Um tour pelas obras art déco de Goiânia

 

 

Fachada do Teatro Goiânia

Assim como Brasília, Goiânia é uma cidade planejada e símbolo de modernidade. Mas a capital goiana surgiu três décadas antes da nova capital do Brasil. E, para deixar uma marca, os construtores da cidade distante 210km do Distrito Federal escolherem o art déco para definir a fisionomia dos primeiros prédios daquela que viria a ser a primeira metrópole do Centro-Oeste, hoje com quase 1,5 milhão de habitantes.

Teatro GoiâniaNo entanto, essa riqueza é desconhecida da maioria dos brasileiros, inclusive dos goianienses. Para resgatá-la, o artista plástico e guia turístico Gutto Lemes criou um roteiro dos principais prédios e monumentos com traços do estilo da época da inauguração de Goiânia. Ele acompanha grupos, com direito a aula de história e arquitetura dos anos 1930. O passeio pode ser feito de carro, van, ônibus, bicicleta e até a pé.

Lemes ressalta que, do ponto de vista arquitetônico, Goiânia foi a primeira cidade moderna do Brasil. “A cidade tem uma importância muito grande para o estilo art déco, maior até que Miami, já que a cidade dos Estados Unidos não foi construída, como aqui, durante o período do art déco”, garante. Ele não está exagerando, apesar de Miami ter o maior acervo art déco do mundo, que é um roteiro turístico, atraindo visitantes o ano todo.

Nascido das artes decorativas, o art déco ficou conhecido em 1925, na feira mundial realizada em Paris, a Arts Décoratifs et Industriels. Na década de 1930, o estilo começou a ganhar um aspecto mais suave aproximando-se da morfologia modernista. Para o déco, o que se desejava de efeito visual não necessariamente haveria de almejar o emprego de racionalidade, o que justificava o emprego de ordens ornamentais e até a limpeza visual, a exemplo dos edifícios do Roquefeller Center, nos EUA, onde o déco fez grande sucesso.

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Portanto, não havia melhor estilo para os construtores de Goiânia escolherem para definir a fisionomia dos primeiros prédios da cidade planejada para substituir Goiás, ou Goiás Velho, a primeira capital do estado. Afinal, o art déco representava o que de mais moderno havia na arquitetura da época. A capital goiana ainda abriga uma importante herança art déco em suas ruas, avenidas, praças e até parques. É o mais representativo acervo art déco do Brasil.

Palacio das EsmeraldasTombamento

Goiânia tem 22 edificações em art decó tombados pelo Instituto Nacional do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan). A Praça Cívica, onde fica a administração do estado, concentra a maioria dos prédios art decó da cidade. São 11, incluindo o Palácio das Esmeraldas (foto ao lado), sede do governo estadual. Perto dali, ficam o Lyceu de Goiânia e a Estação Ferroviária. Ambos, porém, alvos constantes de vandalismo, por causa do abandono, apesar do tombamento.

Gutto Lemes dedica-se à divulgação desse patrimônio desde 2004, quando montou a sua primeira exposição de desenhos dos prédios ícones dessa arte na cidade — obras de sua autoria. “Eu já pintava e desenhava, mas decidi estudar turismo. Ao fim do curso, uni tudo, criando o city tour”, conta ele, que realiza os passeios guiados há cerca de um ano. Ele dura, em média, três horas e meia, com parada em três museus no estilo art decó.

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Para conscientizar o goianiense da importância de se preservar o conjunto urbano da cidade, Lemes, que nasceu em Morrinhos (GO) mas mudou-se para a capital do estado com um ano, ainda ajudou a criar a Sociedade Art Déco de Goiânia. Ela é formada por um grupo de arquitetos, artistas, empresários e pessoas ligadas ao turismo. A iniciativa mais recente do grupo foi a participação, em 2016, no III Concurso de Fotografia AdbA — sigla de uma associação argentina que promove a arquitetura Art Déco no país vizinho. 

Programe-se

City tour em Goiânia

O passeio guiado pode ser feito de carro, van, ônibus, de bicicleta e até a pé. O modelo de transporte e o preço depende do tamanho e do interesse do grupo. Ele tem que ser agendado direto com o guia e artista plástico Gutto Lemes:  (62) 99943 3338 / 62 99823 1164 / guttolemes@hotmail.com

O QUE VER

Confira as principais construções art déco de Goiânia e seus endereços:

Na Avenida Goiás: Grande Hotel e Torre do Relógio

Na Praça Cívica: Coreto, Agência de Cultura, Delegacia de Administração, Museu Zoroastro Artiaga, Palácio das Esmeraldas, Procuradoria-Geral do Estado e Tribunal Regional Eleitoral

No restante do Centro: Estação Ferroviária, Praça do Trabalhador; Fórum e Tribunal de Justiça; Instituto Federal de Goiás (antigo Cefet), Rua 66; Lyceu de Goiânia, Rua 21; Museu Casa Pedro Ludovico, Rua 26; Teatro Goiânia, Avenida Tocantins

No bairro Campinas e Setor Oeste: Subprefeitura, Praça Joaquim Lúcio; Palace Hotel, Avenida 24 de outubro; Trampolim e mureta do Lago das Rosas

MEMÓRIA

Homenagem à Revolução de 30

Goiânia foi planejada e construída para ser a capital de Goiás, por iniciativa do político goiano Pedro Ludovico Teixeira, em consonância com a Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida no fim dos anos 1930, pelo governo de Getúlio Vargas, para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste.

Em 24 de outubro de 1933, em local escolhido por Corrêa Lima, — um planalto onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica —, Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental de Goiânia. A data homenageava os três anos do início da Revolução de 1930.

O município começou a ter suas atividades executadas em novembro de 1935. No mês seguinte, Ludovico enviou o decreto que estabeleceu a transferência da Casa Militar, da Secretaria Geral e da Secretaria do Governo da cidade de Goiás para Goiânia. Nos meses posteriores, outras secretarias foram transferidas e essas ações reafirmavam ainda mais a mudança da capital.

Em 23 de março de 1937, o decreto de número 1.816 oficializava definitivamente a transferência da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Mas o evento oficial que sacramentou a transferência da capital aconteceu só em 5 de julho de 1942, no Cine-Teatro Goiânia, um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos da construção da nova capital.

Como é uma visita ao Palácio Itamaraty

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Entrada lateral do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O Palácio Itamaraty encanta quem passa pela Esplanada dos Ministérios. Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o edifício também impressiona por dentro. O seu interior conserva centenas obras de arte e mostra a complexidade e a leveza daquela que é considerada uma das maiores maravilhas da arquitetura moderna.

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Painel de Athos Bulcão em corredor do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O acesso ao rico acervo do Ministério das Relações Exteriores (MRE) não está restrito aos diplomatas brasileiros e estrangeiros. No dia seguinte à cerimônia oficial de inauguração do Itamaraty, em 14 de março de 1967, o prédio foi aberto ao público, tradição que permanece inalterada nesses 50 anos.

Especializados em história, arte e arquitetura, servidores muito bem treinados do MRE comandam visitas todos os dias da semana. O turista estrangeiro pode agendar uma visita guiada em inglês, francês e espanhol, muitas vezes para o mesmo dia. Tudo de graça.

Informalidade

A entrada é pela lateral do prédio, passando pelos jardins e entre o Itamaraty e o Ministério da Saúde. Ao entrar no palácio, funcionários dão as boas-vindas e informam o horário do próximo tour. O visitante é convidado a assinar um livro de presença e dispensado de qualquer revista. Apesar da pomposidade do prédio, pode-se entrar inclusive de sandálias, saia e bermuda no fim de semana. Itens vetados durante a semana.

Após a espera sentada em uma das confortáveis cadeiras com almofadas de couro, desenhadas especialmente para a decoração do palácio, o guia se apresenta ao grupo. A visita começa no térreo, no maior vão da América Latina. Com 2,8 mil metros quadrados, além de não ter uma coluna, ele só possui paredes nas laterais. Esse também é um dos espaços dedicados às fotos dos visitantes. Além do vão, só em outra área aberta à visita é permitido fazer imagens no interior do palácio.

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As paredes são cobertas por alguns dos tantos paineis de Athos Bulcão espalhados pelo palácio e por outros prédios de Brasília. Todo o piso também é assinado pelo autor dos azulejos que revestem diversos monumentos da capital. Marca das suas obras, as pedras por onde andam os visitantes têm tamanhos diferentes e foram instalados de forma descontinuada.

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A famosa escada do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

A frente do vão é cercada pelos vidros que se vê da rua. Ao fundo, fica um jardim aquático de Burle Marx, com plantas da Amazônia, que ameniza o calor e a seca. No centro do salão se encontra a famosa escada e obras de diversos artistas. Uma delas, a escultura Ponto de Encontro, de Mary Vieira, é interativa. Qualquer um pode alterar a posição das pesadas chapas de ferro da obra.

Mesa dos tratados

Subindo a escada helicoidal sem corrimões, os visitantes chegam ao segundo piso. Nele são realizadas entregas de medalhas e da Condecoração da Ordem do Rio Branco. Após essa explicação, o turista é convidado a observar a obra Metamorfose, de Franz Weissmann. Formada por placas de ferro cortadas, a escultura dá a sensação de movimento conforme o espectador anda.

Um painel em madeira de Athos Bulcão divide o espaço com a sala dos tratados. Os detalhes coloridos (preto, vermelho e amarelo) da Treliça representam os povos que formaram o brasileiro: o negro, o indígena e o europeu. Atrás dela fica a mesa onde são firmados os acordos e tratados internacionais. Nela, a Princesa Isabel assinou a abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888.

Niemeyer projetou essa sala para ficar de frente para o Ministério da Justiça (Palácio da Justiça), com vista geral graças à parede de vidro do Itamaraty. A ideia é que a Justiça brasileira testemunhe todos os tratados firmados pelo Brasil com outros países. Nesse andar ficam também o gabinete do ministro e do secretário-geral (inacessíveis aos visitantes).

Coquetéis e jantares

O tour segue por outra escada. Ela leva ao terceiro andar,destinado às recepções das comitivas internacionais, que podem ir de um simples coquetel a um completo jantar. Mas há muito mais do que mesas e cadeiras. Os salões desse pavimento são tomados por obras de arte brasileiras e alguns presentes oferecidos por outros países ao Brasil.

No primeiro dele, a Sala Dom Pedro I, estão expostas uma peça de óleo sobre tela retratando a coroação do mesmo, uma miniatura do Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, a Pomba da Paz, de João Alves Pedrosa, e um dos maiores tapetes persas do mundo (70m²), oferecido pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Ao lado, fica a Sala Portiniari, a maior de coquetel do Itamaraty, onde duas obras representam o Sul e o Nordeste do Brasil: Os Gaúchos e Os Jangadeiros. Há ainda dois anjos talhados em madeira do estilo barroco. Feitos em 1.737, eles pertenciam à Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida para a abertura da avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro

A sala seguinte, batizada de Duas épocas, mescla móveis do século 18, como o jogo de cadeiras da Princesa Isabel e cômodas do Barão de Rio Branco, com obras de arte contemporâneas, como A Mulher e sua Sombra, de Maria Martins.

Contemplação

Depois, o visitante tem um momento para descanso, contemplação e mais fotos. O guia faz uma parada de até 10 minutos, no terraço, onde ficam diversas esculturas e um jardim suspenso de Burle Marx. Dali também tem uma vista espetacular da Esplanada dos Ministérios.

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Jardim suspenso de Burle Marx no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Em seguida, o grupo é reunido e levado à Sala Brasília, a maior do andar, destinada às recepções mais numerosas. Ela comporta 234 pessoas sentadas para refeições servidas com uma obra de Burle Marx em tapeçaria ao fundo e um biombo chinês da Dinastia Myng do século 14 (obra mais antiga do acervo do Palácio).

É o ponto final do tour. Mas o guia ainda permite mais uma parada para os turistas admirarem de perto o quadro de Pedro Américo que serviu de estudo para a sua obra-prima, a gigantesca tela Grito do Ipiranga, exposto no Salão Nobre do Museu Paulista, em São Paulo, e onipresente nos livros de história do Brasil.

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Corredor no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Programe-se

As visitas ao Palácio Itamaraty ocorrem todos os dias e são gratuitas.

Durante a semana: às 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Nos fins de semana e feriados: às 9h, 11h, 14h, 15h e 17h.

Agendamento

É recomendável agendar a visita, já que as vagas são limitadas. Para isso, mande um email para visita@itamaraty.gov.br ou ligue para (61) 2030-8051. Você precisará informar o nome das pessoas que vão participar do tour e um telefone para contato.

Uma pousada charmosa em Brasília

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Os brasilienses têm um lugar para descansar nos fins de semana e feriados prolongados dentro do próprio Distrito Federal. Uma pousada que não deve nada à maioria das de Pirenópolis e da Chapada dos Veadeiros, os dois destinos preferidos dos candangos.  Ao contrário, ela oferece instalações e serviços superiores do que a média das instaladas nas duas localidades e com a vantagem de estar mais próxima da capital.

Distante 55km da área central de Brasília, a Villa Triacca Eco Pousada fica às margens da BR-251 (Brasília-Unaí), com acesso em frente à cooperativa do PADDF. Apesar de estar na área rural, em meio a uma fazenda de grãos, ela segue um conceito diferente de hotel-fazenda.

A hospedaria tem um lago para pesca e oferece passeio a cavalo e em trilha, mas para por aí. O hóspede não encontra a contumaz barulheira, confusão de um hotel-fazenda, como música alta, bebedeira com churrascada, partidas de baralho.

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Os donos e os funcionários da Villa Triacca prezam pelo conforto e pela tranquilidade do cliente. Tanto que não permitem que ninguém ligue aparelho sonoro em nenhum ponto da propriedade. Também não há TVs nas áreas comuns, como na recepção, no bar ou no restaurante. Tampouco existe churrasqueira, campo de futebol ou quadra esportiva.

O som ambiente dos dois restaurantes e do bar à beira da piscina toca em um volume que permite manter a conversa em um nível normal e até a concentração na leitura de um bom livro, atividade muito apreciada por boa parte dos hóspedes, muitos casais maduros. As caixinhas de som costumam ser alimentadas por clássicos da MPB e do rock internacional. Em feriados e nos fins de semana, há apresentação de músicos, com repertório de ótimo gosto, no bar da piscina e no jantar.

Vista privilegiada

Feitas de pedra, alvenaria, vidro e muita madeira, as instalações da Villa Triacca são, ao mesmo tempo, simples, charmosas e aconchegantes. Elas foram construídas em um lugar de rara beleza, em meio à mata de cerrado virgem e muitas nascentes de água. Um oásis em uma região onde o cerrado foi dizimado para dar lugar a plantações de soja e feijão, em sua maioria.

As duas alas com 18 apartamentos, separadas por um prédio central onde ficam a recepção e o restaurante (com um enorme salão e uma varanda suspensa), ficam de frente para dois lagos. Há ainda cinco bangalôs, também de frente para um lago.

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Todas as acomodações da pousadas têm porta de blindex na sacada e paredes revestidas de pedra para dar mais conforto térmico e acústico. (Clique aqui para ver as diferenças de cada tipo de hospedagem)

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Pesca e mergulho

No maior dos lagos, pode-se praticar a pesca esportiva. O reservatório de 9 mil metros quadrados tem peixes como matrinchãs, tilápias, pacus ,tucunarés, dourados e pintados. Ainda nele, também é possível andar de pedalinho, disponível de graça aos clientes. Em forma de cisne, os pedalinhos ainda ficam à espera de um  hóspede no outro lago. Em ambos, qualquer um pode nadar e mergulhar, em meio aos peixes. As crianças são incentivadas  a alimentar os bichos com porções de rações vendidas em saquinhos.

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Mas, para quem gosta de nadar, o melhor é a área de piscinas. Ao lado de um dos lagos e de um bar, elas são aquecidas e com piso de pedra, no estilo rústico que combina com uma área rural. Uma delas, com cascata, é o xodó das crianças. A outra, de 150 m², linda, é ideal para adultos.

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Em torno de ambas, cadeiras e meses de ferro e de plástico, mas de bom gosto, confortáveis. Espreguiçadeiras ficam sob cobertura de palhoças, dando um clima de praia, alimentado pelo bar, também feito de madeira e palhoça, onde são servidos drinques diversos, além de cerveja, refrigerantes,sucos, aperitivos, salgados, sanduíches, picolés e sorvetes.

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Vizinha à piscina menor, há o parquinho infantil. Ele tem pula-pula, mini arvorismo, casinha da árvore, balanço, entre outros atrativos. Tudo sob uma enorme mangueira, que propicia a devida sombra em dia de sol forte.

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De dar água na boca

A gastronomia é outro ponto forte da Villa Triacca. Em um ambiente rústico e acolhedor, com paredes revestidas de pedras e um deck sobre o lago, onde se pode apreciar peixes e uma bela vista, o Restaurante da Villa (foto abaixo) oferece um farto café da manhã e um saboroso jantar, sempre elaborado pelo chef tunisiano Naceur Ben Rhouma. Além de bom de serviço, ele é bom de papo. Faz questão de agradar os clientes. E adora falar dos seus pratos e da sua terra.

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Os almoços são servidos no restaurante Das Águas Bistrô Rural, próximo da área das piscinas. Os hóspedes podem saborear pratos da cozinha regional goiana, mineira e sulista, preparados pelos donos, gaúchos descendentes de alguns dos primeiros moradores do PADDF e servidos em um incomum imponente fogão a lenha de aço. Os legumes e verduras são em sua maioria orgânicos. O Das Águas Bistrô Rural também atende o público externo.

Falta café!

Claro, o Villa Triacca Eco Pousada tem os seus defeitos. A maioria, por não oferecer serviços e produtos elementares em um estabelecimento que se propõe a acolher o hóspede com o máximo de paz e conforto, em uma região quase desabitada, sem centros de compras por perto.

Faltam, por exemplo, os produtos e serviços como os de uma cafeteria e os de uma chocolateria. Não são oferecidos espresso, capuccino, chocolate quente. Tampouco chocolates finos. Nem mesmo qualquer tipo de chocolate ou doce. Há só café coado e chá em sachês, à disposição dos hóspedes, de graça, na recepção. Mas eles não suprem as necessidades de quem deseja consumir um café ou um chá de qualidade, após o jantar ou em um dia chuvoso, frio.

No bar à beira da piscina e no restaurante da pousada também não há sucos naturais. Nem mesmo de laranja e limão. Um pecado para um ambiente pensado para parecer com o de uma praia e que atrai tantas famílias com crianças pequenas, gente avessa a refrigerantes, em sua maioria.

Os donos se comprometeram a reparar tais falhas ainda nesta ano, com a compra de uma moderna máquina de café espresso e a instalação de uma pequena cafeteria.

(Realizada no período do carnaval de 2017, a viagem teve todas as despesas custeadas pelos administradores do blog)

 MAIS INFORMAÇÕES

Site oficial // e-mail // Facebook // Instagram

Telefones: (61) 4103-2792 e (61) 98463-1939

COMO CHEGAR

Passando a Ponte JK, em Brasília, siga pela avenida principal do Jardim Botânico, passando pela Escola Fazendária (Esaf), até o trevo da BR-251, no sentido Unaí. Ao avistar um posto de gasolina, o Pedrão (único no percurso), continue na rodovia federal por mais 8 km e estará em frente à Pamonharia Kiosque PadBier, já na fazenda (à esquerda); á direita a Coopa-DF, a Emater-DF e o Supermercado Egon’s e uma parada de ônibus. Siga até o próximo retorno à esquerda, retorne mais alguns metros no sentido Brasília e encontrará uma entrada à direita para a fazenda (não seguir para Palmital-MG, também à direita). Após entrar na fazenda, siga mais 1 km, observando as placas de identificação, e chegará À pousada. Para fazer todo esse percurso de carro, com trânsito normal, gasta-se em torno de 45 minutos.

Confira mapa clicando aqui

 

Três lugares para acampar perto de Brasília

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Salto de Corumbá: queda de 50m e boa estrutura

Quem está acostumado sabe como acampar em qualquer canto — seja na beira da estrada, seja no meio de uma floresta — sem qualquer estrutura de apoio. Iniciantes não precisam correr tanto risco. Ter a primeira experiência em campings pode ser valiosa, pois há o mínimo de conforto — terreno plano, banheiro e cozinha. Alguns alugam barracas com colchões e oferecem atividades guiadas.

Há áreas com vocação natural, como Corumbá de Goiás. O município a 130km de Brasília foi destaque quando uma de suas cachoeiras ilustrou a capa da revista Traveler em dezembro de 2015. A publicação da National Geographic elegeu a cachoeira do Salto Corumbá (a mais alta entre as sete da região) como um dos 20 lugares obrigatórios para conhecer em 2016. A queda d’água de 50 metros de altura fica no Salto Corumbá Camping, Clube e Hotel, que recebe em média 46 mil hóspedes por ano.

Poços

Turistas vão ao local desde a década de 1970. Na época, uma das cachoeiras estava seca porque um trecho do leito do rio Corumbá foi desviado, no século 19, para a exploração de ouro no fundo de poços onde, hoje, os visitantes mergulham.

As barracas ficam perto das cachoeiras, protegidas pela sombra das árvores. Há banheiros, duchas externas com água quente, energia elétrica e tanques à disposição. As refeições podem ser feitas na lanchonete ou no restaurante do hotel.

Experimente

Salto Corumba
Preço: Diárias no camping a partir de R$ 60

Chapada Imperial
Preço: R$ 220 por dois dias no camping. Inclui pensão completa, atividades e guias

Chapada Imperial / Foto de Breno Fortes
A Chapada Imperial fica dentro do DF

Cataratas dos Couros
De Alto Paraíso de Goiás, são 16km até a estrada de chão que leva às cataratas
Informações: Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Telefone: (62) 3446-1159.

Um roteiro pelas vinícolas de Goiás

O site Curta Mais, que sempre traz dicas preciosas de cultura e lazer no Distrito Federal e em Goiás,  trouxe uma matéria deliciosa e surpreendente sobre a produção de vinho no Centro-Oeste do Brasil. Um roteiro de vinícolas localizadas em Goiás, em meio a paisagens muito diferentes daquelas que nos remetem às fazendas de vinhedos. São quatro as opções:

Pireneus Vinhos e Vinhedos, em Colcalzinho

Vêm lá do município de Cocalzinho de Goiás, às margens do Rio Corumbá, premiados vinhos produzidos aqui no cerrado com uvas europeias. Na Pireneus Vinhos e Vinhedos, do médico e sommelier Marcelo Souza, são produzidos os vinhos Bandeiras e Intrépido: premiado com o título de melhor tinto pelo Anuário de Vinhos Brasileiro do Instituto Brasileiro de Vinhos de 2012, o Bandeiras é produzido com a italiana uva barbera, e recebeu o nome em homenagem aos bandeirantes, que descobriram a região onde as uvas são cultivadas. O Intrépido, por sua vez, é produzido com uvas francesas syrah, e representa a iniciativa corajosa e pioneira em produzir vinhos em uma região improvável.

A safra acontece sempre nos meses de agosto e setembro, e é possível agendar visitas em grupos de até dez pessoas para conhecer os vinhedos e participar de degustação harmonizada com os vinhos. Para maiores informações e agendamentos, é só entrar em contato pelo email pireneusvinhos@gmail.com.

Fazenda

Fazenda

Grupo participa de visita e refeição harmonizada na Fazenda Pireneus Vinhos e Vinhedos

Onde: Cocalzinho de Goiás, Serra dos Pirineus – a 129km de Goiânia

Agende uma visita pelo email: pireneusvinhos@gmail.com

Vinícola Serra das Galés, em Paraúna

Vinícola

Localizada no município de Paraúna, a vinícola Serra das Galés é a responsável pela produção dos vinhos Cálice de Pedra rosado, branco e tinto, elaborados a partir de variedades das uvas Isabel, Violeta, Niágara e Lorena. Tanto os vinhos quanto a vinícola fazem homenagem à Pedra do Cálice, principal monumento natural de Paraúna e símbolo da Serra das Galés, localizada no município. É possível visitar tanto a fábrica quanto a vinícola (o período ideal para conhecer a plantação são os meses de junho e julho, período das uvas), basta fazer agendamento prévio. Não é cobrada taxa e as visitas recebem até 35 pessoas. Para visitar a plantação, é preciso ir de transporte próprio, já que ela fica a 40km da fábrica.

Onde: Rodovia GO 320, s/n, km 1 – Setor Ponte de Pedra, Paraúna – GO

Informações: (64) 3556-1000

Fazenda & Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia

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A história da Fazenda & Vinícola Jabuticabal e antiga: em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, Antônio Batista da Silva plantou os primeiros pés de jabuticaba na área que daria origem à vinícola. Mas, foi apenas em 2000 que a fazenda deu início ao processo de industrialização da jabuticaba, dando início às atividades da vinícola, e assim, produzindo fermentados e cachaça de jabuticaba.

A fazenda é uma das maiores produtoras de jabuticaba do Brasil e do mundo, com mais de 38 mil pés, e é a única a aproveitar o fruto e transforma-lo em produtos industrializados, como o Javine, fermentado tinto produzido com jabuticaba, com 11% de teor alcoólico; e a Aguardente, cachaça derivada da destilação da casca da fruta.

O espaço está aberto à visitação do público nos períodos de safra, que têm início em setembro. Na época, é possível passar o dia por lá e comer quantas jabuticabas puder. É permitido levar comida pronta e bebida para fazer piquenique às sombras das frondosas árvores. Vale tomar também um bom banho no Rio Dourado que conta com uma prainha de areia bem convidativa.

Fazenda

 

Onde: Rodovia GO-319, KM 18, Distrito de Nova Fátima, Hidrolândia – GO

Informações: (62) 3505-9576 | 3505-9549

Vinícola Goiás, Itaberaí

Conhecer a Vinícola Goiás é como dar um passeio pelas grandes colônias italianas aqui no centro-oeste e ser transportado no tempo e no espaço. Pioneiros no projeto do enoturismo no estado, a vinícola tem instalações, roteiros e paisagismo projetados especialmente para promover uma experiência única para os visitantes.

Criada em 1998, a vinícola produz o suco natural Dell Nonno, elaborado com uvas Bordô e Isabel, sem aditivos químicos e conservantes na composição. A vinícola também comercializa uvas e geleias. Para conhecer, basta agendar uma visita por telefone.

Vinícola

 

Onde: Rua 1, s/n, Jardim Esmeralda, Itaberaí – GO

Informações: (62) 9934-4231 | (62) 8548-3392

Fazendinha JK, última morada de Juscelino, reabre ao público

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Renato Alves (texto) e Marcelo Ferreira (fotos)

Uma relíquia da história e da arquitetura nacional está em reforma para ser reaberta ao público, após quase cinco anos fechada. Última moradia do ex-presidente Juscelino Kubitschek, morto em 1976 em um acidente automobilístico, a Fazendinha JK receberá convidados em uma festa programada para setembro, quando o antigo dono faria 114 anos.

O imóvel conserva todos os móveis, artigos pessoais e itens de decoração de quando a família do político vendeu a propriedade, em 1984, a um ex-deputado paranaense, aliado dele. Além disso, localizada em Luziânia, distante 13km do centro da cidade goiana e a 60km de Brasília, a residência é a única obra de Oscar Niemeyer na zona rural.

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Juscelino comprou o imóvel em 1972, após ter o mandato cassado pela ditadura militar e de ser proibido de entrar em Brasília. Queria um lugar onde pudesse passar os dias, reunir os amigos e, de lá, ao entardecer, ver as luzes da capital que ergueu no Planalto Central. Encantou-se com a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista. Decidiu comprá-la e a apelidou de fazendinha. Virou a Fazendinha JK.

Ali, Juscelino se tornou produtor rural. Usou modernas práticas de irrigação. Plantou soja, arroz, café, eucalipto, na intenção de provar que o solo do cerrado era fértil.

Quando JK adquiriu a propriedade, ela tinha 310 alqueires e nenhuma moradia. O casarão só seria inaugurado em 12 de setembro de 1974. No quintal, o ex-presidente costumava reunir os amigos para almoçar ao redor de uma mesa de pedra.

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Na sala de jogos e na discoteca, Juscelino organizava festas regadas a pinga e embaladas por violeiros. A mesa de pôquer, com 11 cadeiras, continua intacta. As prateleiras são enfeitadas por presentes, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada.

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Mineira e moderna

Com janelas grandes, o casarão parece uma antiga casa de fazenda mineira, mas com características modernas de Niemeyer. “Como Juscelino havia sido cassado pela ditadura e não tinha dinheiro algum, ela foi construída com doações de amigos. Por isso, é feita de materiais baratos, como o piso de ardósia da varanda. No entanto, a pedido de Niemeyer, a ardósia foi colocada como uma obra de arte, um jogral”, ressalta uma das administradoras da propriedade, Rosana de Queiroz Servo, 48 anos.

As grossas paredes de concreto também receberam um tratamento artístico. Com uma intervenção em baixo-relevo, ela ficou parecendo ser feita de tijolo. Todo o exterior é pintado nas cores branca e azul.

Dentro, ficam as maiores preciosidades. Entre outras coisas, os cômodos abrigam presentes dados a JK por chefes de Estado. Também guardam móveis luxuosos e de traços modernistas e raridades colecionadas pelo fundador de Brasília, como 1,8 mil livros expostos em sua biblioteca e organizados conforme a cor da capa. A maioria tem dedicatórias dos autores para o presidente.

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Nos quartos, além das camas originais e dos forros delas, há curiosidades da arquitetura, como a banheira da suíte de Juscelino e da mulher dele, dona Sarah. Na verdade, uma parte do piso de concreto liso, um desnível sob o chuveiro. Uma moderna banheira econômica. Joia de Niemeyer.

Os vidros envelhecidos e o tom alaranjado estão por toda parte. Eram moda na época. Uma lareira divide as salas de estar e jantar, de onde é possível ver o jardim com estilo de bosque e uma das três represas da fazenda, todas com água potável. Nas paredes, há pinturas de diversas cidades brasileiras, principalmente das mineiras Ouro Preto e Diamantina.

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Por um corredor de carpetes verdes, chega-se às quatro suítes. Três são iguais: armários revestidos com papel de parede floral, banheiros brancos e duas camas de solteirão, com colchões semiortopédicos sob um colchonete de 3cm de espessura — exigência de dona Sarah.

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O quarto dela e de JK tem uma cama de casal de pelo menos 80 anos, um crucifixo e um terço pregados na parede, e uma maleta de pôquer. Na cozinha, fogão industrial de seis bocas e panelas de pedra-sabão.

Compromisso

Com a morte do presidente, o imóvel ficou para a família Kubitschek. Oito anos mais tarde, ela o vendeu a Lázaro Servo, deputado estadual pelo Paraná e amigo de Juscelino, e à mulher dele, Walkíria Ganassin Servo. Na negociação, Sarah pediu aos novos donos para manter a casa e, principalmente, os móveis e objetos pessoais do marido dela como originais. Era um acordo verbal, mas Lázaro e Walkíria seguiram o desejo.

Sarah se mudou com as filhas para o único imóvel da família, um apartamento no Rio de Janeiro. Os seis filhos, os 13 netos e os quatro bisnetos de Lázaro e dona Walkíria, hoje com 82 anos, cresceram naquele ambiente de história viva.

Morando na Fazendinha, Lázaro morreu de infarto, em 1999. Tempos depois, quatro dos seis filhos dele decidiram fracionar parte da propriedade. Sobraram 78 alqueires, incluindo a área onde ficam os lagos a mansão e uma ermida — também projetada por Niemeyer, é uma réplica reduzida da capela do Palácio do Alvorada, com vitrais de Marianne Peretti, a autora dos vitrais da Catedral de Brasília.

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Desde então, Antônio Henrique Belizário Servo, caçula de Lázaro, e a mulher dele, Rosana, se dedicam a preservar o imóvel e a memória de JK, com o aval da matriarca Walkíria. Eles buscaram apoio, fizeram treinamentos e abriram a fazenda à visitação, em 2009, após ampla reforma. Mas as visitas guiadas, com média de mil pessoas por ano, foram insuficientes para manter a casa. Com isso, o casal encerrou a atividade em 2012.

Seresta

Agora, com a ajuda dos três filhos, Antônio e Rosana se preparam para retomar o tour turístico, com maior oferta de serviços. Após obras de manutenção, principalmente em função de vazamentos no casarão, ocorrerá a festa de reabertura, em 17 de setembro. Com uma seresta, celebrará também o nascimento de JK. A partir de então, a família Servo passará a receber grupos pré-agendados, de, no mínimo, 20 pessoas.

“Elas poderão escolher, ainda, tomar um café da manhã na varanda, almoçar, fazer um lanche da tarde ou mesmo todas as refeições, em um dia inteiro de visitação”, adianta Rosana. O preço, segunda ela, vai variar de acordo com a quantidade de visitantes e dos serviços contratados.

Além da visita guiada pelo interior da casa, que deverá durar duas horas, será possível fazer caminhada pela mata preservada da fazenda, conhecer e apreciar frutas típicas do cerrado, subir o morro onde está a ermida de Niemeyer e ainda ver — e até entrar — na Mercedes Benz 1963 usada na campanha presidencial de JK. Restaurado pelo Exército, o veículo luxoso conserva pneus originais, bancos de couro e volante de osso. Ele fica guardado em uma garagem coberta da Fazendinha JK.

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SERVIÇO
Grupos interessados em conhecer a Fazendinha JK mesmo em obras, ou em agendar o tour para a partir de setembro podem entrar em contato com os organizadores pelos telefones  (61) 98199-9206, 98247-0397 e 99845-9030, ou pelo e-mail rosana.servo@gmail.com

NÃO DEIXE DE CONFERIR

1,8 mil livros
Incluindo coleção rara de medicina, da época em que Juscelino fez pós-graduação em Paris

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Mercedes Benz 1963
Usada na campanha presidencial, com os pneus originais, bancos de couro e volante de osso

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Cadeira de JK
Ele usou quando governou Minas Gerais

Duas máquinas de escrever Olivetti
Também usadas pelo ex-presidente

Caixa de pôquer
Com a inscrição “20/11/1971” na tampa de madeira, dia em que JK estava jogando e fez um royal de copas

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Mesa de pôquer
Com 11 cadeiras intactas

Presentes de embaixadores
Ficam nas prateleiras da sala de jogos, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada

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Quadros de fotos
Em preto e branco, da época da construção de Brasília, de JK e de dona Júlia, mãe de Juscelino

Roupas de cama
Todas originais

Pratarias, louças e cristais
Tudo também original

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Mesa de jantar
Com tampo de vidro

Cadeiras
Forradas com veludo alemão

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Uma expedição para fotografar a vida noturna no cerrado

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Luiz Calcagno
(texto) e Ed Alves (foto)
Do Correio Braziliense

A vontade de ensinar fotografia em meio à natureza nasceu de expedições divertidas com amigos e da sensação de pertencimento ao mundo “como ele é”. É assim que o fotógrafo Henrique Ferrera descreve o início de um antigo projeto. Ele leva profissionais e amadores para clicar a natureza e a via láctea em passeios que duram, pelo menos, dois dias. Viagens de carro, longas caminhadas, trilhas sinuosas, aclives, declives, risco de quedas, barracas, rios, cachoeiras e madrugadas estreladas estão nos roteiros. Um dos lugares preferidos para a excursão é a fazenda Indaiá, na GO-118, a caminho de São Gabriel (GO), a pouco mais de 70km do Distrito Federal, onde a nossa equipe participou da expedição.

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Nascido em Brasília, Ferrera conta que passou boa parte da infância no cerrado, à beira de rios da região, e conhece todas as cachoeiras da capital e dos municípios goianos mais próximos. A expedição fotográfica, ele admite, era um risco, já que, no início, apenas três ou quatro amigos se reuniam para peregrinar por cenários distantes no Planalto Central. “Quem sabia sobre as minhas saídas sempre pedia para ir junto, para fazermos algo maior. Eu comecei a convidar grupos, fazer algo mais organizado e a coisa tomou forma espontaneamente. Agora, de dois em dois meses, fazemos uma saída”, explica.

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Nas viagens mais longas, Henrique conta que já contratou cozinheiros e auxiliares para carregar bagagem ou material fotográfico de parte dos integrantes do grupo. “Já fizemos a Chapada dos Veadeiros; a Cidade de Pedra, em Pirenópolis; e outras cachoeiras do Entorno. Estamos com uma viagem ao Peru marcada para abril, com Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu no roteiro. Rodaremos por sete dias”, conta. “Agora, estou no estágio de ser mais seletivo. Organizamos as saídas de acordo com o nível de dificuldade, a fim de que as pessoas se adaptem melhor e tenham mais energia para aproveitar as caminhadas e ficarem mais tempo fazendo foto”, completa.

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Mais do que aprender sobre fotografia, Henrique destaca que os participantes aprendem a se sintonizar com a natureza, o que vai desde os cuidados com a preservação e a limpeza dos locais que visitam, a atenção com a segurança e com animais silvestres, até os momentos de contemplação. “Por gostar de mato, eu me perco na imensidão, em lugares maravilhosos. Depois, compartilho isso com as outras pessoas. Você vê o planeta como uma coisa maravilhosa. É impossível não repensar nossas vidas, não repensar valores. Naquele momento, não há medo: você faz parte da natureza” garante.

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Outro céu

Fotógrafo amador, o funcionário público Anderson Duarte, 33 anos, concorda com Henrique. Ele participou pela primeira vez da expedição fotográfica. E conta que, longe das cidades, se espantou com a quantidade de estrelas no céu. “Descobri a expedição por colegas fotógrafos. Eu clico como hobby e gosto de fotos de paisagem. Faço muitas imagens de Brasília. O legal foi ter contato com pessoas de diferentes níveis de experiência se ajudando. No dia a dia da cidade, não vemos o céu tão estrelado, não escutamos o barulho da cachoeira. Nunca tinha ficado tanto tempo percebendo isso”, destaca.

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A servidora pública Helena Oliveira, 42, destaca os desafios da empreitada. Ela lembra que não é a mesma coisa “enfiar o pé na água da cachoeira no meio da madrugada”. Além da escuridão, há o frio e a umidade. Longe de ser um problema, os percalços se tornaram um incentivo e parte da diversão. “Eu amo natureza e fotografia. Unir as duas coisas é a combinação perfeita. Como fotógrafa amadora, já fiz vários cursos relacionados ao tema, mas foi a primeira vez que fotografei de madrugada e com muito tempo dedicado a isso. Eu nunca tinha ido para um ambiente desses de madrugada também. É mais frio que tudo”, recorda.
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Guia completo de Goiás Velho, onde moram a cultura e a culinária goiana

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Centro histórico de Goiás Velho (Foto de Renato Alves)

Goiás tem duas cidades históricas que valem uma visita. A mais famosa é Pirenópolis. Certamente, por estar mais perto de Brasília (150km). A outra (a 310km de Brasília e 140km de Piri), no entanto, tem muito mais atrações.

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Ponte de madeira em frente à Casa de Cora Coralina (Foto de Renato Alves)

Mais conhecida como Goiás Velho, a Cidade de Goiás foi a primeira capital do estado. Desde 2001, ostenta o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Unesco. Ela conserva mais de 90% de sua arquitetura barroco-colonial original. Uma vitrine do Brasil do século 18. Tudo em meio a um vale envolvido pelos morros verdes e ao sopé da lendária Serra Dourada.

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Sem a agitação de Piri, Goiás tem uma atmosfera bucólica. Suas ruas silenciosas e o seu casario colonial bem conservado convidam para longas e prazerosas caminhadas, sem roteiros pré-definidos. Feitas de pau a pique, sem muros ou grades e unidas umas às outras, as casas centenárias do centro histórico chamam a atenção de quem está acostumado com asfalto e arranha-céus.

O calçamento de pedra – construído com o suor e o sangue de escravos – e a arquitetura são testemunhas de outros tempos, iniciados com o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva. Mais conhecido como Anhanguera, ele liderou um grupo de desbravadores do Brasil Central que capturavam índios e buscavam ouro para enriquecer os colonizadores portugueses.

Goiás cresceu às margens do Rio Vermelho, se tornando um dos primeiros municípios fundados no Brasil colonial. A cidade foi a capital do estado de Goiás por mais de 200 anos. Perdeu o posto com a inauguração de Goiânia, em 1933.

“Goiás é o Brasil Colônia nos casarões, nas ruas de pedra, no jeitão de Cora Coralina. Um jeito de Brasil furioso, doido pra crescer, querendo se libertar.”
Lima Duarte, ator

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A cidade de Goiás, que originalmente se chamava Vila Boa, também oferece aos turistas riquíssima arte sacra nas seculares igrejas e nos museus. De todos, o mais visitado é o Museu Casa de Cora Coralina, também conhecido como Casa Velha da Ponte. Ele fica à margem do Rio Vermelho e é a antiga casa da poetisa Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Cora Coralina.

Famosa pelos inúmeros versos sobre a cidade de Goiás (1889-1985). Após a morte da poetisa, amigos e parentes se reuniram e criaram, em 1989, o museu em sua homenagem. A família doou o acervo: objetos pessoais, fotos, utensílios domésticos, livros e imóveis.

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Empadão e doces

Além do casario, dos museus e das belezas sacras, em relação a Pirenópolis, Goiás Velho tem como atrativo os preços. Em relação a Pirenópolis, as diárias de Goiás chegam a custar quase metade em hospedarias com estruturas equivalentes. Restaurantes e lanchonetes de Goiás cobram bem menos pelas bebidas e pelos quitutes e pratos do que os oferecidos em Piri.

Devido ao menor fluxo de turistas (o que barateia tudo), as opções para comprar, almoçar e jantar em Goiás Velho são poucas. Algumas casas transformadas em lojinhas vendem quitutes e artesanatos. Outras poucas abrigam restaurantes, lanchonetes e cafés. As mesas são colocadas nos cômodos, na calçada e no quintal.

Quando chega a fome, o visitante pode experimentar as comidas regionais como o empadão goiano, a pamonha ou o bolo de arroz, encontrados na maioria dos estabelecimentos, onde o turista desembolsa de R$ 20 a R$ 40 por um prato farto. O Mercado Central é outra opção. Lá, o turista encontra de comida típica a lojinhas de artesanatos.

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Comida goiana servida em restaurante de Goiás Velho (Foto de Renato Alves)

Aliás, nenhuma outra cidade goiana oferece o legítimo empadão goiano, criado em Goiás Velho, onde tem a receita original seguida à risca (com seu substancioso recheio que mistura linguiça, palmito, frango, queijo e um tipo de palmito amargo, a guariroba).

Outra antiga tradição da cidade são os alfenins, doces de origem portuguesa, preparados com açúcar e polvilho com simpáticos formatos de animais. Os doces de frutas cristalizadas também são famosos e se pode acompanhar o trabalho das doceiras.

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Nos doces e nas manifestações religiosas, como a impressionante Procissão do Fogaréu da Semana Santa (confira o calendário de eventos da cidade), permanecem as raízes culturais do passado. Para quem gosta de curtir a natureza, são organizadas caminhadas na reserva ambiental da Serra Dourada, que se ergue em um dos lados da cidade.

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Praça do Coreto

A Praça do Coreto é passagem e parada obrigatória em Goiás Velho. No meio do Centro Histórico, ela abriga a mais famosa sorveteria local e uma dezena de bancos. A sorveteria não tem placa e fica embaixo do coreto (este, não tem como não ser visto).

A loja oferece os mais diversos sabores de picolés e sorvetes produzidos em grande parte com frutas do cerrado goiano. Entre as opções, estão de murici, cajá, graviola, jabuticaba, cagaita e pitanga. Tudo por R$ 2,50 a unidade ou a bola. É escolher o seu e desfrutá-lo sentado em um dos bancos de madeira, vendo a gente e a vida passarem.

Na praça também acontece a maioria dos eventos de Goiás Velho. Rodeada de casarões e bares, o local é bastante conhecido por receber, entre outros, um dos mais famosos festivais de cinema ambiental do país, o Fica, que atrai turistas e cineastas de todo o mundo.

Estilo de vida

A estrutura em termos de pousadas e restaurantes é adequada a uma cidade que deseja ser turística mas não quer mudar seu estilo de vida. Goiás Velho se modificou bem menos que Pirenópolis, Ouro Preto ou Tiradentes, por exemplo.

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Em caso de feriados e datas comemorativas, reserve a hospedagem com bastante antecedência para não correr o risco de ficar sem opções. A cidade atrai muitas pessoas por ser um dos poucos locais turísticos da região.

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COMO CHEGAR

De avião – O aeroporto mais próximo fica em Goiânia e a partir de lá há duas opções: alugar um carro no aeroporto ou pegar um ônibus, com saídas diárias (dê preferência aos horários diretos).

De carro – Por Brasília (320 km): saia em direção a Anápolis pela BR-060. Depois pegue a GO-222 até Inhumas. Então siga pela GO-070 até Goiás. // Por Goiânia (136 km): saia de Goiânia pela GO 070 e siga sempre por esta rodovia, passando por Itaberaí até chegar à terra de Cora Coralina.

ONDE FICAR

Pousada Serra Dourada – Próxima da cidade. Piscina, lago e chalés. (62) 8412-0018.

Pousada do Sol Simples,mas decente. Centro .(62) 3371-1717 e (62) 3372-1344.

Pousada do Ipê – Melhor custo-benefício da cidade. Aconchegante, no centro histórico. Ambientação rústica (foto abaixo), café da manhã tradicional. Grande área verde, piscina e bar. Quartos comuns e chalés.

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Pousada Casa da Ponte Hotel – No centro, em frente à Casa de Cora Coralina. Quartos com TV de tela plana e banheiro privativo.

Pousada Chácara da Dinda No centro, tem piscina, terraço ao ar livre e jardim, quartos com ar-condicionado e Wi-Fi gratuito.

Pousada Colonial – Com estrutura simples, na entrada da cidade, a 1km do centro da cidade. Av. Dr. Deusdete Ferreira de Moura, 21 Tel: (62) 3372-1237.

Hostel Dedo de Prosa – Algumas unidades têm área de estar. Quartos com banheiro compartilhado e TV. Cozinha de uso comum na propriedade.

Hotel Atlanta – Bem distante do centro. Oferece piscina e é dividido em hotel e pousada. Setor Bacalhau, com entrada pela rodovia. (62) 3372-1658.

Hotel Vila Boa O mais tradicional da cidade, com piscina  e bons serviços, porém, com instalações antigas. Fica na entrada da cidade. (62) 3371-1000.

Hotel Fazenda Manduzanzan – A mais confortável e completa opção de hospedagem da cidade, mas a 9km do centro de Goiás Velho e com tarifas salgadas. Piscina, sauna e cachoeira particular na área ao ar livre.

O QUE VISITAR, VER E FOTOGRAFAR

Becos – Eles inspiraram a poesia de Cora Coralina e os versos e canções.

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Rio Vermelho – Corta a cidade, passando também pelo quintal de casas antigas.

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Cruz do Anhanguera um dos símbolos da Cidade de Goiás. A relíquia foi transferida para a antiga Vila Boa por Luiz do Couto, em 1918, que a reencontrou depois de ter sido levada, juntamente com a igreja da Lapa, pela enchente de 1839. Nova tempestade no final de 2001 destruiu mais uma vez a cruz, que será reconstruída nos mesmos moldes da original.

Casa de Cora Coralina – O casarão onde viveu a poetisa e doceira fica na cabeceira da ponte sobre o rio Vermelho. Uma das primeiras construções de Goiás, é uma típica residência do século 18 e inspirou alguns de seus poemas. Em uma parte da casa foi montado um pequeno museu que homenageia a mais famosa das filhas de Goiás.

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Espaço Cultural Goiandira do Couto – Outra celebridade local é a artista Goiandira do Couto, prima de Cora Coralina. Ela usava uma técnica de pintura com areias. São mais de 500 tonalidades encontradas na Serra Dourada. Na pequena galeria, estão expostos alguns quadros e amostras de areias. Rua Joaquim Bonifácio, 19, atrás da Igreja N. Sra. D’Abadia.

Igrejas –  A Igreja da Boa Morte (1779) é a única que apresenta elementos típicos do barroco na fachada (foto abaixo). Abriga o Museu de Arte Sacra, com destaque para as imagens de Veiga Valle, escultor local, que viveu no século 19. Igrejas São Francisco de Paula (1761), N.S. do Carmo (1786), N.S. da Abadia (1790) e de Santa Bárbara (1780) – com uma linda vista da cidade, esse é um dos pontos turísticos imperdíveis. Pequena e antiga, fica no alto do morro. Ela só é aberta na festa da padroeira em dezembro. Para chegar até ela, é preciso subir cerca de 100 degraus.IMG_4751.JPG

Museus  – No grande prédio construído em 1761, onde funcionaram a cadeia, a câmara e a justiça, fica o Museu das Bandeiras, que expõe objetos usados na exploração do ouro. O Palácio Conde dos Arcos (1755), onde há um museu, foi construído para acomodar o governador da capitania. Todos os anos, no aniversário da cidade, abriga a sede do governo, que se transfere de Goiânia por alguns dias (foto abaixo).

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Outras construções históricas – Outras construções significativas são o Quartel do 20 (obra de 1747, serviu de hospital durante a Guerra do Paraguai e atualmente seu pátio interno serve como local de festas populares), a Casa do Bispo, os chafarizes da Boa Morte, o Fonte da Carioca e a Casa de Fundição (1752, onde se fundia o ouro extraído das minas).

O QUE ASSISTIR

Semana Santa – Na quarta-feira, procissão do fogaréu, simbolizando a busca e a prisão de Jesus. Os fiéis saem com tochas na mão ao som de tambores e de músicas barrocas chamadas “motetes dos passos” compostas em 1855. Na igreja do Rosário ocorre a ceia do Senhor. Depois, na igreja de S. Francisco, encena-se a crucificação.

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ONDE NADAR

Balneário Cachoeira Grande – Queda do Rio Vermelho, abriga praia e piscinas naturais. Estrada para Jussara, 6km do Centro.

Cachoeira das Andorinhas – Queda de 9m de altura, entre rochas que abrigam andorinhas.  Seu acesso é feito por estrada de terra com saída pela lateral do morro de Santa Bárbara. Tem água limpa que forma poços piscosos. Local: Fazenda Manduzanzan, 6km do Centro.

PARA EXPLORAR

Furna da Bandeirinha – túnel escavado provavelmente por escravos, com 2m de altura, no Morro da Bandeirinha. Dá acesso a vários salões. As visitas só podem ser feitas com acompanhamento. Saída para Aruanã, a 500m do Centro.

O QUE COMER 

A culinária goiana une ingredientes locais, sabores indígenas e a influência dos paulistas, que buscaram ouro em Goiás no século 18, para criar receitas típicas.

O pequi, fruto do Cerrado, é usado na galinhada e na composição de um licor servido após as refeições (cuidado ao consumi-lo, pois o fruto esconde espinhos abaixo da polpa).

Outras receitas comuns: empadão goiano (frango, carne de porco, linguiça, palmito de guariroba e queijo), peixe na telha, arroz-de-puta-rica (com carnes defumandas), arroz com suã (espinha de porco), angu (milho verde ralado e cozido na água até engrossar) e leitão a pururuca.

O bolinho doce de arroz é a especialidade da cidade – servido na Lanchonete da Dona Inês.

ONDE COMER 

Braseiro – Comida goiana, no fogão de lenha. Pça. do Chafariz, 3 (Centro Histórico). Todo os dias, 11h às 15h. R$ 20.

Flor do Ipê – Pratos diversos. Pça. Boa Vista, 32-A (Centro Histórico). 3ª  feira às sábado, das 12h às 15h e 19h à 0h, domingo, das 12h às 16h. De R$ 26  R$ 50.

Dalí – Restaurante e confeitaria. Casa antiga transformada em restaurante que serve, entre outros pratos, o famoso empadão goiano e o delicioso doce Melado de Banana. Rua 13 de maio, 26.

Sorveteria do Coreto – É  imperdível, por exemplo, experimentar os sabores da Sorveteria do Coreto. Sorvetes e picolés com sabores tradicionais e exóticos, como tamarindo e castanha do barú. Tudo por R$ 2,50 (uma bola ou um picolé).

O QUE COMPRAR

Arte – Telas produzidas por Goiandira Ayres do Couto, a partir de 551 tons diferentes de grãos de areia coloridos da Serra Dourada. Pinta principalmente casarões e paisagens. O endereço é r. Joaquim Bonifácio, 19. Tel. (62) 371.1303 .

Doces – Entre os endereços mais conhecidos estão os de Dona Augusta (R. Eugênio Jardim, 23, 62/3371-1472), Dona Zilda (R. Bartolomeu Bueno, 3, 62/3371-2114), Dona Doris (R. d’Abadia, 17, 62/3371-4605) e Dona Divina (Travessa do Carmo, 2, 62/3371-1484). Cada uma tem um doce caseiro de sua especialidade e todas merecem uma visitinha.

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Tuk tuk ganham as ruas de Brasília

Tuk tuk em Brasília

Do Correio Braziliense

Transporte tradicional na Tailândia e disseminado em países da América Central e da Ásia tem sido destaque nas ruas do Distrito Federal. O estilo é padrão: na cor amarela, o tuk-tuk carrega até três passageiros na cabine traseira, conduzidos por um motociclista. A moto que move o triciclo faz em média 25 km por litro. A finalidade de uso varia: pode ser transporte turístico ou condução de funcionários e clientes de empresas.

Na única concessionária que comercializa o tuk-tuk no DF e Entorno, a média de venda dos três modelos variava de 15 a 25 por mês até janeiro, segundo números divulgados. Mas, até ontem (24/2), uma semana antes do fim de fevereiro, as vendas já tinham chegado a 35.

A popularidade do produto, em Brasília desde outubro de 2014, aumentou em um momento de crise na economia do país. Osório de Oliveira Cordeiro, desempregado há um ano, disse que não sabia mais como voltar ao mercado de trabalho até que descobriu o tuk-tuk. Ele, que trabalhou como motorista de caminhão por 10 anos e de ônibus por três, investiu cerca de R$ 15 mil e se tornou patrão e funcionário de si mesmo.

Acostumado com a região do ParkWay, decidiu estacionar o veículo ali, próximo a um ponto de ônibus, à espera de clientes. “Pego dois passageiros e deixo na porta de casa, porque a distância da parada é grande. E cobro R$ 4 de cada um”, conta. Em 20 dias de trabalho, rodou mais de 5 mil km, transportando até 40 clientes por dia.

Made in Peru

O primeiro modelo de triciclo como esse — para transporte de passageiros — em Brasília completou quatro meses de existência. O comprador foi Aylton Tristão, 45, dono do Bar Godofredo. Ele conta que importou o modelo do Peru, em uma visita a Machu Picchu. Viu que os bares utilizavam o veículo para transportar clientes e decidiu fazer o mesmo no estabelecimento da capital. A iniciativa de implantar o transporte gratuito para clientes que ingeriram bebida alcoólica rendeu o Prêmio Sem Excesso, entregue pela Associação Brasileira de Bebidas e com apoio da Abrasel.

Tuc tuc do Godofredo

O veículo circula, em velocidade máxima, a 60 km/h. Além disso, segundo a Resolução nº 129 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso de capacete é dispensado para condutor e passageiros de triciclo automotor com cabine fechada. Mas a circulação deve ser feita em vias urbanas e deve-se utilizar cinto de segurança. O tuk-tuk obedece a essas determinações.

Passeio

O empresário João Carlos Miranda Coelho descobriu o tuk-tuk há três meses, quando passava pela Cidade do Automóvel. Ele e a noiva, Lana Carolina Ribeiro de Alencar, gerenciavam o próprio negócio de alugar veículos. Quando viram o triciclo, ficaram curiosos. “Pensamos: aqui não tem um transporte característico, como as praias que têm o bugue. Então, decidimos utilizá-lo para turismo. O cliente passeia e sente mais a cidade por ser um veículo aberto”,conta.

O lançamento do serviço, no sábado de carnaval, chamou a atenção do proprietário do tuk-tuk. A exposição do veículo no bloco Babydoll de Nylon atraiu olhares curiosos: “Muita gente parava para tirar foto e perguntar sobre o tuk-tuk”, lembrou João Carlos. Segundo ele, houve autorização do Detran-DF para divulgar o serviço no bloco.

Com 585 km rodados, o mototurismo de João já carregou 80 passageiros em um percurso que parte da Torre de TV, desce o Eixo Monumental, passa pela Praça dos Três Poderes e sobe até o Memorial JK. Esse passeio tradicional dura 40 minutos e sai por R$ 25, com direito a água e refrigerante. João também faz serviço de mototáxi à noite.

A ideia de utilizar o transporte alternativo, para o empresário, é uma saída para a crise por ser um investimento relativamente barato e com uma rentabilidade muito boa. O modelo, utilizado com a finalidade turística e de transporte, também começou a ser disseminado em cidades do interior de Goiás. Em dezembro, uma cooperativa de motoristas de Pirenópolis passou a aderir ao serviço. Até o fim do mês, o tuk-tuk da cidade, batizado de “Táxi Tur”, já havia transportado 300 passageiros.

Air France e KLM têm passagens para a Europa a partir de US$ 429

Paris - Torre Eiffel a noite

Até 4 de fevereiro de 2016 as duas companhias oferecem passagens para as principais cidades da Europa, Ásia e Oriente Médio com preços especialíssimos nas classes Economy, Premium Economy e Business da Air France, e as classes Economy e World Business Class da KLM: são as já famosas campanhas Oh La La Deals (Air France) eDream Sales (KLM)! É a oportunidade ideal para viajar no primeiro semestre, já que a volta deve acontecer até 15 de julho.

Partindo de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, ambas as companhias oferecem tarifas a partir de US$ 429, mais taxas de embarque, para destinos como Barcelona e Madri. É possível visitar a capital francesa por apenas US$ 549, mais taxas, e Bruxelas por US$ 509, mais taxas. A promoção também tem passagens para Xangai a partir de US$ 1.199 e Tóquio a partir de US$ 1.230, taxas não inclusas. Também existem opções de voos partindo de Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Goiânia, Salvador e Vitória.

Em Premium Economy, da Air France, voos para Milão estão a partir de US$ 999, mais taxas de embarque, partindo de Brasília e Rio de Janeiro. Viagens para Barcelona, Dublin, Lisboa e Londres saem a partir de US$ 1.199, mais taxas. Também existem opções de voos partindo de São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Goiânia, Salvador e Vitória. Magnifique!

Para quem não abre mão de conforto e sofisticação, voos de Business Class da Air France e de World Business Class da KLM custam a partir de US$ 2.000, mais taxas de embarque, para destinos como Lisboa, Zurique, Frankfurt, entre muitos outros.

Informe seus leitores, fãs e seguidores para comprarem suas passagens nos sites da Air France ou da KLM. É rápido e fácil! O pagamento pode ser em até 4x sem juros. E corra lá você também! Venha viajar com a gente!

 

Veja todos os detalhes e condições nos links das promoções. Abaixo, uma tabela com os principais destinos e preços por cabine e companhia aérea.

 

AF

 

KL

Economy Premium Economy Business   Economy Business
Paris

US$549

US$1.399

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Barcelona

US$429

US$1.199

US$2.000

 

US$429

US$2.000

Madri

US$429

US$1.199

US$2.000

 

US$429

US$2.000

Dublin

US$449

US$1.199

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Amsterdã

US$499

US$ 1.299

US$2.000

 

US$599

US$2.000

Milão

US$449

US$999

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Lisboa

US$449

US$1.199

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Londres

US$449

US$1.199

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Berlim

US$449

US$1.249

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Oslo

US$449

US$1.399

US$2.400

 

US$499

US$2.400

Zurique

US$449

US$1.249

US$2.000

 

US$499

US$2.000

Xangai

US$1.199

US$2.350

US$4.839

 

US$1.199

US$4.839

Tóquio

US$1.230

US$2.750

US$4.885

 

US$1.230

US$4.885

Carnaval 2016: confira a programação dos blocos de Brasília

Suvaco da Asa

Este ano, os foliões brasilienses terão diversas opções. Haverá infraestrutura e entretenimento nos circuitos tradicionais e os investimentos da empresa patrocinadora incluem espaços com banheiros químicos, tendas de apoio, brindes para os foliões, treinamento de ambulantes e ações interativas de consumo responsável. Além dos dias oficiais da folia, que ocorre entre 6 e 10 de fevereiro, serão contemplados os esquentas e o pós-carnaval.

Programação

Esquenta

» 15/1  —   Puro Sabor —   19h
» 16/1  —   Chaminé Restaurante  —  10h
» 17/1  —  Calaf  —   16h
» 17/1  —  Garota Carioca  —  16h
» 20/1 —   Lampião —  19h
» 22/1  —  Conveniência Posto da Torre —  19h
» 23/1  —  Direta  —  14h
» 24/1  —  Garota Carioca  —  17h
» 27/1  —  Lampião  —  19h
» 29/1  —  Chiquita Bacana  —  19h
» 30/1  —  Telvas Codornas  —  14h
» 31/1  —  Garota Carioca  —  17h
» 3/2  —  Lampião  —  19h
» 5/2  —  Calaf  —  19h
» 6/2  —  Bar Brahma  —  14h
» 6/2  —  DMendes —  19h

Blocos

17 de janeiro
» Virgens da Asa Norte —  Setor Bancário Norte

23 de janeiro
» Suvaco Da Asa  —  Funarte

30 de janeiro
» Galo Cego   —  Setor Bancário Sul

31 de janeiro a 15 de fevereiro
» Praça dos Prazeres —   201 Norte

31 de janeiro
» Cafuçu do Cerrado  — Setor Bancário Norte

6 de fevereiro
» Galinho — 202 Sul
» Ase Dudu/Mamãe Tagua  —  Taguatinga — Praça do DI
» Babydoll De Nylon   —  Praça do Cruzeiro
» Concentra Mais Não Sai

7 de fevereiro
» Pacotão  —   302 norte
» Raparigueiros  —  Eixão Sul
» Baratona  —  Eixão Sul
» Menino de Ceilândia   —  Ceilândia Centro
» Agoniza, Mas Não Morre  —   209/210 Sul
» Concentra Mais Não Sai  —   404/405 Norte
» Baratinha  —   Parque da Cidade

8 de fevereiro
» Galinho  —  202 Sul
» Ase Dudu/Mamãe Tagua     Taguatinga (Praça do DI)
» Aparelhinho     Setor Bancário Sul
» Concentra mas não Sai     404/405 Norte

9 de fevereiro
» Baratinha   —  Parque da Cidade
» Pacotão   —  302 Norte
» Raparigueiros/Baratona  —   Parque da Cidade
» Meninos de Ceilândia  —  Ceilândia Centro
» Bloco Santo Pecado   —  Orla Ponte JK
» Calando Careca   —  408/409 Norte

Programação do Carnaval 2016 em Brasília

Suvaco da Asa.jpg

A exemplo do ocorrido em 2015, os blocos de rua vão ser a grande atração do carnaval de Brasília em 2016.  E eles começam a festa muito antes do período oficial. Para saber onde e quando estarão, o melhor é acessar as redes sociais. Mas, no fim desse texto, tem a agenda completa, por ordem alfabética. Mas é bom sempre dar uma procurada, para conferir possíveis mudanças.

Os Blocos de Carnaval de Rua de Brasília divulgaram suas agendas para 2016 em um evento no Facebook. Lá todos podem conferir as informações como datas, horários e locais para curtir a folia nas ruas de Brasília. O espaço virtual é colaborativo e livre. O evento já traz uma pré-programação, de 15 de janeiro a 16 de fevereiro, com as datas informadas pelos Blocos Alternativos 2016.

ABRINDO A RODA – 17/1
AGONIZA, MAS NÃO MORRE – 7/2
ANTI-BLOCO – 6/2
APARELHINHO e ACABOU O GÁS – 8/2
BABYDOLL DE NYLON – 6/2
BICIBLOCO – 15/2
BLOCO AGÔ – 6/2
BLOCO DAS DIVINAS TETAS – 8/2
BLOCO DO AMOR – 7/2
BLOCO DO BEM MEB – 7/2
BLOCO ENCOSTA QUE CRESCE – 30/1
CAFUÇU DO CERRADO – 31/1
CALANGO CARETA – 9/2
CARNAPATI, bloquinho infantil – 6 e 8 /2
CONCENTRA MAS NÃO SAI – 6/2
CONCENTRA MAS NÃO SAI – 8/2
CONFRONTO SOUND SYSTEM – 7/2
ESSA BOQUINHA EU JÁ BEIJEI – 9/2
FALTA POUCO – 31/1
FIO DESENCAPADO – 30/1
LIBRE – 31/1
MARIA VAI CASOUTRAS – 24/1
PELEJA – 30/1
PLAY – 7/2
PRAÇA DOS PRAZERES -30/1 a 14/2
REJUNTA MEU BULCÃO – 2/2
SAMBA DO PELEJA -30/1
SUVACO DA ASA – 23/1
TESOURINHA – 7/2
TESOURINHA – 9/2
TUTHANKASMONA – Tombando a Pyramide – 30/1
VIRGENS DA ASA NORTE – 17/1

As 30 melhores cachoeiras de Pirenópolis e da Chapada dos Veadeiros

Cachoeira dos Dragões

Verão é tempo de calor e, contra ele, a água é um dos melhores remédios. Por isso, nessa época, as cachoeiras de Goiás aparecem como um dos pontos turísticos mais procurados por quem mora no Distrito Federal e no Entorno. Elas se concentram ao redor de duas cidades do estado vizinho da capital da República: Pirenópolis e Alto Paraíso. Escolhemos 30 das mais belas e disputadas atrações de ambos. Há opções para todas idades e gostos.

Principal destino dos brasilienses nos fins de semana, além do centro histórico, com quase 100 construções centenárias em estilo colonial, Pirenópolis também tem como grande atrativo 82 cachoeiras. Muitas ficam a poucos minutos de carro da cidade goiana e são abertas para visitação e banho, mediante o pagamento de ingresso que vale para o dia inteiro. Algumas contam com pontos de apoio, como barzinhos, lanchonetes e bares. Na grande maioria, a água é cristalina.

Alto Paraíso fica na Chapada dos Veadeiros, a 243km de Brasília e a cerca de três horas de carro da capital do país, por rodovia asfaltada. É uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás. A altitude ultrapassa os 1,6 mil metros e é bastante conhecida pela beleza natural. São mais de 300 cachoeiras espalhadas por três principais municípios: Alto Paraíso, Cavalcante e a pitoresca Vila de São Jorge.

É aconselhável a todos que pretendem viajar para a Chapada dos Veadeiros sempre consultar os Centros de Apoio ao Turista (CAT), pois muitos dos passeios só podem ser feitos com o acompanhamento de um condutor de visitantes.

Beleza hídrica

Chapada dos Veadeiros

Alto Paraíso

Loquinhas: acesso pela Rua do Segredo, a 3km do centro da cidade, um complexo de sete poços de beleza única, caracterizados pelas águas cor de esmeralda. Fácil visitação para crianças e pessoas da terceira idade. Muro de pedra feito por escravos, trilha ecológica, ponte pênsil, 780m de passarela de madeira, ladeando o Córrego Passatempo e facilitando os banhos e preservando o meio ambiente. A Fazenda Loquinhas também oferece hospedagem na Druid’s Pousada Xamânica do Cerrado.

Cachoeiras Almécegas 1 e 2: de Alto Paraíso, 9km de asfalto na estrada para São Jorge, até a Fazenda São Bento e mais 3km de estrada de terra, a partir de uma trilha de mais ou menos 1km, no Rio dos Couros, chega-se a Almécegas 1. Seguindo pela estrada de terra, fica a Almécegas 2, a poucos metros de caminhada. Na Almécegas 1, nível de dificuldade médio pela subida e descida. Na 2, fácil.

Cachoeira São Bento: a 9km de Alto Paraíso, na Fazenda São Bento, e menos de 200m de trilha, ou dando a volta, margeando o Rio dos Couros por um caminho suspenso de madeira, em um percurso de mais de 2km. A cachoeira de mesmo nome da propriedade, com uma linda piscina natural, recebe até campeonatos de polo aquático. Nivel fácil.

Parque Solarion: na estrada para o Moinho, no parque, encontram-se as cachoeiras dos Anjos e a dos Arcanjos, que formam piscinas naturais. O acesso para as cachoeiras é feito em terreno rústico e acidentado, exigindo preparo físico.

Cataratas dos Couros: na Fazenda Boa Esperança, sequência de quatro quedas no Rio Couros. Aconselha-se uso de veículo com tração nas quatro rodas e guia credenciado, pois o acesso é difícil.

Cachoeira do Rio Cristal: a 5km de Alto Paraíso pela GO-118. Estrada asfaltada para Teresina de Goiás e mais 1km de estrada de terra para chegar ao Rio dos Cristais, com diversas cachoeiras e piscinas naturais. Níveis baixo a médio.

São Jorge

Saltos do Rio Preto: localizados no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 1km do povoado de São Jorge, a trilha de aproximadamente 5km passa por minas desativadas de cristal conhecidas como garimpão. Depois de uma descida de quase 100m de desnível, avista-se, do mirante, o Salto 1 do Rio Preto, com 120m de altura. Mais alguns metros de caminhada e surge a cachoeira de 80m de queda (Salto 2), com um poço de quase 200m de diâmetro. Na volta de aproximadamente mais 5km, a subida exige um esforço maior, mas oferece a opção de passar pelas corredeiras para relaxar. Nível de dificuldade alto.

Canyon 2 e Cariocas: no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com uma caminhada leve de aproximadamente 4km, atravessando alguns riachos e veredas, a beleza dos campos rupestres chama a atenção. O Canyon 2 é um estreitamento do Rio Preto, que, entre rochas de quartzo, forma um delicioso poço. Mais aproximadamente 1km de trilha e aparecem entre as pedras do Rio Preto um espetáculo de quedas, as Carioquinhas. Nivel de dificuldade médio, com atenção principalmente na descida das cariocas.

Vale da Lua: de São Jorge, a 10km de estrada de terra, ou de Alto Paraíso, são 23km de asfalto e 11km de estrada de terra, com cerca de 700m da portaria, chega-se ao Vale da Lua (foto abaixo). É um dos lugares imperdíveis da Chapada dos Veadeiros, acompanhando a Serra do Segredo, com leito de pedras em formatos arredondados, lembrado as crateras da Lua. Nível de dificuldade baixo a moderado. Atenção extra no período de chuvas por causa das enxurradas.

Chapada dos Veadeiros - Vale da Lua

Morada do Sol: saindo de São Jorge em direção a Colinas por estrada de terra a menos de 3km a portaria da Morada do Sol, mais 1km de estrada de terra e menos de 1km de trilha um local com piscinas naturais cachoeiras e cânions do rio São Miguel. Nível de dificuldade fácil.

Abismo: em São Jorge, no período de chuvas, as águas canalizam pelas fendas das rochas que formam cachoeiras grandes e pequenas, com piscinas de hidromassagem. Linda caminhada de aproximadamente 40 minutos a partir do mirante do pôr do sol, com vista panorâmica da Estrada de Colinas. Nivel médio.

Raizama: um pouco mais de 3km do povoado de São Jorge, o Sítio Espaço Infinito oferece um dos mais belos atrativos da Chapada dos Veadeiros, com um circuito de caminhada de pouco mais de 2km. Lá, o Córrego Raizama forma uma deliciosa hidromassagem, na qual despenca em um cânion de mais de 100m de extensão. Em alguns pontos, a água chega a mais de 50m de profundidade. Percorre-se uma trilha esculpida nas paredes do cânion até as piscinas. Nível de dificuldade baixo. Atenção no cânion.

Encontro das Águas: a 20 km de São Jorge, os Rios Tocantinzinho e São Miguel se encontram. Nível fácil.

Cachoeira Segredo: depois de São Jorge, ande 14km até a fazenda do seu Claro, deixe o veículo. Mais 8km a pé de trilha, cruzando o Rio São Miguel, e chega-se ao espetáculo. Nível difícil.

Cordovil: a 6km de São Jorge, o Cordovil cai no São Miguel. Passeio para o período de seca. Nível difícil.

Pirenópolis

Araras: no Rio Dois Irmãos, com um poço de 90 metros quadrados e queda de 7m. Acesso pela GO-338, saída para Goianésia, com 15km de asfalto. Entrar à direita e rodar mais 2km de terra. Trilha fácil, com 300m. Não tem estrutura para receber turistas.

Meia Lua: no Ribeirão Santa Maria com um poço com 300 metros quadrados e altura de 15m. Acesso pela estrada para as pedreiras, com 2km de asfalto. Entrar à direita e percorrer mais 3km de terra. Trilha de aproximadamente 50m. Estrutura: banheiros e lanchonete.

Cachoeira da Santa: no Ribeirão Santa, com queda de 2m. Chega-se pela estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 16km de terra. Trilha com 200m, com acesso fácil. Estrutura: Não tem. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira das Andorinhas: no Córrego Barriguda, com queda de 10m. Acesso: estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 5km de terra. Trilha com 1km de acesso difícil. Não aconselhada para idosos e crianças.

Cachoeira das Freiras: no Rio Dois Irmãos, com queda de 4m. Acesso pela estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 38km de terra. Trilha com 300m, com acesso médio. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira do Abade: no Rio das Almas, com um poço com 900m quadrados e queda de 22m (foto abaixo). Acesso: estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto. Entrar à direita, mais 12km de terra. Trilha fácil, com 300m.

Pirenópolis - Cachoeira do Abade

Cachoeira do Amor: no Córrego Barriguda, com queda de 4m. Acesso pela estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 5km de terra. Trilha de 600m, com acesso fácil. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira do Canyon: no Rio das Almas, com um poço com 200 metros quadrados e altura da queda de 8m. Chega-se pela estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto. Entrar à direita e percorrer mais 12km de terra. Trilha fácil, com 50m.

Cachoeira do Coqueiro: no Ribeirão Santa Maria, queda de 10m. Acesso pela Estrada das Pedreiras, em 17km de terra. Trilha para a cachoeira de acesso médio, com 200m. Não é aconselhada para crianças de colo e idosos. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira do Paredão: no Rio Dois Irmãos, com um poço de 10m quadrados e altura da queda 3m. Acesso pela GO-338, com saída por Goianésia, com 15km de asfalto. Entrar à direita e percorrer mais 2km de terra. Trilha média, com 2,5km. Não é aconselhada para crianças e idosos.

Cachoeira do Pilão: no Córrego Barriguda, com queda de 7m. Acesso: estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 5km de terra. Trilha com 1,2km de acesso difícil. Não aconselhada para idosos e crianças. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira dos Pireneus: uma queda de 4m e um grande poço. Acesso pela estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 20km de terra. Trilha com 400m e acesso fácil. A região tem mais três cachoeiras: a Vale Encantado, Gruta e a Pedra Furada. Estrutura: pode ser usada a da Pousada Tabapuã dos Pireneus, com piscina, banheiros, restaurantes.

Garganta do inferno: no Ribeirão Santa Maria, queda com altura de 10m. Acesso: estrada para o Parque dos Pireneus, com 2km de asfalto e 15km de terra. Trilha de 300m, com acesso fácil. Sem estrutura.

Cachoeira Sonrisal: no Córrego Capitão do Mato, há seis cachoeiras em sequência. A maior queda tem altura de 10m. Chega-se pela estrada das pedreiras, 15km de terra, no Parque Estadual dos Pireneus. Trilha com 2km de acesso fácil. Visitas somente com guias credenciados.

Cachoeira dos Dragões: no Córrego Chapadão, há oito cachoeiras, sendo a maior com uma queda de 73m. Duas cachoeiras secam entre junho e setembro. Acesso pela GO-338, saída para Goianésia, com 25km de asfalto. Entre à direita e percorra mais 18km de terra. Trilha média com 4km. Não é aconselhada para crianças e idosos. Estrutura: banheiros, mosteiro, restaurante com reserva e trilha demarcada.

 

 

 

Aeroporto de Brasília terá novo terminal, 5 hotéis, outlet, parque aquático, universidade…

Terminal JK

O Aeroporto Internacional de Brasília será transformado em um complexo turístico, com um novo e mais amplo terminal para voos internacionais (foto acima). O plano de expansão da concessionária inclui a construção de cinco hotéis, incluindo o primeiro da rede Hard Rock Hotel do Brasil, no entorno do terminal. Outro empreendimento previsto terá parque aquático, aquário, cinema, outlet, centro de convenções, hospital e universidade. O projeto prevê ainda prédios de escritórios com capacidade para comportar 30 mil funcionários.

Hard Rock Hotel

A previsão é de investimentos na ordem de R$ 3,5 bilhões. As obras começam em 2016 e seguem até 2018, segundo estimativa da Inframerica, concessionária do aeroporto.

O empreendimento comercial de 303 mil metros quadrados comportará um shopping com 280 lojas, 30 opções de fast food e oito restaurantes de alto padrão, além de um edifício garagem com capacidade para 4 mil vagas de estacionamento, dois hotéis, dois edifícios de escritórios, cinema, academia e áreas destinadas a descanso. O acesso dos passageiros ao Terminal 1, saguão de embarque, se dará por meio do Terminal JK. As obras começam em 2016 e devem ser concluídas até 2018.

O Sun Park City Center será um centro de comércio, serviços e lazer inspirados em grandes empreendimentos como Downtown Disney e Puerto Venecia, na Espanha. Serão 418 mil m² de área construída próxima ao terminal aeroportuário. O complexo terá um parque aquático, aquário, kid’s place, cinema, área verde, lago, outlet, arena multiuso, centro de convenções, hospital e universidade.

Salto em três anos

A Inframerica completa três anos de concessão neste mês. A concessionária que iniciou a administração do terminal em dezembro de 2012, ampliou e renovou o aeroporto de Brasília, com um investimento de R$1,5 bilhão. Foram 18 meses ininterruptos de construção em meio à operação normal do aeroporto.

Antes da entrega das obras o aeródromo era o quarto aeroporto brasileiro em movimentação de passageiros, com a ampliação o terminal conquistou o segundo lugar (atrás apenas do Aeroporto Internacional Guarulhos) e se consolidou como o maior hub doméstico do Brasil.

As novas salas de embarque, os Píeres Sul e Norte, foram concluídos em abril e maio de 2014 respectivamente. O terminal passou de 60 mil metros quadrados para 110 mil m², um aumento operacional de 45%. As pistas de pousos e decolagens, taxiways e pátios também foram reformados e juntos somam 300 mil m².

Hoje são 70 posições para estacionamento de aeronaves, um incremento de 67%, destes, 29 são pontes de embarque. Com a nova infraestrutura o Aeroporto de Brasília pode comportar até 60 voos por hora e 21 milhões de passageiros por ano, 5 milhões a mais do que vinha recebendo.

Hoje o aeroporto de Brasília realiza 550 movimentos aéreos por dia para vários destinos nacionais e internacionais. Desde que a Inframerica assumiu a administração as opções de voos para o exterior cresceram.

Em três anos de concessão a movimentação de passageiros do aeroporto de Brasília cresceu 20%. A expectativa é encerrar o ano de 2015 com um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, com aproximadamente 19,5 milhões de usuários.

Chapada dos Veadeiros recebe seu primeiro festival de gastronomia

Chapada dos Veadeiros2

Cachoeiras, boa comida e música ao vivo. Essa é a previsão para quem viajar para a Chapada dos Veadeiros (GO) neste fim de semana. A região receberá, a partir desta quinta (10/12), o 1º Festival Gastronômico de Alto Paraíso que vai durar até domingo (13/12), com programação gratuita. Além de Chefs renomados, o evento contará, ainda, com apresentação da cantora Fernanda Abreu e outros músicos.

Chapada dos Veadeiros1

Nos três primeiros dias, a festa acontecerá em Alto Paraíso e no último, saltará para São Jorge. Entre os chefs que ministrarão aulas estão nomes conhecidos como Bela Gil, Paula Labaki, Ana Paula Jacques, Maria França, Ademir Santana, Arthur Barbosa e o sommelier José Honorato (confira a programação abaixo).

O evento faz parte do Circuito Gastronômico Goiás 2015, organizado pelo governo do estado, e já passou por Pirenópolis, Cidade de Goiás, Goiânia, Caldas Novas, Rio Quente e termina em Alto Paraíso e São Jorge.

Programação

Quinta feira (10/12)
11h30 – Abertura Solene com participação do Grupo infantil Camerata Municipal de violões e orquestra Kokopelli de flautas (Paróquia Alto Paraíso)
13h – Abertura Gastronômica – Chef Renato Valadares e Chef Sagari com uso de florais terapêuticos do Cerrado
19h às 20h30 Leitura do mapa astral do país e de Alto Paraíso – Lilian C. Moraes
21h – Chapa da rima – batalha de MC’s
22h20 – N’golo – show cultura herança africana
24h – Pacatto do Alto e Banda

Sexta feira (11/12)
14h – O Buriti e suas múltiplas aplicações – Chef Fabiana Pinheiro
15h15 – As delícias de Alto Paraíso – Chef Gabriel Fleijsman
16h30 – A influência da Lua nos alimentos – Chef Paula Labaki
17h45 – A Cozinha tecnológica com sabores da terra – Chef Leandro Andrade
18h35 – Construção de sabores – Chef Jimmy Ogro
21h – Ação Bistrô Nômade na Confraria do Café – Chef Karla e sua Gastronomia vibracional preparando –Risoto de Pequi com gorgonzola – Risoto de buriti com creme de barú servidos com Moqueca de cajuzinhos do Cerrado e Chutney de mangaba
21h30 – Show com Maira Lemos
23h00 – Show com a dupla Rei do Gado e Fazendeiro

Sábado (12/12)
13h – Vivência e aromoterapia com Luciane Schoppan (Vish Wa)
14h – Gastronomia Alternativa: Segredos e Encantos – Chefs Nives e Ana Paula
16h30 – Cor, sabor, textura, perfume e surpresa – Chef Guga Rocha
17h45 – O Charme e o sabor da carne suína – Chef André Rabelo
19h – Os encantos saudáveis de Bela Gil
21h – Chef DJ André Barros
22h – Show Fernanda Abreu

Domingo (13/12)
13h – A Conexão de sabores entre Recife e São Jorge – Chef Renato Valadares
14h30 – Gelados Gelatos, Refrescantes Refrescos – Chef Arthur Barbosa e Rosane Santos
15h45 – Alimentação Viva e criativa – Chef André Barros
17h – Cor, sabor, textura, perfume e surpresa – Chef Guga Rocha
18h15 – A magia do Cacau na terra dos cristais – Chocolatier Diego
19h45 -A cozinha de São Jorge falando sobre tradição e continuidade com Uiter e Maria França e os sabores de Goiás com chef Ademir Santana
22h – Doroty Marques e Turma que Faz