Três lugares para acampar perto de Brasília

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Salto de Corumbá: queda de 50m e boa estrutura

Quem está acostumado sabe como acampar em qualquer canto — seja na beira da estrada, seja no meio de uma floresta — sem qualquer estrutura de apoio. Iniciantes não precisam correr tanto risco. Ter a primeira experiência em campings pode ser valiosa, pois há o mínimo de conforto — terreno plano, banheiro e cozinha. Alguns alugam barracas com colchões e oferecem atividades guiadas.

Há áreas com vocação natural, como Corumbá de Goiás. O município a 130km de Brasília foi destaque quando uma de suas cachoeiras ilustrou a capa da revista Traveler em dezembro de 2015. A publicação da National Geographic elegeu a cachoeira do Salto Corumbá (a mais alta entre as sete da região) como um dos 20 lugares obrigatórios para conhecer em 2016. A queda d’água de 50 metros de altura fica no Salto Corumbá Camping, Clube e Hotel, que recebe em média 46 mil hóspedes por ano.

Poços

Turistas vão ao local desde a década de 1970. Na época, uma das cachoeiras estava seca porque um trecho do leito do rio Corumbá foi desviado, no século 19, para a exploração de ouro no fundo de poços onde, hoje, os visitantes mergulham.

As barracas ficam perto das cachoeiras, protegidas pela sombra das árvores. Há banheiros, duchas externas com água quente, energia elétrica e tanques à disposição. As refeições podem ser feitas na lanchonete ou no restaurante do hotel.

Experimente

Salto Corumba
Preço: Diárias no camping a partir de R$ 60

Chapada Imperial
Preço: R$ 220 por dois dias no camping. Inclui pensão completa, atividades e guias

Chapada Imperial / Foto de Breno Fortes
A Chapada Imperial fica dentro do DF

Cataratas dos Couros
De Alto Paraíso de Goiás, são 16km até a estrada de chão que leva às cataratas
Informações: Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Telefone: (62) 3446-1159.

Brasília terá camping projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Sheila Oliveira, do Correio Braziliense

Tradicional meio de hospedagem em países europeus e nos Estados Unidos durante grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, o camping atrai turistas interessados em diárias econômicas. De acordo com o estudo Demanda Turística Internacional do Ministério do Turismo, divulgado na última semana, a procura pelo campismo no Brasil cresceu de 2,4% para 4,9% nos últimos seis anos. Somente 14 estados brasileiros oferecem esse tipo de estadia atualmente. Em Brasília, o camping projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer como parte integrante do Plano Piloto, localizado no final da Asa Norte, foi desativado em 2009.

Com objetivo de ampliar a oferta de hospedagem mais barata no Distrito Federal, o governo local pretende inaugurar em maio de 2014 o novo local de acampamento, com capacidade total para 300 equipamentos, como motorhomes, trailers, barracas e minichalés. A primeira fase do projeto, no entanto, prevê 150 vagas até a Copa do Mundo, e o restante até o fim do próximo ano. Situado na parte final da Asa Sul, às margens da Estrada Parque Guará (EPGU) e em frente ao Zoológico de Brasília, o terreno de 40 mil m² está dentro da área do Parque das Aves. Anteriormente, o local era destinado à moradia do pessoal que construiu o metrô.

O camping deverá hospedar até 990 pessoas, segundo a média internacional para cada equipamento. Ainda não se sabe dos custos para os usuários. Mas a diária de um acampamento público varia de R$ 10 a R$ 25 por pessoa, segundo levantamento da Associação Brasileira de Campismo (Abracamping). “Por esse motivo, é um tipo de hospedagem alternativa e tão procurada por turistas. Fora do Brasil, o campismo faz parte da cultura dos viajantes. Infelizmente, o país está atrasado em relação a esse tipo de estadia”, destaca Luiz Edgar Tostes, diretor da entidade.