Winnipeg bairro a bairro, com dicas do Jeguiando

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O Jeguiando é um dos blogs de viagem mais legais, inovadores e confiáveis que conheço. Tive o prazer de conhecer um dos administradores dele, o divertido e boa prosa Érick PZado, em um encontro de jornalistas especializados em turismo, em Winnipeg. Agora, peço licença a ele para compartilhar um texto originalmente publicado no Jequiando sobre essa cidade canadense, pouco conhecida pelos brasileiros, mas que tem seu valor, seus atrativos. A fotografias são da minha autoria.

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Winnipeg bairro a bairro #1: Roteiro a pé pelo The Forks

Em nossas duas visitas à cidade de Winnipeg, uma das piadinhas mais comuns que ouvimos dos habitantes do destino foi o trocadilho com a palavra Winterpeg, em uma alusão direta aos rigorosos invernos que a região enfrenta todos os anos. Conhecida por ser uma das capitais mais frias do Canadá, a cidade revela aos olhos do visitante mais atento algo muito maior do que as rajadas de vento geladas e o frio cortante. Winnipeg é muito mais que seus invernos: é uma cidade que pode render boas experiências.

Capital da província de Manitoba, Winnipeg é a sétima maior cidade canadense e possui em suas raízes a forte presença dos povos ameríndios, em especial dos povos Cree e Anishinaabe, que habitavam a região.

IMG_0941A cidade é essencialmente anglófona, ou seja, lá o inglês é o idioma oficial. No bairro de Saint Boniface, há a maior concentração de falantes da língua francesa, mas isso não se torna um empecilho aos visitantes que não dominam o idioma.

IMG_0928Uma das principais características de Winnipeg é a forte influência dos povos nativos, em especial das comunidades de nativos Cree e Anishinaabe, que habitavam as planícies ao redor do encontro dos rios Red e Assiniboine. Atualmente, a região é conhecida como The Forks em decorrência do formato obtido pela junção dos leitos de ambos os rios, sendo similar a uma forquilha ou um grande “Y”.

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IMG_0897A região do The Forks, além de figurar como um tradicional ponto de encontro para manifestações e rituais indígenas às margens do Red River, é marcada por uma rotina vibrante durante o ano todo. No inverno, os rios congelados abrigam o badaladíssimo restaurante temporário chamado de Pop-up, montado de maneira sazonal, geralmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro. Nas demais estações, a região é um ponto interessante para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas, ciclismo e remo (todas essas atividades podem e são executadas na área) e abriga também um espaço voltado às crianças.

A cidade possui em seu território bairros com perfis e vocações bastante distintas, como o bairro cool de Osbourne, o clássico e francês bairro de Saint Boniface ou ainda vastas áreas verdes, como o parque da reserva Assiniboine, onde fica localizado o Assiniboine Park Zoo, lar do complexo habitat dos ursos polares remanejados da região de Churchill, ao norte de Manitoba. A vida financeira da cidade, concentra-se em Exchange District, área central da capital.

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Nessa série de posts, falaremos um pouquinho sobre cada região da cidade e efetivamente o que vale a pena ser visitado em sua passagem pela capital de Manitoba.

  • Atividades ao ar livre

A cidade de Winnipeg é conhecida em especial por seu clima extremo. No verão, temperaturas acima dos 30˚C e eventuais chuvas ocorrem com certa frequência. Nos rigorosos invernos, a sensação térmica de até -40˚C pode ser sentida durante incursões ao ar livre, o que não impede os habitantes de manterem-se ativos para aproveitar as belezas de cada estação.

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A região conhecida como The Forks fica localizada próxima ao Exchange District, no centro da cidade. O bairro recebe esse nome em decorrência do encontro dos rios Vermelho (Red River) e Assiniboine (Assiniboine River) em formato de Y, característica que deu origem ao termo Forks.

Ao lado da estação de trem Union Station, o complexo The Forks possui ótimas opções de hospedagem, gastronomia e lazer.

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Para conseguir se localizar no bairro, sugiro que acesse o mapa do The Forks, faça o download do material e use-o para planejar seus deslocamentos (todas as distâncias são facilmente cobertas a pé). Já para aqueles que pretendem conhecer o lado histórico e institucional da região, sugiro acessar o site Parks Canada.

Mas, voltando ao The Forks, a melhor forma de aproveitar a região é dedicando pelo menos um dia de sua estadia para se aventurar por esses lados. Nossa sugestão é começar as atividades com um gostoso café da manhã no The Forks Market, do qual falaremos um pouquinho mais a seguir.

  • Waterfront

Ao lado do The Forks, encontra-se um passeio que margeia o Red River e interliga uma série de pontos turísticos de Winnipeg. Dependendo da época do ano, é possível patinar na região, caminhar, correr ou se dedicar a gostosas pedaladas sob a sombra das árvores que protegem o caminho.

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  • Canadian Museum for Human Rights

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Definitivamente, o Canadian Museum for Human Rights é uma das construções mais ousadas em que já pusemos nossos pés. O prédio é carregado de simbolismos entre os diferentes componentes de sua construção. As instalações do museu representam cinco símbolos, sendo:

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A pequena grande Ottawa

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Renato Alves (texto e fotos)

Ottawa costuma ficar de fora dos roteiros dos viajantes brasileiros. Não por culpa da cidade, mas da pouca divulgação dela em nosso país. Há diversas atrações, para diferentes interesses, na pacata e compacta capital canadense. Tanto que mais de 5 milhões de turistas a visitam anualmente.

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Para quem está de viagem pelas mais conhecidas cidades do Canadá, Ottawa pode ser visitada de carro ou de trem. De Montreal, por exemplo, ela fica a duas horas de carro. Localizada no centro de Ontário, Ottawa está a cerca de 500km de Quebec e de Toronto, a menos de três horas por estradas bem sinalizadas e muito bem conservadas. Já para quem está nos Estados Unidos, há voos diretos, baratos e curtos partindo de muitas localidades com destino à capital canadense, além de moderna malha férrea.

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Nas ruas de Ottawa, ouvem-se inglês e francês. Por isso, sua localização geográfica, por suas ligações com as principais metrópoles canadenses e por outras razões, ela tornou-se capital do segundo maior país do mundo. Como uma digna capital de uma nação desenvolvida, tem monumentos, museus e galerias de alto nível com notáveis coleções nacionais e exposições de renomados artistas locais e estrangeiros.

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IMG_1757Apesar dos seus 900 mil habitantes, Ottawa é uma cidade ideal para o turismo por ter os atrativos concentrados na área central. Dessa forma, o ideal é se hospedar no centro administrativo e econômico, onde estão os melhores hotéis. De lá, é possível conhecer os principais pontos em caminhadas curtas e prazerozas, de forma segura, sem pressa.

Nas manhãs de domingo, de maio ao início de setembro, o acesso a veículos motorizados é proibido em várias ruas, incluindo a Rockcliffe Parkway e a Colonel By Drive (ambas extensões da Sussex Drive), para que as pessoas possam andar de bicicleta, patinar e correr sem limitações. Esta iniciativa é chamada Alcatel-Lucent Sunday Bikedays (Domingos de Ciclismo Alcatel-Lucent), sendo uma atividade popular grátis para toda a família que incentiva as pessoas a ficarem ativas.

Preservação

Essas comodidades, aliadas ao pouco trânsito de veículos em todos os dias e à tradicional organização das cidades canadenses e à gentileza do seu povo, Ottawa é uma cidade grande com ares de pequena. Nos últimos anos, porém, grande parte da capital foi radicalmente reformada e reestruturada, para garantir a graça e o estilo de uma capital moderna.

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As obras, no entanto, não tiraram as carecterísticas originais da cidade, que tem ares europeus, graças à arquitetura das suas principais edificações e dos rios canais que a cruzam. Para se ter uma ideia da preocupação com a preservação das suas belezas naturais e dos patrimônios históricos, Ottawa tem algumas restrições quanto à altura dos prédios. Isto evita, por exemplo, que edifícios e construções ultrapassem a altura do conjunto do Parlamento (foto abaixo), o mais vistoso da capital.

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A parte mais antiga da cidade é conhecida como Lower Town e ocupa uma área entre um canal e rios. Ao cruzar o canal, no lado oeste, encontram-se o Centretown, o Rio Ottawa e a colina do Parlamento Hill, a sede de muitos departamentos do governo da capital, como a Torre Peace.

IMG_1769A alma e o coração da cidade

O canal Rideau é a alma de Ottawa. Construído entre 1826 e 1832 pelo tenente coronel John By, o Rideau é uma cadeia de lindos lagos, rios e canais que serpenteiam Ottawa. Ele se estende por cerca de 202 quilômetros, atravessando Kingston, o Forte Henry e as Torres de Quatro Martello, reconhecidas pela Unesco como patrimônio histórico e cultural da humanidade.

No inverno, o Rideau se transforma na maior pista de patinação no gelo do mundo, com cerca de 8km de largura. Já no verão, ele é uma rota de passeio de barcos, que passeiam entre paisagens exuberantes. Os turistas também se divertem em suas margens, fazendo caminhadas, patinando ou passeando de bicicleta. As magrelas estão à disposição,por meio de aluguel, em diversos pontos.

Festivais culturais

Com uma gama de atividades culturais, museus e galerias de arte, Ottawa também é famosa pelo seu calendário de festivais, que incluem patinação no gelo ao longo do Rideau, um festival de tulipas em maio, e vários eventos de jazz, em julho.

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IMG_1832Ao longo de todo o ano, há espetáculos de teatro, dança e orquestra, em inglês e francês, no National Arts Centre (Centro Nacional de Artes), o principal centro de artes cênicas e musicais do Canadá. Outra opção é assistir a um espetáculo no teatro do Cassino du Lac-Leamy.

A comunidade artística local também é muito ativa, com o Ottawa Little Theatre, a Great Canadian Theatre Company e muitas outras companhias de teatro menores que oferecem uma grande variedade de opções.

Belo por dentro e por fora

Uma das principais atrações turísticas de Ottawa são os prédios do Parlamento. Construídos entre 1859 e 1927 em uma escarpa com vistas para o Rio Ottawa, eles são edificações dos estilos neogóticos e góticos, com telhados revestidos de cobre.

Assim como o nosso Congresso Nacional brasileiro, oferece tours guiados (só que pagas), com direito a visitas aos plenários e aos principais salões, com inúmeras obras de arte.

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Um dos pontos altos é a Biblioteca do Parlamento. Única seção das estruturas originais que sobreviveu a um incêndio desastroso em 1916, passou recentemente por uma reforma completa, deixando seu mobiliários de madeira nobre como novo. Uma dica é fazer a visita com guia ao prédio do Parlamento durante a a noite, com filas e grupos menores.

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Show de luzes

Todas as noites, aliás, do início de julho até o início de setembro, um espetáculo de som e luzes gratuito é realizado na fachada central do Parlamento. Intitulado Canadá: O Espírito de um País, o show atrai milhares de espectadores, que o acompanham sentados no imenso gramado em frente ao conjunto de edifícios administrativos.

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Em cerca de meia hora, imagens gigantescas impressionantes e fantásticos efeitos luminosos são projetados nos prédios do Parlamento para compartilhar canções, poemas, histórias e visões que destacam muitas das realizações culturais e tecnológicas do Canadá. Excelente oportunidade de conhecer todas as regiões e a história do país.

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Fantasmas

Também à noite, passeios realizados por agências de turismo perto do Parlamento contam as histórias de fantasmas locais e outras mais tenebrosas. O ambiente sombrio do horário, quando há menos luz e gente nas ruas, é perfeito para uma boa história deste tipo.

Os guias vestem capas e carregam lanternas enquanto levam os grupos de um local assombrado para o próximo. As empresas também oferecem passeios históricos, incluindo a Crime & Punishment Jail Tour (Visita à Cadeia Crime e Castigo) ou a Naughty Ottawa Pub Walk (Caminhada pelos Pubs da Ottawa Travessa), na área do Mercado ByWard.

Os melhores museus do Canadá

A visita a alguns dos muitos dos museus de Ottawa é obrigatória para qualquer turista. Encabeça essa lista o Museu da Civilização Canadense (foto abaixo). Obra-prima da arquitetura, é o maior e mais popular museu do Canadá, abrigando mil anos de história canadense, a maior coleção de totens em ambiente fechado do mundo e o magnífico First Peoples Hall (Saguão dos Primeiros Povos). Também tem um cinema Imax, o Museu Canadense da Criança e o Museu Postal Canadense.

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Já a Galeria Nacional do Canadá é um dos melhores museus de arte do país e abriga permanentemente a coleção mais abrangente do mundo de arte canadense, incluindo arte Inuit. Ele fica em um dos locais mais espetaculares de Ottawa, próximo do histórico Mercado ByWard. Sua arquitetura premiada, com o Grande Saguão luminoso, galerias espaçosas e jardins e pátios internos, são motivos suficientes para uma visita.

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Em sua fachada, chama a atenção um marco singular da Galeria, o Maman (foto acima), obra de Louise Bourgeois. Trata-se de uma enorme aranha de bronze de 9,25 metros de altura (completa com 26 ovos de mármore) instalada na praça que dá acesso à galeria. Só outras duas cidades têm uma obra igual, Londres e Bilbao.

Também vale a visita o Arquivo Nacional do Canadá, um centro de pesquisa com milhões de documentos históricos importantes, mapas e fotografias, e a Biblioteca Nacional do Canadá, com mais de 10 milhões de livros e publicações, juntamente com os arquivos históricos de Ottawa.

Aviões e cavalos

Em Ottawa, há ainda museus de intereses bem particulares. Um deles é o Museu Nacional da Aviação. No lado leste de Ottawa, distante do centro, tem dezenas de aviões, dos mais antigos aos mais modernos, além de helicópteros, turbinas e outas peças de aeronaves. Para as crianças e os adolescentes, existem simuladores de voos e brinquedos interativos. Quem gosta de adrenalina pode se aventurar em voos de helicópteros e velhos aviões de duas asas. Uma lojinha faz a alegria dos fãs da aviação.

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IMG_1717Perto dali ficam os Estábulos da lendária Polícia Montada Real Canadense. O visitante pode ver as instalações de treinamento dos cavaleiros e os cavalos do Musical Ride, um exercício da cavalaria com coreografia musical. No local, você pode ver um tributo vivo ao patrimônio cultural e à história canadense no RCMP Musical Ride Centre, onde há um pequeno museu com fotos e artefatos.

Já o Museu Canadense da Guerra, na região central de Ottawa, é um memorial vivo à orgulhosa história militar do Canadá, desde os primeiros dias da Nova França até as operações da atualidade. A coleção do Museu inclui magníficas obras de arte com temas de guerra, grandes artefatos como tanques e aviões, bem como explicações interessantes sobre os efeitos da guerra sobre diversos grupos.

Agora, você se interessa por ciência, visite os conceituados Museu de História Natural e o Museu de Ciência e Tecnologia do Canadá, também no centro de Ottawa.

Comes, bebes e badalação

Para muitos, o Mercado The ByWard é o melhor ponto turístico de Ottawa. Certamente, é o mais movimentado e animado, principalmente em dias de sol. Ao lado do centro, ele reúne alguns dos melhores pontos pra compras, os melhores restaurantes, as mais badaladas casas noturnas, os mais charmosos cafés e bistrôs, as mais autênticas confeitarias, as mais descoladas butiques,  além do melhor do artesanato local e uma enorme, curiosa, organizada e limpa feira de alimentos.

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O Mercado ByWard é um dos maiores e mais antigos mercados de produtos rurais do Canadá, tendo o mesmo nome do bairro eclético que o circunda. O ByWard é o distrito de entretenimento de Ottawa. Aproximadamente 90% dos turistas que visitam Ottawa vão ao ByWard Market todos os anos.

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Todos os fins de semana, cerca de 50 mil pessoas passam pelo mercado, que na verdade é um conjunto de antigos galpões, ocupando vizinhos quarteirões. São cerca de 260 estandes de mercados rurais e cerca de 500 departamentos de negócios.

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No pico do verão, cerca de 175 barracas vendem plantas, flores, frutas e legumes, bem como arte e artesanato ao ar livre. Durante o resto do ano, é possível encontrar xarope de bordo, árvores de Natal, lenha, decorações, roupas, artigos de artesanato e muito mais.

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Não deixe de experimentar o BeaverTail (Rabo de Castor), uma espécie de massa doce com opção de diversas coberturas doces e saborosas. Autêntica iguaria de Ottawa, que surgiu (e ainda é vendida) no Mercado ByWard.

Endereços de compras

Ottawa é um paraíso de compras. O centro da cidade oferece uma variedade de lojas, boutiques e mercados de artesãos. Caminhado pela região, os visitantes encontram lojas de presente e souvenirs únicos, mas também grandes centros comerciais.

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Já a Sussex Drive, fora do centro, é uma das ruas mais proeminentes da cidade. Ao longo dela, existem shoppings exclusivos, lojas, galerias, a Royal Canadian Mint (Casa da Moeda), embaixadas e mansões, incluindo a residência do primeiro-ministro (24 Sussex) e o Rideau Hall, a residência da Governadora Geral (a representante da rainha no Canadá).

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Mariscos e peixes frescos na costa canadense

PEI, Canadá - Ostras servidas por Jackie Gillis, dona da Pinette River Oyster Co.

PEI, Canadá - Ostras servidas por John Gillis, dono da Pinette River Oyster Co.Renato Alves (texto e fotos)

Se você aprecia ostras, pode degustar o marisco em diversos restaurantes de Charlottetown, a capital de Prince Edward Island (PEI). Mas, se faz questão de comer as melhores, fresquinhas e nas mais diversas formas de preparo, a dica é pegar a estrada. A 30 minutos de Charlottetown, fica a Pinette River Oyster Company, uma pequena propriedade que vive basicamente da pesca e venda de ostras. Mas os seus donos a transformaram em uma atração turística, recebendo os visitantes de forma impessoal, com uma aula sobre o cultivo, a pesca e tudo o que envolve ostras.

As ostras servidas ali, na varanda da charmosa casa de madeira do casal John e Jackie Gillis, são pescadas no rio Pinette, em frente à propriedade. John colhe ostras desde criança, pois vem de uma família de pescadores. “Não há nada que amo mais do que compartilhar a minha paixão por ostras com os visitantes da ilha”, ressalta.

PEI, Canadá - Casa da Pinette River Oyster Co.

PEI, Canadá - Ostras abertas por John Gillis, dono da Pinette River Oyster Co.De sua casa, às margens do belo rio Pinette, no leste de PEI, John mostra como ostras foram colhidas por gerações, usando as pinças de cabo longo tradicionais. Se quiser, o visitante pode entrar em seu barco e aprender como se tira ostras do fundo do rio e as limpam com um alicate. Depois, se junta a John em sua varanda para ver como ele descasca as ostras, com facas diferentes.

Mas o momento mais esperado fica por conta da mulher de John. Enquanto o marido dá a sua aula, ela vai preparando as ostras limpas por ele. A degustação começa quando Jackie traz uma bandeja cheia de ostras sem concha. Pode-se comê-los crus, cozidos ou com um dos muitos molhos oferecidos. Depois, virão mariscos grelhados. Para coroar esta experiência culinária única, o casal oferece bebidas quentes e frias de cortesia.

Lagostas e mexilhões

Também há menos de uma hora de Charlottetown, outra experiência culinária levam os turistas a misturarem o prazer da pesca com o prazer de comer o próprio peixe pescado, grelhado, ainda no barco. O tour é feito pela Tranquility Cove Adventures, sediada em Georgetown, comunidade que vive da pesca.

Georgetown, PEI, Canadá - PEsca de lagosta em passeio turistico por lago

O passeio de duas horas em um bem equipado e confortável barco, com bebidas, biscoitos e frutas incluídas, proporciona ao turista a chance de ver como pegar lagostas, caranguejo e mexilhão por meio de armadihas. Aos passageiros, é reservada uma hora de pesca. Por fim, um churrasco, com peixe fresco a bordo, temperado com a água salgada da baía.

Georgetown, PEI, Canadá - Peixe fresco servido em passeio turistico por lago

Quem comanda a aventura é o capitão Perry Gotell, de 57 anos de idade e 30 de mar. “As pessoas estão sempre interessados em aprender sobre as experiências dos outros, então,  pensei que seria ótimo para oferecer essa oportunidade”, conta. Para quem quer ir além de um passeio tranquilo, de duas horas, ele oferece tours mais longos, com direito à pesca submarina.

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Para se ter uma ideia da satisfação da clientela de Perry, a Tranquility Cove Adventures, ganhou a pontuação máxima no conceituadíssimo site de viagens Tripadvisor em 2012 e 2013.

RESERVAS

Amantes de ostras

Diariamente, a partir de 15 de junho a novembro, com pelo menos 48 horas de reserva. Mínimo de quatro participantes (se houver apenas dois de você, consulte-os para ver se podem adicionar à uma reserva existente). O serviço custa 100 dólares canadenses por pessoa. Tels. (902) 659-2231; jmg@pei.sympatico.ca

Tranquility Cove Adventures

Diariamente, de 1 de julho a 1 de outubro. Para grupos de quatro a 12 pessoas. O passeio de duas horas custa 55 dólares para cada adulto e 45 para a criança. Tels. (902) 969-7184, (902) 652-2551; tca.gotell@gmail.com; tranquilitycoveadventures.com

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Parque Nacional

Em PEI, os amantes da natureza não podem deixar de visitar o famoso Parque Nacional, com dunas, várias ilhas, falésias em barro vermelho, florestas e diversas espécies de animais protegidos, pode ainda aproveitar para fazer caminhadas em terrenos reservados para essa atividade no parque.

Para se ter uma vista panorâmica inesquecível do Oceano Atlântico e do Golfo de São Lourenço, a sugestão é North Cape, famosa por seus moinhos de vento. Muitos faróis, como West Point, Point Prim, Wood Islands e Cape Bear também merecem a atenção.

O turista pode ainda desfrutar de alguns momentos de tranquilidade e aproveitar para descansar nas praias de areia branca de Pinette, Teah Hill ou Head Basin. Há muitas outras praias nesse pequeno atol.

Dizem que não importa onde se esteja na ilha, você nunca estará a mais de 15 minutos de distância. Algumas praias são muito freqüentadas. Outras são praticamente desertas. Algumas têm águas mornas o suficiente para nadar.

Anne of Green Gables

Para muitos estrangeiros, Prince Edward Island (PEI) remete a Anne of Green Gables, um clássico da literatura canadense. Publicado no Brasil sob os títulos Anne Shirley e Anne de Green Gables, é um romance da escritora L. M. Montgomery, publicado pela primeira vez em 1908. Foi escrito como ficção para leitores de todas as idades, mas nas últimas décadas tem sido considerado principalmente um livro infantil.

Anne of Green Gables

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas em 40 idiomas, sua história narra o crescimento e as aventuras de Anne Shirley, uma menina órfã enviada para uma fazenda em PEI. Parte do marketing turístico de ilha é baseado nessa ficção.

Os fãs da história têm como maior atrativo a Green Gables, fazenda que pertenceu à família de Lucy Maud Montgomery e inspirou o livro de Anne. Localizada em Cavendish, área rural do condado de Queens County, no centro da ilha, é patrimônio histórico canadense.

Casa de Anne of Green Gables

Ainda em Cavendish, o parque temático de Avonlea, e a loja Cavendish Figurines têm enfeites para que turistas possam se vestir como personagens do livro a fim de posarem para fotos. Lojas de suvenir por toda a Ilha oferecem numerosos alimentos e produtos baseados em detalhes dos romances. São comuns chapéus de palha femininos costurados com tranças vermelhas, assim como garrafas de refrigerante de framboesa.

Em Charlottetown, o Confederation Centre of the Arts tem apresentado o musical Anne of Green Gables em seu palco principal a cada verão nos últimos50 anos.

DICAS

Como ir

A Air Canada é a única empresa aérea com voos diretos entre o Brasil e o Canada. Eles ligam São Paulo a Toronto. De Toronto, a mesma companhia oferece voos com escalas até Charlottetown. Outra opção é ir via Estados Unidos, onde, de cidades como Nova York, há voos diretos para Charlottetown. Navios de cruzeiro fazem excursões regulares com parada na maior cidade da ilha.

Onde ficar

Maior das duas cidades de PEI, Charlottetown é servida de ótimos hotéis, além de pousadas.

The Holman Grand Hotel: Com vistas panorâmicas da Praça da Rainha e do Porto de Charlottetown, este hotel boutique apresenta um saguão de sete andares e refeições no local.

Delta Prince Edward: Em frente à marina e perto de algumas das principais atrações, tem as mais luxuosas acomodações da cidades.

Rodd Charlottetown: Elegante, construído em 1931, apresenta pisos em mármore e tetos abobadados.

Fairholman National Historic: Com quartos lconfortáveis, situa-se numa mansão construída em 1838, no centro histórico de Charlottetown.

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Quando ir

Verão: a melhor época, sem dúvida, com temperaturas entre 20°C e 35°C, quando o visitante pode desfrutar das prais com águas normas.

Outono: tem temperaturas ideais para pegar a estrada para ver as folhas mudando de cor pela província. Grande momento para caminhar ou andar de bicicleta na Confederation Trail. Ou para fazer uma viagem de carro por uma das várias rotas panorâmicas da província com paradas que celebram a colheita de outono. Uma jaqueta leve é ​​tudo o que você precisa para aproveitar temperaturas que variam de 12°C a 18°C.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 6

Inverno: em janeiro e fevereiro, PEI tem as temperaturas mais frias e os meses com mais neve. Esteja preparado para temperaturas em torno de -3°C. O inverno traz quase 1000 km de trilhas de snowmobile, trilhas pelo interior e caminhos para caminhadas com sapatos de neve.

Primavera: é a estação de pesca e também quando os observadores de pássaros convergem para a província, com temperaturas em torno de 8°C. No fim de abril e começo de maio, as temperaturas começam a aumentar.

O que comer

Os frutos do mar dominam os cardápios dos restaurantes de PEI. Neles, você pode provar as ostras de Malpeque e os mexilhões de Island Blue. Mas a lagosta é quase onipresente, uma preferência local. A ilha também é famosa por suas batatas, maior produtora nacional.

O que comprar

No pier tem restaurantes, música ao vivo e lojinhas. O Confederation Court Mall é a meca das compras da cidade, com mais de 90 lojas. Em matéria de artesanato, há cerâmicas, suéteres de lã, peças em madeira e sabonetes.

Charlottetown – Nos passos dos pais da Confederação canadense

Charlottetown, PEI, Canada - Vista da baia

Renato Alves (texto e fotos)

Capital e maior cidade de Prince Edward Island (PEI), Charlottetown, com pouco mais de 40 mil habitantes, é a porta de entrada para a menor das 10 províncias canandenses,. As pacatas e planas ruas históricas de Charlottetown dispensam o carro. Andando, você explora o que há de melhor na localidade instalada no coração da ilha. Com muita história, prédios bem preservados, casario colorido, apresentações corriqueiras do folclore canadense e paisagens de tirar o fôlego, Charlottetown oferece uma imensa variedade de atividades para atender a todos os gostos e bolsos.

Charlottetown, PEI, Canadá

Em Charlottetown, a arquitetura vitoriana contrasta com o moderno Centro das Artes da Confederação, onde acontecem vários shows musicais e exposições, realizadas em suas galerias de artes. No verão, acontecem shows no parque Confederation Landing Peake’s Quay, lugar histórico situado à beira-mar. À noite, a agitação de Charllottetown fica por conta dos bares e restaurantes.

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Há diversos monumentos na cidade, como a Catedral Saint Dunstan, a Igreja Anglicana Saint-Paul, construída em 1896, a Catedral Anglicana Saint Peter, de 1869, a Igreja presbiteriana Saint James, e a Province House, o prédio onde aconteceu em 1864 a Confederação que deu origem ao Canadá.

Charlottetown, PEI, Canada - Bares na marina

Também valem a visita os museus, como o Founder’s Hall, que retrata a história do país, e o Acadian Museum, que conta a história dos acadianos da ilha, um grupo ético derivado dos primeiros colonizadores da ilha.

Viagem no tempo

Com trajes de época e interpretando os integrante da reunião que deu início à formação do país, atores profissionais perambulam pelo centro histórico atuando como se estivessem em 1864. Eles conversam entre si e com os visitantes, em roupas e chapéus elegantes. Também oferecem o serviço gratuito de guia turístico — subsidiado pela prefeitura –, percorrendo os principais pontos da Confederação e dando uma aula sobre esse momento.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atores encenam a Confederação

Entre 1º e 8 de setembro de 1864, Charlottetown hospedou o que passaria a ser denominado Conferência de Charlottetown. Além de várias reuniões e negociações em casas da província, houve diversos vários eventos sociais, como bailes, durante essa semana.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atores encenam a Confederação 2

Ao completar 150 anos, essa fase tão importante da história canadense é celebrada em Charlottetown ao longo de todo 2014, com 150 festivais culturais. A Conferência de 1864 de Charlottetown foi a primeira de uma série de reuniões que finalmente conduziu à criação da nação canadense, em 1867. Devido a este encontro, a Cidade de Charlottetown é conhecida como “O berço da Confederação”.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 2

Sabores e cores locais

A primeira vista que se tem de Charlottetown para quem chega de carro ou barco é a da marina, na parte mais baixa da cidade. No verão, ela concentra as mais badaladas atrações, com festivais de culinária e música.

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Quem desembarca no porto encontra e Peake’s Quay, um restaurante com varanda panorâmica e vista para o mar, onde moluscos e crustáceos dominam o cardápio. Charlottetown tem muita lagosta, pescada diariamente no Atlântico.

Charlottetown, PEI, Canadá - Jovens velejando

Embaixo do Peake’s Quay, há mais de uma dezena de pequenas lojas de lembrancinhas, voltadas aos turistas. Entre elas, vale destacar a a PEI Dirt Shirt, que vende roupas tingidas com a areia vermelha da ilha. Roupas, bonés, bolsas e outros itens são lavados na água com barro. Isso mesmo! Te vendem uma roupa com cara de suja, encardida. E elas fazem o maior sucesso entre os turistas.

Sorvete de grife

Caminhando por seu píeres, calçadas e na rua que margeia o porto, o turista se depara com muitas outras lojas de souvenieres, bares e restaurantes, onde pode tomar uma cerveja gelada, experimentar um bom vinho, provar as especialidades de frutos do mar ou tomar aquele que, para os canadenses, é o melhor sorvete do Canadá, da ilha ou do mundo.

De fabricação local, os sorvetes da marca Cows trazem uma infinidade de sabores. Todos com gosto de sorvete caseiro com pedacinhos de frutas. As lojas da Cows oferecem uma série de souvenieres da marca, que vão de brinquedos a camiseta com com o logotipo da vaquinha. Quem preferir, pode até um passeio guiado pela fábrica da sorveteria e conferir como são feitos os cremosos produtos dela.

Comes e bebes

Subindo até a Queen Street, a poucos metros do porto, há uma infinidade de restaurantes, um ao lado do outro. Um deles, o Sim’s, na esquina com Sydney Street, leva a fama de oferecer as famosas ostras de PEI. A mesma casa funciona como uma steak house. As ostras de PEI são vendidas a peso de ouro em alguns dos mais badalados restaurantes de Toronto e dos Estados Unidos.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 4

Se o seu negócio é café e seus derivados, com lanches e doces, há ao menos meia dúzia deles em quatro quadras vizinhas, no centro de Charlottetown. Os mais aconchegantes e ocupados por locais e visitantes são o Casa Mia Café e o Leonhard´s.

Georgetown, PEI, Canadá - PEsca de lagosta em passeio turistico por lago

Em 31 de maio de 1997, a Prince Edward Island celebrou a abertura oficial da Ponte da Confederação. Com 12,9km, ela se estende até o Estreito de Northumberland e oferece acesso fácil do continente até a Ilha, além das balsas e viagens aéreas.

Cerveja direto da fonte

A cerveja local também tem boa reputação, por causa da qualidade da água da ilha. E uma das melhores maneiras de conferir a fama é indo direto à fonte. Na visita à cervejaria PEI Brewing Company, a linha de produção é observada de uma passarela sobre os tonéis. Além de acompanhar a feitura da bebida, você pode experimentar as 10 variedades. Tem de blueberry ale, produzida com as frutinhas da ilha, à lager Beach Chair, outro rótulo popular na casa.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atendente na PEI Brewing Co.

A cervejaria tem mesas e cadeiras de boteco sofisticado, um palco para música ao vivo nos fins de semana e, claro, uma lojinha com todas lembrancinhas da marca. A cervejas dali são servidas em vários restaurantes locais, entre eles o Gahan Restaurant, na Victoria Row, a rua mais badalada de Charlottetown.IMG_1264

Para saber mais

Príncipe inglês

A Ilha de Prince Edward recebeu este nome em homenagem ao príncipe Edward da Inglaterra, em 1799. Seu primeiro nome foi Abegweit, que significa “início nas ondas”, dado pelos índios Mi’kmaq. Depois, foi chamada Ilha de St. Jean pelos franceses e Ilha de St. John pelos ingleses que a colonizaram.

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Em 1764, o capitão Samuel Holland foi nomeado inspetor-geral e a ele foi dada a tarefa de inspecionar as terras que eram de posse britânica no Novo Mundo. Ele sugeriu que a região onde se encontra a cidade de Charlottetown fosse escolhida para sediar uma das primeiras cidades da ilha e a nomeou Charlotte Town (primeiramente separado) em homenagem à rainha Charlotte, esposa de George III da Inglaterra.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 5

Um ano depois, a cidade de Charlotte Town foi designada capital da província. O governo formal na cidade teve início com a chegada do governador Walter Patterson em 1770. Além de ser o centro administrativo da ilha, Charlottetown também era o quartel general para as forças armadas. Charlottetown tornou-se cidade depois da reunião geral da ilha de príncipe Edward, em abril 1855.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 3

PEI: A mais charmosa ilha canadense

Charlottetown, PEI, Canadá

Renato Alves (texto e fotos)

Desconhecida da maioria dos brasileiros, a Ilha Príncipe Edward é um dos destinos turísticos mais explorados pelos canadenses, asiáticos e europeus no extremo da América do Norte. Mais conhecida pela sigla PEI (Prince Edward Island), a ilha é a menor e menos populosa das 10 províncias do Canadá. Com apenas duas cidades e dezenas de vilas, seus 145 mil habitantes vivem em um ritmo bem mais lento do que a maioria do mundo moderno.

Não que a região seja subdesenvolvida, desconectada do planeta, sem as comodidades dos grandes centros. Localizada no extremo leste canandense, PEI tem hotéis luxuosos, restaurantes de alto padrão, museus, teatros e todas as facilidades para deslocamento dos visitantes. Ainda, um dos melhores campos de golfe do país.

Charlottetown, PEI, Canadá - Jovens velejando

No verão, os locais e turistas se divertem em passeios em veleiros e iates milionários.  As temperaturas do outono são ideais para pegar a estrada e  admirar as folhas mudando de cor pela província. Ambas as estações são ideais para caminhar ou andar de bicicleta na Confederation Trail, uma desativada linha férrea que ligava todos os pontos da ilha e, hoje, sem os trilhos, é ocupada apenas por bikes.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 1

Ainda no outono, muita gente viaja de carro por uma das várias rotas panorâmicas, com paradas que celebram as colheitas nas fazendas da região. Já o  inverno traz quase 1.000km de trilhas de snowmobile e para caminhadas com sapatos de neve. Os festivais mantêm os espíritos animados do lado de fora, mas há também muitas pousadas aconchegantes e cabanas preparadas com lareiras crepitando.

Se não bastasse, em PEI, nacionalistas escreveram um dos capítulos mais importantes da história do país, organizando o primeiro debate que levaria à criação do Canadá como nação. Evento que completa 150 anos em 2014 , data comemorada em festivais. Tudo regado a ótimos vinhos e cervejas nacionais, além de uma fartura de ostras e lagostas.

Bicicletas no lugar de trens

PEI conserva quilômetros de paisagens exuberantes e diversificadas. As estradas seguras e bem sinalizadas cruzam fazendas antigas e vilas com casinhas de madeira. Dos imensos lagos, rios e baías, se vêem penhascos de arenito vermelho e mansões nas encostas. As cidades e vilas têm cenários dos séculos passados, com ruas de pedra e construções centenárias muito bem conservadas. Tanto nelas quanto nas áreas rurais e nas praias, há uma gente acolhedora. A característica rendeu a PEI o título de Ilha gentil.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 5

Um dos melhores meios de conhecer as atrações da província é sobre uma bicicleta. E  não é preciso levar uma na bagagem. Em PEI, há empesas que alugam o veículo — de todos os modelos e tamanhos — e oferecem tours guiados. Com 230km de uma ponta à outra, não mais que 20km de largura  e altitudes inferiores à 90m, a ilha não exige muito dos turistas que escolhem fazer um passeio de bicicleta.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail

O percurso perfeito para pedalar pela província é uma ciclovia com quase 400km de extensão, totalmente plana. Ela foi construída  sobre a antiga estrada de ferro que levava aos principais pontos de  PEI. Além de retirar os trilhos, os idelaizadores sinalizaram o trajeto e colocaram cancelas nos cruzamentos com estradas de terra e asfalto, que impedem o acesso de qualquer outro veículo. Placas também indicam as distâncias entre uma vila e outra.

Vegetação rica

Ao longo da trilha, nas duas margens, os ciclistas encontram uma grande variedade de  árvores, flores e aves, além de plantações de culturas variadas nas propriedades rurais com casinhas de madeira (geralmente bancas) em meio a muito verde. No caminho, o visitante também cruza pontes de madeira do século 19. Construções erguidas para locomotivas e vagões atravessarem riachos e ribeirões que alimentam grandes lagos.

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Para descansar e admirar tanta beleza, os ciclistas contam com pontos de parada ao longo de toda a trilha, dotados de bancos e mesas de madeira. Nesse ambiente, famílias inteiras  fazem piqueniques. Nos fins de semana e feriados ensolarados, elas pedalam juntas pela extinta via férrea.

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Apesar de minúsculas, as vilas por onde passam a ciclovia têm ao menos uma boa cafeteria e um restaurante com peixe e mariscos da região. Em algumas, o ciclista encontra banheiro público, inclusive para banho. Saint Peters Bay é uma dessas localidades ideais para a recarga de energia. Ela tem até hotel.

Para saber mais

Quase 500 anos de ocupação

Prince Edward Island é uma das menores ilhas do Canadá, tanto em tamanho quanto em população. Localizada na costa leste canadense, ela era inicialmente habitada pelos povos aborígines que viviam de subsistência. Em 1534 o explorador francês Jacques Cartier chegou à região tomando posse da terra, porém não a fizeram colônia até 1719.

Com a chegada dos britânicos, em 1758, os franceses foram expulsos da ilha. Como uma colônia britânica, a ilha foi dividida em 67 parcelas de terra, sorteadas entre fazendeiros e aristocratas ingleses. A população desenfreadamente, criando diversos problemas, e, em 1864, o governo iniciou a recompra das terras.

Charlottetown, PEI, Canada - Vista da baia

Cenários de filmes em Toronto

Renato Alves (texto e fotos)

Muitas das cenas de filmes famosos que você imagina se passar em alguma metrópole norte-americana na verdade foram rodadas em Toronto. E nenhum ponto da cidade canadense serviu e serve mais de cenário para os longametragens do que uma antiga destilaria de uísque (foto abaixo). Inaugurada em 1832 e já desativada (veja Para saber mais), ela foi palco de locações de grandes sucessos como X-Men, Chicago, Refém do silêncio e A Luta pela esperança.

O espaço de mais de 56 mil metros quadrados, que nos anos 1990 se tornou a locação de cinema mais usada no Canadá e o segundo maior set de filmagens fora de Hollywood, também é um dos melhores pontos para comprar, comer e beber em Toronto. Transformado em centro cultural em 2003, após reforma dos prédios da velha destilaria, o complexo tem restaurantes, cafés, lojas de decoração, ateliês e galerias de arte.

Como toda a cidade, a destilaria ferve no verão, quando os restaurantes colocam as mesas para fora. Entre outras coisas, você pode experimentar os pratos do Pure Spirit Oyster House & Grill, que ainda fabrica cerveja orgânica. Também há uma fábrica de chocolate com sua charmosa e tentadora lojinha, uma autêntica cervejaria com a bebida servida direto da fábrica, e cafés com decorações, livros, revistas e conforto que convidam a uma longa parada.

Simplesmente caminhar pelo centro de arte e lazer já é um prazer. Por isso se vê tantos casais, idosos e pais com crianças nas ruelas — restritas a pedestres e ciclistas — entre os muito bem cuidados prédios de arquitetura industrial vitoriana. Também há muitas esculturas ao ar livre e uma extensa programação de eventos ao longo do ano, incluindo música ao vivo, espetáculos de dança, exposição de fotografia e outras atividades. Nos fins de semana, há uma feirinha de artesanato.

Ostentação

Depois da destilaria, um castelo é o principal set de filmagens em Toronto. Considerada a maior residência da América do Norte até 1914, a Casa Loma (primeira foto) fica atrás apenas da CN Tower em número de visitantes na cidade. Com 98 cômodos, ela ainda é uma das maiores residências do Canadá. Suas suítes são decoradas com obras de arte de todos os cantos do mundo. Boa parte da mobílias e objetos  decorativos são originais.

Com três andares mais o subsolo, a mansão é fruto da imaginação de um próspero homem de negócios, Sir Henry Pellat. Além da decoração, o palacete tem passagens secretas, um túnel, torres, estábulos, e enormes jardins — abertos somente de maio a outubro. Outro atrativo é a cúpula de vitrais do jardim de inverno. Mas nada traduz melhor a excentricidade do seu construtor que o banheiro de luxo usado por ele.

A quantidade de cômodos e sua grandiosidade fizeram da Casa Loma um cenário perfeito para filmes de gêneros diferentes. Em seu bar, gravaram cenas de Cocktail, com Tom Cruise. A casa é a mesma da escola de mutantes comandada pelo Professor Xavier, líder dos heróis de X-Men. Os fãs da série a indentificam facilmente por seus corredores todos em madeiras e pela biblioteca com mais de 10 mil livros.

PARA SABER MAIS

Situado no centro da cidade, o Distillery District abrigava, em 1832, a destilaria Gooderham and Worts. Letreiros do empreendimento ainda podem ser vistos no agora complexo cultural. Fundado por um imigrante escocês como a maior destilaria no Canadá, o lugar é importante na história de crescimento econômico da cidade e da nação. Tanto que a empresa se tornou a maior destilaria do mundo. Ela fechou as porta depois de 153 anos produzindo bebidas alcoólicas, como uísque e rum. No fim de 2001, a Cityscape Development comprou toda a área. Desde 2003, transformou o lugar em um distrito histórico. O complexo de 43 prédios tem o característico padrão de design industrial do século 19. Quase todo em estilo vitoriano, que, ainda hoje, é o maior da América do Norte.

Sabores variados

A cervejaria artesanal Mill Street é um orgulho dos moradores de Toronto. Suas cervejas, em quatro tipos, incluindo uma com sabor de café, são encontradas em diversos bares da cidade. Na loja da destilaria, você experimenta a bebida na temperatura ideal, em meio aos fãs de esportes canadenses que se unem nas cadeiras de madeiras em frente aos monitores de TV.


Guerra dos mundos

Uma das mais interessantes obra é a IT, criada pelo artista Michael Christian sob inspiração do clássico Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. Com mais de 12 metros de altura, ela dá a impressão de que uma grande aranha de metal anda pela região. Do mesmo autor, Koilos também é feita de metal e, com seus pouco mais de 4m de altura, é muito fotografada pelos turistas.

Festival badalado

Toronto sedia um dos três mais importantes festivais de cinema do mundo. O Toronto International Film Festival, mais conhecido pela sigla Tiff, ocorre sempre em setembro. Aberto ao público, movimenta a cidade nos dias de exibições dos filmes. Vencedores do Oscar, como O discurso do rei e Quem quer ser um milionário?, estrearam no Tiff. Este ano, Heleno, com Rodrigo Santoro, teve a primeira projeção no festival. O evento ganhou recentemente um centro multiplex, apelidado de Bell Lightbox, que mantém uma programação regular de mostras de filmes de arte, temáticos ou de diretores, além de um dos restaurantes mais badalados da cidade.

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Renato Alves (texto e fotos)

A Nathan Philips Square e seu entorno estão entre os melhores pontos para conhecer exemplares da arquitetura de Toronto. A bela e ampla praça abriga a prefeitura, um conjunto com dois prédios que remetem aos traços de Oscar Niemeyer. A obra causou polêmica ao ser inaugurada, em 1964. Além dos edifício e de um enorme espaço vazio, ocupado durante eventos culturais e festivos, há um lago coberto por arcos de concreto. Nos meses de inverno, ele vira um concorrido rinque de patinação.

Ao lado da praça, fica a elegante prefeitura antiga (foto acima), do século 19 e cheia de colunas com desenhos. Apesar da beleza, o prédio quase veio abaixo para dar lugar ao substituto. Hoje, sedia o fórum e a Secretaria de Justiça municipal. Além de ponto para prática esportiva, agitação cultural e descanso, a praça serve de local de partida para conhecer parte da cidade subterrânea.


Mas não espere ver casas e estradas debaixo da terra. Conhecida como PATH, a passarela subterrânea tem 16km de extensão e é muito usada pelos moradores no rigoroso inverno canadense. Ladeada por lojas de todos os tipos, ela liga o metrô e o trem de subúrbio a alguns dos principais edifícios. O Shopping Eaton Centre é um dos prédios ligados pela PATH. Por essa rede, por exemplo, chega-se também à CN Tower e ao Rogers Centre.

Aos domingos, na quadra em frente ao mercado, pequenos comerciantes montam uma feira de objetos de arte e artigos para decoração. Ao lado, há um dos melhores mercados de antiguidade de Toronto, onde vendem-se discos de vinil, revistas, quadros, porcelanas, móveis e outros artigos.

Mostarda

Mas, vale lembrar, a PATH só é necessária durante o inverno. Por ela, não se conhecem outras belezas da arquitetura local, como o St. Lawrence Market (foto acima). Muito frequentado por quem vive em Toronto, o mercado é ponto obrigatório de visitação. Ele oferece queijos, frutas, verduras, frutos do mar, objetos de arte, suvenires e uma vasta quantidade de guloseimas.


Também localizado no centro, perto do Eaton Centre, o mercado é formado por dois prédios (Norte e Sul) de tijolinhos à vista, localizados em uma das áreas mais bonitas de Toronto, próxima ao cruzamento da Front Street com a Jarvis. O conjunto, que começou a ser erguido em 1803, já abrigou a prefeitura. Limpo e organizado, ele ainda conta com bares e restaurantes nas áreas interna e externa.

A diversidade cultural encontrada em Toronto está presente em cada canto do mercado. Em uma só loja, é possível encontrar funcionários e produtos vindos de diferentes lugares do mundo. Há ainda uma diversa variedade de vinhos canadenses, produzidos na província de Ontário, na região de Niágara. Nativos e visitantes também adoram a variedade de mostardas feitas no Canadá.

Vitrais

A três quadras dos mercados, um belo exemplar da arquitetura canadense também é uma oportunidade para conhecer um pouco da história e da religiosidade desse povo. Com sorte, na igreja anglicana, com vitrais muito bem cuidados, o visitante ainda pode desfrutar de um concerto de órgão ao vivo.

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