Glasgow atrai pela arquitetura, museus e vida noturna

Jovens na George Square, em Glasgow, na Escócia

Maior cidade da Escócia, Glasgow não tem toda a beleza de Edimburgo, mas possui seus encantos. Antiga locomotiva industrial do país, Glasgow viveu um período de decadência, com o declínio da economia nos anos 1960 e 1970, mas se reinventou. Redescobriu sua veia artística, passou por inúmeras obras e hoje está cheia de estilo, com muito o que ver, fotografar, comer, beber, comprar.

Jovens na Buchanan Street, em Glasglow, na Escócia

O ponto de partida para explorar Glasgow é um passeio pela rua  Buchanan (foto acima), no ponto mais central, com uma série de quadras exclusivas para pedestres. Ao longo delas, de ambo os lados, loja de designers exclusivos dividem as paredes com lojas populares. Galerias e shoppings para todos o públicos, além de fast foods, cafés e restaurantes com cardápios dos mais  variados ocupam o demais endereços.

Grafite em rua do centro de Glasgow, Escócia

A arquitetura de Glasgow vai do vitoriano ao neoclássico, passando por obras contemporâneas, como o Clyde Auditorium e a Cidade das Ciências. Em Glasgow, nasceu, cresceu e morreu Chales Rennie Mackintosh (1868-1928). Ainda estudante, ele criou um estilo inconfundível, com uma fusão entre as linhas harmoniosas do Art Nouveau e a simplicidade do movimento Arts and Crafts. Claro, ele deixou sua marca na cidade.

Lateral da Galeria de Arte Moderna de Glasgow Galeria de Arte Moderna de Glasgow

Existe um roteiro para visitar as obras de Mackintosh. Ele inclui a Glasglow School of Art, fundada em 1845. Mackintosh venceu o concurso para projetar o prédio número 167 da Renfrew Street. Considerado obra-prima do ator, o edifício parece modero mesmo após 10 anos. O tour pelas obras do famoso arquiteto inclui ainda ao menos uma dezena de endereços.

Fachada da Galeria de Arte Moderna, em Glasgow

Lateral da Galeria de Arte Moderna de Glasgow, na EscociaGlasgow abriga mais de 20 museus e galerias de arte, incluindo a premiada Burrell Collection, o enorme Museu e Galeria de Arte de Kelvingrove e o Museu Riverside, um espaço radical projetado por Zaha Hadid para o patrimônio do transporte da cidade.

O espaçoso e belo edifício do Kelvingrove fica em um parque. O museu é casa de uma coleção tão eclética como fascinante. Tem itens como armaduras medievais, objetos do Egito Antigo, mostras de história natural e pinturas clássicas.

Já o Riverside é um excelente museu para crianças e marmanjo de todas as idade. Ele tem uma coleção de 3 mil peças relacionados ao mundo dos transporte e das viagens. Nele você encontrará um bom apanhado da história das motos, locomotivas, charretes, carros, um barco mercante, automóveis históricos e mostras sobre o universo da moda.

Cidade dos mortos

A Catedral de Glasgow é uma das principais atrações locais. Consagrada em 1197, tem uma congregação de fiéis há mais de 800 anos. Originalmente católica, hoje é um templo presbiteriano. Para muitos, o edifício de pedra é um dos melhores exemplos de catedral medieval, pois sobreviveu praticamente intacto à Reforma Protestante Escocesa.

Catedral de Glasgow, Escócia, vista da Necrópolis

A ampla igreja de nave simples e espaçosa conserva o ar cinzento dos tempos da sua construção. A gótica catedral ostenta belos vitrais e pertence a Coroa britânica. Importante centro de peregrinação durante boa parte da Idade Média, acredita-se que ela foi construída sobre a igreja de São Mungo, o padroeiro da cidade.

Vitral da Catedral de Glasgow, Escócia

Ao lado da catedral, fica o museu São Mungo, sobre a vida e a arte de acordo com as diferentes religiões. Além de exposições de arte, uma das galerias explica as cerimônias religiosas, os rituais e as crenças com relação ao nascimento, o desenvolvimento pessoal dos praticantes de cada religião, o casamento e a morte.

Necrópolis de Glasgow, Escócia

Já atrás da catedral, sobre uma colina, fica a Necrópolis de Glasgow, a Cidade dos Mortos. Ela abriga mais de 50 mil restos mortais, dos ricos industrias do século 19 e o familiares deles. Uma gente que fez questão de ostentar a fortuna até após a morte. Para tal, encomendou aos mais famosos arquitetos da época monumentos para cobrir os seus túmulos, em uma competição para mostrar quem era mais rico e importante.

Rock britânico

A cidade de 560 mil habitantes atrai visitantes com um cenário cultural agitado. Exposições de grandes artistas e shows variados, que vão das apresentações de grandes nomes do rock britânico a óperas e balé.

Balcão do Old College Bar, em Glasgow, na Escócia

E para quem curte baladas, Glasgow tem uma noite muito mais agitada do que a rival Edimburgo. Com mais de 150 pubs, discotecas e bares, não há falta de opções noturnas. Em eventos como o Dia de St. Andrew (30 de novembro) e a Noite de Burn (25 de janeiro), ouve-se ainda mais música ao vivo.

A cena musical em Glasgow ferve, e se você quiser ver o próximo grande talento, entre na fila do King Tut’s Wah Wah Hut. Clube onde o Oasis foi descoberto e assinou um contrato em 1993, o King Tut’s também ajudou o início da carreira de bandas como Radiohead, Florence & The Machine e Biffy Clyro.

Balcão do Old College Bar, em Glasgow, Escócia

Porém, se conhecer os habitantes tomando uma caneca de cerveja for mais a sua cara, dirija-se ao sofisticado West End de Glasgow e encontre de tudo, dos tradicionais pubs aos clubes e bares.

Interior da galeria de lojas Princes Square, em Glasgow, EscóciaEndereço de compras

Bem no centro comercial de Glasgow, a Buchanan Gallery possui diversas e variadas lojas e bom serviços. Accessorize, Levi’s, H&M, Gap, Sainsbury, Hollister e The Whisky Shop são algumas das opções de compras. O West End é um paraíso para caçadores de peças vintage. Na parte leste da cidade, o Barras é um mercado de fim de semana com dezenas de barracas que vendem de tudo. Eletrônicos, artesanatos, antiguidades, tênis e DVDs falsificados estão entre os artigos à disposição.

COMO CHEGAR

Escócia

Partindo do Brasil, o jeito mais fácil (e barato) de chegar à Escócia é fazendo primeiro uma escala em Londres, onde há voos diretos para os aeroportos de Glasgow e Edimburgo. Se está na capital inglesa, há a opção da via férrea, com viagens operadas por companhias como a Virgin, ScotRail e EastCoast.

Edimburgo

Partindo de Londres, o voo até Edimburgo dura uma hora. O aeroporto fica a 6km do centro e é conectado à cidade por ônibus (£3.50) e táxis (£15.50). Outra forma de se chegar na cidade, via Londres, é pelo trem da East Coast Rail. A viagem dura entre 4 e 5 horas.

Glasgow

O Aeroporto Internacional de Glasgow tem diversos voos para as ilhas britânicas e cidades como Paris, Nova York e Roma. Outra opção por via aérea é o aeroporto Glasgow Prestwick, mais distante, mas com voos da econômica Ryanair. Há conexão ferroviária até o centro.

De trem, há duas estações principais na cidade, a Glasgow Central Station e a Queen Street Station. A primeira serve o sul da Escócia e também Londres (passagens a partir de £17.50). A segunda liga a cidade à Edimburgo (cerca de 1h, a partir de £10).

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