e contam as histórias dos campos em diferentes idiomas.

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IMG_5243Para saber mais

Extermínio em massa

Maior símbolo do holocausto perpetrado pelo nazismo na Segunda Guerra Mundial, Auschwitz-Birkenau é uma rede de campos de concentração construídos e operados pelo Terceiro Reich no Sul da Polônia, durante a ocupação nazista.

A partir de 1940, o governo de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A alegação para a sua construção foi o fato de que as prisões em massa de judeus, especialmente poloneses, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazistas, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais.

IMG_5234Após a guerra, em julgamento, o primeiro comandante alemão, Rudolf Höss, testemunhou que mais de 3 milhões de pessoas morreram em Auschwitz-Birkenau, sendo 2,5 milhões gaseificadas e 500 mil de fome e doenças.

Hoje em dia, os números mais aceitos são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil poloneses, 23 mil ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades.

Quem não era executado nas câmaras de gás morria de fome, doenças infeciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou em experiências médicas.

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