Kyoto – Por dentro de um palácio japonês

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Kyoto é a capital japonesa dos templos, dos samurais e das gueixas. Só templos são mais de 2 mil, budistas e xintoístas.

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Entre tantas atrações, destaca-se o Castelo Nijo, construído em 1603 como moradia de Tokugawa Ieyasu, o fundador da dinastia Tokugawa e um dos shoguns mais importantes do Japão.

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Considerado um dos símbolos de seu poder, os diversos edifícios do complexo, protegidos por duas fileiras de fortificações, têm belas pinturas e outras obras de arte, feitas pelos mais importantes artistas japoneses da época.

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O piso (pasmem!) reproduz o canto dos rouxinóis pintados nas paredes (as tábuas foram instaladas para que cavilhas e pregos roçassem uns nos outros).

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Os salões estão como na época da construção do castelo. Em um deles há bonecos representando os daimyo (senhores feudais).

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Os turistas passeiam pelos salões de meias ou descalços, como os antigos ocupantes do prédio. Os calçados são deixados na entrada. Não há chaves, cofres nem vigias. Nem notícia de tênis ou sapato roubado. No fim, há uma feira de comidas, bebidas e artesanto.

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Cercado por imensos e bem cuidados jardins, o castelo passou por uma completa restauração antes de oficialmente ser aberto a visitação.  O conjunto é tão importante que foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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Akihabara, a meca dos eletrônicos japoneses

Tóquio, geral de Akihabara

Renato Alves (texto e fotos)

Quem vai a Tóquio não deixa de passar ao menos um dia em Akihabara, o bairro famoso pelas vitrines hi tech e as milhares de lojas de produtos eletrônicos.

Aparelhos de vídeo, áudio, computadores e videogames de última geração. Tudo chega primeiro no bairro de prédios com letreiros em neon e telões gigantescos de plasma que mais confundem os pedestres e motoristas do que atraem os consumidores, devido à quantidade de propagandas, cores e luzes fortes. 

Geral de AkihabaraEm Akihabara há lojas de seis, sete, oito, nove andares especializadas apenas em um produto, como computadores ou brinquedos. Impossível não encontrar o que procura. E, muitas vezes, com bons preços, mesmo com a enorme desvalorização do real frente ao yen, a moeda japonesa.

É possível comprar câmeras fotográficas das marcas Canon e Nikon, por exemplo, pagando quase metade do preço praticado no Brasil. Se caminhar, tiver paciência, disposição para subir e descer muitas escadas, o consumidor encontra verdadeiras pechinchas em liquidações, como relógios da marca suíça Swatch ao equivalente a R$ 50, expostos em bancas, como aquelas de lojas dos comércios populares brasileiros.

Robô do tamanho de um humano toca trompete ao vivoEm português

Várias da lojas de eletrônicos de Akihabara são direcionadas ao público estrangeiro. Além de não cobrarem imposto de consumo, as chamadas Duty Free oferecem artigos adaptados para serem usados em outros países e com manuais em várias línguas.

Uma dessas lojas é a Laox Duty Free Akihabara. Ela tem sete andares e vende uma grande variedade de aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e souvenirs do Japão. O atendimento é feito em diversas línguas, inclusive português. O cliente pode tirar dúvidas importantes, como a voltagem do aparelho ou assistência técnica em seu país.

Robôs assustadores

As grandes atrações no momento em Akihabara são os robôs ultramodernos. Na loja Tsukumo Robot Ōkoku há modelos surpreendentes e assustadores.

As máquinas à venda não são apenas brinquedinhos sofisticados que reproduzem movimentos parecidos com os dos seres humanos. Eles têm avanços tecnológicos de arrepiar.

A Tsukumo Robot Ōkoku faz demonstração diárias de alguns dos robôs de última geração. A loja também vende tudo para se montar um robô, de manuais a peças e ferramentas.

Estação de metrô em AkihabaraMangás e animes

Akihabara agora também é endereço dos fãs do mangá, anime e videogame. Nos domingos e feriados, a partir das 12h, a avenida Chūōdōri é fechada aos veículos. Ela vira um amplo calçadão e também palco de jovens que se fantasiam como personagens desse mundo de duas dimensões. eles gostam de posar para fotografias.

Uma loja que representa bem essa nova tendência no é a Kotobukiya. Os seus produtos são bonequinhos e miniaturas de personagens de histórias em quadrinhos, filmes, animações e videogames.

Outra atração de Akihabara são as meido kissa (cafeterias com atendentes que trabalham vestidas de empregada e tratam os clientes como o dono da casa). Muitas lojas de aparelhos eletrônicos cederam lugar para o comércio especializado em produtos relacionados ao gênero que conquista cada vez mais fãs no mundo inteiro.

EVOLUÇÃO DE AKIHABARA 

O BAIRRO DO EROTISMO

Cume, arredores e mistérios do Monte Fuji

Monte Fuji visto da cidade de Fuji

Renato Alves (texto e fotos)

Símbolo do Japão, o Monte Fuji (ou Fujisan) tem 3.776 metros de altura. É o ponto mais alto do país. Também é famoso em todo o mundo por sua simetria e beleza.

O Monte Fuji foi representado em xilogravuras do século 19, como as de Hokusai (1790-1849) e Hiroshige (1797-1858), que publicaram as tradicionais séries denominadas Trinta e Seis vistas do Monte Fuji

Centro da cidade de FujiO Fuji fica no centro de Honshu, na província de Shizuoka (entre Tóquio e Kyoto), região de contrastes. Tem as maiores cidades do Japão na faixa costeira e conserva, no interior, os estilos de vida rural tradicional.

O Fuji é originário de um vulcão inativo desde 1707.  O cume da montanha é a borda da cratera do vulcão. O lugar fica sempre coberto de neve. No inverno, o branco gelado cobre todo o monte. É comum ele ficar imerso em nuvens baixas. Mas nos dias mais quentes, é possível vê-lo por inteiro, cercado pelo céu azulado.

Parque da cidade de FujiCinco lagos

As encostas mais altas do Fuji são formadas por cinzas vulcânicas soltas, sem vegetação ou rios. Ao pé do monte há os Cinco Lagos Fuji. Eles têm instalações de esporte e parques de diversão, além de opções de lazer e turismo.

O Lago Motosu é o mais profundo (está retratado nas notas de 5 mil ienes). O menor é o Shoji, muito procurado para pescarias. O Sai é o menos deteriorado e proporciona bela vista do Fuji. O Kawaguchi tem o acesso mais fácil e constitui uma espécie de centro comercial. Já no Yamanaka praticam esqui aquático e natação.

O monte visto da cidade de FujiSubida ao cume

O Fuji é considerado sagrado para muitos japoneses. Até pouco mais de 100 anos, apenas monges e peregrinos podiam subí-lo. Hoje é liberado a todos.  Mas as escaladas são permitidas somente em julho e agosto. Elas atraem cerca de 300 mil turistas ao ano, o que faz do Fuji a montanha mais visitada no mundo.

Tanta gente provoca congestionamentos perto do topo. Mas tudo no estilo japonês, sem tumulto. É só não perder o equilíbrio (não há em que se apoiar) e esperar a fila andar.

Nos arredores do Fuji há ainda belos lugares que devem ser visitados, como a Caverna de Vento Fugaku, a Caverna de Gelo Narusawa, o Mar de Árvores (uma antiga floresta), o Fuji-Yoshida (tradicional base de peregrinos, com pousadas e cachoeiras para oração antes da subida) e o Sengen Jinja, um dos principais santuários da região, dedicado à divindade da montanha.

O monte visto da cidade de FujiGrau de dificuldade

Há quatro caminhos para subir o Fuji. Eles são diferenciadas pelo grau de dificuldade.

O mais conhecido é a trilha Yoshidaguchi. Ela começa no quinto dos 10 estágios, em Kawaguchiko. A trilha Subashiri começa em Shizuoka até se encontrar com a trilha Yoshidaguchi, no oitavo estágio. A mais longa é a Gotenbaguchu. A mais curta, a Fujinomiyaguchi.

A subida é difícil, pois as cinzas vulcânicas se deslocam sob os pés como se fossem areia.

A partir do oitavo estágio, o visitante pode sofrer do Mal das Montanhas (náuseas e dores de cabeça), causado pelo ar rarefeito da altas altitudes. Nesses casos, a pessoa precisa descer imediatamente.

Estação de trem em Yokohama e Monte Fuji ao fundoComo chegar

De Tóquio: ônibus saem da estação de Shinjuku para o quinto estágio do Fuji. Fique atento ao fazer a reserva, já que algumas linhas vão só até Kawaguchiko, sendo necessário trocar de ônibus até o quinto estágio, de onde começa a escalada. Mais informações, horários e reservas: 03-5376-2222.

De Osaka, Nagoya e outras regiões a oeste do Monte Fuji: pegar o trem-bala (Shinkansen) até a estação de Shin-Fuji e, de lá, um ônibus até o quinto estágio, de onde começa a escalada. Informações e reservas de ônibus na região do Fuji: 0555-72-5111.

Leia mais sobre a subida ao Monte Fuji

Monte Fuji visto de Yokohama

Kyoto – Maravilhas do Castelo de Nijo

Renato Alves (texto e fotos)

Kyoto é a capital japonesa dos templos, dos samurais e das gueixas. Só templos são mais de 2 mil, budistas e xintoístas.

Dentre tantas atrações, se destaca o Castelo Nijo, construído em 1603 como moradia de Tokugawa Ieyasu, o fundador da dinastia Tokugawa e um dos shoguns mais importantes do Japão.

Considerado um dos símbolos de seu poder, os diversos edifícios do complexo, protegidos por duas fileiras de fortificações, têm belas pinturas e outras obras de arte, feitas pelos mais importantes artistas japoneses da época.

O piso (pasmen) reproduz o canto dos rouxinóis pintados nas paredes (as tábuas foram instaladas para que cavilhas e pregos roçassem uns nos outros).

Os salões estão como na época da construção do castelo. Em um deles há bonecos representando os daimyo (senhores feudais).

Os turistas passeiam pelos salões de meias ou descalços, como os antigos ocupantes do prédio. Os calçados são deixados na entrada. Não há chaves, cofres nem vigias. Nem notícia de tênis ou sapato roubado. No fim, há uma feira de comidas, bebidas e artesanto.  

Cercado por imensos e bem cuidados jardins, o castelo passou por uma completa restauração antes de oficialmente ser aberto a visitação.  O conjunto é tão importante que foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

 

Japão – Tudo sobre o trem-bala

Trem-bala - Estação de Fuji

Renato Alves (texto e fotos)

Os trens japoneses são rápidos, confortáveis e pontuais, o que os torna o meio de transporte mais popular no país. Há linhas entre todas as grandes cidades, como Tóquio, Kyoto, Osaka, Hiroshima e Nagasaki.

Trem-bala - Estação de KyotoOs trens-bala japoneses, lá conhecidos como Shinkansen, são sempre pontuais. As estações têm diversos serviços, partida e chegada no centro de cada cidade. Mas não deixe de carregar um mapa em inglês, pois é difícil a comunicação (mesmo visual) em alguns pontos, principalmente nos das cidades maiores, onde há ligação com outros tipos de trens e ônibus. É gente demais, sempre muito apressada.

Os vagões dos Shinkansem dispõem de banheiros limpíssimos, poltronas grandes, modernas e confortáveis. Há ainda serviço de bordo, com bebida gelada e comida fresca. Mas neles predominam o silêncio. Os japoneses são de pouca conversa. Usam o tempo no trem para estudar, ler, comer ou dormir.

Para os turista, há o Japan Rail Pass, um bilhete especial que pode ser comprado em seu país de origem. Ele é recomendado para quem deseja conhecer quase todo o país. Vale por sete, 14 ou 21 dias. Há os tipos Green (para vagões verde – primeira classe) e Ordinary (comum – segunda classe). Veja os preços, em yens.

 
Japan Rail Pass
 
Green (Luxo)
Ordinry (Comum)
 
Adulto
Criança*
Adulto
Criança*
7 dias
¥ 37.800
¥18.900
¥ 28.300
¥ 14.150
14 dias
¥ 61.200
¥ 30.600
¥ 45.100
¥ 22.550
21 dias
¥ 79.600
¥ 39.800
¥ 57.700
¥ 28.850
 

Para comprar e usar o passe de trem, o passageiro deve:

– Adquirir o cupom (Exchange Order) em agência de viagens antes da partida do Brasil.

Estação de Kyoto– Ao chegar no Japão, o passageiro poderá trocar seu cupom no escritório de informação (Information and Ticket Office) da JR (Japan Railways) no aeroporto de Narita, ou em uma das centrais de serviços de viagens (Travel Services Center) da JR nas principais estações de trem das 10h 18h. Ao trocar, deve-se apresentar o passaporte e decidir a data do início da utilização do passe de trem.

Os cupons podem ser trocados nas seguintes estações: Fukuoka (Hakata), Fukushima, Kyoto, Kokura, Kumamoto, Misawa, Nagoya, Nishi-Kagoshima, Osaka, Sannomiya, Sapporo, Sendai, Hiroshima, Shimonoseki, Shin-Osaka, Tokyo (Ikebukuro, Shibuya, Shinjuku, Tokyo e Ueno), Tsukuba, Yamagata, Niigata e Yokohama.

Trem-bala - Estação de FujiObservações importantes:

– O passe de trem é nominal e instransferível, tendo validade de três meses a partir da data de emissão;

– 50% da tarifa de adulto – é o valor pago por crianças de 6 a 11 anos completos; abaixo de 6 anos não paga;

– O passaporte muitas vezes é solicitado no trem, portanto, o passageiro deve sempre carregá-lo consigo;

– Para pedir reservas com antecedências sem custo adicional, deve-se dirigir a Travel Service Center ou ao guichê Midori no Madoguchi em uma das estações JR. É bom lembrar que se o passageiro possuir passe de trem comum e desejar utilizar a classe Green ou beliche, o adicional será cobrado. Outro caso a ser cobrado seria se o passageiro tiver passe de trem Green e desejar o serviço de beliche ou recinto privativo no Shinkansem.

– Caso o passageiro não tenha trocado o seu cupom (Exchange Order) por um passe de trem no Japão, poderá pedir um reembolso no Brasil, na agência de viagens onde comprou, pagando uma taxa de 15% de cancelamento.

– O cupom (Exchange Order) não é reembolsável após a sua troca pelo passe de trem.

– No caso de perda ou roubo, o cupom não poderá ser reemitido ou reembolsado.