Museu Frida Kahlo e Museu Leon Trotsky

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Quem passeia pelas ruas residenciais do pitoresco bairro de Coyoacán, na Cidade do México, não desconfia que no passado o bairro serviu de endereço para dois ilustres moradores: a pintora mexicana Frida Khalo e o revolucionário russo Leon Trótski.

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Dona de uma biografia marcante, Frida quebrou tabus por suas ideias e comportamento, e, apesar de ter vivido em um país considerado machista, despontou como ícone feminista mundo a fora. Hoje seu rosto está em todo tipo de souvenir, em bolsas, roupas e até em editoriais de moda.

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Como é uma visita ao Palácio Itamaraty

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Entrada lateral do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O Palácio Itamaraty encanta quem passa pela Esplanada dos Ministérios. Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o edifício também impressiona por dentro. O seu interior conserva centenas obras de arte e mostra a complexidade e a leveza daquela que é considerada uma das maiores maravilhas da arquitetura moderna.

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Painel de Athos Bulcão em corredor do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O acesso ao rico acervo do Ministério das Relações Exteriores (MRE) não está restrito aos diplomatas brasileiros e estrangeiros. No dia seguinte à cerimônia oficial de inauguração do Itamaraty, em 14 de março de 1967, o prédio foi aberto ao público, tradição que permanece inalterada nesses 50 anos.

Especializados em história, arte e arquitetura, servidores muito bem treinados do MRE comandam visitas todos os dias da semana. O turista estrangeiro pode agendar uma visita guiada em inglês, francês e espanhol, muitas vezes para o mesmo dia. Tudo de graça.

Informalidade

A entrada é pela lateral do prédio, passando pelos jardins e entre o Itamaraty e o Ministério da Saúde. Ao entrar no palácio, funcionários dão as boas-vindas e informam o horário do próximo tour. O visitante é convidado a assinar um livro de presença e dispensado de qualquer revista. Apesar da pomposidade do prédio, pode-se entrar inclusive de sandálias, saia e bermuda no fim de semana. Itens vetados durante a semana.

Após a espera sentada em uma das confortáveis cadeiras com almofadas de couro, desenhadas especialmente para a decoração do palácio, o guia se apresenta ao grupo. A visita começa no térreo, no maior vão da América Latina. Com 2,8 mil metros quadrados, além de não ter uma coluna, ele só possui paredes nas laterais. Esse também é um dos espaços dedicados às fotos dos visitantes. Além do vão, só em outra área aberta à visita é permitido fazer imagens no interior do palácio.

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As paredes são cobertas por alguns dos tantos paineis de Athos Bulcão espalhados pelo palácio e por outros prédios de Brasília. Todo o piso também é assinado pelo autor dos azulejos que revestem diversos monumentos da capital. Marca das suas obras, as pedras por onde andam os visitantes têm tamanhos diferentes e foram instalados de forma descontinuada.

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A famosa escada do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

A frente do vão é cercada pelos vidros que se vê da rua. Ao fundo, fica um jardim aquático de Burle Marx, com plantas da Amazônia, que ameniza o calor e a seca. No centro do salão se encontra a famosa escada e obras de diversos artistas. Uma delas, a escultura Ponto de Encontro, de Mary Vieira, é interativa. Qualquer um pode alterar a posição das pesadas chapas de ferro da obra.

Mesa dos tratados

Subindo a escada helicoidal sem corrimões, os visitantes chegam ao segundo piso. Nele são realizadas entregas de medalhas e da Condecoração da Ordem do Rio Branco. Após essa explicação, o turista é convidado a observar a obra Metamorfose, de Franz Weissmann. Formada por placas de ferro cortadas, a escultura dá a sensação de movimento conforme o espectador anda.

Um painel em madeira de Athos Bulcão divide o espaço com a sala dos tratados. Os detalhes coloridos (preto, vermelho e amarelo) da Treliça representam os povos que formaram o brasileiro: o negro, o indígena e o europeu. Atrás dela fica a mesa onde são firmados os acordos e tratados internacionais. Nela, a Princesa Isabel assinou a abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888.

Niemeyer projetou essa sala para ficar de frente para o Ministério da Justiça (Palácio da Justiça), com vista geral graças à parede de vidro do Itamaraty. A ideia é que a Justiça brasileira testemunhe todos os tratados firmados pelo Brasil com outros países. Nesse andar ficam também o gabinete do ministro e do secretário-geral (inacessíveis aos visitantes).

Coquetéis e jantares

O tour segue por outra escada. Ela leva ao terceiro andar,destinado às recepções das comitivas internacionais, que podem ir de um simples coquetel a um completo jantar. Mas há muito mais do que mesas e cadeiras. Os salões desse pavimento são tomados por obras de arte brasileiras e alguns presentes oferecidos por outros países ao Brasil.

No primeiro dele, a Sala Dom Pedro I, estão expostas uma peça de óleo sobre tela retratando a coroação do mesmo, uma miniatura do Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, a Pomba da Paz, de João Alves Pedrosa, e um dos maiores tapetes persas do mundo (70m²), oferecido pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Ao lado, fica a Sala Portiniari, a maior de coquetel do Itamaraty, onde duas obras representam o Sul e o Nordeste do Brasil: Os Gaúchos e Os Jangadeiros. Há ainda dois anjos talhados em madeira do estilo barroco. Feitos em 1.737, eles pertenciam à Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida para a abertura da avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro

A sala seguinte, batizada de Duas épocas, mescla móveis do século 18, como o jogo de cadeiras da Princesa Isabel e cômodas do Barão de Rio Branco, com obras de arte contemporâneas, como A Mulher e sua Sombra, de Maria Martins.

Contemplação

Depois, o visitante tem um momento para descanso, contemplação e mais fotos. O guia faz uma parada de até 10 minutos, no terraço, onde ficam diversas esculturas e um jardim suspenso de Burle Marx. Dali também tem uma vista espetacular da Esplanada dos Ministérios.

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Jardim suspenso de Burle Marx no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Em seguida, o grupo é reunido e levado à Sala Brasília, a maior do andar, destinada às recepções mais numerosas. Ela comporta 234 pessoas sentadas para refeições servidas com uma obra de Burle Marx em tapeçaria ao fundo e um biombo chinês da Dinastia Myng do século 14 (obra mais antiga do acervo do Palácio).

É o ponto final do tour. Mas o guia ainda permite mais uma parada para os turistas admirarem de perto o quadro de Pedro Américo que serviu de estudo para a sua obra-prima, a gigantesca tela Grito do Ipiranga, exposto no Salão Nobre do Museu Paulista, em São Paulo, e onipresente nos livros de história do Brasil.

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Corredor no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Programe-se

As visitas ao Palácio Itamaraty ocorrem todos os dias e são gratuitas.

Durante a semana: às 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Nos fins de semana e feriados: às 9h, 11h, 14h, 15h e 17h.

Agendamento

É recomendável agendar a visita, já que as vagas são limitadas. Para isso, mande um email para visita@itamaraty.gov.br ou ligue para (61) 2030-8051. Você precisará informar o nome das pessoas que vão participar do tour e um telefone para contato.

Esqueça a ideologia e vá para Cuba

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Renato Alves (texto e fotos)

O que vai ser de Cuba após Fidel Castro? Nem os cubanos têm uma resposta pronta. Na dúvida, pegue logo um avião rumo à ilha. Antes que vire mais um reduto de ricos europeus e norte-americanos, em busca de sol, praias, bebida gelada, mulher bonita e o conforto dos modernos resorts. Nada além do que existe na costa brasileira ou em outros destinos capitalistas do Caribe.

Estive em Cuba duas vezes. A primeira, a trabalho, com o intuito de apurar um reportagem que descrevesse o modo de vida do único país comunista das Américas. A segunda, em férias, para aproveitar as maravilhas da ilha.

Conhecer a terra dos irmãos Castros a é uma experiência inesquecível, independentemente de ideologia. Eu, por exemplo, sou contra qualquer regime totalitário, mas me tornei um admirador do país. Do país dos cubanos, dos carrões, do tabaco, dos drinques, da música, da dança.

Desembarque

A chegada ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, torna-se excitante assim que o passageiro deixa o avião. O terminal pequeno, as instalações simples e antigas e o rigor da fiscalização deixam claro que se trata de um país diferente do ponto de vista capitalista.

Além dos olhares desconfiados, o turista pode estranhar a morosidade do guarda fardado na cabine do controle de passaporte. O militar faz questão de olhar cada página do documento. Apesar do semblante sério dos guardas de emigração e da alfândega, a maioria dos visitantes é aceita sem transtornos.

No máximo, durante o exame do seu passaporte, o estrangeiro é convidado a tirar os óculos (se tiver) para conferência da fotografia do documento. Não há interrogatório, obrigatoriedade de tirar o calçado ou outra medida incômoda do tipo antiterrorista.

O turista é liberado após uma ou duas perguntas, como o quê pretende fazer e quanto tempo ficará no país. Um visto de entrada em Cuba, antes tratado como questão de segurança nacional, hoje custa US$ 20. Ele é vendido nas agências de turismo, com os pacotes de viagem.

Propaganda

A primeira sensação fora do aeroporto pode não ser das mais agradáveis, caso se desembarque em um dia chuvoso ou de alta umidade relativa do ar, dois fenômenos corriqueiros na ilha. O forte calor úmido impede uma fotografia em frente à fachada singular do terminal — é impossível desembaçar a lente da câmera — e faz o turista procurar imediatamente um veículo com ar-condicionado.

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O desconforto é esquecido assim que a van ou táxi deixa as dependências do José Martí. No começo da viagem entre o aeroporto e a área urbana de Havana se vê outdoors de madeira com propaganda oficial. Os primeiros de milhares instalados em todo o país.

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Um dos símbolos do regime comunista, as placas trazem principalmente mensagens de apoio à revolução e provocações ao maior inimigo, os EUA. A estrada que liga o aeroporto à capital cubana cruza fazendas, vilas e os bairros mais afastados de Havana. No traslado, os primeiros contatos com o cotidiano revolucionário e os efeitos do embargo “imperialista” norte-americano.

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Homens consertando os carrões confiscados dos antigos ricos moradores de Havana — produtores de cana-de-açúcar, comerciantes, empresários e mafiosos estadunidenses — são vistos em cada esquina. Mulheres jogando conversa fora nos muros baixos. Idosos sentados em gastas cadeiras de balanço, nas varandas e calçadas. Todos em um ritmo lento, como quem não tem pressa para ganhar dinheiro.

Havana Velha

A melhor maneira de conhecer Havana é andando, vasculhando becos, bares, feiras, museus e casarões. Para não cansar mais do que deve, organize com antecedência cada passeio. Compre um guia ou um mapa — nos hotéis há bons mapas, muitos de cortesia — e trace um roteiro a partir da quantidade dos dias em que pretende ficar na cidade.

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O ideal é ao menos dois dias para cada uma das quatro mais movimentadas regiões: Habana Vieja (Havana Velha), Centro, Vedado e Plaza. Em todas há prédios históricos, museus, bons restaurantes, bares charmosos e gente atraente.

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Como há muito a ver, fotografar e conversar, acorde cedo e tome um café reforçado. A moderna rede hoteleira de Havana oferece ótimas refeições, além de amplos e confortáveis quartos. A maioria, de redes europeias, que com o baixo custo da mão-de-obra e vantagens oferecidas pelo governo cubano conseguem manter serviços de padrões internacionais com tarifas relativamente baratas.

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Comece o tour por Habana Vieja. Com calçado confortável e roupas leves, entre pela Plaza de la Catedral. Fechada por prédios coloniais nos quatro lados, tem acesso por três ruelas. A praça é cercada pela Catedral de San Cristóbal, pelo Museo de Arte Colonial, Palacio del Conde e Palacio de los Marqueses de Arcos, além do restaurante El Patio.

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A rua, exclusiva dos pedestres, é feita de pequenos blocos de pedra. Nas calçadas, também de pedra, artistas locais produzem e exibem suas obras, como pinturas em telas e desenhos de nanquim ou guache. A paisagem serve de modelo.

Mojitos

Quase na esquina com a Catedral, fica o mais famoso bar cubano. O La Bodeguita del Medio ganhou o mundo por meio do seu mais ilustre freqüentador, o escritor norte-americano Ernest Hemingway. Ele sempre exaltou o mojito (bebida típica cubana, feita de rum, suco de limão hortelã, água e gelo) do La Bodeguita. Hemingway tem razão. Mesmo na ilha, é difícil encontrar igual.

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A atmosfera do Bodeguita também é única. Os balcões, cadeiras, mesas e paredes revestidas de madeira são os mesmos da época de Hemingway. As partes das paredes sem a madeira são cobertas de nomes e mensagens, escritas a caneta pelos visitantes.

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Os preguiçosos ventiladores não conseguem esfriar o clima festivo, que esquenta ainda mais com a entrada de um grupo musical. O cliente pode desfrutar até de música popular brasileira. Os cubanos conhecem a maioria dos nossos compositores e intérpretes. Eles admiram Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Caetano Veloso.

Caderneta, arte e sabores

Após conhecer a La Bodeguita del Medio e tomar uns drinques, se ainda tiver fôlego e pernas para caminhar, siga por qualquer uma das ruas que cortam a Plaza de la Catedral. O passeio é obrigatório para quem deseja conhecer o estilo de vida cubano e os moradores da cidade. Entre na primeira bodega que encontrar.

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Nela é distribuída a comida e outros produtos de primeira necessidade da população. Na hora de passar no caixa, os clientes não tiram cartão de crédito ou débito. Da bolsa ou do bolso saem moedas e uma caderneta, em que o funcionário anota o produto e a quantidade. Cada cubano tem uma cota mensal.

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Quando quer mais (e pode pagar), o cubano recorre ao mercado paralelo, onde tudo é muito caro, devido à escassez de produtos no país. Apesar de certa melhora na economia, comparando com anos 1990, ainda falta de tudo, do sabonete à camisa. É comum ver meninos brincando de sapatos furados ou vestidos em roupas bem mais curtas — eles usam até esfarelar.

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Não é lenda nem preconceito. Os cubanos param sim os turistas para pedir itens de higiene pessoal. Como custam caro à população, xampu, sabonetes e similares são considerados artigos de luxo. Carregue os kits de banho dos hotéis para agradá-los e ajudá-los. Os pais, sem vergonha alguma, costumam pedir caneta e borracha para os filhos estudantes.

Em Cuba, porém, ninguém fica sem escola, morre de fome ou ao relento. Nem vive debaixo de ponte ou em favela.

Ver, ler, descansar

Partindo da Plaza de la Catedral, após 10 minutos de caminhada ininterrupta, chega-se à Plaza Vieja. Prédios da tradicional arquitetura espanhola emolduram a praça, calçada de pedras centenárias. A sombra dos restaurantes, seus drinques deliciosos e a ótima música cubana, são um alívio em dias de sol quente. Ainda há oficinas de arte que valem a pena ser visitadas.

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Entre na Calle Obispo (Rua do Bispo), em direção a Plaza de Armas. Ande devagar. Aproveite a sombra e aprecie os sobrados coloniais ao longo da rua apertada e aprazível. Assim que avistar um vendedor ambulante de cartão-postal ou de artesanato, pare e puxe conversa.

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Eles sempre têm tempo para contar boas histórias. O cubano adora fazer amizades. Principalmente com brasileiro. Não deixe de fazer uma foto ao lado de um dessas figuras caricatas. Elas também gostam de serem fotografados.

A Plaza de Armas é toda arborizada. Também com trânsito restrito aos pedestres, é um convite ao descanso. Os bancos de concreto são disputados por cubanos — abertos a uma prosa — e turistas.

A praça abriga uma feira permanente de livros novos e usados (a maioria). Algumas obras dos melhores autores cubanos podem ser compradas por uma pechincha. Entre os lançamentos, os melhores são os livros de fotografia, que retratam a revolução e o cotidiano.

Em torno dessa praça, também há excelentes restaurantes e prédios históricos. O mais atraente é o Palacio de los Capitanes Generales, belo exemplo do barroco cubano. Construído entre 1776 e 1792, abrigou a Assembléia Legislativa, serviu de residência do governador da província de Havana e cadeia. Em 1967, tornou-se o Museo de la Cidade, mas a estrutura da suntuosa casa oficial permanece intacta.

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Paladares

Além de restaurantes tradicionais e requintados, em Havana Velha também há ótimos paladares. São restaurantes de comida caseira, administrados por cubanos comuns, que ganharam autorização do governo para ter o próprio negócio.

Mas eles precisam seguir algumas regras, como atender no máximo a 12 pessoas ao mesmo tempo. O restaurante só pode funcionar na casa do dono da licença. O microempresário não pode contratar ninguém. O cozinheiro e garçons têm que ser da família.

Com isso, almoçar em um paladar é uma das melhores oportunidades de se conhecer uma casa cubana e seus moradores. Além de tudo, é a maneira mais econômica de se comer em Havana.

Os paladares têm poucas opções no cardápio — por causa da falta de capital do dono e da escassez de produtos —, mas todas são muito bem preparadas e saudáveis. A mais comum é a carne de porco, acompanhada de salada e de arroz e feijão preto (misturados, tipo baião de dois, sem queijo). O prato sai, em média, por R$ 15.

O nome paladar é fruto do sucesso da novela Vale Tudo (Rede Globo, 1988 a 1989). Também em Cuba, a trama bateu recordes de audiência. A protagonista Raquel (Regina Duarte), que, após perder tudo ao ser roubada pela filha Maria de Fátima (Glória Pires), se reergueu ao abrir um restaurante, o Paladar.

Revolução, ballet e charutos

Após Havana Velha, o melhor destino na capital cubana é o Centro. Inicie o passeio pelo Capitólio. Isso mesmo, Cuba tem seu Capitólio. É uma imitação do prédio homônimo de Washington (EUA), mas ainda mais alto.

Inaugurado em 1929 pelo ditador Geraldo Machado, aliado dos norte-americanos, foi sede do governo cubano até 1959. Hoje, abriga alguns ministérios e exposições de artes. Por quase R$ 16, pode-se visitar quase todo o prédio, como a antiga Câmara dos Deputados, o extinto Senado Federal e a deslumbrante biblioteca.

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Imponente por fora, o Capitólio é um símbolo de Havana. O seu domo, com 92m de altura, era o ponto mais alto da cidade até 1950. Ainda hoje, ele pode ser visto de quase toda capital cubana. Por dentro, o mais impressionante é o hall.

A cópia de um diamante de 25 quilates está embutida no piso embaixo do domo. O original pertenceu ao último czar da Rússia e foi vendido a Cuba por um joalheiro turco. Acabou roubado e mais tarde misteriosamente devolvido ao então presidente Machado.

De frente à obra está outra preciosidade, a Estátua da República. Fundida em Roma (Itália) e coberta com folhas de ouro de 22 quilates, a obra tem 17m de altura e pesa 49 toneladas.

Do lado de fora, na escadaria, há outra raridade cubana, bem menos valiosa mas tão deslumbrante quanto o diamante e a estátua. São os fotógrafos lambe-lambe. Em plena era digital, eles ainda fazem retratos em preto e branco, em equipamentos manuais, com revelação manual.

São homens acima de 60 anos, de muita paciência, experiência e habilidade. Vale a pena sentar na escadaria do Capitólio e pagar poucos mais de R$ 6 por uma cópia de 5cm X 7cm. Depois da pose, acompanhe de perto a magia da fotografia.

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Veja a confecção da cópia, em menos de 20 minutos, no meio da calçada, feita em uma máquina velhaencoberta por madeirite, pano e escorada em um tripé fino.

Charutos

Em volta do Capitólio, não faltam prédios, ruas e praças interessantes. Atrás do edifício fica a Real Fábrica de Tabacos Partagás. O prédio é sede da maior fábrica de charutos cubanos e um modelo da arquitetura industrial do século 19. Os operários trabalham ouvindo trechos de leituras com músicas e notícias saídas de um alto-falante. A rotina pode ser acompanhada pelos turistas por pouco mais de R$ 20.

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Anexa à fábrica está La Casa del Habano , uma confortável loja de charutos, com uma sala nos fundos para provar os tabacos mais famosos de Cuba, como Romeo y Julieta, Montecristo e Cohiba.

Perto da Partagás fica o Bairro Chinês. Do seu apogeu, no início do século 20, restaram o portal e poucas lojas e restaurantes com especialidades asiáticas, concentradas na área chamada Chuchillo de Zanja. O bairro também abriga a Igreja da Caridade, dedicada à santa padroeira de Cuba, a Virgem do Cobre.

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Grande Teatro

Ainda no entorno do Capitólio, de grande valor arquitetônico, histórico e cultural, estão o Grande Teatro de Havana e os hotéis Inglaterra e Plaza. Os dois últimos são do século 19.

O Grande Teatro é uma das maiores casas de ópera do mundo. Foi inaugurado em 1915 com a apresentação de Aída, de Verdi. A impressionante fachada tem quatro grupos de esculturas do artista italiano Giuseppe Moretti, que representam a caridade, a educação, a música e o teatro.

Além de óperas e peças de teatro, o Grande Teatro tornou-se o palco principal da bailarina cubana Alicia Alonso. Ela fundou o Ballet Nacional de Cuba, companhia de dança e escola conhecida por organizar um famoso festival anual de balé.

Algumas das discípulas de Alonso servem de guias turísticas em visitas guiadas pelos salões do Grande Teatro, por menos de R$ 6.

Do segundo pavimento do prédio, se vê dois parques que valem a pena ser visitados: o Fraternidade e o Central. Ambos com árvores frondosas e muita sombra. Próximo ao segundo está o Passeio do Prado, construído em 1772.

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A avenida preferida pelo povo de Havana para passear, é ladeada por belos edifícios. O canteiro central, exclusivo para pedestres, tem oito leões de bronze e bancos de mármore, além de elegantes luminárias de ferro.

Revolução

A três quadras do Passeio do Prado está o Museu da Revolução, instalado no antigo palácio presidencial do ditador direitista Fulgencio Batista, tirado do poder pelos guerrilheiros.

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O prédio, inaugurado em 1920, serviu de residência a outros 21 presidentes. Ele foi decorado pela Tiffany de Nova York. Algumas obras de arte e móveis foram mantidos. Mas o mais importante são os documentos, fotografias e objetos que representam a luta do povo cubano pela independência. Ideologias a parte, a visita é obrigatória para quem se interessa pela história do país.

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Nos fundos do museu fica o Memorial Granma, com destaque para o iate que dá nome ao pavilhão de vidro. O barco trouxe Fidel Castro e alguns de seus companheiros do México para Cuba, em 1956, para iniciar a luta armada contra Batista.

Há ainda veículos e aviões relacionados ao episódio da Baía dos Porcos (1961) — invasão fracassada de mercenários financiada pelos Estados Unidos — e mísseis soviéticos do período da Guerra Fria, além de relíquias da atividade cubana na Etiópia e em Angola. O ingresso para visita ao museu e ao memorial custa pouco mais de R$ 10. Justifica-se cada centavo.

Malecón

Após o Centro e Havana Velha, Vedado e Plaza são outras duas regiões imperdíveis para quem deseja conhecer a história de Havana e de Cuba. Diferente das duas anteriores, Vedado e Plaza são áreas mais novas — para os padrões cubanos —, mas não menos charmosas e instigantes. O ponto de partida ideal é o Malecón, a avenida beira-mar da capital.

Comece o passeio pela quadra do Hotel Nacional, joia da arquitetura Art Decó, inaugurada em 1930 e principal abrigo de estrelas hollywoodianas, presidentes ocidentais e mafiosos, no período pré-revolução. Mesmo sem o cassino — a jogatina é proibida desde a ascensão de Fidel Castro ao poder — , o Hotel Nacional não perdeu o charme. Ainda é o mais badalado de Cuba.

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Siga pela Rua 23 (Calle 23), no trecho conhecido como La Rampa. Durante a semana, é uma via bem agitada, devido aos inúmeros escritórios, restaurantes e bares com gastos letreiros de néon — a maioria, apagada. Na La Rampa fica a sede do Ministério do Açúcar com sua fachada revolucionária, o Pabellón Cuba — espaço para exposições de artes — e uma pequena feira de artesanato.

Após menos de 10 minutos de caminhada, chega-se ao cruzamento com a Rua L e a uma agradável e disputada praça. Em dia de calor forte, sempre há uma fila enorme de pessoas sob as árvores. São cubanos à espera da entrada na concorrida sorveteria Coppelia, instalada em um prédio de vidro e metal, no meio da praça.

Inaugurada em 1966, a Coppelia ficou famosa no mundo inteiro devido ao filme Morango e Chocolate (1993), de Tomás Gutiérrez Alea. Na verdade, há duas Coppelias. A outra também fica na praça, é bem menor e só atende turistas, que não precisam enfrentar filas. Mas os sabores de ambas são os mesmos: deliciosos. Duas bolas com um biscoito waffle saem por menos de R$ 5.

Quartel-general

Do outro lado da Rua 23 está o também charmoso hotel Habana Libre, com sua impressionante fachada, uma obra de arte feita de ladrilhos da renomada cubana Amelia Peláez. Aberto em 1958, acabou confiscado um ano depois para servir de quartel-general de Fidel durante a tomada de Havana. Várias fotos exibidas nas paredes do hall do prédio ilustram esse momento histórico.

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Do Habana Libre, vá em direção à Praça da Revolução, que fica a umas 10 quadras. Faça o trajeto pela Avenida dos Presidentes e a Calle Paseo. O caminho pelas largas e arborizadas vias é cercado de luxuosos edifícios dos séculos 19 e 20 em estilo francês. Em alguns dos prédios funcionam museus, escritórios do governo e ministérios.

O ponto alto é a Praça da Revolução. Não há qualquer sombra ou verde no meio ou entorno dela. Nem bancos ou chafarizes. Sem uma arquitetura ou projeto de destaque, a importância dela é histórica e política. Desde a vitória de Fidel, a praça se tornou palco das maiores e decisivas manifestações populares. Ali costumam se encontrar mais de 1 milhão de cubanos a cada discurso dos seus líderes.

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Entre os monumentos da Praça da Revolução, o mais imponente é o Memorial José Martí, que começou a ser construído em 1953, no centésimo aniversário de nascimento do herói nacional de Cuba. Concluído em 1959, é uma torre de 109m de altura representando uma estrela de cinco pontas, feita com mármore cinza da Isla de la Juventud (ilha da região oeste de Cuba).

Embaixo há uma estátua de José Martí, de mármore branco. Chega-se ao ponto mais alto da torre por um elevador. É o ponto mais alto de Havana. De lá se vê toda a cidade. Menor, mas tão atraente quanto o memorial, o Ministério da do Interior se destaca por causa da fachada. Na verdade, em função do que há sobre ela: uma imensa escultura de bronze de Che Guevara.

A escultura é uma cópia da célebre imagem eternizada pelo fotojornalista Alberto Korda. Sob o busto está a frase Hasta la Victoria siempre (Sempre em busca da vitória). Che tinha um escritório no Ministério do Interior, que comandou por um curto período, após o triunfo da revolução cubana.

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Se ainda tiver ânimo, termine o dia com uma caminhada pelo Malecón, curtindo o pôr-do-sol e ritmos cubanos, tocados por músicos sempre dispostos a agradar o turista em troca de alguns dólares. Eles fazem por merecer o agrado.

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Os 10 melhores cafés de Pirenópolis

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Esqueça o empadão goiano, o arroz com pequi, a gueiroba, os sorvetes de frutos do cerrado. Foi-se o tempo em que as cozinhas de Pirenópolis (GO) limitavam-se à típica culinária goiana. Nada contra, até porque sou um dos fãs das iguarias daquelas bandas. Mas, como tenho o café como um dos meus vícios, fico feliz em constatar que as cafeterias estão brotando na cidade famosa pelo casario colonial e pelas dezenas de cachoeiras.

A proliferação de cafeterias levou um grupo de jovens produtores culturais locais a levantar as melhores lojas. O trabalho resultou em uma mapa no formato cartão-postal. Na frente uma bela foto de uma jovem em café. No verso, o mapa das lojas com uma lista dos nomes e dos endereços.

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Interior do Café Pitoresco, em Pirenópolis. Foto: Renato Alves

São nove as cafeterias listadas. Seis ficam no Centro Histórico. Dessas, conheço três que merecem uma parada para uma longa prosa e um lanche.

Localizado na Rua Rui Barbosa, onde concentram-se as lojas voltadas aos turistas, o Pitoresco Arte e Café, como o nome sugere, é um mix de cafeteria com galeria de arte. Todas as obras de arte e quinquilharias expostos nos três cômodos públicos do casarão estão a venda. Há ainda a área externa, de onde se vê o movimento na rua e parte do casario da cidade.

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No Pitoresco, além do tradicional café espresso, tem comidinhas sempre frescas. Tudo feito na hora, como os biscoitos e bolos feitos na casa da avó. A casa serve de queijo quente a saladas. Também tem cerveja gelada: Heineken, Stella Artois, Bohemia. E, vale destacar, a simpatia da dona e dos funcionários, além de agradável set list no som ambiente.

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Interior do Café Pitoresco, em Pirenópolis. Foto: Renato Alves

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Mas a cafeteria com mais cara, ambiente, know-how de Pirenópolis é a Pé di Café. No meio da Rua Aurora (a mais charmosa da cidade), a casa tem um ambiente agradável, com uma decoração de bom gosto e assentos aconchegantes.

O café 100% arábica é extraído por baristas treinados. O menu inclui dos espressos convencionais a opções quentes e geladas, com frapês e um exclusivo frozen com licor de baru. Há ainda capuccinos especiais, chocolate quente europeu, escondidinho de sorvete e uma carta de chás artesanais de ervas naturais, com massalas exclusivas, chás ingleses e chai indiano.

Além de um menu diversificado de cafés e chás artesanais, o cardápio tem uma variedade de quitandas, sanduíches leves, waffles, omeletes, tapiocas, saladas de frutas, sucos e um destaque especial para os memoráveis bolinhos de chuva.

Na Pé di Café pode-se ainda saborear doces, como brigadeiro de colher (de pau!) em xícara esmaltada, além de bebidas alcoólicas leves, como cervejas artesanais, sodas italianas, vinhos e licores.

Para melhorar, recentemente, os donos resolveram um problemão: instalaram o um sistema de ar-condicionado que deixam o clima agradável sem que a casa precise fechar as duas grandes portas de madeira com vista para a rua histórica. Um diferencial e tanto, já que loja climatizada, apesar do calorão característico, é uma raridade em Pirenópolis.

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Brigadeiro de colher, Pé di Café, Pirenópolis. Foto: Renato Alves

Lanchinhos

Inexplicavelmente, porém, o mais conhecido e badalado dos cafés pirenopolinos está de fora do mapa recém-lançado. Trata-se do Café Pireneus, rebatizado de Pireneus Café & Forneria, devido à diversidade de comidinhas. É um daqueles cafés para você sentar, ler um livro (há diversos livros de fotografia à disposição dos clientes), ou jogar conversa fora com os amigos enquanto observa o movimento da praça em frente, a Praça do Coreto, onde ocorre a tradicional feirinha de artesanato nas noites de sábados.

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Além do tradicional café espresso, a casa oferece um delicioso café cremoso gelado. Entre as opções de lanche, os sanduíches são os mais apreciados pela clientela. A foccacia é o prato mais famoso. Mas o bolo de banana também faz muito sucesso. Nas noites frias, a melhor pedida é um caldo. No calor, uma cerveja importada gelada. Nos fins de semana, ainda tem música ao vivo e de qualidade, como trios de jazz ou um solo de MPB.

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ONDE FICAM

Ateliê Café: RuaLuiz G. Jaime, 42, Espaço Retrô-Ativo, Alto do Bonfim

Café Pand’oro: Rua Direita, 90, Centro Histórico

Café Sertão Veredas: Rua do Rosário, 7, Centro Histórico

Florinda Comidinhas: Rua Aurora, 18, Centro Histórico

Info Café, Av. Sizenando Jyme, 8, Centro

Lírio Café Bistrô: Rua do Bonfim, 31, Centro Histórico

Mundo Quinta Café: Rua Rui Barbosa, 31, Feira de Quintal, Centro Histórico

Pitoresco Arte e Café: Rua Aurora, 2, esquina com Rui Barbosa, Centro Histórico

Pé di Café: Rua Aurora, 21, Centro Histórico

Pireneus Café & Forneria: Rua dos Pireneus, 41, em frente à Praça do Coreto,  Centro Histórico

San Miguel de Allende, a capital gourmet do México

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

No início das manhãs de sábado, filas tomam conta das ruas e calçadas do centro histórico de San Miguel de Allende. Moradores e visitantes disputam logo cedo uma mesa nos mais badalados restaurantes e cafés. Os mexicanos, na esperança de conseguir tomar o seu tradicional e pesado café de manhã. Os turistas, ávidos por experimentar o que de melhor há na cozinha local.

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Estudantes compram guloseimas na praça central de San Miguel de Allende

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San Miguel de Allende tem se consolidado como um dos principais destinos dos apreciadores da boa mesa. A cidade abriga cafés internacionais e restaurantes de comida contemporânea. Todos em casarões belíssimos, com seus pátios aprazíveis.

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Interior da Doce-18 Concept House, em San Miguel de Allende

Nada se compara, no entanto, com o que se esconde por trás da fachada de um antigo casarão conhecido como Doce-18 Concept House. Totalmente reformado, seu interior moderninho contrasta com as construções históricas de San Miguel e com a sua própria fachada.

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Interior do Doce-18 Concept Housee, em San Miguel de Allende

Trata-se de uma imensa galeria multiuso que concentra não só excelentes opções gastronômicas, como lojas que oferecem objetos de arte, moda e desenhos. Além da tradicional comida mexicana, essa casa conceito abriga um café francês, uma hamburgueria, uma pizzaria, degustação de espumantes, uma lojinha de chás e outra das mais variadas combinações de temperos artesanais.

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Lojas de doces na Doce-18 Concept House, em San Miguel de Allende

Doçura

Vegetarianos e apreciadores de comida têm ainda mais atrativos. Muitos dos restaurantes oferecem saladas e pratos preparados com produtos orgânicos, cultivados em hortas próprias. Os chamados telhados verdes têm se tornado cada vez mais comuns na cidade. Os moradores plantam legumes e pequenas árvores frutíferas para consumo e para trocar com os conhecidos.

Já para os fãs de chocolates e outros doces há lojas como a Nuestros Dulces. Na Rua de Hernández Macías, ela oferece os mais finos doces mexicanos elaborados de forma artesanal, como jamoncillos (à base de leite e açúcar), rompope (à base de ovos), arrayán (fruta cristalizada) e tamarindos cristalizados, entre outros.

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Grupo de maricahi canta para clientes de restaurante em San Miguel de Allende

O El Tumbagón vende doces de todo Guanajuato, o estado onde fica San Miguel. Entre eles, se destacam o guayabate (de goiaba), o queijo de amêndoas, os doces de leite com coco, o rolo de goiaba, o tarugos (semelhante aos pirulitos), geleias, cocadas, natillhas (creme a base de leite, ovos, açúcar e baunilha), trompadas (à base de mel e sementes de anis) e charamuscadas (à base de açúcar, leite, coco e nozes). Claro, tem ainda a estrela local, os tumbagones (à base de farinha de trigo, ovos, canela e açúcar) com rompope.

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San Miguel de Allende, a joia mexicana

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Centro histórico de San Miguel de Allende,tombado pela Unesco. Foto: Renato Alves


Eliane Moreira
(texto) e Renato Alves (fotos)

Esqueça Acapulco, Cancún, Playa del Carmen. O destino da moda no México é a pequena San Miguel de Allende. Nada de praias, resorts, tequilas e hordas de jovens norte-americanos. Lá, as atrações são os prédios coloniais que ladeiam as ruas estreitas de pedra, os charmosos hotéis, uma infinidade de galerias de arte, renomados restaurantes e as festas públicas.

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Localizada entre as montanhas no estado de Guanajuato, a quase 2 mil metros de altitude, San Miguel é considerada por muitos a cidade mais bonita do México. Beleza advinda da combinação casario colorido em tons de vermelho, marrom, rosa e amarelo, canteiros de bouganvilles, igrejas do período colonial espanhol e pátios internos com jardins exuberantes. Tudo muito bem preservado.

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As cores fortes são uma marca das construções históricas de San Miguel de Allende


Fundada em 1542, San Miguel também é um dos municípios mais importantes do país. Ele teve papel fundamental na independência mexicana. História contada em museus e em obras de arte espalhadas pelo compacto e seguro centro. Tais importância e beleza lhe renderam, em 2008, o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido pela Unesco.

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Grupo de mariachi no centro histórico de San Miguel de Allende. Foto: Renato Alves 

As virtudes de San Miguel têm atraído, desde a metade do século passado, aposentados canadenses, norte-americanos e europeus. Eles são cerca de 12 mil dos 70 mil habitantes. A presença dos expatriados e dos turistas a transformam numa cidade cosmopolita. Mas ela está longe de ser só um refúgio para idosos. Jovens não deixam os bares e as casas noturnas fecharem as portas cedo.

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Jovens em uma tarde festiva na praça principal de San Miguel de Allende. Foto: Renato Alves

A partir deste, publicamos uma série de textos mostrando o que de melhor há nesse cada vez mais disputado destino, onde ficamos por cinco noites, em uma viagem de férias em família, com todos os custos pagos por nossa conta. Para quem quiser conhecer  todas as atrações em volta e praticar as mais diferentes e prazerosas atividades, deve permanecer mais tempo. A satisfação é garantida.

Festa Literária de Pirenópolis, Flipiri 2016 tem Ziraldo como atração principal

Igreja Matriz Pirenópolis/Foto de Zuleika de Souza
Boa oportunidade para quem gosta de literatura e passar um fim de semana na charmosa Pirenópolis (GO). A cidade histórica distante 150km de Brasília recebe a 8ª edição da sua Festa Literária, a Flipiri, de 18 a 20 de novembro.

O evento visa difundir o livro, a leitura e a literatura em cidades de interior e em zonas rurais, com as presenças de autores regionais e nacionais como Ziraldo, Ignácio de Loyola Brandão, Elder Rocha Lima, Tiago de Melo Andrade, Nurit Bensusan, Ailton Krenak, entre outros.

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Organizado pelo Instituto Casa de Autores e pela Prefeitura de Pirenópolis, a Flipiri tem dois eixos de ações que se completam: levar o livro da cidade ao campo, das prateleiras para as ruas, para todas as idades e classes sociais.Confira a programação oficial:

18 de novembro, sexta-feira

10h – Teatro: Um dia de Rainha

Com: Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira

Local: Teatro de Pirenópolis

14h – Teatro: Um dia de Rainha

Com: Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira

Local: Teatro de Pirenópolis

14h às 18h – Autores visitantes

Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros

Local: Entroncamento

15h30 – Teatro: Sistemas Chaves do Planeta

Com: Grupo Aroeira

Local: Teatro de Pirenópolis

15h – Sarau de histórias

Com: Giulieny Matos e Hozana Costa

Local: Entroncamento

16h – 15h – Sarau de histórias

Com: Tânia Loureiro e Liduína Bartholo

Local: Entroncamento

16h às 19h – Barganha Book Especial

Momento para trocas de livros usados

Local: Teatro de Pirenópolis

17h – Bate-papo com autores – Vivências Sobre Leitura e Escrita

Com: Tiago de Melo Andrade e Iris Borges

Local: Cine Pireneus

17h – Sarau de histórias

Com: Yana Marull

Local: Entroncamento

18h – Bate-papo com autores – Literatura e Cerrado

Com: Elder Rocha Lima – Seguido de lançamento do livro: “Histórias Contadas”

Local: Cine Pireneus

18h – Sarau de histórias

Com: Clara Arreguy e Bárbara Morais

Local: Entroncamento

19h30 – Abertura oficial – 8ª Festa Literária de Pirenópolis-GO

Local: Teatro de Pirenópolis

20h – Conferência – Literatura e Natureza – Era uma vez um bioma muito raro e muito triste chamado Cerrado

Com: Ziraldo e Nurit Bensusan

Local: Teatro de Pirenópolis

21h – Sessão de autógrafos

Com: Ziraldo e Nurit Bensusan

Local: Livraria da Flipiri/Entroncamento

21h – Show musical

Com: Marakatu Akdorge

Local: Entroncamento

19 de novembro, sábado

9h30 – Abertura do 4º Encontro FLIPIRI de Ilustradores

Local: Cine Pireneus

10h às 12h – Mesa 1 – Encontro FLIPIRI DE Ilustradores – Como Ilustramos os Nossos Livros e o Mercado da Ilustração no Brasil.

Com: Christie Queiiroz, Romont Willy e Jô Oliveira

Local: Cine Pireneus

11h – Oficina de Redação – escrever bem hoje

Com: Lucília Garcez

Local: Teatro de Pirenópolis

11h – Bate-papo com o autor

Com: Ziraldo e professores da rede SESC

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

11h – Sarau de histórias

Com: Giulieny Matos e Hozana Costa

Local: Entroncamento

14h – Bate-papo com o autor – O que faz um jovem gostar de um livro e não de outro

Com: Maurício Gomyde

Local: Teatro de Pirenópolis

14h – Bate-papo com o autor – O papel do professor e dos pais na formação do leitor.

Com: Olívia Franco, Maria Elaine Cambraia e João Rodrigues.

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

14h – Sarau de histórias

Com: Yana Marull, Clara Arreguy, Rose Borges.

Local: Entroncamento.

14h às 16h – Oficina de ilustração – A arte de colorir o mundo infantil

Com: Adriana Nunes e Ana Terra

Local: Cine Pireneus

14h ás 18h – Autores visitantes – Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros.

Local: Entroncamento.

15h – Programa de Educação para a Paz – Dança, vídeo, reflexão e conversa.

Com: Ivete Belfort, Solange Arruda, Daraina Pregnolatto, Celso Leal e Sandra Cristina

Local: Teatro de Pirenópolis.

15h – Bate-papo com o autor – Jovens consumidores e produtores de cultura

Com: Bárbara Morais, Tiago de Melo Andrade e Maurício Melo

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

16h às 18h –Encontro FLIPIRI de Ilustradores – A arte de Ilustrar

Com: Ziraldo.

Local: Cine Pireneus

17h – Sarau de histórias

Com: Liduína Bartholo, João Rodrigues e Álvaro Modernell

Local: Entroncamento

18h – Sessão de autógrafos

Com: Ziraldo

Local: Livraria da Flipiri/Entroncamento

18h – Show musical – Brasília Sopro Sinfônica

Local: Largo da Matriz

18h – Bate-papo com o autor – Família: Nosso primeiro ambiente

Com: Angélica Rodrigues

Local: Teatro de Pirenópolis

19h – Bate-papo com o autor – Incubadora de Autores, o que é?

Com: Tiago de Melo Andrade

Local: Cine Pireneus

19h – Bate-papo com o autor – Consumo Consciente: como preservar o seu bolso e o planeta

Com: Rogério Olegário

Local: Teatro de Pirenópolis

20h – Grande Sarau – Academia Pirenopolina de Artes, Letras e Música

Com: Grupo Euterpe, Comitiva Babilônia, exposição de slides, declamação de poemas, exposição artística e apresentações musicais.

Local: Teatro de Pirenópolis

20 de novembro, domingo

10h – Bate-papo com o auto – Cardápio Literário, separando o miojo da macarronada.

Com: Tiago de Melo Andrade

Local: Teatro de Pirenópolis

10h às 12h – Encontro FLIPIRI de Ilustradores – Ilustração do Cerrado

Com: Vera Lúcia Dias, Elder Rocha Lima, Adriana Nunes e Tereza Behr

Local: Cine Pireneus

14h – Bate-papo com o autor – Festas Literárias no Brasil

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Maurício Melo

Local: Cine Pireneus

14h às 18h – Autores visitantes – Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros.

Local: Entroncamento

15h – Sessão de autógrafos

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Maurício Melo

Local: Livraria/Entroncamento

15h às 16h – Seminário de Cultura Popular

Com: o Mestre Chacon do Maracatu Nação Porto Rico e mestres locais convidados

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

16h – Palestra – Economia Criativa: inovação e sustentabilidade para o mundo do livro e da leitura

Com: Décio Coutinho e Alex Moraes

Local: Cine Pireneus

17h – Maratona de histórias

Com: autores presentes

Local: Entroncamento

18h – Teatro – Solidão no Fundo da Agulha – Show de Literatura e Música

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Rita Gullo

Local: Teatro de Pirenópolis

18h – CORTEJO EM HOMENAGEM AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Com: Maracatu Akdorge
Trajeto: Teatro de Pirenópolis até Praça Chico de Sá (coreto)

Três lugares para acampar perto de Brasília

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Salto de Corumbá: queda de 50m e boa estrutura

Quem está acostumado sabe como acampar em qualquer canto — seja na beira da estrada, seja no meio de uma floresta — sem qualquer estrutura de apoio. Iniciantes não precisam correr tanto risco. Ter a primeira experiência em campings pode ser valiosa, pois há o mínimo de conforto — terreno plano, banheiro e cozinha. Alguns alugam barracas com colchões e oferecem atividades guiadas.

Há áreas com vocação natural, como Corumbá de Goiás. O município a 130km de Brasília foi destaque quando uma de suas cachoeiras ilustrou a capa da revista Traveler em dezembro de 2015. A publicação da National Geographic elegeu a cachoeira do Salto Corumbá (a mais alta entre as sete da região) como um dos 20 lugares obrigatórios para conhecer em 2016. A queda d’água de 50 metros de altura fica no Salto Corumbá Camping, Clube e Hotel, que recebe em média 46 mil hóspedes por ano.

Poços

Turistas vão ao local desde a década de 1970. Na época, uma das cachoeiras estava seca porque um trecho do leito do rio Corumbá foi desviado, no século 19, para a exploração de ouro no fundo de poços onde, hoje, os visitantes mergulham.

As barracas ficam perto das cachoeiras, protegidas pela sombra das árvores. Há banheiros, duchas externas com água quente, energia elétrica e tanques à disposição. As refeições podem ser feitas na lanchonete ou no restaurante do hotel.

Experimente

Salto Corumba
Preço: Diárias no camping a partir de R$ 60

Chapada Imperial
Preço: R$ 220 por dois dias no camping. Inclui pensão completa, atividades e guias

Chapada Imperial / Foto de Breno Fortes
A Chapada Imperial fica dentro do DF

Cataratas dos Couros
De Alto Paraíso de Goiás, são 16km até a estrada de chão que leva às cataratas
Informações: Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Telefone: (62) 3446-1159.

Causeway Coastal, a rota para fãs de Game of Thrones

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Do Lonely Planet

A Irlanda do Norte nunca teve que lutar com dragões, mas isso não impediu que sua paisagem selvagem conseguisse um papel de destaque em Game of Thrones.

Dirigir pelos 193 km da estrada Causeway Coastal de Belfast até Derry-Londonderry é fundamental para fãs do programa, e oferece uma lição dramática de história e natureza, do Titanic e fome até o novo caminho no penhasco, e a épica Calçada dos Gigantes.

O Titanic & os Troubles

Belfast é lar dos estúdios onde a maior parte de Game of Thrones é filmada. Não há acesso ao público, mas vale a pena explorar o passado tumultuado da cidade. Das Falls e da estrada Shankill até as chamadas ‘filas da paz’, o Troubles faz uma sombra significativa no presente. Para quem vem de fora pode ser frustrante, mas pule num Black Taxi Tour para ter um vislumbre das complexidades por trás das manchetes. Um dos guias mais experientes é Billy Scott, cujo conhecimento prodigioso vai muito além de política para revelar a rica herança da cidade que foi um centro de poder industrial por trás da construção do Titanic. Aquele navio enorme e condenado, assim como a história marítima da cidade, agora são os temas da exibição mundial Titanic Belfast.

O caminho de Gobbins

Com a cidade no auge no início do século 20, o visionário Berkeley Deane Wise, do Belfast & Northern Counties Railway concebeu várias atrações inovadoras ao longo da bela costa Antrim para estimular os recém-chegados trabalhadores dos estaleiros a entrar em seus trens. O mais popular deles foi o Caminho de Gobbins, que rodeia os contornos de Islandmagee. Anos de vento, chuva e ferrugem fizeram com que fechasse nos anos 1950 para reabrir só em 2015, depois de uma reforma de £7.5 milhões. Enquanto as poderosas ondas do Atlântico açoitavam o penhasco, guias ciceroneavam visitantes pelo passadiço suspenso a fim de espiar botos na elevação Atlântica.

Mapa da Causeway Coastal

Os Vales de Antrim

Em Larne, um pequeno marcador de pedra sinaliza o início da rota Causeway Coastal, que corta pelo County Antrim. Sua finalização foi ofuscada pela Grande Fome em 1845, quando a estrada se tornou uma rota de fuga para migrantes que escapavam pelos vales.

Hoje em dia é uma das rotas mais panorâmicas do Reino Unido. Cerca de 23 mil metros cúbicos de pedra foram estilhaçados de três grandes fluxos de lava para formar um filete estreito de estrada entre mar e altos penhascos, e você pode ver uma rocha diferente na face do penhasco. Os nove vales – Glenarm, Glencloy, Glenariff, Glenballyeamon, Glenaan, Glencorp, Glendun, Glenshesk e Glentaisie – são vestígios dos vales profundos polidos por geleiras 60 milhões de anos atrás.

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É fácil ver por que os visitantes da locação de Game of Thrones escolhem esta costa de ventos fortes como base para tantas cenas da fantasia épica. Das pradarias em torno da montanha Slemish, onde São Patrício passou seis anos como escravo, até o penhasco rochoso de Fair Head, o século 21 parece mais distante do que um exército de cavaleiros Dothraki. Em Glenarm (Vale do Exército), você pode até se enfeitar com pingentes de leão ou alfinetes de cervo na Steensons, uma ourivesaria familiar que fabricou as joias para a série.

Game of Thrones 3

Vistas da Escócia e colônias de aves marinhas

O desvio de Glenarm até o penhasco Fair Head ao longo da estreita faixa da estrada Torr Head oferece lindas vistas de um estreito da costa que fez as vezes das ilhas de Ferro e das Terras da Tempestade em Game of Thrones.

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Continuando em volta do promontório, você verá o Mull of Kintyre. A Escócia fica tão perto (17 quilômetros) que, num dia bom, a impressão que você tem é a de que consegue atravessar a nado. Em primeiro plano, Rathlin Island tem atuado há muito tempo como um trampolim entre os dois países, lançando St Columba e Christianity às Terras Altas em 563 e dando refúgio a Robert the Bruce durante sua luta pela independência da Escócia.

Hoje em dia ainda é um lugar selvagem e vago, lar de apenas 100 pessoas e milhares de aves marinhas. Focas e êideres ficam dando voltas pelo porto, que conta com serviço de barcos de Ballycastle. Em maio, orquídeas forram as colinas, anunciando o início da temporada de acasalamento de imensas colônias de papagaios do mar roucos, araus, fulmares e gaivotas. É um lugar perfeito para caminhar, com vistas espetaculares para o lado da Baía Murlough.

Aqui é a Calçada dos Gigantes

De fato, Ballycastle é um bom lugar para abandonar o carro para andar pela Causeway Coast Way, que percorre todo o caminho de Portstewart. Ao longo do promontório, o trajeto passa por arbustos brilhantes de tojo, mar cor de rosa e urzes por Carrick-a-Rede Rope Bridge até a pitoresca Ballintoy. Esta parte da estrada é cheia de sets de filmagens: o acampamento do exército de Renly Baratheon no promontório Larrybane na ponte, e Ballintoy substituiu o porto Iron Islands de Pyke.

Giants Causeway

O trajeto continua em torno da extensão de areia da Baía Whitepark rica em fósseis até a Calçada dos Gigantes. Aqui você chega a uma paisagem marcada por elementos naturais que ameniza os horrores de Game of Thrones. As 40,000 colunas poligonais de basalto – que, segundo a lenda, faziam a ligação por água numa calçada gigante até a Escócia, são os vestígios de erupções vulcânicas que lançavam ondas de magma derretido. Esse foi um período sísmico na história da Terra, quando o moderno Oceano Atlântico nasceu e o mundo se transformou de lugar dominado por répteis a um em que mamíferos poderiam vicejar.

Do passado para o presente

Muitos viajantes pegam a Calçada do Gigante e voltam para Belfast, mas vale a pena avançar até County Derry. Aqui você pode ver as românticas ruínas do Dunluce Castle, comer pescada em soro de leite em Harry’s Shack e seguir até Downhill Demesne na praia onde CS Lewis tirava uma folga (e onde a Sacerdotisa Vermelha de Game of Thrones proclamou ‘escura é a noite, e cheia de horrores’). Daqui, faça um atalho por terra até a Montanha Binevenagh, que marca a porção oeste do Planalto Antrim. A emblemática escarpa de basalto tem uma queda vertical de mais de 100m e domina a paisagem. É um lugar mágico ao pôr-do-sol, quando as sombras se reúnem no vítreo Lough Foyle.

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Em Gortmore, uma estátua do deus celta Manannán Mac Lir estica seus braços em direção ao sol que se põe e à cidade de Derry-Londonderry, sentado no conforto atrás de suas muralhas de defesa. Passeios diários em torno dos muros expõem a batalha etno-política que destroçou a cidade por décadas. Em seu centro, duas visões mutuamente exclusivas de identidade nacional e pertencimento. A diferença agora é que os políticos que perseguem esses sonhos resolveram fazê-lo de maneira bem pacífica. A versão grandiosa e sangrenta de Game of Thrones da Irlanda do Norte é só ficção, afinal.

Praticidades

A rota da Calçada do Gigante passa entre Belfast e Derry. A maioria dos voos para a região vai do aeroporto de Belfast City ou de Belfast International. Para percorrer a rota inteira (planeje de 4 a 7 dias), é bom alugar um carro ou encontrar um passeio. Também é possível fazê-la de bicicleta, embora alguns morros sejam um desafio.

Entre as opções típicas e confortáveis para dormer estão Malmaison Belfast,Blackhead Lighthouse, Whitepark House e o recém-inaugurado Bishops Gate Hotel, uma propriedade de interesse público do século 17.

Este artigo foi publicado em Junho de 2016 e foi atualizado em Junho de 2016.

Todas as atrações de Itupeva (SP)

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Sítio Sassafraz permite visitante a fazer a colheita em seu pomar

Localizada na região Sudeste do Estado de São Paulo, a 70km da capital, Itupeva é uma típica cidade do interior que, beneficiada pelo ar fresco e pela natureza, tem uma marcante presença do setor rural. Com outros municípios da região, como Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo, compõe o polo turístico do Circuito das Frutas, oferecendo diversos roteiros com produtores de uva, morango, figo, goiaba e caqui.

O forte turismo rural faz com que Itupeva seja bastante procurado para passeios em fazendas centenárias, apiários, grutas, alambiques, trilhas, entre outros. Itupeva é conhecida também por sediar a Expo Uva, evento que acontece em dezembro, e conta com a participação de produtores da região, levando milhares de visitantes à cidade.

Itupeva - turismo

Ainda é na cidade que estão localizados os famosos parques Hopi Hari e Wet’n Wild, além do maior centro de compras do estado, o Outlet Premium. Próximo a eles fica o Quality Resort & Convention Center, que tem estrutura completa para hospedagem e eventos corporativos ou sociais.

Quer saber mais? Conheça oito locais para visitar em Itupeva.

Atrações rurais:

Apiário Nona Emília – Localizado no pé da Serra do Japi, o apiário tem como principal lema fornecer produtos puros e naturais a base de mel e outros ingredientes. Endereço: Via Paulo Leone, 1050 – Bairro Pinheirinho. Tel: (11) 4591-3124. Saiba mais: http://www.apiariononaemilia.com.br

Sítio Sassafraz – Além de permitir a total integração dos visitantes com os animais do sítio, a atração tem um sistema de ‘colhe e pague’ no qual a pessoa pode fazer sua própria colheita na horta e pomar, e pagar pelo que levar. Endereço: Via Paulo Leone, 1400, Bairro Pinheirinho. Tel: (11) 4496-220. Saiba mais: http://www.sitiosassafraz.com.br

Quinta Nossa Senhora Aparecida – Os visitantes conhecem toda a produção de vinho artesanal, visitam as parreiras, fazem degustação de diversos tipos da bebida e podem adquirir vinho direto do produtor. Endereço: Travessa da Via Paulo Leoni, 807, Bairro Japi. Tel: (11) 97196-2343. Saiba mais: http://www.turismoitupeva.com.br

Engenho Nica Preta – Diz a lenda que Nica Preta era uma escrava liberta que oferecia abrigo e comida a viajantes em sua pequena hospedagem – hoje o engenho. O local conquistou fama por proporcionar degustação de cachaças brancas e amarelas envelhecidas, licores e geleias. Endereço: Estrada da Nica Preta, S/Nº. Tel: (11)4496-4337. Saiba mais: http://www.turismoitupeva.com.br

Parques:

Wet’n Wild – O maior parque aquático do Brasil. Tem piscinas com água fria e aquecida – no inverno – e vários tipos de brinquedos, entre eles o Vortex, considerado o maior toboágua da América Latina. O parque tem atrações para crianças, adultos e famílias. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, Zona Rural. Telefone: (11) 4496-8000. Saiba mais: http://www.wetnwild.com.br

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Hopi Hari – Parque de diversão que chama a atenção pela Montezum, considerada a quinta maior montanha-russa de madeira do mundo. Quem escolher andar nela, percorrerá 1.024 metros em 58 segundos, a uma velocidade de até 103 km/h. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, S/Nº. Tel: (11) 4040-4926. Saiba mais: http://www.hopihari.com.br

Compras:

Outlet Premium São Paulo – Um Open Mall que possui mais de 90 lojas de grifes nacionais e internacionais que dão descontos, o ano inteiro, que chegam a 80%. Também possui praça de alimentação com restaurantes, estacionamento gratuito com quase mil vagas, fraldário, sala para amamentação, entre outros. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, S/Nº. Tel: (11)4496-7000. Saiba mais: http://www.outletpremium.com.br

Hospedagem:

Quality Resort & Convention Center – Localizado a 50 minutos de São Paulo e 30 de Campinas, o Quality Resort & Convention Center é o lugarpara pessoas que procuram aliar descanso e diversão. O resort fica próximo ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas, em frente aos parques Hopi Hari e Wet’n Wild, e ao lado do Outlet Premium São Paulo. Para hóspedes, oferece transfer cortesia de ida e volta para os parques e para o outlet em feriados e fins de semana. Tem infraestrutura completa de lazer para adultos e crianças. Piscina climatizada, campo de futebol e paintball, quadra de tênis, fazendinha para os pequenos interagirem com os animais e salas de jogos eletrônicos são alguns destaques. As 220 acomodações contam com internet wi-fi, ar-condicionado, minibar, Televisão de LCD com TV a cabo. O Restaurante Trilheiros oferece gastronomia de qualidade em sistema de bufê ou à la carte, inclusive para quem não está hospedado. Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, Km 72, S/Nº. Tel: (11) 2136-5300. Saiba mais: http://www.qualityresortitupeva.com.br

 

Onde ir, ficar e comer em Urubici

Filipe Gatz/Flickr

Quem gosta de aproveitar as férias para entrar em contato com a natureza pode acrescentar Urubici no roteiro da Serra Catarinense. A cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, pode ser pequena, mas seus arredores têm atrativos naturais para ninguém botar defeito.

Um dos pontos turísticos da região que chamam mais a atenção é o Morro da Igreja, que está a mais de 1.800 metros de altitude. Localizado no Parque Nacional de São Joaquim, é o terceiro mais alto do estado e o quinto da Região Sul. O local também tem o título de ponto habitado mais alto do sul do Brasil. Lá, as temperaturas nesta época do ano são negativas e costuma cair neve também.Birdaum/Flickr - 4/5/12A Pedra Furada encanta os visitantes da região

Do topo do Morro da Igreja, é possível observar a Pedra Furada, formação rochosa com uma abertura no meio. Durante o inverno, não se esqueça de se agasalhar bem. A temperatura está frequentemente abaixo de zero. Em dias de forte neblina e mau tempo, a visitação ao local é suspensa.

Vista indescritível

Para visitar o Morro da Igreja é necessária uma autorização prévia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, só é autorizado o trânsito de pedestres, ciclistas, motocicletas e automóveis com capacidade de até 18 passageiros. A permissão para a entrada no local é feita na sede do Parque Nacional, na Avenida Felicíssimo Rodrigues Sobrinho 1.542, Bairro Esquina, em Urubici. A retirada da autorização ocorre das 8h à 12h e das 13h às 16h30 para quem pretende visitar o parque no mesmo dia. Para outros dias, a retirada pode ser feita até as 17h. O serviço é gratuito.Ricardo Mercadante/Flickr Morro do Campestre tem a melhor vista do vale

Em Urubici, não deixe de conhecer o Morro do Campestre — ou Morro da Cruz, como também é conhecido. É um passeio que exige esforço físico. Mas os 1.380 metros de altitude proporcionam uma vista panorâmica incrível do Vale do Rio Canoas. No topo, a formação rochosa de arenito ajuda a completar o visual. Mas vá preparado: a trilha é íngreme, estreita e acidentada. Não se esqueça de levar garrafas d’água.

Para fazer a trilha e subir até o topo do morro é preciso pagar uma taxa de R$ 2 na entrada da propriedade particular onde o atrativo está localizado. Visite também o Rio Sete Quedas, uma sucessão de cachoeiras a um quilômetro do Morro do Campestre.

De volta ao passado

Os registros dos povos que viveram há 4 mil anos na região ainda podem ser vistos. Na estrada que liga Urubici a São Joaquim, a 5km do centro da cidade, o turista pode visitar o sítio arqueológico com as inscrições rupestres, localizado no Morro do Avencal. Quem for conferir o atrativo precisa ficar atento ao desenho Máscara do guardião, imagem perfeita de um rosto que chama a atenção de quem passa. São rastros deixados por nossos antepassados no lugar.Maria Cerny/Flickr

Além dos registros milenares, o Morro do Avencal atrai visitantes interessados em apreciar a vista do Mirante do Avencal, com panorâmica de Urubici. O morro está a 1.175 metros de altitude e tem uma cascata que encanta os turistas que vão ao município.

Outra cascata, a Véu da Noiva, é uma boa opção para encerrar os passeios por Urubici. Com 65 metros de altura, está localizada nos aparados da serra, a 10km do centro da cidade. O nome é dado pela espuma branca que se forma quando há grande vazão de água. Nos 300 metros de caminhada entre o estacionamento e a queda, é possível observar pássaros da região — como curiós, sabiás, tico-ticos, pica-paus — e a mata nativa, chamada de mata nebular.

Também existe a possibilidade de explorar o local por uma trilha suspensa a 10 metros de altura. A caminhada de 260 metros é feita entre as copas das árvores. A cascata está em propriedade particular e recebe turistas das 8h às 18h. A taxa de entrada é de R$ 3.

Fique atento
» Onde se hospedar
Cabanas Xokleng
Informações: (49) 3278-5385 / 9176-4335

Pousada de altitude Fogo Eterno
Informações: (49) 3019-9001

Pousada Cantos & Encantos
Informações: (49) 9146-2188 / 9146-2180

Urubici Park Hotel
Informações: (49) 3278-5300

» Reserve o seu passeio
Agência de Ecoturismo Graxaim
Informações: (49) 3278-5617

Agência de Ecoturismo Serra Sul
Informações: (49) 3278-4838 / 8846-8717

» Sabores da serra
Confira algumas opções de restaurante para conhecer durante a estada em Urubici:

Paradouro Santo Antônio
Informações: (49) 3278-4005

Château du Valle
Informações: (49) 3016-2015

A Taberna Bistrô
Informações: (49) 3278 5121

10 cidades “secretas” na Europa

A dica é o TripAdvisor, o maior site de turismo do mundo. Confira a lista, com algumas opções de hospedagem:

Cesky Krumlov
Boêmia, República Tcheca
Hotéis recomendados para reservar nas proximidades
Polperro
Cornualha, Inglaterra
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Dolceacqua
Ligúria, Itália
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Trogir
Croácia
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Valldemossa
Maiorca, Espanha
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A ponte que mergulha no oceano

Blog do Márcio Moraes

Já é sabido que conhecer a Europa ultrapassa os limites geográficos. A proximidade dos países facilita nossa viagem e torna possível até mesmo o aluguel de um carro para dirigir pelas vias europeias – verdadeiros tapetes a céu aberto. Apesar disso, a Suécia sempre foi um desafio para aqueles que desejam visitá-la com um automóvel.

Cercada pelo mar Báltico, a grande costa sueca parece, a princípio, impenetrável. Não existem vizinhos que façam uma conexão pelas estradas do Velho Continente e se arriscar pela Noruega ou Finlândia torna a missão ainda mais difícil – e distante. Porém, um pequeno trecho conhecido como estreito de Öresund parece ser uma luz no fim do túnel para concretizar esse desafio.

Além de sua função geográfica, que liga as águas do Báltico para o mar do Norte, ele passou a figurar nos GPS como a única maneira de chegar à Suécia de carro. A alternativa conecta a cidade de Malmo com a capital dinamarquesa, Copenhague, e surgiu graças aos esforços de ambos os governos, que iniciaram o projeto em 1991. A solução foi entregue nove anos depois e recebeu o nome de Ponte de Öresund.

Ao longo dos 16km de extensão, turistas e moradores são transportados para dois países diferentes por um caminho com partes subterrâneas e ao ar livre. Para utilizá-la, é preciso desembolsar €48 em um pedágio local. Abaixo do nível do mar, uma ferrovia carrega passageiros pela mesma rota, embora faça o itinerário bem mais rápido – sem que haja, por exemplo, muito tempo para apreciá-la.

Confira abaixo cada detalhe da maior ponte combinada da Europa:

Divulgação

 

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As melhores cidades mineiras no frio

Associação de Pousadas MV/Divulgação

Não vai dar para esquiar, montar boneco de neve ou viver algum clichê de inverno retratado em filmes norte-americanos? Então, que tal pegar o carro, o ônibus ou o avião e seguir para Minas Gerais para curtir as férias de julho em meio às montanhas? Das românticas cidades a fontes de águas termais, o estado é repleto de tradicionais destinos para quem gosta de curtir, no bom mineirês, um ‘friozim’.

Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Não dá para falar em inverno em Minas Gerais sem pensar em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no sul do estado. Localizado na Serra da Mantiqueira, o lugarejo encanta os visitantes com sua natureza exuberante, cercada de araucárias, pássaros, esquilos e, claro, da boa hospitalidade do povo mineiro. Suas casas com arquitetura alpina conferem um clima todo especial ao destino, conhecido por ser uma ótima opção de passeio romântico. Ecoturismo, esportes radicais, ótimos hotéis, pousadas e restaurantes garantem diversão para toda a família.

Para completar o pacote, o distrito abriga, de 2 a 23 deste mês, a quarta edição do Festival de Inverno de Monte Verde, promovido pela Prefeitura de Camanducaia. Shows, concertos, apresentações de rua e oficinas culturais gratuitas movimentam ainda mais a região, conhecida por se transformar durante os meses de julho e agosto pela alta procura pelos turistas, principalmente do estado de São Paulo. Um dos destaques do festival é a Casa da Gastronomia, que contará com uma vasta programação de cursos e oficinas para todas as idades e gostos.

Opções distintas
Em todos os setores do distrito, há opções para diferentes públicos. A diária para hospedagem varia de R$ 180 a R$ 1.800. Nos restaurantes, o cardápio oferece desde a mais tradicional cozinha mineira até pratos típicos da culinária europeia. Para quem não se contenta apenas em comer bem e tomar um vinho ou chocolate quente, passeios de jipe, a cavalo, tirolesa e trilhas ecológicas dão um toque de aventura ao destino. Não se esqueça: antes de voltar para casa, compre alguns dos deliciosos produtos locais, como queijos, cervejas, geleias e chocolates.

» Escolha

Confira mais alguns destinos para você curtir o inverno em Minas:

Lavras Novas
Distrito de Ouro Preto, Lavras Novas merece a atenção dos turistas, especialmente dos casais apaixonados. Com pouco mais de 1.500 habitantes, a pequena cidade é um refúgio típico de Minas, com ruas de pedras, natureza preservada e, claro, boa comida. Curtir as pousadas e restaurantes do distrito já é um ótimo passeio para muitos. Mas se você não se contenta com isso, trilhas ecológicas e esportes como rapel e trekking podem ser boas opções de diversão. Durante julho, festas juninas animam ainda mais a cidade. A cidade também é conhecida pelas belas cachoeiras e poços naturais, além de pousadas confortáveis. Resta saber se você vai encarar a água neste frio.

Ouro Preto

José Geraldo/Flickr - 15/8/10

Localizada na Região Central do estado, bem pertinho da capital, Belo Horizonte, a antiga capital de Minas é um ótimo destino em qualquer estação do ano. Mas, nesta época do ano, o frio ajuda a encarar as famosas ladeiras da cidade histórica. Com mais de 300 anos de existência, Ouro Preto é um museu a céu aberto. Guarda boa parte da história da exploração e do escoamento do ouro no século 18 em suas construções e famosas igrejas. Mais informações: http://www.ufop.br/.

Maria da Fé

O pequeno município registrou a mais baixa temperatura de todo o estado (-8,4°C, em 21 de julho de 1981). Também está localizado na Serra da Mantiqueira e tem fama internacional pela produção de artesanato feito com a fibra de bananeira. As oliveiras na praça central completam o cenário de tranquilidade típico das pequenas cidades de Minas Gerais. Maria da Fé tem uma grande vocação para o turismo rural e o ecoturismo devido ao ambiente acolhedor da região e das belas fazendas, aliada à ótima gastronomia, cachoeiras e matas. Outra atração é o Pico da Bandeira (não confundir com o outro Pico da Bandeira, bem mais famoso, localizado no Parque Nacional do Caparaó).

ExtremaGilson Prado/Wikimedia Commons

Localizada na Região Sul do estado, bem na divisa com São Paulo, a cidade tem um ar puro e clima agradável de montanha, cercada por cachoeiras e uma rica vegetação. Como a época não é propícia a banhos em cachoeiras, o melhor é aproveitar os ótimos hotéis e pousadas, os bares e restaurantes com comida típica de Minas e seu povo bastante hospitaleiro. Também é possível ter uma bela vista das montanhas da região na Pedra Sapo, com mais de seis metros de altura. Outra atração é o 7º Festival de Inverno de Extrema, durante os meses de julho e agosto, que levará apresentações de música, teatro e dança de grupos e artistas nacionais, garantindo diversão para toda a família.

Cambuí
Também na Serra da Mantiqueira, no extremo sul do estado, Cambuí é conhecida por acolher bem o turista que busca a típica tranquilidade do interior de Minas. É uma das cidades mais antigas do estado, e oferece atrações como serras, cascatas, picos, morros, ladeiras e montanhas à sua volta, com fauna e flora exuberantes. E se não dá para aproveitar as cachoeiras da região, o 4º Festival de Inverno da cidade, de 21 a 24 deste mês, é mais uma atração para os visitantes, oferecendo shows e espetáculos gratuitos ( a programação pode ser conferida na página do festival no Facebook). Um dos pontos turísticos mais famosos da cidade é o Morro do Cruzeiro, mirante natural com vista panorâmica e que tem rampas onde se praticam o voo livre e o rapel. Também vale visitar a Igrejinha Santa Cruz e o mercado municipal.

Poços de Caldas

Jair Amaral/EM/D.A Press - 18/5/09

Se o clima está frio, que tal aproveitar algumas fontes naturais de águas quentes e sulfurosas em Poços de Caldas, no sul de Minas? Um dos grandes motivos de orgulho da cidade, elas são conhecidas pelas características terapêuticas, atraindo turistas de todas as partes há muito tempo. São diversas minas, de onde brotam esse precioso líquido, que deu fama à cidade e a firmou no circuito de turismo medicinal. Um exemplo é o Balneário Dr. Mário Mourão, com banhos de imersão que são realizados em cabines individuais na água que sai diretamente da fonte a uma temperatura de 41°C. E o inverno é uma das temporadas mais movimentadas em Poços. Aproveite também e conheça os produtos artesanais da região, como os típicos doces artesanais e peças de decoração em vidro fundido.

CaxambuMusatie Melo/Flickr

Uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais, Caxambu, no sul do estado, é importante instância hidromineral. Tem a maior concentração de águas carbogasosas do planeta, com 12 fontes de diferentes composições químicas, entre elas, águas minerais com alto poder diurético e desintoxicante que atraem turistas de todas as partes durante todo o ano. As fontes estão concentradas no Parque das Águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães. Na Serra da Mantiqueira, a cidade também oferece, além das belezas naturais, atividades como passeios de charrete, cavalo, bicicleta e trilhas ecológicas. Durante os fins de semana de julho, ocorre também o Festival de Inverno de Caxambu, com atrações musicais e mostra de orquídeas. Também dá para aproveitar produtos locais, como doce de leite, ambrosia, geleias e queijos.

Parque Caparaó

Belas paisagens, adrenalina e baixas temperaturas. O Parque Nacional do Caparaó é um destino recomendado para o turista que não dispensa a aventura. Na região da Zona da Mata, o destino abriga o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira, com 2.891 metros de altitude. A portaria do Parque, em Minas Gerais, está localizada no município de Alto Caparaó, ponto de partida para as trilhas. No local existe uma área para acampamento e um mirante, de onde é possível avistar várias cidades da região. A subida até o cume do pico dura cerca de nove horas, compensadas por várias cachoeiras e piscinas naturais que existem ao longo do percurso. Depois de tanto esforço, o presente: a vista privilegiada.

GonçalvesPaulo Cerqueira/Wikimedia Commons

Pousadas muito bem decoradas, restaurantes e cafés convidativos e caminhadas em meio à natureza. A pequena Gonçalves, no sul de Minas Gerais, conta com com boa infraestrutura, serviço atencioso e belas paisagens. A cidade é uma das mais altas da Serra da Mantiqueira e repleta de montanhas e picos. Se não dá para encarar as cachoeiras da região, passeios pela natureza, trilhas e prática de esportes, como mountain bike, rapel e cavalgadas, são opções de atividades.

Irlanda lança programa para brasileiros que queiram morar lá

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Do Nômades Digitais

Essa é uma boa notícia para profissionais da área da tecnologia! Um novo programa lançado pelo governo irlandês permite facilitar a entrada de estrangeiros para morar e trabalhar no setor no país. É o TechLifeIreland.

Brasileiros não precisam de visto para ingressar no país e têm a possibilidade de aplicar para dois tipos diferentes de vistos de trabalho: o Critical Skills Employment Permits e o General Employment Permit.

Para ambos, é preciso ter uma proposta de emprego de uma empresa local para alguma vaga que faça parte do programa. A remuneração mínima recebida para tentar a permissão de trabalho deverá ser de € 27 mil a € 60 mil anuais, dependendo da modalidade escolhida.

Vale lembrar que qualquer pessoa que esteja legalmente empregada no país pode usufruir dos mesmos benefícios trabalhistas dos irlandeses. Além disso, a Irlanda tem um dos maiores salários mínimos do mundo: € 9,15 por hora. Nada mal, né?

Para saber mais detalhes, acesse o site do programa.