As atrações da histórica Pilar de Goiás

 

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Sinos da igreja de Nossa Senhora do Pilar – Foto de Renato Alves

Os tesouros históricos de Goiás vão além de Pirenópolis e Goiás Velho. A 320km de Brasília, Pilar tem o conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1954. São duas igrejas e mais de 20 casarões centenários. Alguns exibem elementos únicos na arquitetura brasileira, mas permanecem a maior parte do tempo fechado, por falta de morador e de visitante. Outros tantos ameaçam desabar por ausência de manutenção.

pilar de goias 2Entre serras paralelas, Pilar teve como fundadores escravos, que criaram o Quilombo de Papuã. Eles descobriram o ouro, responsável, em grande parte, pela fundação do município, em 1741. No auge da mineração, Pilar chegou a abrigar 15 mil pessoas, ainda no século 18. Com o fim da atividade, a população caiu para 1,5 mil moradores. A decadência aumentou na Revolução de 1932, quando homens deixaram a localidade para combater o movimento paulista que visava derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas.

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Rua de Pilar de Goiás – Foto de Renato Alves

Andar pelas poucas e estreitas ruas de Pilar, hoje com 2,7 mil habitantes, é como se sentir em uma cidade-fantasma. Quase não se vê carro nem gente nas vias, calçadas e praças. A maioria dos trabalhadores passa o dia na lavoura. Como quase todos os moradores fazem as refeições em casa, não há restaurante. As opções para comer e beber se restringem a uma dezena de botequins. Excelentes para quem aprecia bebidas e quitutes típicos do interior goiano, como cachaça, empada e pastel, com preços irrisórios e gente contadora de causos. As lojas funcionam como os antigos armazéns de secos e molhados, com as compras anotadas em caderninhos dos clientes, no fiado.

 

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Sinos da igreja de Nossa Senhora do Pilar – Foto de Renato Alves

Chafariz

 

Percorre-se todas as atrações históricas de Pilar a pé, com destaque para a Casa da Princesa e as igrejas de Nossa Senhora do Pilar (a matriz) e de Nossa Senhora das Mercês. Ao lado da matriz, em um campanário, estão os três maiores sinos feitos para um templo em Goiás.Fabricados em 1785, pesam, em média, 900kg.

Ao pé deles fica o Chafariz São José, de 1745, que ainda sacia a sede com água pura. Erguida pela irmandade dos pardos, a Mercês é uma das três igrejas mais importantes do período no país, a única que guarda maior originalidade e integridade.

Construída entre 1783 e 1824 pelos escravos, a igreja tem estilo colonial, com talha barroca no altar-mor em madeira, assim como um púlpito e coro também em madeira. A torre sineira lateral com escada exterior é típica das igrejas menores do período em Minas Gerais.

Casa da Princesa

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Fachada da Casa da Princesa – Foto de Renato Alves

O prédio que abriga o museu de Pilar é um dos últimos no país a preservar janelas de gelosia, estilo árabe trazido pelos portugueses. Considerada a construção mais luxuosa do ciclo do ouro em Goiás, o interior do casarão impressiona pelas pinturas de portas e tetos em gamela. É a mais importante obra arquitetônica não religiosa do barroco do século 18 de Goiás. Conhecido como Casa da Princesa, nele morou a Princesa Isabel por dois semestres, no apogeu da mineração, quando Pilar tinha a maior produção aurífera goiana.

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Casarão abandonado em Pilar de Goiás – Foto de Renato Alves

Em 10 anos, Pilar produziu o equivalente a todo o ouro extraído de toda a província de Goiás produziu em um século. Razão pela qual a administração provincial se transferia para ela por seis meses do ano.

Sede da Secretaria de Cultura, a Casa de Câmara e Cadeia da cidade é a menor do tipo no Brasil. Nesses espaços, no Brasil Colônia, funcionavam os órgãos da administração pública municipal. Abrigava ainda a cadeia, onde acusados eram julgados e, se condenados, levados presos. Em condições muito precárias eles morriam doentes ou enforcados. Inúmeros escravos morreram na forca erguida ao redor da Igreja Nossa Senhora das Mercês, em uma colina. Em outro extremo da cidade fica a Prainha da Limeira, antiga lavanderia de roupa das escravas.

O essencial da Grécia

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

O leitor Luiz Otávio Borges de Moura, que acabou de chegar da Grécia, gostou tanto da experiência que decidiu compartilhar a experiência. Ele enviou dicas preciosas para uma viagem ao país, em um roteiro que inclui as três mais famosas cidades.

Quando ir?

Os melhores meses são junho e setembro, com temperaturas amenas e sem os preços da alta temporada (voo e hotel) de julho e agosto.

Atenas

Ficamos no Titania Hotel, com bom custo benefício (confortável e preço mediano) e ótima localização. Fizemos tudo a pé. Os lugares ficavam no máximo a 3km. Quando se vai familiarizando com o lugar, nem se sente a caminhada.

Como quase tudo é a céu aberto, para os meses mais quentes recomendo roupas leves e confortáveis e muito filtro solar!!!

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Foto por Josiah Lewis em Pexels.com

Atenas não era o nosso foco principal da viagem (queríamos praia e lugares bonitos para descansar), mas como chegaríamos por lá, resolvemos ficar duas noites. Valeu a pena! Como os dias de verão são muito longos (a noite escurecia só lá pelas 21h), tivemos tempo para visitar os principais locais: Complexo da Acrópole (Parthenon, Odeão de Herodes, Erecteion, Teatro de Dionísio etc.). Na bilheteria da Acrópole, sugiro comprar logo o ingresso com direito a todas as atrações, pois, a medida que se vai caminhando, caso se queira entrar em uma atração (Ágora, Templo de Zeus, Templo de Hefesto, Biblioteca de Adriano…), já está com o ingresso às mãos.

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Foto por Josiah Lewis em Pexels.com

Vale a pena visitar: Museu da Acrópole, Plaka (bairro bem legal, com bares e restaurantes), Monastiraki (praça, mercado de pulgas, suvenir), Praça Syntagma e Parlamento Grego. Achei bem interessante também caminhar pelo parque próximo ao hotel (National Garden, Εθνικός Κήπος). Atrás desse parque, fica um bairro bem legal onde está situado o Palácio Presidencial e várias embaixadas. No final dessa rua, está o Estádio Panatenaico (sede das primeiras olimpíadas da era moderna).

Almoçamos e jantamos sempre em Plaka. Difícil errar em restaurante. Muitas opções e culinária muito gostosa. Pratos geralmente em torno de 10 a 15 euros.

Se tivesse mais tempo, ficaria um dia a mais em Atenas. Teria mais calma para algumas visitas. Não conseguimos ir ao Monte Licabeto (com uma vista legal da cidade).

Mikonos

Fomos para Mikonos de barco. Várias empresas fazem o traslado. Comprei pela SeaJets, por recomendação de uma blogueira. Achei simples comprar online e para pegar a passagem basta  chegar com uma hora de antecedência da saída do barco. Se for em alta temporada, recomendo comprar online com antecedência. Vale a pena também já combinar com o hotel um carro para te buscar no porto (fizemos isso), pois não vi muitas opções de transporte ao chegar.

Ficamos no Vencia Boutique Hotel, o qual recomendo de olhos fechados. Bem localizado, bom restaurante, confortável e com atendimento nota 10. Ficamos três noites, mas recomendo quatro. Mikonos tem muita coisa para fazer.

Quase não existe táxi na ilha, mesmo assim, decidimos não alugar carro ou quadriciclo em Mikonos e funcionou bem. Na cidade, pode-se fazer tudo a pé. Para as praias, fomos de ônibus. Achei bem tranquilo, só pegar os horários no próprio hotel. Só tem que ficar atento porque na praia Eliá, por exemplo, só tem ônibus até as 20h. Em outras praias mais agitadas (com Beach Clubs), tem ônibus até 1h.

Melhores praias: Eliá, Paradise, Super Paradise e Paraga Beach (Scorpios).

O hotel fica no meio de Mikonos Town, cidade muito animada, com várias opções de restaurantes e lugares estilo mais “balada”. Tem muita opção mesmo. Gostamos de um restaurante chamado Avra. Na média, os pratos nos restaurantes variam de 15 a 25 euros.

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Foto por Fancycrave.com em Pexels.com

A cidade é literalmente um labirinto, é impossível não se perder (dica: se perca!). Então é importante marcar um ponto de referência para sempre perguntar por ele e saber voltar para o caminho que se quer.

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Foto por David Mackey em Pexels.com

Sugiro visitar Little Venice e o Kastro’s Restaurant, que tem uma varanda muito legal pra fotos.

Santorini

Também fomos para Santorini de barco pela SeaJets. Ao contrário de Mikonos, quando se chega ao porto há várias opções de empresas que oferecem traslado.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Ficamos no hotel Lilium Villas, na cidade de Fira. Quando estava pesquisando sobre Santorini, fiquei muito em dúvida entre ficar em Fira ou Oia (fala-se Ia), outra cidade principal da ilha. Decidi ficar em Fira por ser a capital, mas acabei achando a cidade de Oia mais charmosa (não pode deixar de conhecer). Não cheguei a me arrepender da escolha, afinal o hotel tem ótima estrutura, uma vista de tirar o chapéu e Fira é bem legal também e mais bem localizada (mais centralizada na ilha).

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

Em Santorini, o transporte público é inexistente, então é recomendável alugar um carro ou um ATV (quadriciclo). Acabei pegando um ATV pela emoção e é literalmente isso que se sente quando vai para as estradas sinuosas e com ribanceiras altas da ilha. Achei as estradas muito pouco sinalizadas (tive que parar algumas vezes para pedir informação), mas como Santorini é pequena, a chance de se perder é mínima.

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Foto por Gotta Be Worth It em Pexels.com

As vistas da ilha são muito bonitas, com paisagens de cinema. A água é limpíssima, mas as margens não são de areia, são de pedras escuras (afinal, a ilha é vulcânica). As estruturas de apoio das praias são honestas (dá para beber e comer tranquilamente), mas não chega nem perto das amenidades de Mikonos. Conhecemos as praias Perissa e Kamari (as que mais gostei pela pesquisa).

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Foto por Nextvoyage em Pexels.com

Também fizemos um passeio de barco que sai às 15h e volta às 20h (com direito a jantar e pôr do sol) e vai parando para mergulho e em alguns lugares turísticos da ilha (Red Beach, White Beach, Farol, casa do Ermitão etc.). Valeu muito a pena. A empresa se chama Spiridakos.

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

Por fim, para quem gosta de vinho, vale reservar uma tarde para conhecer uma vinícola. Existem várias na ilha. Como essa não era a prioridade do nosso roteiro, passei bem rápido na Santo Wines só para conhecer. Não fiz a visita guiada, nem degustação. A funcionária do hotel disse que essa é boa, mas é muito comercial (turística). Segundo ela, há outras vinícolas menores que valem mais a pena visitar (aí tem que pegar essas dicas com os locais!).

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Foto por Julia Sakelli em Pexels.com