Irlanda abre as portas para imigrantes e estudantes

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Raphael Pires, do Correio Braziliense

Desde criança, as pessoas são acometidas pela ideia boba de que estudar é maçante e pode ser o oposto da diversão. Porém, quando o assunto é aprender fora do Brasil, tudo muda de figura. Os novos amigos, as aventuras e as viagens fazem com que os conceitos de vivência e conhecimento ganhem novo status na mente dos mais inquietos. De alguns anos para cá, um país europeu, um pouco fora da rota tradicional dos intercambistas brasileiros, tem se tornado destino certo para quem quer viver essa experiência no exterior.

A Irlanda abre as portas para imigrantes e estudantes do mundo todo. A capital, Dublin, tornou-se um fervor multicultural com diversas nacionalidades. Por isso, além da novidade de morar sozinho, é preciso ser precavido e ter certo planejamento tanto antes de viajar quanto dentro da região. Então, vale se preparar para o frio, para a cultura diferente e para toda a burocracia de conseguir documentos. O lugar é único e guarda muitas surpresas. Nesta edição do Turismo, saiba os melhores caminhos para ir à Irlanda como estudante, como economizar na comida e na hospedagem e o modo de vida da população. Além disso, os pontos turísticos são um convite para conhecer mais dessa ilha.

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Apesar do clima frio e da proximidade geográfica e cultural de países com pessoas de personalidade mais fechada, a Irlanda, apelidada de Ilha Esmeralda — por causa das vastas estepes verde-claro — tem um tom vivo. Os irlandeses são abertos, amistosos e de grande carisma. Sem contar a paixão pela cerveja. Talvez seja um dos motivos que há tantos brasileiros por lá. De acordo com o Irish Naturalisation and Immigration Service (Inis), órgão responsável pelo controle imigratório no país, cerca de 20% de todos os imigrantes não europeus são do Brasil. Para se ter uma ideia do número, a Garda National Immigration Bureau — agência da polícia responsável por essa área — registrou mais de 11 mil conterrâneos no país no começo do ano passado.

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E a quantidade não para de crescer. Quem vai ajudar a aumentar o número de brasileiros na Irlanda é Mariana Akahoshi Pedroso, 25 anos, cientista social e estudante em Campo Grande (MS). Ela pretende ir a Dublin no fim deste ano e espera que o tempo que passará por lá seja especial. “Para mim, a maior expectativa é a vivência, saber me virar e, o mais importante, amadurecer. E, para quem sempre viveu com os pais, será uma aventura e tanto. Em Dublin, quero conhecer e aprender sobre a história e a cultura local, viajar, mas, principalmente, fazer amizades duradouras”, conta.

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Mariana revela que escolheu Dublin pelo fato de os estudantes poderem trabalhar enquanto estão em período de aulas. “A ideia surgiu de repente, numa conversa entre amigos. Não era exatamente nossa primeira opção, mas o fato de aliar estudo e permissão de ter um emprego foi o diferencial e o que me fez optar por esse destino”, explica a jovem, que está indo com uma amiga para a Irlanda.

Dedicação
Os brasileiros que já passaram um tempo por lá falam bem da experiência e do país. Kleber Banno Esteves, 23, administrador de empresas, diz que teria permanecido na ilha por mais tempo se não fosse por alguns fatores. “Não existe um principal motivo para eu ter voltado para o Brasil, mas sim o casamento de alguns, como o recesso de meu emprego na Irlanda, minha passagem de volta que iria vencer em pouco tempo e as comemorações de fim de ano”, explica.

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Trabalhando como auditor de estoque em Dublin, Kleber alerta para a dificuldade de se conseguir emprego devido à crise europeia. “Como a Irlanda foi um dos países mais afetados por esse momento econômico, o mercado de trabalho, principalmente para não europeus, não está bom. Existem oportunidades, mas é necessário dedicação e estar aberto a realizar alguns tipos de trabalho que dificilmente se aceitaria no Brasil, especialmente se o seu inglês não estiver em um bom nível. A melhor forma de se conseguir um emprego é com uma boa rede de amizades. Para quem está indo agora, recomendaria dedicação desde o momento da chegada”, comenta.

As principais atrações de Dublin

Phoenix Park
É o maior parque urbano e fechado da Europa. Tem cerca de 700 hectares (700 milhões de metros quadrados), com uma circunferência de 16 quilômetros. O lugar é tão imenso que é necessário visitá-lo várias vezes para conferir todas as atrações. O ideal é pegar a bike, pedalar e se preparar para passar um dia inteiro tentando dar a volta por lá. São diversos monumentos, grandes áreas verdes, um zoológico, castelos, lagos, muitos banquinhos e gramados para deitar e relaxar.

St. Stephen’s Green
É o parque do centro de Dublin. Bem no meio da vida corrida de um grande centro urbano, o Stephen%u2019s Green é como um oásis de relaxamento. A parede de árvores ao redor do parque parece isolar quem está dentro dele dos carros e dos problemas da cidade grande. É o lugar mais acessível para espairecer depois de um dia de estudos ou trabalho.

Temple Bar
Provavelmente, o lugar mais famoso de Dublin. É um pub conhecido na cidade e dá nome a toda a região boêmia e festeira que o cerca. São dezenas de bares, boates e restaurantes, que ficam cheios de turistas e nativos. As ruas estreitas, por onde quase não passam carros, dão um charme a esse pequeno conjunto de vielas localizado no centro da cidade. Estudantes dão as caras por lá para conhecer pessoas.

Grafton Street e Mary Street
São duas ruas em Dublin, feitas apenas de calçada, onde carros não passam e os pedestres tomam conta de toda a vista. Nelas, é possível encontrar todo tipo de loja, mas as de vestuário ganham destaque. Zara, River Island, H&M, Debenhams, Marks& Spencer, Brown & Thomas, Vans e Monsoon são algumas das muitas opções de roupas. E também tem a Penneys, na qual os preços podem ser mais baixos.

Liffey River
É o rio que corta Dublin inteira. Você vai atravessá-lo praticamente todos os dias, mas que tal tirar algumas horas para caminhar às margens? Elas guardam vários monumentos, belas pontes e prédios com diferentes arquiteturas.

National Botanic Gardens
Uma mistura de parque com jardim botânico, tem entrada franca em todas as estufas. Para quem gosta de plantas e de admirar diferentes faunas do mundo todo, esse é o lugar. As estufas recriam ambientes de matas e florestas da Terra, inclusive do Brasil.

Guinness Storehouse
Ah, a Guinness! O amargor da pura cerveja irlandesa. A fábrica da Guinness fica bem próximo do centro de Dublin, e eles oferecem diariamente um tour pelas instalações, onde o visitante vivencia todo o processo de fabricação. O turista aprende, no fim do passeio, como servir uma pint de Guinness corretamente e ganha um certificado.

The Spire
Difícil de passar despercebido, é um monumento com 120 metros de altura em forma de agulha, situado no centro de Dublin. De lá é possível caminhar até muitos pontos turísticos da capital, como Temple Bar, Mary Street e Rio Liffey. Fica na frente do Correio central de Dublin, cuja arquitetura é belíssima.

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