A rota do Blues, de Chicago a Nova Orleans

Você já ouviu falar sobre a Rota do Blues, nos Estados Unidos? Trata-se de um trajeto de carro traçado pela Route 61 especialmente para os amantes deste ritmo, com início em Chicago e término em Nova Orleans.

A estrada lendária oferece o melhor da música em cada parada e ao longo de mais de mil quilômetros será possível se deparar com locais de nascimento de artistas, lojas de discos de vinil e até mesmo alguns estúdios de gravação importantes para a história do blues no que promete ser uma daquelas road trips para ficar na memória.

Parada 1: Chicago

Para percorrer essa estrada, a saída de Chicago é perfeita e uma passagem pela Maxwell Street é praticamente obrigatória. Ali, alguns músicos de rua tocam no novo mercado e fazem questão de manter a tradição do blues mais viva do que nunca na cidade. À noite, o Chicago B.L.U.E.S é palco de shows mais contemporâneos, que mostram que a música continua se renovando por aqui.

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Parada 2: Nashville

Saindo de Chicago é o trecho mais longo da viagem: são cerca de 7 horas até Nashville, no Tenesse. É lá que você irá encontrar algumas das mais famosas gravadoras de música dos Estados Unidos, como o Studio B, recordista em lançamentos de sucesso no país. Talvez por isso Nashville tenha ficado conhecida como Cidade da Música – e o título faz todo sentido quando pensamos que a cidade conta com mais de 120 espaços dedicados à música ao vivo.

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Foto © Visite os USA

Parada 3: Memphis

A cidade é lar do Museu Stax de Soul Music Americana, em que a antiga sede da gravadora Stax Records foi reconstruída para relembrar sua história. Artistas comoIsaac Hayes e Aretha Franklin já passaram por aqui e dizem que até mesmo Elvis Presley começou sua carreira no Memphis, no Sun Studio. A dica é ir para a Beale Street assim que cair a noite e conferir as apresentações dos ótimos artistas de rua que passam por ali.

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Foto © Euan Ferguson

Parada 4: Nova Orleans

A influência de franceses, espanhóis, cubanos e africanos trouxe uma cultura cheia de miscigenação à Nova Orleans. Aqui, é impossível não perder algum tempo no French Quarter, local que inspira músicos, escritores e artistas que passam pela cidade. Uma boa dica é passar a noite no The Spotted Cat, onde é possível escutar um blues no estilo antigo, com instrumentos improvisados. Apesar de ter ficado devastada após a passagem do furacão Katrina, a cidade já se reergueu quase por completo e ainda tem muito o que oferecer aos visitantes, principalmente aos que estão em busca de boa música.

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Foto © The Tour Expert

 

Confere só o mapa com a sugestão de roteiro.

Cinco hotéis gay-friendly de luxo mundo afora

 

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Geralmente sem os gastos com filhos, o público gay é muito visado pelo setor de turismo, já que emprega mais dinheiro em viagens e lazer. Apesar dos avanços nos últimos anos, o preconceito ainda existe e, por isso, muitos preferem buscar passeios em ambientes gay-friendly. A Preferred Hotels & Resorts, uma coleção global de hotéis de luxo, ajuda viajantes a identificar o hotel que fornecerá a luxuosa experiência que combina com suas preferências de vida e estilo, em cada ocasião. Viajantes podem fazer reservas em cada um dos 650 hotéis, resorts e residências de luxo representadas no portfólio da Preferred pelo portal www.PreferredHotels.com.

No site preferredhotels.com/experiences/pride é possível filtrar as buscas para achar, por exemplo, hotéis gay-friendly nos melhores destinos, todos eles certificados pela TAG (lista de empresas de turismo que se preparam para atender as necessidades deste público) e associados à IGLTA (International Gay & Lesbian Travel Association):

Cavallo Point, San Francisco (EUA)

Antiga base militar de Fort Baker, esse luxuoso hotel localizado na base da Golden Gate Bridge oferece a oportunidade de dormir em aposentos restaurados de oficiais ou modernos alojamentos. Na charmosa cidade de Sausalito, acorde com a vista da ponte, do horizonte de San Francisco e da baía. Outra opção é experimentar os vinhos da adega do Cavallo Point, que conta com mais de 2 mil rótulos.

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NJV Athens Plaza, Atenas (Grécia)

Recentemente renovado, o NJV Athens Plaza tem acomodações cinco estrelas com decoração contemporânea, além de três restaurantes e lounges, no coração da cidade de Atenas. Todos os apartamentos oferecem isolamento acústico, televisão via satélite, vídeo games, banheiras de mármore e decoração assinada por Ralph Lauren, Versace e Fornacetti.

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Tiara Château Mont Royal Chantilly, La Chapelle-em-Serval (França)

Cercado pelas belas florestas francesas, o Tiara Château Mont Royal Chantilly é um palácio cinco estrelas, ideal para uma viagem inesquecível, a apenas 50 minutos de Paris. O château tem 108 apartamentos com a clássica decoração francesa, além de banheiras de mármore. Alguns dos quartos também contam com terraço ou varanda. Um elegante restaurante local oferece a tradicional culinária da França. É possível também explorar a cidade medieval de Senlis ou o Castelo de Chantilly. O fitness center é uma obra de arte, com quadras de tênis e um spa com piscina coberta.

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Cambridge Beaches Resort & Spa, Sandys (Bermudas)

Com o Oceano Atlântico como cenário, o Cambridge Beaches Resort & Spa é o perfeito resort de luxo nas Bermudas para relaxar e desacelerar. Localizado em uma península privativa, este hotel voltado para adultos oferece aos hóspedes gastronomia fina, tratamentos de spa, golfe e muito mais.

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The Mark, Nova York (EUA)

Para aqueles que preferem a cidade grande, o premiado hotel The Mark está situado no Upper East Side, uma das regiões mais exclusivas de Nova York. Instalado em um belo prédio de 1927, na esquina da 77th Street com a Madison Avenue, The Mark foi recentemente recriado pelo lendário designer Jacques Grange. Lá, os hóspedes contam com tecnologia de ponta e serviços pessoais únicos.

Hotéis que fazem parte do portfólio da Preferred Hotels & Resorts podem ser selecionados por meio de um extenso menu no site, apropriadamente compilados e categorizados. Essa nova funcionalidade apresenta uma série de opções como localização do hotel (praia, lago, montanha ou cidade, por exemplo), amenidades, interesses (culinária, lua-de-mel, LGBT-friendly), estilo (tranquilo, descolado, imponente, eco-friendly), opções para família (babás, parques infantis, quartos/suítes espaçosos e conectados) e atividades (esportes de inverno, caminhadas, aulas de culinária, passeios a cavalo), permitindo que viajantes encontrem precisamente o hotel que buscam.

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Sobre Preferred Hotels & Resorts

Preferred Hotels & Resorts é a maior marca de hotéis independentes do mundo, representando mais de 650 renomados hotéis, resorts, residências e grupos de hotéis únicos em 85 países. Por meio de suas cinco coleções globais, a Preferred Hotels & Resorts conecta os mais exigentes viajantes à experiência singular da hospitalidade de luxo que vão ao encontro das preferências de vida e estilo para cada ocasião. Toda propriedade no portfólio mantém o alto padrão de qualidade e níveis de serviços sem paralelo exigidos pelo Programa de Qualidade Integrada da Preferred Hotels & Resorts. O iPrefer™,programa de fidelidade de hóspedes, Preferred Residences, Preferred Family, Preferred Pride e Preferred Golf™ oferecem valiosos benefícios para viajantes que buscam experiências únicas. Para mais informações, acesse PreferredHotels.com.

O mais antigo pub irlandês de Nova York

McSorleys Old Ale House/Daniel Brito

Daniel Brito

Este é o mais antigo pub irlandês de Nova York e redondezas. Mc’Sorleys Old Ale House fica na 7St, em East Village, e está la desde 1860 – embora eles propagandeiem que funcionam ali desde 1854, não há registros seguros e oficiais sobre esta data. Até hoje são vendidos apenas dois tipos de cerveja (uma lager e uma stout da casa, se não me engano) e são servidas de uma vez só, para beber como os irlandeses, numa talagada para cada. O chão é coberto de pó de madeira, uma tática do século XIX para manter a assepsia do piso (também de madeira). Até 1970, era proibida a entrada de garotas no recinto. Hoje tá liberada, muito embora só vão os mesmos bêbados de sempre. O vovô aí na porta já é mais recente, é coisa de ontem (5/1) à tarde mesmo.

Dica de blog: dicas de Nova York

Vai para Nova York? Já foi e quer dicas de lugares fora do roteiro tradicional? Uma dica é acessar o blog Vamo Comigo. A seguir, o que ele oferece, por ele mesmo, com algumas das suas belas fotos:

“Vamos encarar os fatos: NY foi construída para te falir. São muitas lojas, restaurantes, shows e tudo aquilo que sua imaginação permitir em uma cidade só. Mas vc não precisa entrar no cheque especial para conhecer essa cidade; porque NY não se resume às luzes da Times Square, aos restaurantes do Upper East Side, aos famosos shows da Broadway ou às lojas da 5ª avenida.

NY é muito mais que isso. Ela tá na rua e vc pode encontrá-la nos desconhecidos e charmosos restaurantes espalhados por toda Manhattan, nos passeios pelas encantadoras feiras do Brooklyn, nos botecos do Queens ou simplesmente nos rostos de quem faz essa cidade.

NY é energia. É sentar no metrô e ouvir 5 línguas diferentes. É hoje comer taco e amanhã sopa vietnamita. É deixar se perder em cada rua, pq quando vc se perde em NY, você encontra algo novo.

Que vocês todos venham comigo, diariamente, descobrir o quanto essa cidade é mágica.”

Tudo sobre a lendária Rota 66

Turismo, do Correio Braziliense

A Rota 66, rodovia histórica com quase 4 mil quilômetros, já foi retratada em diversos livros e filmes, além de ser tema de músicas conhecidas. Uma das obras que mais chamaram atenção, no entanto, foi On the road, considerada a bíblia do movimento beat, escrita pelo norte-americano Jack Kerouac. Nesta sexta-feira, estreia, no Brasil, o filme homônimo, dirigido por Walter Salles, que exibe como cenário as paisagens do Velho Oeste, com seus cafés de beira de estrada, Cadillacs circulando na pista e pessoas pedindo carona em busca de aventura e liberdade.

Hoje, a Rota 66 foi desativada. Mesmo assim, vários trechos estão conservados e alguns foram revitalizados. O trajeto conta com uma boa rede de lanchonetes, hotéis (ou motels, como são conhecidos nos EUA), museus, parques, postos de gasolina abandonados e cidades-fantasmas, atraindo turistas de todo o mundo. As agências de viagem estão de olho nesse público aventureiro e têm pacotes para cruzar a rodovia, que incluem aluguel de motos (ou carros) e equipe de apoio. Veja um roteiro que reúne as conhecidas atrações do fim da década de 1940 — época em que se passa a história do livro/filme — e também as erguidas recentemente. É hora de arrumar a mochila e cair na estrada.

Associações mantêm os locais históricos

Enquanto a maioria dos viajantes percorre as estradas com pressa, querendo chegar logo ao destino, outros preferem aproveitar o caminho. É o caso dos personagens Sal Paradise (Sam Riley), Dean Moriarty (Garrett Hedlund) e Marylou (Kristen Stewart) do filme Na Estrada, dirigido pelo brasileiro Walter Salles. A história, baseada no livro On the Road, de Jack Kerouac, se passa no fim dos anos de 1940, uma época em que muitos jovens estavam desbravando o Oeste dos Estados Unidos pela mítica Rota 66.

A rodovia histórica mais famosa do mundo, também conhecida como Mother Road (estrada-mãe), foi estabelecida em 11 de novembro de 1926. Começa em Chicago, Illinois, e termina às margens do Oceano Pacífico, em Santa Monica, 8km depois de Los Angeles, Califórnia. São, no total, 3.940km de extensão, que atravessa mais outros seis estados: Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Arizona. O objetivo era ligar o país de leste a oeste, já que muitas pessoas iam de um extremo a outro em busca de novas oportunidades de vida e de trabalho. Depois, passou a ser o sonho da geração beat percorrer os caminhos da 66 em busca de aventuras e descobertas.

Hoje, a Rota 66 já não é mais a mesma. Em 1985, deixou de fazer parte do US Highway System, o sistema de autoestradas do governo norte-americano. Alguns trechos foram substituídos por rodovias mais modernas e outros foram abandonados. Mas ainda existem muitos locais preservados, graças às associações históricas de cada estado, e que continuam atraindo viajantes do mundo inteiro. Inclusive, há a Rota Histórica 66, com diversas atrações.

Há diferentes opções para se percorrer a Rota 66. Algumas empresas alugam motos e carros para viagem, que podem ser retirados e devolvidos em cidades diferentes. Entre as motos, a queridinha é a clássica Harley-Davidson.

Rodovia das belezas naturais

O segundo maior rio dos Estados Unidos, o Mississippi, é uma das atrações para os viajantes da Rota 66. É lá que se encontra a ponte de aço Chain of rocks, construída em 1929, que ligava os estados de Illinois e Missouri. Nos anos de 1930, abrigou um importante trecho da 66. Entretanto, o número de automóveis cresceu muito e a ponte ficou estreita. Hoje, a Chain of rocks é usada por pedestres e ciclistas, mas continua sendo um belo cartão-postal e vale a parada.

Uma atração à parte nas proximidades da Rota 66 é a visita a alguns dos principais parques nacionais dos Estados Unidos. Um deles é o Zion National Park, no qual os turistas podem apreciar a paisagem de dentro dos cânions. Outro atrativo é o Lake Powell, uma reserva natural que fica entre os estados de Arizona e Utah.

O mais conhecido entre todos é o Grand Canyon, considerado por muitos viajantes experientes como um dos lugares que toda pessoa deve conhecer antes de morrer. Fica a cerca de uma hora da Rota 66, entrando pela cidade de Williams, Arizona, sendo que o trajeto também pode ser feito de trem pela Grand Canyon Railway. Trata-se de um imenso vale (que se estende por 446km), moldado pelo vento, pelas chuvas e pela erosão ao longo do tempo.

O passeio básico consiste em percorrer as trilhas que margeiam a borda do despenhadeiro, enquanto o roteiro mais rústico é a descida até o fundo do cânion em mulas. Existe, ainda, uma passarela de vidro e aço no alto da encosta, inaugurada em 2007, a Grand Canyon Skywalk. Diversas outras montanhas podem ser observadas pelo caminho da Rota 66. Além de imensidões de desertos, como os de Mojave (Califórnia) e do Arizona.

Inspiração para filmes

A rodovia histórica mais famosa do mundo foi e continua sendo tema de diversas obras cinematográficas, seja como personagem principal ou, simplesmente, o cenário de uma história. Em 1939, o filme As vinhas da ira imortalizou a Rota 66 como o caminho para a prosperidade, com a história de uma família de trabalhadores rurais pobre durante a Grande Depressão de 1929, indo de Oklahoma a Califórnia. Alguns anos mais tarde, em 1969, o longa Sem destino mostrou dois motociclistas viajando pelas principais estradas do Sudeste dos EUA em busca de liberdade e abordando temas como drogas, movimento hippie e estilo de vida.

Em Bagdad Café (1987), depois de brigar com o marido e abandoná-lo na estrada, uma turista alemã caminha até chegar ao posto Bagdad Café. Bagdad fica no Deserto de Mojave e compõe, hoje, mais uma parada no roteiro das cidades-fantasmas da Rota 66. No famoso Thelma & Louise (1991), duas amigas, uma garçonete e uma dona de casa, resolvem sair da rotina e cair na famosa estrada, onde se envolvem em situações complicadas e são perseguidas pela polícia. No filme do contador de histórias, Forrest Gump (1994), entre as várias peripécias do protagonista, estão as cenas em que ele corre pelo país. Foram utilizadas partes da Rota 66 nas filmagens, como o trecho que passa por Flagstaff, no Arizona.

Mais atual, a animação Carros (2006) tem como personagens veículos, que rodam na Rota 66, com cenários inspirados, por exemplo, no Arizona.

Dicas de quem já rodou pela Rota 66

Mesmo muito diferente do que era na década de 1940, a Rota 66 sobrevive também graças aos aventureiros. Desde os trechos abandonados até as tradicionais placas, aos estabelecimentos comerciais, as antigas e as novas construções e as paisagens impressionantes, tudo parece perfeito para viver grandes emoções. A rodovia traz um fascínio inexplicável e é ponto certo para querem realizar um sonho. Confira as histórias e dicas de quem já passou por lá.

“Em abril de 2011, eu e minha noiva realizamos o sonho de percorrer a legendária Rota 66. O percurso escolhido começa em Seligman, Arizona, e termina na famosa cidade Oatman, também no Arizona. Foram 150km deslumbrando paisagens magnificas, retas sem fim, postos de combustíveis desativados, veículos antigos, cidades-fantasmas… Fizemos o percurso de carro e, com a ajuda de mapas, conseguimos encontrar o acesso à Historic Route 66, que tem esse nome porque representa a estrada original, prevalecendo o antigo asfalto, as paisagens, entre outras relíquias. Pernoitamos em Kingman, uma belíssima cidade com uma infraestrutura adequada para viajantes da Rota. Lá, há um maravilhoso clima fresco ao anoitecer proporcionado pelas montanhas. De Kingman até Oatman são apenas 35km, percorrendo montanhas e desfiladeiros. É aconselhável que esse percurso seja feito descansado. O nível de atenção aumenta com a chegada de incríveis curvas limitando a velocidade a no máximo 20km/h. A paisagem é uma recompensa. Ao chegar em Oatman, a sensação é de participar daqueles filmes antigos de faroeste com pequenos teatros improvisados pelos moradores da cidade.”
Sérgio Ricardo Mendes, 33 anos, gerente financeiro

“A histórica Rota 66, estrada mais famosa do mundo, mantém trechos bem conservados e convidativos a serem percorridos, com muitos atrativos e paradas obrigatórias no trajeto. Uma experiência inesquecível! Uma boa opção para iniciar a viagem pela Rota 66 (Route 66) é por Santa Monica, na California, mais precisamente no pier de Santa Monica. A primeira importante parada é em San Bernadino, onde está o primeiro McDonald’s, que hoje funciona como um museu do restaurante. Na Rota 66 está o Emma Jeans Cafe, a casa do Brian Burger, onde foi filmado Kill Bill. Aproveite para saborear o burger. A partir de San Bernadino até Las Vegas, a estrada é incrivelmente reta! No caminho, uma parada imperdível é na cidade fantasma de Calico, localizada a cerca de 18km de Barstow. A cidade foi fundada em 1881, com 40 pessoas motivadas pela descoberta de minas de prata e bórax. A cidade chegou a ter 1.200 habitantes e cerca de 20 saloons. Hoje é uma atração turística, funcionando como uma cidade fantasma, com restaurantes, bares e lojas que ainda mantém o clima de Velho Oeste.”
Juliano Almeida, 30 anos, administrador

Músicas para a hora de cair na estrada

Depois de ler On the Road, Bob Dylan arrumou sua mochila e foi viajar pelos Estados Unidos. Outros músicos conhecidos também disseram que a obra de Jack Kerouac mudou suas vidas e, certamente, influenciou suas composições.

A Rota 66 aparece em canções de jazz, blues e, claro, no rock n’ roll, ritmos que combinam perfeitamente com a viagem feita de carro ou moto. Confira a lista de músicas que o Turismo preparou para você ouvir na hora colocar o pé na estrada.

Ouça aqui

Voos e pacotes para cruzar a Rota 66

Voos
Período: de 8 a 15 de agosto

American Airlines
0300-789-7778
Brasília – Chicago a partir de R$ 2.283,71
Brasília- Los Angeles a partir de R$ 2.329,47

Delta Airlines
(11) 2172-7700
Brasília – Chicago a partir de US$1,150.40 (cerca de R$ 2.287,80)
Brasília – Los Angeles a partir de US$ 1.133,40 (cerca de R$ 2.015,35)

TAM
4002-5700/0800-570-5700
Brasília- Chicago a partir de R$ 4.123,81
Brasília – Los Angeles a partir de R$ 2.701,46

Pacotes
APEX Travel: (11) 3722 3000 – Route 66 & Wild West. Duração: 12 dias e 10 noites. Saídas de São Paulo em 26 de agosto. Inclui: passagens aéreas, traslados, hotéis, seguro viagem, aluguel de moto, guia (road captain), equipe de apoio, veículo de apoio (leva as bagagens e moto reserva). Preço: a partir de US$ 4.595 (cerca de R$ 9.140) para o piloto e US$ 2.255 (cerca de R$ 4.485) para o garupa. Rota 66 com motorhome. Duração: 15 dias. Inclui: passagem aérea Brasília/Chicago e Los Angeles/Brasília, 14 diárias de motorhome C-30 (câmbio automático, direção hidráulica, freio ABS, ar-condicionado de teto, água quente, micro-ondas, chuveiro, fogão, camas e mesa), com pacote de milhas ilimitadas, taxa de devolução e impostos. Retirada do veículo em Chicago e devolução em Los Angeles. Preço: a partir de US$ 1.573 por pessoa (cerca de R$ 3.150) para sete ocupantes. Diária do motorhome: a partir de US$ 80 (cerca de R$ 160).

CVC: 3044-4646 – Contrastes do Oeste. Duração: 10 noites. Saídas: 6 de setembro e 20 de setembro. Inclui: hospedagem em San Diego, Lauglin, Flagstaff, Las Vegas, Los Angeles e São Francisco; transporte terrestre por todo circuito em ônibus, micro-ônibus ou van; passeios em San Diego, Palm Springs, Rota 66, Grand Canyon, represa de Hoover Dam, Las Vegas, Los Angeles e São Francisco; e acompanhamento de guia local em espanhol ou português. Preço: a partir de US$1.888 (cerca de R$ 3.830) por pessoa, em apartamento duplo. De Yellowstone a São Francisco. Duração: 12 noites. Saídas: 4 de setembro e 18 de setembro. Inclui: hospedagem em Idaho Falls, West Yellowstone, Salt Lake, Moab, Grand Canyon, Las Vegas, Los Angeles e São Francisco; transporte terrestre por todo circuito em ônibus, micro-ônibus ou van, passeios em Yellowstone, Gran Teton, Canyonlands, Arches, Mesa Falls, Antelope Island, Monument Valley, Grand Canyon, Rota 66, Las Vegas, Los Angeles e São Francisco e acompanhamento de guia local em espanhol ou português. Preço: a partir de US$2.248 (cerca de R$ 5.770) por pessoa, em apartamento duplo.

ADVTour: (11) 2167-0633 – A Histórica Rota 66. Duração: 15 noites. Saídas de Brasília de 1º de agosto a 20 de outubro. Inclui: passagens aéreas, hospedagem em Chicago, Springfield (Illinois), Springfield (Missouri), Oklahoma City, Amarillo, Albuquerque, Flagstaff, Grand Canyon, Needles e Los Angeles; aluguel de carro econômico com quilometragem livre, seguros, taxas de aeroporto, impostos Locais/estaduais e um motorista adicional; cartão de assistência; auxílio ao passageiro no embarque. Preço: a partir de US$ 2.768 (cerca de R$ 5.610) por pessoa em apartamento duplo.

Intravel: 2626-3241 – Duração: 14 noites. Saídas de Brasília em 5 de setembro e 26 de setembro. Inclui: passagem aérea Brasilia/Atlanta/Chicago/Los Angeles/Atlanta/Brasilia; tour com acompanhamento de guia em inglês e trajeto em Harley-Davidson; hospedagem, incluindo somente taxas locais em Chicago, Springfield, Rolla, Tulsa, Clinton, Amarillo, Santa Fé, Gallup, Williams, Laughlin, Victorville e Los Angeles; seguro viagem. Preço: US$ 11.974 (cerca de R$ 24.290) por pessoa em apartamento duplo.

Nascimento: 3027-7700 – Route 66. Duração: de 15 de agosto a 12 de setembro. Saídas de Brasília. Inclui: passagem aérea Brasília/Chicago/Los Angeles/Brasília, hospedagem em Chicago, Springfield, Tulsa, Amarillo, Santa Fé, Gallup, Williams, Victorville, Laughlin, Santa Mônica e Los Angeles e seguro viagem. Preço: a partir de US$ 5.084 (cerca de R$ 10.345) em apartamento duplo. Opcional de veículo: Chevrolet Equinox ou similar, para retirar em Nova York e devolver em Los Angeles. Preço: a partir de US$ 3.727 (cerca de R$ 7.585).

Leia mais na edição de 11 de julho de 2012 do suplemento Turismo do Correio Braziliense

EUA: Mudanças no atendimento para vistos

Marli M0reira, da Agência Brasil

A partir dessa segunda-feira (5), quem solicitar vistos para entrar nos Estados Unidos terá que apresentar o comprovante de preenchimento do novo formulário, o DS-160, que substituiu os anteriores (DS-156,157 e 158).

A nova versão deve ser preenchida eletronicamente no endereço. Apesar de as perguntas estarem em inglês, os solicitantes poderão obter a tradução para o português, bastando passar o cursor sobre o texto.

Ao se apresentar para a entrevista no consulado, o interessado deve ter em mãos a página impressa da parte que contém o código de barras. O DS-160 é um formulário inteligente, de múltipla escolha e está sendo adotado, segundo o consulado, como forma de reduzir o tempo de espera no dia da entrevista.

De acordo com o consulado americano em São Paulo, outra mudança visando à maior rapidez no atendimento ocorrerá a partir do próximo dia 19, quando haverá restrição da entrada de solicitantes com o porte de telefones celulares, ipods, pen drives e outros equipamentos eletrônicos. A unidade de atendimento na Rua Henri Dunant, 500, na Chácara Santo Antônio, é o posto que mais emite vistos dos EUA.

O consulado justificou que, atualmente, esses equipamentos são armazenados após a entrada do solicitante no prédio, consumindo, portanto, mais tempo até a realização da entrevista. Para obter mais detalhes, os interessados podem consultar a página . Sobre agendamento, clique aqui.

Delta lança rota Brasília-Atlanta nesta quinta

A Delta Air Lines começa a operar nesta quinta-feira (17/12) sua nova rota direta entre os Estados Unidos e o Brasil, que ligará Brasília ao Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta — terminal com maior movimentação de passageiros no mundo.

O voo inaugural parte da cidade norte-americana às 21h25, com chegada programada para Brasília às 8h50 de sexta-feira (18/12).

O novo voo Brasília-Atlanta é o primeiro voo sem escalas entre Brasilía e os Estados Unidos, e será operado com um Boeing 757, que tem 155 assentos na Classe Econômica e 15 na classe Business — serviço de luxo.

Conexões

Partindo de Brasília, o passageiro ir para mais de 350 cidades localizadas em mais de 60 países nos cinco continentes. O aeroporto de Atlanta é onde a Delta concentra seus vôos, isso facilita muito as conexões.

Esse novo vôo vai permitir que os brasileiros façam conexão em Atlanta e em poucas horas estejam que qualquer cidade do Estados Unidos.

Por dia partem mais de 30 voos da Delta entre Atlanta e Nova York, 14 entre Atlanta e Orlando, mais de 10 entre Atlanta e Miami, mais de 10 entre Atlanta e Los Angeles.

Para quem pretende viajar para outros países, os número são ainda mais impressionantes: partindo de Atlanta há 14 opções de voos para Tóquio todos os dias, 11 para Paris, 11 para Londres, 10 para Sydney e por aí vai.

Preços

Consultamos alguns preços no site da Delta e encontramos passagens de ida+volta por US$1.598 em janeiro e US$1.488 em março e maio.

São praticamente os mesmos preços praticados pela Delta nos voos partindo do Rio de Janeiro e de São Paulo com destino à Atlanta.

Datas e horas do voo

Voo DL 221 (2ª, 5ª, Sáb)
Sai de Atlanta às 21h25
Chega em Bsb às 8h50

Voo DL 222 (3ª, 6ª, Dom)
Sai de Bsb às 23h57
Chega em Atlanta às 5h52

Cinco cidades

A nova rota expande ainda mais a atuação da Delta no mercado brasileiro. A companhia que é a única a atender aos voos para os seis continentes, passa, a partir de agora, a atuar em cinco cidades brasileiras.

Pela Delta é possível voar para Atlanta das cidades do Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza e Brasília. Além dos voos entre São Paulo e as cidades de Atlanta, Los Angeles e Nova York-JFK.

Diária de hotel a partir de US$ 0,01 nos EUA

Nova York - Divulgação

Quem nunca se hospedou em algum hotel de beira de estrada, bem distante de tudo, só para poder realizar a viagem dos sonhos nas caríssimas cidades americanas? Se é o seu caso, este é o momento ideal para se recuperar dos traumas e aproveitar promoções bacanas em hotéis pra lá de confortáveis.

A pior crise do país desde a quebra da bolsa de Nova York, em 1929, criou um colapso no setor hoteleiro. Entre fevereiro e junho deste ano, as ocupações na hotelaria de luxo tiveram queda de 24,4% em relação ao mesmo período de 2008. Em alguns hotéis, os preços das diárias chegaram a cair 90%, segundo o jornal The New York Times.

A crise fez com que vários empresários da área adotassem medidas de efeito para tentar atrair o público. O novíssimo Vu Hotel, em Nova York, que pretendia inicialmente cobrar a módica quantia de US$ 429 pela diária, baixou o preço para US$ 223.

A rede de hotéis Red Roof Inn, com unidades em várias cidades, entre elas Orlando e Boston, lançou uma promoção arrebatadora: diárias por apenas US$ 0,01.

A pechincha, que vale até o fim de outubro, beneficia principalmente os associados do Redi-Card (cartão de fidelidade da rede de hotéis), que recebem as datas das promoções 48 horas antes de elas serem publicadas na mídia.

Las Vegas

Las Vegas é uma das cidades que mais sofreram com a crise. Após duas décadas de crescimento, o destino turístico levou um tombo histórico.

Construções abandonadas, cassinos vazios e gente desempregada são os sinais mais evidentes: em três anos, a taxa de desemprego pulou de 3,8% para 12,3%.

Novos empreendimentos, como o luxuoso New York City’s Plaza, que seria construído no lugar do antigo New Frontier, estão com as obras totalmente paralisadas.

Las Vegas - Winn ResortsPara melhorar o faturamento, alguns hotéis decidiram radicalizar e abrir as portas aos turistas de baixo poder aquisitivo.

Uma diária no Wynn Resorts, um dos mais luxuosos da cidade (a cantora Madonna e o ator George Clooney já se hospedaram por lá), por exemplo, passou a custar apenas US$ 109 — o preço anterior era de US$ 500.

A promoção mais louca, porém, vem da Califórnia. No resort de luxo Rancho Bernardo Inn, em San Diego, o pacote Survivor (sobrevivente) cobra apenas US$ 19 pela diária. Mas esse valor não inclui cama, papel higiênico, toalha nem lâmpadas!

Por incrível que pareça, o pacote está fazendo sucesso: os hóspedes não se importam em carregar o próprio colchão e aproveitam os preços baixos para curtir a piscina e as belezas naturais do lugar. 

(Tamara Serantes, do site Viajeaqui)

Companhia aérea para animais de estimação

Cachorro

A Pet Airways, primeira companhia aérea dedicada aos animais de estimação nos Estados Unidos, fez ‘no último dia 14 seu voo inaugural, que saiu de Nova York.

A companhia, fundada pelos americanos Alysa Binder e Dan Wiesel, dois amantes dos animais de estimação, iniciou suas operações entre as cidades de Nova York, Washington DC, Chicago, Denver e Los Angeles.

O preço da passagem está em torno de US$ 250 (R$ 490), cifra similar à que muitas vezes é paga para transportar os animais em trajetos similares em companhias normais.

Segundo a Associação Americana de Animais, cerca de 76 milhões de cachorros e gatos viajam com seus donos a cada ano. Mas, apesar desse número elevado, muito deixam de fazer esse tipo de percurso devido às condições oferecidas pelas companhias aéreas regulares.

Algumas companhias aéreas americanas anunciaram recentemente que não aceitam o transporte de animais de estimação em seus aviões quando as temperaturas estão abaixo de 7ºC ou acima de 29ºC.

A Pet Airways destacou também, que segundo dados da sociedade protetora de animais de San Francisco, dos 2 milhões de animais de estimação que viajam junto a mercadorias nos aviões, cerca de 5.000 saem com problemas de saúde a cada ano.

O calor é a causa mais comum da morte de animais nas viagens aéreas, segundo a nova companhia aérea, que cita com fonte os serviços de inspeção de animais, plantas e saúde americanos.

Na nova companhia aérea todos os animais de estimação podem viajar sozinhos ou com seus donos na cabine e são cuidados por comissários de bordo, que lhes dão água e comida.

Avião da Pet Airways

Rio de Janeiro-Houston sem escala

Avião da Continental

A companhia aérea americana Continental Airlines começou a vender bilhetes para os seus novos voos, sem escalas, entre o Rio de Janeiro e Houston, nos Estados Unidos. As viagens, diárias, começam em 2 de agosto e serão feitas num Boeing 767-200, com capacidade para 174 passageiros.

Os voos partirão de Houston às 21h15 (hora local), com previsão de pouso no Rio de Janeiro às 9h15 do dia seguinte. No sentido inverso, sairão do Rio às 21h45 e chegarão na cidade americana às 6h.

A Continental já voa sem escalas para Houston (e Nova York) partindo de São Paulo.

As passagens podem ser compradas no site da companhia: www.continental.com.

Ranking – Sujeira é com ele mesmo

O site Trip Advisor, no qual 6 milhões de usuários deixam suas opiniões sobre hotéis, restaurantes e atrações, divulga desde 2006 lista das hospedagens mais sujas do mundo.

Nesse período, um nome se consagrou: Hotel Carter, em Nova York (EUA). É o mais imundo de seu país há duas edições e os coitados que se hospedaram nele têm alguns dos relatos mais chocantes do site.

Tive de ir ao médico por causa da micose que peguei dos lençóis.”

O lugar já era um chiqueiro 28 anos atrás. Minha esposa ainda lembra das baratas no banheiro.”

A cama me deu alergia na pele. Não sei se foi a sujeira ou os besouros, porque tinha os dois lá.”

Acho que a rua é mais limpa do que aquilo.”

Levei meus próprios lençóis, sacos de lixo para minha bagagem, chinelos para o chuveiro e desinfetante.”

(Dica da revista Viagem e Turismo)

Pacote para Disney a R$ 1,6 mil

A promoção da TAM, que reduziu em até 25% os preços das tarifas para cidades norte-americanas, provocou uma correria às lojas das operadoras de turismo, em especial a CVC, a maior delas. Em Brasília, por exemplo, há filas nas lojas dos shoppings. As atendentes estão distribuindo senhas. A oferta termina terça-feira (31/3). 

Também não é para menos. É possível passar quatro dias em Nova Iorque por pouco mais de R$  2 mil. O preço inclui a parte aérea, traslado e hospedagem. Para a Disney, o pacote sai ainda mais barato: a partir de R$ 1,6 mil. E ele inclui também aluguel de carro e seguro grátis.  

Delta anuncia voos Brasília-Atlanta

A Delta Air Lines anunciou que, a partir de 17 de dezembro de 2009, iniciará voos sem escala entre Atlanta, no estado da Georgia (EUA), e  Brasília, no Distrito Federal.

O voo Atlanta-Brasília será operado com um Boeing 757-200ER, que conta com 158 assentos na classe econômica e 16 na classe business elite.

A Delta tem voos entre Atlanta e São Paulo há mais de 10 anos e expande suas operações com voos sem escala entre Atlanta e Rio de Janeiro, Manaus, Recife e Fortaleza. 

A companhia ainda opera voos diretos de Nova York (no Aeroporto John F. Kennedy) e São Paulo. A partir de 21 de maio, iniciará voos sem escala entre Los Angeles e São Paulo.

A agenda da Delta entre Atlanta e Brasília começa em 17 de dezembro, de acordo com o cronograma abaixo:
  
Voo DL 231 (segundas, terças e sábados; a partir de 17/12/2009)
Atlanta, às 21h20
Brasilia, às 8h45

Voo DL 232 (Quintas, sextas e domingos; inicia em 18/12/2010)
Brasília, às 23h45
Atlanta, às 5h40

Houston — Viagem ao espaço sem sair da Terra

Renato Alves (texto e fotos)

UniformeHouston, no Texas, é uma cidade industrial, sem graça. Nos fins de semana, fica quase deserta. Mas a metrópole norte-americana tem uma atração que vale a pena a estada por um ou dois dias. A 40km do centro de Houston, é possível sentir-se um astronauta, passear pelo espaço por algumas horas pagando pouco e sem sair da Terra.

O sonho de criança é realizado (em parte) no Johnson Space Center, unidade da Nasa (agência espacial norte-americana). O centro é aberto aos turistas desde 1992. Para receber os visitantes, foi construído um centro de 17 mil metros quadrados projetado pela Walt Disney Imagineering. Obra que custou US$ 70 milhões. O investimento valeu a pena.

O centro espacial é hoje a maior atração de Houston. Uma espécie de Disneylândia das viagens espaciais. As crianças e os adolescentes se divertem em um parque temático científico com jogos e simuladores de vôos. Os adultos se emocionam na visita ao museu de aventuras estelares humanas.

Projeto Apollo

Réplica da Estação InternacionalO passeio inclui visita ao centro de controle dos vôos do projeto Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez, e aulas sobre o treinamento dos astronautas e pesquisas espaciais. Tudo isso por, no máximo, R$ 50, o ingresso inteiro para adulto.

Para se ter uma importância do lugar, “Houston” foi a primeira palavra dita pelo homem na Lua. O final da frase era “…o Eagle (águia, símbolo dos EUA e nome do módulo lunar) pousou”. Isso rendeu a Houston o apelido de space city.

Outra lembrança da cidade vem do filme Apollo 13 (1995), em que o comandante Jim Lovell, interpretado por Tom Hanks, diz a hoje famosa frase “Houston, we have a problem” (“Houston, nós temos um problema”). Ele informava ao Controle de Missões da Nasa de que a nave estava à deriva no espaço.

Essas histórias são contadas e mostradas — por meio de vídeos e áudios originais — no tour pelo Johnson Space Center. Os funcionários da unidade da Nasa ainda monitoram todas as viagens espaciais americanas. No centro também são treinados astronautas e projetados foguetes e naves.

Emoção

O visitante ganha um mapa com os horários das atrações na comprado ingresso do Space Center. O melhor é, de primeira, ignorar as atrações tecnológicas e ir direto ao trenzinho que faz o passeio pelas vias do centro espacial e leva aos prédios funcionais onde estão escondidas coisas extraordinárias.

No caminho, dentro do veículo — comum em qualquer parque brasileiro — ouve-se ao fundo uma musiquinha épica de filme hollywoodiano sobre conquista espacial e o depoimento de ex-astronautas sobre a razão da humanidade tentar desvendar os mistérios do universo. Soa piegas, mas funciona. Não há quem preste atenção nos relatos sem se emocionar.

Tem-se a constatação de que ali é mesmo a Nasa e há gente trabalhando para o homem conquistar o espaço quando se ouve o depoimento do diretor de vôo aposentado e ex-comandante do Johnson Space Center Gene Kranz. Entre tantas coisas, ele explica em uma gravação que, até hoje, ali foram treinados 320 astronautas.

O trenzinho pára pela primeira vez em frente a um dos prédios funcionais quadrados, sem qualquer placa na fachada ou janela. É o lugar onde fica o primeiro e mais famoso centro de controle de missões da Nasa. Para chegar à sala onde foram ouvidas as primeiras palavras do homem na Lua e a clássica frase de Jim Lovell, o visitante precisa subir 87 degraus.

Centro de controleAcomodados em poltronas vermelhas como as de cinema, os turistas vêem, por trás de uma barreira de vidro, o centro de controle. Os equipamentos são os mesmos do começo dos anos 1990, quando deixaram de ser usados por estarem ultrapassados.

A apresentação de vídeos exibidos nas telas do painel de controle, em preto e branco, mostram aos visitantes momentos históricos vividos ali. Entre eles, a contagem regressiva para partida da Apollo 11 rumo ao espaço e os primeiros passos do homem na Lua. O sistema de áudio reproduz gravações dos diálogos entre os cientistas da Nasa em Houston e os astronautas da Apollo 11.

Do centro de controle, o trenzinho parte para o Hangar X. O prédio abriga naves que, por algum motivo, não passaram nos testes de vôo. Ponto obrigatório para fotografias (sim, as fotografias são liberadas dentro dos pontos turísticos da Nasa).

Ônibus espacial

Do depósito de espaçonaves, o visitante segue para as instalações onde são treinados os astronautas. Há uma trilha só para os turistas. Todos têm que caminhar sob uma plataforma suspensa de aço. Também por trás de barreiras de vidro, estão os instrumentos de testes. Destaque para a versão de um ônibus espacial e parte da Estação Espacial Internacional.

Os protótipos são usados para exercícios dos astronautas, como saídas de emergências e reparos no espaço. Há bandeirinhas brasileiras em alguns pontos do hangar. Elas lembram que o nosso país integra o projeto de construção e manutenção da Estação Espacial Internacional.

O Brasil foi representado por Marcos Pontes, nosso primeiro astronauta. Ele entrou para a Nasa em agosto de1998. Começou o treinamento no Johnson Space Center. Formou-se em 2000. Morou em Houston com a família.

Homenagem

Rocket ParkA quarta parada do trenzinho da Nasa fica em um bosque, onde os visitantes contemplam várias árvores. Algumas, enormes. Elas fazem parte de um memorial. Cada uma representa um astronauta morto em acidentes com ônibus espaciais — o da Challenger,em 1986, e o da Columbia, que em 2003 se desintegrou ao reentrar na atmosfera, matando sete astronautas.

Após as explicações do guia e do momento de reflexão, o trenzinho faz a última parada. É a mais atraente. Ideal para uma fotografia. No Rocket Park, um espaço gramado e aberto, estão foguetes testados no começo dos anos 1960, os primeiros do projeto Apollo. Também há propulsores e peças dessas naves. Todas lançadas de Houston.

Pedras lunares

De volta ao centro de visitantes, após uma hora de passeio de trenzinho, o visitante — em especial crianças e os adolescentes — brincam à vontade. Para os adultos, também é difícil se conter. Pode-se usar à vontade simuladores de vôos, que dão a real dificuldade de pilotar um ônibus espacial.

Sala dos uniformesTambém é possível entrarem uma Apollo e ver um módulo lunar como o que desceu na Lua. E entrar na cabine de um ônibus espacial. Ainda, se pode tocar uma pedra lunar. O Johnson Space Center é o maior depósito de pedras lunares do mundo.

Outro programa no centro é assistir filmes em um cinema de última geração — um deles no estilo 4-D, que promete a mesma sensação experimentada pelos astronautas quando os foguetes são lançados. Cada vídeo dura, em média, meia hora.

Por fim, há o museu de roupas de astronautas e de flâmulas de missões. O visitante pode experimentar alguns capacetes antigos.

COMPRAS

O centro de visitantes tem duas lojas de souvenirs da Nasa. Elas oferecem de broches a uniformes de astronautas. As camisetas variam de R$ 25 a R$ 80. Os bonés custam, em média, R$ 30. Há ainda brinquedos, camisetas, miniaturas de espaçonaves, entre outros.

Se der fome, tem uma praça de alimentação, com cachorro quente, hambúrgueres hipercalóricos, batata-frita e até comida de astronauta. Tudo para você ficar com a cabeça na Lua.

COMO CHEGAR

O melhor e mais barato é ficar em um dos vários hotéis ao redor do Johnson Space Center. Em média, um quarto padrão quatro estrelas para duas pessoas custa US$ 80. O traslado de van entre o aeroporto e o hotel, nesse caso, custa US$ 35 (R$ 87).

Para quem se hospeda no centro de Houston, há três opções para chegar à Nasa. A mais barata é contratar uma excursão. Por US$ 50 (R$ 125), incluído o ingresso(US$ 17,95, R$ 46, no caso dos adultos), uma van lhe pega e deixa de volta no hotel.

Estrada para VictoriaTambém pode-se alugar um carro (cerca de US$ 39 a diária) e dirigir até lá. Mas é recomendável levar um mapa. A não ser que esteja com muito dinheiro sobrando, recuse a oferta dos serviços de táxis oferecidos pelos recepcionistas dos hotéis.

Os taxistas cobram, no mínimo, US$ 100 pela ida e volta, com ingresso a parte. E se te sugerirem um passeio pelo enorme shopping de Victoria, cidade vizinha a Houston, te cobram mais US$ 20, pelo menos. Não há ônibus público que liga o centro de Houston à Nasa.

Uma maneira de pagar mais barato — até metade — para entrar no Space Center é pegar um dos folhetos de roteiros turísticos no hotel, procurar por cupons promocionais, recortá-lo se apresentá-los no caixa do centro de visitantes da Nasa.