Trinta destinos para visitar (ou sonhar em conhecer) em 2016

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Como todo ano, o Lonely Planet divulgou seu ranking de países, cidades e regiões do mundo para onde seus especialistas viajantes recomendam viajar no próximo ano. São lugares que celebram algo especial em 2016 ou que estão prestes a decolar turisticamente. Há destinos emergentes, mas também outros já bem consolidados que, no entanto, continuam se destacando entre os preferidos dos viajantes. Kotor (Montenegro) como cidade-estrela (foto acima), Transilvânia (Romênia) como região e Botsuana, como país, ocupam os primeiros lugares do ranking. Dez cidades, dez países e dez regiões que terão destaque especial no ano que vem e que nos animam a pegar o passaporte e sair viajando.

Os 10 melhores países para viajar em 2016

Botsuana, a surpresa africana

Em 2016 este país da África meridional celebra o 50º aniversário de sua independência. É um bom momento também para celebrar como sua metamorfose, a de um país pobre que se transformou em um estado democrático, progressista e com uma das sociedades mais estáveis da África. Tem a sorte de contar com alguns dos espetáculos do mundo animal mais extraordinários da terra: possui mais elefantes que nenhum outro lugar do planeta e é a terra do delta do Okavango e do deserto de Kalahari, duas das paisagens mais tipicamente africanas. Chegou a hora de visitar Botsuana, o novo paraíso para os safáris.

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Japão, os modernos mais antigos

O segundo lugar da classificação é ocupado por um país bem consolidado como destino turístico há muitos anos. Mas continua sendo um dos mais “sonhados” pelos viajantes, que aqui encontram experiências diferentes que vão do mais tradicional ao mais moderno do mundo. A escolha de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 pôs em marcha novos projetos, mas mantendo sempre aquela elegância e aquela originalidade que cativam o viajante.

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Estados Unidos, cem anos protegendo seus parques

O National Park Service dos EUA fará 100 anos em 2016. É o órgão que controla os 59 parques nacionais e centenas de espaços históricos, entre eles alguns tão representativos como Yosemite ou Yellowstone. É o momento de viajar pelos Estados Unidos mais naturais, percorrendo sua bem cuidada rede de 340.000 quilômetros quadrados de paisagens espetaculares, onde se encontra de tudo, desde gêiseres espetaculares a grandes cânions que parecem rasgar a terra, e desde pântanos cheios de jacarés até rios furiosos que cruzam as grandes montanhas.

Palau, o Serengeti marinho do Pacífico

O remoto e minúsculo arquipélago de Palau, no Pacífico, é há algum um tempo um dos mais espetaculares destinos de mergulho. Todo o seu território marinho é uma reserva natural em que se protege um tesouro de peixes, corais e paisagens submarinas apelidadas de “Serengeti marinho”. A grande joia são as Ilhas Rochosas: mais de 200 ilhotas calcárias em forma de cogumelo cobertas por uma densa e verdejante selva. Um destino muito pouco conhecido pelos espanhóis (apesar de ter sido espanhol até pouco mais de um século) que pode ser uma completa surpresa.

Palau

Letônia, 25 anos de independência

Já faz um quarto de século que essa joia do Báltico deixou para trás o comunismo e declarou sua independência. Para comemorar, o país continua recuperando suas tradições, restaurando seus castelos e mansões e transformando seus pratos para criar uma nova cozinha nórdica. Sua capital, Riga, finaliza seu reinado como Capital Europeia da Cultura, mas continua se reformando. Pouco a pouco, vai “amadurecendo” como destino europeu.

Letonia

Austrália, mais acessível em 2016

Outro clássico entre os destinos com que todos os grandes viajantes sonham é a Austrália. Nos últimos anos, a fortaleza de sua moeda a tornava inatingível para muitos bolsos, mas agora, com a divisa mais fraca e o petróleo em baixa, pode ser o momento de conhecer o país a fundo, sem perder nem seu coração desértico (Outback), nem suas animadas cidades (Sydney, Melbourne, Perth…) e é claro, ver de perto a Grande Barreira de Coral e a Reserva Natural da Tasmânia, ambas sob ameaça ambiental, antes que seja tarde.

Polônia, cultura e novas rotas aéreas para um destino em alta

Historicamente acostumados a enfrentar grandes mudanças, agitações políticas e sobressaltos de todo tipo, a crise não parece ter afetado o turismo da Polônia. E os visitantes continuarão chegando em 2016 com Breslávia (Wroclaw) como Capital Europeia da Cultura, com a visita do papa a Cracóvia e, sobretudo, com novas rotas aéreas, muitas delas de baixo custo, a diversas cidades polonesas. A dinâmica Varsóvia (foto abaixo) compete com a histórica Cracóvia e agora também com cidades pouco conhecidas como Breslávia, com suas fachadas pintadas em cores alegres, na chamada Rota do Âmbar.

Cracóvia

Uruguai, uma pequena joia entre gigantes

Encaixada entre o descomunal Brasil e a também gigante Argentina, o humilde Uruguai passa mais despercebido, mas está se transformando no novo paraíso dos mochileiros. Praias quase selvagens, a vida dos gaúchos nas estâncias do interior, fontes termais, glamour e famosos em Punta del Este, história e casarões na cidade de Colônia, e uma capital pequena, mas progressista, Montevidéu (foto abaixo), cheia de criatividade. O Uruguai continua sendo para muitos a Suíça das Américas e um destino a descobrir.

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Groenlândia, os jogos de inverno do Ártico

2016 será um ano especial para a solitária Groenlândia: em março acolherá os Jogos de Inverno do Ártico, o maior evento já celebrado nessa categoria. Aproveitando a ocasião, haverá um festival de música, gastronomia e dança. Com a mudança climática à espreita, é preciso se apressar para conhecer uma das joias naturais do planeta. Planejando bem a viagem, haverá tempo para tudo: ver os icebergs estalarem, deixar-se deslumbrar com as auroras boreais ou ver o sol da meia-noite brilhar nas geleiras, contemplar baleias, escalar rochas, navegar em caiaque marinho, passear em trenó de cães…

Vila de Ilulissat ao lado de icebergs que se desprenderam da geleira Jakobshavn (Getty Images).jpg

Fiji, a volta à tranquilidade

Depois de uma grave crise constitucional e um golpe de estado que deixou de pernas para o ar este resto do paraíso, Fiji recuperou a normalidade. Em 2016 terá um aeroporto internacional renovado, novos resorts e continuará aumentando sua oferta em atividades (mergulho, navegação, pesca…). Mas sobretudo, Fiji continua sendo a imagem mais típica das ilhas idílicas dos Mares do Sul: 300 ilhas para escolher, gente simpática, praias com palmeiras e recifes cheios de peixes.

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As 10 melhores cidades para viajar em 2016

Kotor (Montenegro), beleza a salvo de turistas (por enquanto)

Kotor é uma dessas cidades que nos obrigam a consultar um mapa para saber onde fica. Os grandes navios de cruzeiro ainda não chegaram por lá, e o visitante pode se misturar com os locais que tomam café em mesas ao ar livre, ou se perder pelo labirinto de becos e praças. Neste porto do Adriático, retrocedemos a uma Europa de cidades muradas e com fosso. Talvez não seja tão majestosa quanto Dubrovnik, mas é mais acolhedora e igualmente espetacular. O entorno, a baía de Kotor, rodeada de montanhas, é um dos lugares mais fotogênicos da Europa. Mediterrâneo em estado puro. É preciso ir urgentemente, antes que hordas de turistas cheguem a Montenegro.

Quito (Equador), a reinvenção de uma cidade

Quito está mudando rapidamente: a arquitetura colonial do centro da cidade, protegido pela Unesco, se completa agora com a infraestrutura do século XXI, como a nova rede de metrô que permitirá ao visitante se deslocar por todos os bairros históricos da cidade, a estação ferroviária reformada e um novo aeroporto. Tudo para desfrutar mais comodamente de suas praças rodeadas por mansões coloniais, igrejas, mosteiros e museus. Uma entrada no Equador pela porta da frente.

Dublin (Irlanda), uma cidade jovem que celebra sua rebeldia

O ano de 2016 marca o centenário da chamada Revolta da Páscoa, primeiro de uma série de fatos que levaram à criação da República da Irlanda. É um evento que o país celebra com orgulho patriótico e rebeldia, duas características típicas dos irlandeses. Para o resto do mundo, é uma boa desculpa para voltar a visitar Dublin, uma cidade jovem (mais de 40% da população tem menos de 30 anos). Apesar do aspecto de grande metrópole, em muitos aspectos ela mantém o espírito de vilarejo em que todos se conhecem ou, se não, todos podem se conhecer ao redor de uma boa jarra de Guinness, a cerveja dublinense por excelência.

Dublin

George Town (Malásia), arte e inovação

Abandonada por seus habitantes há vários anos e aparentemente descartada dos circuitos turísticos, George Town foi resgatada nos últimos anos como um dos destinos preferenciais da costa oeste da Malásia. Depois de ser declarada patrimônio universal pela Unesco, suas típicas shophouses (casas-loja) começaram a ser restauradas para funcionar como museus, hotéis-boutique e restaurantes elegantes. Em muitas das antigas lojas chinesas atualmente é possível encontrar galerias e espaços expositivos de arte urbana e de vanguarda. George Town é hoje a face moderna, inovadora e artística da Malásia.

Roterdã (Holanda), chega a arquitetura do futuro

Em 2016 será inaugurado o Museu Roterdã, na Timmerhuis, um edifício desenhado por Rem Koolhaas. E no mesmo ano começa a funcionar o serviço Eurostar (os trens entre Londres e Amsterdã farão uma parada na movimentada cidade portuária), o que tornará mais fácil conhecer essa cidade de arquitetura original. Depois da Segunda Guerra Mundial, Roterdã foi reconstruída com a participação de arquitetos visionários, como o próprio Koolhaas, responsáveis por criarem um perfil urbano diferente, com projetos atrevidos. Como exemplo, a Erasmusbrug, uma ponte em forma de jaula, é um símbolo da cidade.

Mumbai (Índia), a nova Índia na cidade total

Mumbai (ex-Bombaim) é conhecida como “cidade total”. É porque tem de tudo, e em 2016 se beneficiará também do boom econômico indiano e ganhará um novo terminal aeroportuário e um confortável serviço de monotrilho com ar-condicionado, além de um edifício que, esperam os locais, será o mais alto arranha-céu residencial do mundo. A capital financeira, da moda e do cinema na Índia é também uma vitrine arquitetônica que abrange desde os estilos neogótico e indo-sarraceno até o art déco e os novos arranha-céus de ares vanguardistas.

Freemantle (Austrália), a Austrália descobre Freo

Free o quê? Neste lado do globo terrestre, custa situarmos no mapa esta moderna e boêmia cidade portuária da Austrália. Fica a 19 quilômetros de Perth, na costa oeste, e os aussies (australianos), que a conhecem como Freo, só agora a estão descobrindo: ela atrai cada vez mais os espíritos boêmios com suas casas de shows, seus hotéis-boutique e seu divertido ambiente estudantil. Os alunos da Universidade Notre Dame colaboraram na transformação deste lugar, fazendo dele a cidade dinâmica e contracultural que é hoje. Tem fama de servir as melhores cervejas artesanais desta parte da Austrália, e está cheia de edifícios coloniais.

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Manchester (Reino Unido), de centro industrial a Meca cultural

A cidade onde nasceu a Revolução Industrial conseguiu voltar a brilhar no século XXI, tornando-se o motor britânico da cultura e das artes. Em 2016 o viajante poderá visitar The Factory (a fábrica), um centro artístico que será a sede do Manchester International Festival, a nova galeria Whitworth, o HOME (outro centro multidisciplinar que produzirá teatro, cinema e artes visuais) e a Biblioteca Central, a segunda maior biblioteca pública da Grã-Bretanha. Outra atração é a sala de jogos Breakout, na Brazennose St, criada para colocar uma pitada de diversão nas atividades culturais, com inspiração em jogos como TheKrypton Fator, onde os participantes reúnem pistas e resolvem enigmas para abrir a porta de saída.

Nashville (EUA), com alma ‘country’

Nashville está na moda. A capital do Estado do Tennessee há anos vive um forte crescimento econômico, e muita gente jovem decide ir morar na velha capital do country. Também há muitas empresas que aproveitam os bons tempos e se instalam aqui (tecnologia, assistência médica, automóveis…), e os designers, cineastas e artistas aparecem para ver o que rola em Nashville, uma das cidades mais empreendedoras dos Estados Unidos. Os viajantes deveriam também aproveitar os bons tempos para visitar esta cidade que canta o desamor em suas baladas country, mas está mais divertida do que nunca. A todo instante estão sendo inauguradas, cervejarias, lojas de moda alternativa, restaurantes com chefs famosos e locais criativos instalados em antigos armazéns.

Roma (Itália), eterna também para o turismo

A capital da Itália é eterna, claro, e os turistas nunca deixaram de procurá-la. Mas, além disso, o papa decretou 2016 como o Ano da Misericórdia, o que atrairá a muitos peregrinos. Foram restaurados o Coliseu, que após vários anos poderá novamente ser visto em plena forma, livre das lonas e andaimes, e a Fontana di Trevi. O que não faltam, portanto, são pretextos para voltar uma vez mais à Cidade Eterna (mas quem disse que é preciso de algum?)

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As 10 melhores regiões para viajar em 2016

Transilvânia (Romênia), arte de vanguarda e novos viajantes na terra de Drácula

Tudo muda muito rapidamente, inclusive na tradicional Transilvânia (Romênia). Além do Conde Drácula e de seus castelos de aspecto sinistro, a região dos Cárpatos oferece, hoje em dia, visitas a galerias de arte com conteúdo inovador, a observação de ursos e esquiar nos Cárpatos. Em Brasov, há uma caminhada noturna que entusiasmará os vampiros, e, em todo o país, começa a se notar a mudança, como a entrada de empresas como a Uber e o aumento da quantidade de ofertas para hospedagem pelo Airbnb. Além das cidades, há inúmeras possibilidades para desfrutar de paisagens, em especial a observação da fauna: há lobos, linces e, mais recentemente, bisões. O turismo da natureza na Transilvânia virou moda.

Oeste da Islândia, o lado menos visitado da Islândia

Sempre em busca de novos destinos emergentes, descobrimos os fiordes ocidentais da Islândia, uma região muito particular. Ela não costuma aparecer nos itinerários dos viajantes da ilha, mas, a apenas duas horas de carro de Rejkjavik, encontramos paisagens incríveis: longas praias com colônias de aves sem igual, glaciares envoltos em nuvens, campos escarpados de lava, cachoeiras barulhentas… Além disso, em 2016, será aberta ao público a Into the Glacier, uma caverna de gelo artificial no glaciar Langjökull. Foi nessa área, mais precisamente na península de Snaefellsnes, que Júlio Verne situou a entrada para o centro da Terra.

Vale de Viñales (Cuba), tal como era antes

As mudanças chegaram definitivamente a Cuba, e a ilha se prepara para se transformar e receber turistas. O ano de 2016, nesse sentido, será decisivo. Além de Havana e Varadero, há muitas regiões a serem descobertas para conhecer a Cuba mais autêntica e rural, como o vale de Viñales, local protegido pela Unesco. Ele é perfeito para passear de bicicleta, a pé ou a cavalo. Os prazeres, aqui, são simples: nadar em uma caverna, visitar as plantações, sentar em uma cadeira de balanço no terraço de alguma casa com uma cerveja à mão e ouvir música cubana. A partir do vale dos Viñales, há excursões rápidas para as praias do noroeste. A infraestrutura é bastante básica, mas os prazeres estão garantidos.

Vale de Viñales

Fruili (Itália), os novos vinhedos da moda

Nos últimos anos, os vinhos de Fruili (nordeste de Veneza) têm aparecido nas listas dos melhores do mundo. As rotas pitorescas do vinho na região (entre as cidades de Udine, Gorizia, Trieste e Carso) recebem cada vez mais visitantes, mas ainda é possível desfrutá-la viajando por uma área bastante isolada. Ela não é muito visitada nem mesmo pelos italianos, apesar de seu ambiente descontraído, entre sítios simples, vinhedos e adegas, que ainda não se tornaram necessariamente um recurso turístico, sendo, sim, uma forma de ganhar a vida. Uma região muito pequena, mas com diferentes microclimas que garantem a sua variedade, tendo os Alpes como pano-de-fundo.

Fruili

Ilha Waiheke (Nova Zelândia), ambiente boêmio e aventura

Esta ilha, a apenas 35 minutos de trem de Auckland, é um desses destinos idílicos, com enseadas, praias lindas e vinhedos. Os neozelandeses vão ali para as férias ou para visitar uma de suas 30 adegas. Waiheke tem um passado boêmio e hippie, e preserva um lado artístico (mais de 100 artistas estão instalados ali), e um outro mais aventureiro, com trilhas na montanha e possibilidades de fazer ciclismo e navegar de caiaque ou à vela. A vista da capital da Nova Zelândia completa o cenário. O ano de 2016 pode ser o ano do descobrimento de Waiheke.

Auvergne (França), gastronomia, aventura e arte conceitual entre vulcões

Esta região francesa costuma passar despercebida, mas parece que isso vai mudar. A Auvergne está se reinventando com projetos artísticos ambiciosos e com novas propostas de aventuras ao ar livre. A arte conceitual chegou aos lindos espaços naturais com as séries Horizons: esculturas colocadas entre as árvores, lobos fluorescentes e outras instalações muito originais que estimulam que conhecer essa região a partir de outro ponto de vista. Além disso, a gastronomia encontra, aqui, novos caminhos, e a Auvergne está enriquecendo seus pesados pratos de montanha com doses de inovação na cozinha. As paisagens são as de sempre, rurais e montanhosas, entre glaciares e vulcões, um local tranquilo que que tem atraído cada vez mais os franceses, cansados das grandes cidades, e muitos viajantes de outros países.

Havaí (EUA), comemorações e nova gastronomia no paraíso do sul

O ano de 2016 será de celebrações em alguns dos pontos de interesse mais importantes do arquipélago. Dois de seus parques nacionais, o de Haleakal e o dos Vulcões, em Big Island, comemoram um século de existência. Serão lembrados, também, os 75 anos do ataque a Pearl Harbor. Haverá comemorações, exposições e publicações especiais. Além disso, deve se consolidar, em 2016, o movimento culinário Hawaii Regional Cuisine, que surgiu na década de 1990 e se transformou em um estilo de vida que mistura os sabores étnicos das ilhas com outros ingredientes. Uma atração a mais para desfrutar de um destino clássico de praias e muito surfe, que é agora é, também, o epicentro de outras aventuras, como a de caminhar por vulcões fumegantes.

Baviera (Alemanha), 500 anos de boa cerveja

Essa sim é uma festa boa: a Baviera comemora em 2016 o 500º aniversário da Lei de Pureza da Cerveja, que autorizou o uso da cevada, do lúpulo e da água em sua preparação. A lei continua em vigor, e os bávaros já chegaram até mesmo a reivindicar que a cerveja seja considerada patrimônio mundial.A região alemã da Baviera é famosa por sua festa da cerveja de Munique (a Oktoberfest), mas também por seus castelos de contos de fada, suas cidades medievais cercadas de muralhas ao longo da Rota Romântica e seus vilarejos encrustados em florestas mágicas.

Costa Verde (Brasil), nem tudo será esporte

Em 2016, o Brasil se dedicará de corpo e alma aos Jogos Olímpicos do Rio, mas nem tudo será esporte. A poucos quilômetros dessa cidade estende-se uma região do litoral que merece ser descoberta: a Costa Verde brasileira é um paraíso para os amantes da natureza e da adrenalina, com ilhas tranquilas, cachoeiras, praias quase desertas, matas para fazer excursões, áreas de mergulho… Nas ruas de paralelepípedos da cidade colonial de Paraty poderemos passear calmamente. O mesmo pode ser feito na Vila do Abraão, o principal vilarejo de Ilha Grande.A Costa Verde é um paraíso de belezas naturais, com uma baía, a da Ilha Grande, que engloba 365 ilhas, todas elas protegidas pelo Governo e, em sua maioria, desabitadas. O lugar já foi abrigo de piratas, colônia de leprosos e, por fim, penitenciária de presos políticos. Esse histórico era pouco convidativo para o desenvolvimento do turismo, mas agora as coisas mudaram. E 2016 pode ser o seu ano.

Santa Helena (Território Britânico), o avião chega ao distante Atlântico Sul

Napoleão foi exilado ali em 1815, e Darwin visitou essa ilha distante do Atlântico Sul em 1836. Desde então, ela permaneceu à margem do mundo e, logicamente, do turismo. Em 2016, porém, será finalmente inaugurado o seu aeroporto. Ninguém imagina que os turistas irão invadir de uma hora para a outra a pequenina ilha, mas ela se tornará um ponto a ser considerado. Com efeito, um hotel já está sendo construído para recebe-los.Antes, a única forma de chegar ali era pegando uma embarcação na Cidade do Cabo (3.100 quilômetros em dez dias de travessia), mas agora serão apenas cinco horas de voo a partir de Johannesburgo (África do Sul). Não existe razão para temer que essa nova “acessibilidade” venha a acabar com seu encanto: não há sinal de celular, e os ilhéus cumprimentam muito amavelmente todas as pessoas que encontram pelo caminho.

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