10 sites onde procurar emprego fora do Brasil

Do Nômades Digitais

Se o seu sonho é ter a experiência de morar fora e ainda assim conseguir se sustentar, arranjar um emprego em outro país talvez seja um dos primeiros passos que você dará em busca dessa nova empreitada. E para te ajudar, separamos 10 países com indicações de por onde começar a sua pesquisa.

1. Alemanha

Stepstone – mais de 60 mil vagas em diversas categorias.

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2. Argentina

Bebee – registro grátis para busca de empregos, além de apps também gratuitos para iOS e Android.

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soyalexreyes.com via Visualhunt.com / CC BY

3. Austrália

Careerone – grandes empresas e franquias são o diferencial deste site.

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4. Canadá

Job Bank – aqui você pode filtrar por profissão, salário, recomendação dos contratantes…

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5. Estados Unidos

Craigslist – um site em que você pode encontrar absolutamente de tudo!

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A. Duarte via Visualhunt / CC BY-SA

6. Uruguai

Buscojobs – além de muitas oportunidades, há dicas que vão desde como fazer um CV até sobre leis trabalhistas.

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Nando.uy via Visualhunt.com / CC BY-NC-SA

7. Portugal

Bep – é um site do governo que disponibiliza vagas públicas e privadas

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8. Japão

Daijob – em inglês, esse site indica filtros de serviços e até línguas usadas no job

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VisualHunt.com

9. Israel

Israemploy – também em inglês e em outras línguas, aqui você pode pesquisar por datas das ofertas e em diversas línguas.

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VisualHunt.com

10. Inglaterra

Reed – por cidade ou companhia, aqui não vai ser difícil encontrar algo que lhe agrade!

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Visual Hunt

10 cafeterias imperdíveis mundo afora

Nômades Digitais

Precisa se alimentar, relaxar, encontrar os amigos ou trabalhar? Cafeterias costumam ser lugares aconchegantes e inspiradores e, mais do que servir cafés, funcionam como pequenos refúgios na cidade.

Assim como você tem músicas, livros e tipos de espresso favoritos, é provável que você tenha sua cafeteria favorita na cidade em que mora e dificilmente frequenta os demais cafés. Mas quando for viajar, leve esta lista consigo e tenha a garantia de que irá passar por cafeterias simplesmente incríveis.

Elas até podem não fazer bem o seu estilo e podem não se tornar as suas favoritas, mas com certeza vale a pena conhecê-las.

1. The Grounds of Alexandria, Austrália

O que antigamente era uma fábrica de tortas se transformou em um charmoso café. Não só o ambiente é bonito e aconchegante, como os cafés são realmente especiais. Há uma sala para pesquisa e testes de grãos, que vêm de países como a Colômbia, Etiópia, Uganda e o Brasil. No terraço, vegetais e ervas são cultivadas por um especialista e são utilizadas na composição de pratos da própria cafeteria.

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Cafeterias para visitar

Fotos © The Grounds

2. The Vintage Emporium – Londres, Inglaterra

Nostalgia é a palavra certa para descrever esta cafeteria. Além dos cafés, antiguidades são especialidade da casa e também estão à venda. No estilo vitoriano, o local abriga uma centena de objetos antigos, que vão desde vitrolas até sapatos.

Cafeterias para visitar

Cafeterias para visitar

Fotos © A Cat of Impossible Colour

3. Hotel Central & Café – Copenhagen, Dinamarca

Trata-se de um hotel e um café. Contudo, o hotel só oferece um quarto e o café cinco cadeiras. Sem dúvida alguma, este é o menor e mais curioso hotel-café da cidade.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Yvonne Konné

4. Balzac’s – Toronto, Canadá

A antiga fábrica foi transformada em um café no estilo parisiense. Do charmoso lustre ao estilo das mesas, tudo faz você lembrar da iluminada Paris.

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Cafeterias para visitar

Fotos © Balzac’s Roasters 

5. La Distributice – Montreal, Canadá

Diferente da cafeteria dinamarquesa, aqui não há sequer cadeiras. O La Distributice é tido como a menor cafeteria da América do Norte e serve apenas cafés para viagem.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Caffeinated by Design

6. The Lily Vanilli – Londres, Inglaterra

No estilo antigo, esta pequena padaria e cafeteria é principalmente conhecida por seus cupcakes.

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Fotos © Lily Vanilly

7. L’oisiveThé – Paris, França

Esta é uma casa de chás, mas é tão charmosa e encantadora quanto as demais cafeterias da lista. Além de servir bebidas quentes, a loja funciona como um armarinhos e vende tudo o que você precisa para fazer tricô e afins.

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Cafeterias para visitar

Fotos © Chiffon Brodeuse

8. Little Nap Coffee Stand – Tóquio, Japão

Se você estiver no Japão e quiser sentir um gostinho dos Estados Unidos, esta é a cafeteria certa para ir. O design industrial, com chão de madeira de demolição e detalhes em metal, definitivamente não é um ponto contra no conforto do lugar.

Cafeterias para visitar

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Fotos © The Fox is Black

9. Snickarbacken 7 – Estocolmo, Suécia

Esta cafeteria fica um pouco escondida, na frente de uma galeria de arte. Os especialistas em café que lá trabalham adoram falar sobre grãos e compartilhar conhecimento.

Cafeterias para visitar

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Fotos © T Magazine

10. Le Coutume Café – Paris, França

Considerada uma das melhores cafeterias da Europa, o Café Coutume investe nos mais diferentes tipos de grãos e cafés: um prato (ou xícara!) cheio para quem gosta de experimentar.

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Cafeterias para visitar

Fotos © AA13

Cinco cidades pelo mundo que te pagam para morar lá

Do Nômades Digitais

Sempre pensou em viver “na gringa”, mas não tinha dinheiro para investir nisso? Não tem problema: algumas cidades do mundo já oferecem pagamentos para quem quiser viver nelas. Descubra quais são, com um resumo do que oferecem. No entanto, fica o alerta: as regras mudam e os incentivos para migração podem ser suspensos pelos governos de uma hora para outra.

1. Niágara Falls, nos Estados Unidos

Se você quer viver o sonho americano  e ainda ganhar até US$ 7 mil (cerca de R$ 25 mil) por isso, a cidade norte-americana de Niágara Falls pode ser o lugar ideal para morar. Na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, a região encontrou nessa oferta uma solução para combater o déficit populacional. O pagamento é oferecido jovens que pretendam viver em um dos bairros que fazem parte do programa para que eles paguem seus estudos.

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Foto ©  Tourism Media

2. Ponga, na Espanha

Este município que possui menos de 900 habitantes oferece 3.000 (€ 12 mil) a todos os casais que queiram viver lá por cinco anos – e você ainda ganha uma piada pronta com o nome da cidade! A ideia é repopular a região, que, em 2007, contava com apenas 50 jovens.

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3. Utrecht, Holanda

Apesar de não ter problemas de povoamento, a cidade de Utrecht também resolveu oferecer um salário para quem pretende viver por lá. A ideia faz parte de um experimento que busca analisar a produtividade de pessoas que recebem incentivos econômicos do estado sem precisar trabalhar. Quem tiver interesse em servir de cobaia para o estudo irá faturar o equivalente a US$ 1.000 (R$ 3,6 mil) por mês.

4. Ilha Miyake-jima, Japão

Talvez esta seja uma oferta menos comum: viver em uma das ilhas com maior quantidade de gás sulfúrico no mundo. Por lá, é impossível viver sem uma máscara de oxigênio – e os japoneses decidiram pagar para quem topasse morar na ilha e fazer parte de um estudo que irá investigar os efeitos do gás no ser humano.

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5. Saskatchewan, Canadá

Se você acabou de se formar mas não tem interesse em começar a trabalhar tão cedo, pode optar por ir viver no Canadá e formar uma família. Se topar ficar pelo menos 7 anos nesta província (estado), cuja taxa populacional é bastante baixa, você poderá receber até US$ 10 mil (R$ 36 mil).

 

Winnipeg bairro a bairro, com dicas do Jeguiando

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O Jeguiando é um dos blogs de viagem mais legais, inovadores e confiáveis que conheço. Tive o prazer de conhecer um dos administradores dele, o divertido e boa prosa Érick PZado, em um encontro de jornalistas especializados em turismo, em Winnipeg. Agora, peço licença a ele para compartilhar um texto originalmente publicado no Jequiando sobre essa cidade canadense, pouco conhecida pelos brasileiros, mas que tem seu valor, seus atrativos. A fotografias são da minha autoria.

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Winnipeg bairro a bairro #1: Roteiro a pé pelo The Forks

Em nossas duas visitas à cidade de Winnipeg, uma das piadinhas mais comuns que ouvimos dos habitantes do destino foi o trocadilho com a palavra Winterpeg, em uma alusão direta aos rigorosos invernos que a região enfrenta todos os anos. Conhecida por ser uma das capitais mais frias do Canadá, a cidade revela aos olhos do visitante mais atento algo muito maior do que as rajadas de vento geladas e o frio cortante. Winnipeg é muito mais que seus invernos: é uma cidade que pode render boas experiências.

Capital da província de Manitoba, Winnipeg é a sétima maior cidade canadense e possui em suas raízes a forte presença dos povos ameríndios, em especial dos povos Cree e Anishinaabe, que habitavam a região.

IMG_0941A cidade é essencialmente anglófona, ou seja, lá o inglês é o idioma oficial. No bairro de Saint Boniface, há a maior concentração de falantes da língua francesa, mas isso não se torna um empecilho aos visitantes que não dominam o idioma.

IMG_0928Uma das principais características de Winnipeg é a forte influência dos povos nativos, em especial das comunidades de nativos Cree e Anishinaabe, que habitavam as planícies ao redor do encontro dos rios Red e Assiniboine. Atualmente, a região é conhecida como The Forks em decorrência do formato obtido pela junção dos leitos de ambos os rios, sendo similar a uma forquilha ou um grande “Y”.

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IMG_0897A região do The Forks, além de figurar como um tradicional ponto de encontro para manifestações e rituais indígenas às margens do Red River, é marcada por uma rotina vibrante durante o ano todo. No inverno, os rios congelados abrigam o badaladíssimo restaurante temporário chamado de Pop-up, montado de maneira sazonal, geralmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro. Nas demais estações, a região é um ponto interessante para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas, ciclismo e remo (todas essas atividades podem e são executadas na área) e abriga também um espaço voltado às crianças.

A cidade possui em seu território bairros com perfis e vocações bastante distintas, como o bairro cool de Osbourne, o clássico e francês bairro de Saint Boniface ou ainda vastas áreas verdes, como o parque da reserva Assiniboine, onde fica localizado o Assiniboine Park Zoo, lar do complexo habitat dos ursos polares remanejados da região de Churchill, ao norte de Manitoba. A vida financeira da cidade, concentra-se em Exchange District, área central da capital.

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Nessa série de posts, falaremos um pouquinho sobre cada região da cidade e efetivamente o que vale a pena ser visitado em sua passagem pela capital de Manitoba.

  • Atividades ao ar livre

A cidade de Winnipeg é conhecida em especial por seu clima extremo. No verão, temperaturas acima dos 30˚C e eventuais chuvas ocorrem com certa frequência. Nos rigorosos invernos, a sensação térmica de até -40˚C pode ser sentida durante incursões ao ar livre, o que não impede os habitantes de manterem-se ativos para aproveitar as belezas de cada estação.

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A região conhecida como The Forks fica localizada próxima ao Exchange District, no centro da cidade. O bairro recebe esse nome em decorrência do encontro dos rios Vermelho (Red River) e Assiniboine (Assiniboine River) em formato de Y, característica que deu origem ao termo Forks.

Ao lado da estação de trem Union Station, o complexo The Forks possui ótimas opções de hospedagem, gastronomia e lazer.

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Para conseguir se localizar no bairro, sugiro que acesse o mapa do The Forks, faça o download do material e use-o para planejar seus deslocamentos (todas as distâncias são facilmente cobertas a pé). Já para aqueles que pretendem conhecer o lado histórico e institucional da região, sugiro acessar o site Parks Canada.

Mas, voltando ao The Forks, a melhor forma de aproveitar a região é dedicando pelo menos um dia de sua estadia para se aventurar por esses lados. Nossa sugestão é começar as atividades com um gostoso café da manhã no The Forks Market, do qual falaremos um pouquinho mais a seguir.

  • Waterfront

Ao lado do The Forks, encontra-se um passeio que margeia o Red River e interliga uma série de pontos turísticos de Winnipeg. Dependendo da época do ano, é possível patinar na região, caminhar, correr ou se dedicar a gostosas pedaladas sob a sombra das árvores que protegem o caminho.

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  • Canadian Museum for Human Rights

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Definitivamente, o Canadian Museum for Human Rights é uma das construções mais ousadas em que já pusemos nossos pés. O prédio é carregado de simbolismos entre os diferentes componentes de sua construção. As instalações do museu representam cinco símbolos, sendo:

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A pequena grande Ottawa

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Renato Alves (texto e fotos)

Ottawa costuma ficar de fora dos roteiros dos viajantes brasileiros. Não por culpa da cidade, mas da pouca divulgação dela em nosso país. Há diversas atrações, para diferentes interesses, na pacata e compacta capital canadense. Tanto que mais de 5 milhões de turistas a visitam anualmente.

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Para quem está de viagem pelas mais conhecidas cidades do Canadá, Ottawa pode ser visitada de carro ou de trem. De Montreal, por exemplo, ela fica a duas horas de carro. Localizada no centro de Ontário, Ottawa está a cerca de 500km de Quebec e de Toronto, a menos de três horas por estradas bem sinalizadas e muito bem conservadas. Já para quem está nos Estados Unidos, há voos diretos, baratos e curtos partindo de muitas localidades com destino à capital canadense, além de moderna malha férrea.

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Nas ruas de Ottawa, ouvem-se inglês e francês. Por isso, sua localização geográfica, por suas ligações com as principais metrópoles canadenses e por outras razões, ela tornou-se capital do segundo maior país do mundo. Como uma digna capital de uma nação desenvolvida, tem monumentos, museus e galerias de alto nível com notáveis coleções nacionais e exposições de renomados artistas locais e estrangeiros.

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IMG_1757Apesar dos seus 900 mil habitantes, Ottawa é uma cidade ideal para o turismo por ter os atrativos concentrados na área central. Dessa forma, o ideal é se hospedar no centro administrativo e econômico, onde estão os melhores hotéis. De lá, é possível conhecer os principais pontos em caminhadas curtas e prazerozas, de forma segura, sem pressa.

Nas manhãs de domingo, de maio ao início de setembro, o acesso a veículos motorizados é proibido em várias ruas, incluindo a Rockcliffe Parkway e a Colonel By Drive (ambas extensões da Sussex Drive), para que as pessoas possam andar de bicicleta, patinar e correr sem limitações. Esta iniciativa é chamada Alcatel-Lucent Sunday Bikedays (Domingos de Ciclismo Alcatel-Lucent), sendo uma atividade popular grátis para toda a família que incentiva as pessoas a ficarem ativas.

Preservação

Essas comodidades, aliadas ao pouco trânsito de veículos em todos os dias e à tradicional organização das cidades canadenses e à gentileza do seu povo, Ottawa é uma cidade grande com ares de pequena. Nos últimos anos, porém, grande parte da capital foi radicalmente reformada e reestruturada, para garantir a graça e o estilo de uma capital moderna.

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As obras, no entanto, não tiraram as carecterísticas originais da cidade, que tem ares europeus, graças à arquitetura das suas principais edificações e dos rios canais que a cruzam. Para se ter uma ideia da preocupação com a preservação das suas belezas naturais e dos patrimônios históricos, Ottawa tem algumas restrições quanto à altura dos prédios. Isto evita, por exemplo, que edifícios e construções ultrapassem a altura do conjunto do Parlamento (foto abaixo), o mais vistoso da capital.

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A parte mais antiga da cidade é conhecida como Lower Town e ocupa uma área entre um canal e rios. Ao cruzar o canal, no lado oeste, encontram-se o Centretown, o Rio Ottawa e a colina do Parlamento Hill, a sede de muitos departamentos do governo da capital, como a Torre Peace.

IMG_1769A alma e o coração da cidade

O canal Rideau é a alma de Ottawa. Construído entre 1826 e 1832 pelo tenente coronel John By, o Rideau é uma cadeia de lindos lagos, rios e canais que serpenteiam Ottawa. Ele se estende por cerca de 202 quilômetros, atravessando Kingston, o Forte Henry e as Torres de Quatro Martello, reconhecidas pela Unesco como patrimônio histórico e cultural da humanidade.

No inverno, o Rideau se transforma na maior pista de patinação no gelo do mundo, com cerca de 8km de largura. Já no verão, ele é uma rota de passeio de barcos, que passeiam entre paisagens exuberantes. Os turistas também se divertem em suas margens, fazendo caminhadas, patinando ou passeando de bicicleta. As magrelas estão à disposição,por meio de aluguel, em diversos pontos.

Festivais culturais

Com uma gama de atividades culturais, museus e galerias de arte, Ottawa também é famosa pelo seu calendário de festivais, que incluem patinação no gelo ao longo do Rideau, um festival de tulipas em maio, e vários eventos de jazz, em julho.

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IMG_1832Ao longo de todo o ano, há espetáculos de teatro, dança e orquestra, em inglês e francês, no National Arts Centre (Centro Nacional de Artes), o principal centro de artes cênicas e musicais do Canadá. Outra opção é assistir a um espetáculo no teatro do Cassino du Lac-Leamy.

A comunidade artística local também é muito ativa, com o Ottawa Little Theatre, a Great Canadian Theatre Company e muitas outras companhias de teatro menores que oferecem uma grande variedade de opções.

Belo por dentro e por fora

Uma das principais atrações turísticas de Ottawa são os prédios do Parlamento. Construídos entre 1859 e 1927 em uma escarpa com vistas para o Rio Ottawa, eles são edificações dos estilos neogóticos e góticos, com telhados revestidos de cobre.

Assim como o nosso Congresso Nacional brasileiro, oferece tours guiados (só que pagas), com direito a visitas aos plenários e aos principais salões, com inúmeras obras de arte.

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Um dos pontos altos é a Biblioteca do Parlamento. Única seção das estruturas originais que sobreviveu a um incêndio desastroso em 1916, passou recentemente por uma reforma completa, deixando seu mobiliários de madeira nobre como novo. Uma dica é fazer a visita com guia ao prédio do Parlamento durante a a noite, com filas e grupos menores.

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Show de luzes

Todas as noites, aliás, do início de julho até o início de setembro, um espetáculo de som e luzes gratuito é realizado na fachada central do Parlamento. Intitulado Canadá: O Espírito de um País, o show atrai milhares de espectadores, que o acompanham sentados no imenso gramado em frente ao conjunto de edifícios administrativos.

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Em cerca de meia hora, imagens gigantescas impressionantes e fantásticos efeitos luminosos são projetados nos prédios do Parlamento para compartilhar canções, poemas, histórias e visões que destacam muitas das realizações culturais e tecnológicas do Canadá. Excelente oportunidade de conhecer todas as regiões e a história do país.

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Fantasmas

Também à noite, passeios realizados por agências de turismo perto do Parlamento contam as histórias de fantasmas locais e outras mais tenebrosas. O ambiente sombrio do horário, quando há menos luz e gente nas ruas, é perfeito para uma boa história deste tipo.

Os guias vestem capas e carregam lanternas enquanto levam os grupos de um local assombrado para o próximo. As empresas também oferecem passeios históricos, incluindo a Crime & Punishment Jail Tour (Visita à Cadeia Crime e Castigo) ou a Naughty Ottawa Pub Walk (Caminhada pelos Pubs da Ottawa Travessa), na área do Mercado ByWard.

Os melhores museus do Canadá

A visita a alguns dos muitos dos museus de Ottawa é obrigatória para qualquer turista. Encabeça essa lista o Museu da Civilização Canadense (foto abaixo). Obra-prima da arquitetura, é o maior e mais popular museu do Canadá, abrigando mil anos de história canadense, a maior coleção de totens em ambiente fechado do mundo e o magnífico First Peoples Hall (Saguão dos Primeiros Povos). Também tem um cinema Imax, o Museu Canadense da Criança e o Museu Postal Canadense.

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Já a Galeria Nacional do Canadá é um dos melhores museus de arte do país e abriga permanentemente a coleção mais abrangente do mundo de arte canadense, incluindo arte Inuit. Ele fica em um dos locais mais espetaculares de Ottawa, próximo do histórico Mercado ByWard. Sua arquitetura premiada, com o Grande Saguão luminoso, galerias espaçosas e jardins e pátios internos, são motivos suficientes para uma visita.

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Em sua fachada, chama a atenção um marco singular da Galeria, o Maman (foto acima), obra de Louise Bourgeois. Trata-se de uma enorme aranha de bronze de 9,25 metros de altura (completa com 26 ovos de mármore) instalada na praça que dá acesso à galeria. Só outras duas cidades têm uma obra igual, Londres e Bilbao.

Também vale a visita o Arquivo Nacional do Canadá, um centro de pesquisa com milhões de documentos históricos importantes, mapas e fotografias, e a Biblioteca Nacional do Canadá, com mais de 10 milhões de livros e publicações, juntamente com os arquivos históricos de Ottawa.

Aviões e cavalos

Em Ottawa, há ainda museus de intereses bem particulares. Um deles é o Museu Nacional da Aviação. No lado leste de Ottawa, distante do centro, tem dezenas de aviões, dos mais antigos aos mais modernos, além de helicópteros, turbinas e outas peças de aeronaves. Para as crianças e os adolescentes, existem simuladores de voos e brinquedos interativos. Quem gosta de adrenalina pode se aventurar em voos de helicópteros e velhos aviões de duas asas. Uma lojinha faz a alegria dos fãs da aviação.

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IMG_1717Perto dali ficam os Estábulos da lendária Polícia Montada Real Canadense. O visitante pode ver as instalações de treinamento dos cavaleiros e os cavalos do Musical Ride, um exercício da cavalaria com coreografia musical. No local, você pode ver um tributo vivo ao patrimônio cultural e à história canadense no RCMP Musical Ride Centre, onde há um pequeno museu com fotos e artefatos.

Já o Museu Canadense da Guerra, na região central de Ottawa, é um memorial vivo à orgulhosa história militar do Canadá, desde os primeiros dias da Nova França até as operações da atualidade. A coleção do Museu inclui magníficas obras de arte com temas de guerra, grandes artefatos como tanques e aviões, bem como explicações interessantes sobre os efeitos da guerra sobre diversos grupos.

Agora, você se interessa por ciência, visite os conceituados Museu de História Natural e o Museu de Ciência e Tecnologia do Canadá, também no centro de Ottawa.

Comes, bebes e badalação

Para muitos, o Mercado The ByWard é o melhor ponto turístico de Ottawa. Certamente, é o mais movimentado e animado, principalmente em dias de sol. Ao lado do centro, ele reúne alguns dos melhores pontos pra compras, os melhores restaurantes, as mais badaladas casas noturnas, os mais charmosos cafés e bistrôs, as mais autênticas confeitarias, as mais descoladas butiques,  além do melhor do artesanato local e uma enorme, curiosa, organizada e limpa feira de alimentos.

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O Mercado ByWard é um dos maiores e mais antigos mercados de produtos rurais do Canadá, tendo o mesmo nome do bairro eclético que o circunda. O ByWard é o distrito de entretenimento de Ottawa. Aproximadamente 90% dos turistas que visitam Ottawa vão ao ByWard Market todos os anos.

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Todos os fins de semana, cerca de 50 mil pessoas passam pelo mercado, que na verdade é um conjunto de antigos galpões, ocupando vizinhos quarteirões. São cerca de 260 estandes de mercados rurais e cerca de 500 departamentos de negócios.

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No pico do verão, cerca de 175 barracas vendem plantas, flores, frutas e legumes, bem como arte e artesanato ao ar livre. Durante o resto do ano, é possível encontrar xarope de bordo, árvores de Natal, lenha, decorações, roupas, artigos de artesanato e muito mais.

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Não deixe de experimentar o BeaverTail (Rabo de Castor), uma espécie de massa doce com opção de diversas coberturas doces e saborosas. Autêntica iguaria de Ottawa, que surgiu (e ainda é vendida) no Mercado ByWard.

Endereços de compras

Ottawa é um paraíso de compras. O centro da cidade oferece uma variedade de lojas, boutiques e mercados de artesãos. Caminhado pela região, os visitantes encontram lojas de presente e souvenirs únicos, mas também grandes centros comerciais.

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Já a Sussex Drive, fora do centro, é uma das ruas mais proeminentes da cidade. Ao longo dela, existem shoppings exclusivos, lojas, galerias, a Royal Canadian Mint (Casa da Moeda), embaixadas e mansões, incluindo a residência do primeiro-ministro (24 Sussex) e o Rideau Hall, a residência da Governadora Geral (a representante da rainha no Canadá).

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Mariscos e peixes frescos na costa canadense

PEI, Canadá - Ostras servidas por Jackie Gillis, dona da Pinette River Oyster Co.

PEI, Canadá - Ostras servidas por John Gillis, dono da Pinette River Oyster Co.Renato Alves (texto e fotos)

Se você aprecia ostras, pode degustar o marisco em diversos restaurantes de Charlottetown, a capital de Prince Edward Island (PEI). Mas, se faz questão de comer as melhores, fresquinhas e nas mais diversas formas de preparo, a dica é pegar a estrada. A 30 minutos de Charlottetown, fica a Pinette River Oyster Company, uma pequena propriedade que vive basicamente da pesca e venda de ostras. Mas os seus donos a transformaram em uma atração turística, recebendo os visitantes de forma impessoal, com uma aula sobre o cultivo, a pesca e tudo o que envolve ostras.

As ostras servidas ali, na varanda da charmosa casa de madeira do casal John e Jackie Gillis, são pescadas no rio Pinette, em frente à propriedade. John colhe ostras desde criança, pois vem de uma família de pescadores. “Não há nada que amo mais do que compartilhar a minha paixão por ostras com os visitantes da ilha”, ressalta.

PEI, Canadá - Casa da Pinette River Oyster Co.

PEI, Canadá - Ostras abertas por John Gillis, dono da Pinette River Oyster Co.De sua casa, às margens do belo rio Pinette, no leste de PEI, John mostra como ostras foram colhidas por gerações, usando as pinças de cabo longo tradicionais. Se quiser, o visitante pode entrar em seu barco e aprender como se tira ostras do fundo do rio e as limpam com um alicate. Depois, se junta a John em sua varanda para ver como ele descasca as ostras, com facas diferentes.

Mas o momento mais esperado fica por conta da mulher de John. Enquanto o marido dá a sua aula, ela vai preparando as ostras limpas por ele. A degustação começa quando Jackie traz uma bandeja cheia de ostras sem concha. Pode-se comê-los crus, cozidos ou com um dos muitos molhos oferecidos. Depois, virão mariscos grelhados. Para coroar esta experiência culinária única, o casal oferece bebidas quentes e frias de cortesia.

Lagostas e mexilhões

Também há menos de uma hora de Charlottetown, outra experiência culinária levam os turistas a misturarem o prazer da pesca com o prazer de comer o próprio peixe pescado, grelhado, ainda no barco. O tour é feito pela Tranquility Cove Adventures, sediada em Georgetown, comunidade que vive da pesca.

Georgetown, PEI, Canadá - PEsca de lagosta em passeio turistico por lago

O passeio de duas horas em um bem equipado e confortável barco, com bebidas, biscoitos e frutas incluídas, proporciona ao turista a chance de ver como pegar lagostas, caranguejo e mexilhão por meio de armadihas. Aos passageiros, é reservada uma hora de pesca. Por fim, um churrasco, com peixe fresco a bordo, temperado com a água salgada da baía.

Georgetown, PEI, Canadá - Peixe fresco servido em passeio turistico por lago

Quem comanda a aventura é o capitão Perry Gotell, de 57 anos de idade e 30 de mar. “As pessoas estão sempre interessados em aprender sobre as experiências dos outros, então,  pensei que seria ótimo para oferecer essa oportunidade”, conta. Para quem quer ir além de um passeio tranquilo, de duas horas, ele oferece tours mais longos, com direito à pesca submarina.

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Para se ter uma ideia da satisfação da clientela de Perry, a Tranquility Cove Adventures, ganhou a pontuação máxima no conceituadíssimo site de viagens Tripadvisor em 2012 e 2013.

RESERVAS

Amantes de ostras

Diariamente, a partir de 15 de junho a novembro, com pelo menos 48 horas de reserva. Mínimo de quatro participantes (se houver apenas dois de você, consulte-os para ver se podem adicionar à uma reserva existente). O serviço custa 100 dólares canadenses por pessoa. Tels. (902) 659-2231; jmg@pei.sympatico.ca

Tranquility Cove Adventures

Diariamente, de 1 de julho a 1 de outubro. Para grupos de quatro a 12 pessoas. O passeio de duas horas custa 55 dólares para cada adulto e 45 para a criança. Tels. (902) 969-7184, (902) 652-2551; tca.gotell@gmail.com; tranquilitycoveadventures.com

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Parque Nacional

Em PEI, os amantes da natureza não podem deixar de visitar o famoso Parque Nacional, com dunas, várias ilhas, falésias em barro vermelho, florestas e diversas espécies de animais protegidos, pode ainda aproveitar para fazer caminhadas em terrenos reservados para essa atividade no parque.

Para se ter uma vista panorâmica inesquecível do Oceano Atlântico e do Golfo de São Lourenço, a sugestão é North Cape, famosa por seus moinhos de vento. Muitos faróis, como West Point, Point Prim, Wood Islands e Cape Bear também merecem a atenção.

O turista pode ainda desfrutar de alguns momentos de tranquilidade e aproveitar para descansar nas praias de areia branca de Pinette, Teah Hill ou Head Basin. Há muitas outras praias nesse pequeno atol.

Dizem que não importa onde se esteja na ilha, você nunca estará a mais de 15 minutos de distância. Algumas praias são muito freqüentadas. Outras são praticamente desertas. Algumas têm águas mornas o suficiente para nadar.

Anne of Green Gables

Para muitos estrangeiros, Prince Edward Island (PEI) remete a Anne of Green Gables, um clássico da literatura canadense. Publicado no Brasil sob os títulos Anne Shirley e Anne de Green Gables, é um romance da escritora L. M. Montgomery, publicado pela primeira vez em 1908. Foi escrito como ficção para leitores de todas as idades, mas nas últimas décadas tem sido considerado principalmente um livro infantil.

Anne of Green Gables

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas em 40 idiomas, sua história narra o crescimento e as aventuras de Anne Shirley, uma menina órfã enviada para uma fazenda em PEI. Parte do marketing turístico de ilha é baseado nessa ficção.

Os fãs da história têm como maior atrativo a Green Gables, fazenda que pertenceu à família de Lucy Maud Montgomery e inspirou o livro de Anne. Localizada em Cavendish, área rural do condado de Queens County, no centro da ilha, é patrimônio histórico canadense.

Casa de Anne of Green Gables

Ainda em Cavendish, o parque temático de Avonlea, e a loja Cavendish Figurines têm enfeites para que turistas possam se vestir como personagens do livro a fim de posarem para fotos. Lojas de suvenir por toda a Ilha oferecem numerosos alimentos e produtos baseados em detalhes dos romances. São comuns chapéus de palha femininos costurados com tranças vermelhas, assim como garrafas de refrigerante de framboesa.

Em Charlottetown, o Confederation Centre of the Arts tem apresentado o musical Anne of Green Gables em seu palco principal a cada verão nos últimos50 anos.

DICAS

Como ir

A Air Canada é a única empresa aérea com voos diretos entre o Brasil e o Canada. Eles ligam São Paulo a Toronto. De Toronto, a mesma companhia oferece voos com escalas até Charlottetown. Outra opção é ir via Estados Unidos, onde, de cidades como Nova York, há voos diretos para Charlottetown. Navios de cruzeiro fazem excursões regulares com parada na maior cidade da ilha.

Onde ficar

Maior das duas cidades de PEI, Charlottetown é servida de ótimos hotéis, além de pousadas.

The Holman Grand Hotel: Com vistas panorâmicas da Praça da Rainha e do Porto de Charlottetown, este hotel boutique apresenta um saguão de sete andares e refeições no local.

Delta Prince Edward: Em frente à marina e perto de algumas das principais atrações, tem as mais luxuosas acomodações da cidades.

Rodd Charlottetown: Elegante, construído em 1931, apresenta pisos em mármore e tetos abobadados.

Fairholman National Historic: Com quartos lconfortáveis, situa-se numa mansão construída em 1838, no centro histórico de Charlottetown.

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Quando ir

Verão: a melhor época, sem dúvida, com temperaturas entre 20°C e 35°C, quando o visitante pode desfrutar das prais com águas normas.

Outono: tem temperaturas ideais para pegar a estrada para ver as folhas mudando de cor pela província. Grande momento para caminhar ou andar de bicicleta na Confederation Trail. Ou para fazer uma viagem de carro por uma das várias rotas panorâmicas da província com paradas que celebram a colheita de outono. Uma jaqueta leve é ​​tudo o que você precisa para aproveitar temperaturas que variam de 12°C a 18°C.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 6

Inverno: em janeiro e fevereiro, PEI tem as temperaturas mais frias e os meses com mais neve. Esteja preparado para temperaturas em torno de -3°C. O inverno traz quase 1000 km de trilhas de snowmobile, trilhas pelo interior e caminhos para caminhadas com sapatos de neve.

Primavera: é a estação de pesca e também quando os observadores de pássaros convergem para a província, com temperaturas em torno de 8°C. No fim de abril e começo de maio, as temperaturas começam a aumentar.

O que comer

Os frutos do mar dominam os cardápios dos restaurantes de PEI. Neles, você pode provar as ostras de Malpeque e os mexilhões de Island Blue. Mas a lagosta é quase onipresente, uma preferência local. A ilha também é famosa por suas batatas, maior produtora nacional.

O que comprar

No pier tem restaurantes, música ao vivo e lojinhas. O Confederation Court Mall é a meca das compras da cidade, com mais de 90 lojas. Em matéria de artesanato, há cerâmicas, suéteres de lã, peças em madeira e sabonetes.

Charlottetown – Nos passos dos pais da Confederação canadense

Charlottetown, PEI, Canada - Vista da baia

Renato Alves (texto e fotos)

Capital e maior cidade de Prince Edward Island (PEI), Charlottetown, com pouco mais de 40 mil habitantes, é a porta de entrada para a menor das 10 províncias canandenses,. As pacatas e planas ruas históricas de Charlottetown dispensam o carro. Andando, você explora o que há de melhor na localidade instalada no coração da ilha. Com muita história, prédios bem preservados, casario colorido, apresentações corriqueiras do folclore canadense e paisagens de tirar o fôlego, Charlottetown oferece uma imensa variedade de atividades para atender a todos os gostos e bolsos.

Charlottetown, PEI, Canadá

Em Charlottetown, a arquitetura vitoriana contrasta com o moderno Centro das Artes da Confederação, onde acontecem vários shows musicais e exposições, realizadas em suas galerias de artes. No verão, acontecem shows no parque Confederation Landing Peake’s Quay, lugar histórico situado à beira-mar. À noite, a agitação de Charllottetown fica por conta dos bares e restaurantes.

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Há diversos monumentos na cidade, como a Catedral Saint Dunstan, a Igreja Anglicana Saint-Paul, construída em 1896, a Catedral Anglicana Saint Peter, de 1869, a Igreja presbiteriana Saint James, e a Province House, o prédio onde aconteceu em 1864 a Confederação que deu origem ao Canadá.

Charlottetown, PEI, Canada - Bares na marina

Também valem a visita os museus, como o Founder’s Hall, que retrata a história do país, e o Acadian Museum, que conta a história dos acadianos da ilha, um grupo ético derivado dos primeiros colonizadores da ilha.

Viagem no tempo

Com trajes de época e interpretando os integrante da reunião que deu início à formação do país, atores profissionais perambulam pelo centro histórico atuando como se estivessem em 1864. Eles conversam entre si e com os visitantes, em roupas e chapéus elegantes. Também oferecem o serviço gratuito de guia turístico — subsidiado pela prefeitura –, percorrendo os principais pontos da Confederação e dando uma aula sobre esse momento.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atores encenam a Confederação

Entre 1º e 8 de setembro de 1864, Charlottetown hospedou o que passaria a ser denominado Conferência de Charlottetown. Além de várias reuniões e negociações em casas da província, houve diversos vários eventos sociais, como bailes, durante essa semana.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atores encenam a Confederação 2

Ao completar 150 anos, essa fase tão importante da história canadense é celebrada em Charlottetown ao longo de todo 2014, com 150 festivais culturais. A Conferência de 1864 de Charlottetown foi a primeira de uma série de reuniões que finalmente conduziu à criação da nação canadense, em 1867. Devido a este encontro, a Cidade de Charlottetown é conhecida como “O berço da Confederação”.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 2

Sabores e cores locais

A primeira vista que se tem de Charlottetown para quem chega de carro ou barco é a da marina, na parte mais baixa da cidade. No verão, ela concentra as mais badaladas atrações, com festivais de culinária e música.

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Quem desembarca no porto encontra e Peake’s Quay, um restaurante com varanda panorâmica e vista para o mar, onde moluscos e crustáceos dominam o cardápio. Charlottetown tem muita lagosta, pescada diariamente no Atlântico.

Charlottetown, PEI, Canadá - Jovens velejando

Embaixo do Peake’s Quay, há mais de uma dezena de pequenas lojas de lembrancinhas, voltadas aos turistas. Entre elas, vale destacar a a PEI Dirt Shirt, que vende roupas tingidas com a areia vermelha da ilha. Roupas, bonés, bolsas e outros itens são lavados na água com barro. Isso mesmo! Te vendem uma roupa com cara de suja, encardida. E elas fazem o maior sucesso entre os turistas.

Sorvete de grife

Caminhando por seu píeres, calçadas e na rua que margeia o porto, o turista se depara com muitas outras lojas de souvenieres, bares e restaurantes, onde pode tomar uma cerveja gelada, experimentar um bom vinho, provar as especialidades de frutos do mar ou tomar aquele que, para os canadenses, é o melhor sorvete do Canadá, da ilha ou do mundo.

De fabricação local, os sorvetes da marca Cows trazem uma infinidade de sabores. Todos com gosto de sorvete caseiro com pedacinhos de frutas. As lojas da Cows oferecem uma série de souvenieres da marca, que vão de brinquedos a camiseta com com o logotipo da vaquinha. Quem preferir, pode até um passeio guiado pela fábrica da sorveteria e conferir como são feitos os cremosos produtos dela.

Comes e bebes

Subindo até a Queen Street, a poucos metros do porto, há uma infinidade de restaurantes, um ao lado do outro. Um deles, o Sim’s, na esquina com Sydney Street, leva a fama de oferecer as famosas ostras de PEI. A mesma casa funciona como uma steak house. As ostras de PEI são vendidas a peso de ouro em alguns dos mais badalados restaurantes de Toronto e dos Estados Unidos.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 4

Se o seu negócio é café e seus derivados, com lanches e doces, há ao menos meia dúzia deles em quatro quadras vizinhas, no centro de Charlottetown. Os mais aconchegantes e ocupados por locais e visitantes são o Casa Mia Café e o Leonhard´s.

Georgetown, PEI, Canadá - PEsca de lagosta em passeio turistico por lago

Em 31 de maio de 1997, a Prince Edward Island celebrou a abertura oficial da Ponte da Confederação. Com 12,9km, ela se estende até o Estreito de Northumberland e oferece acesso fácil do continente até a Ilha, além das balsas e viagens aéreas.

Cerveja direto da fonte

A cerveja local também tem boa reputação, por causa da qualidade da água da ilha. E uma das melhores maneiras de conferir a fama é indo direto à fonte. Na visita à cervejaria PEI Brewing Company, a linha de produção é observada de uma passarela sobre os tonéis. Além de acompanhar a feitura da bebida, você pode experimentar as 10 variedades. Tem de blueberry ale, produzida com as frutinhas da ilha, à lager Beach Chair, outro rótulo popular na casa.

Charlottetown, PEI, Canadá - Atendente na PEI Brewing Co.

A cervejaria tem mesas e cadeiras de boteco sofisticado, um palco para música ao vivo nos fins de semana e, claro, uma lojinha com todas lembrancinhas da marca. A cervejas dali são servidas em vários restaurantes locais, entre eles o Gahan Restaurant, na Victoria Row, a rua mais badalada de Charlottetown.IMG_1264

Para saber mais

Príncipe inglês

A Ilha de Prince Edward recebeu este nome em homenagem ao príncipe Edward da Inglaterra, em 1799. Seu primeiro nome foi Abegweit, que significa “início nas ondas”, dado pelos índios Mi’kmaq. Depois, foi chamada Ilha de St. Jean pelos franceses e Ilha de St. John pelos ingleses que a colonizaram.

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Em 1764, o capitão Samuel Holland foi nomeado inspetor-geral e a ele foi dada a tarefa de inspecionar as terras que eram de posse britânica no Novo Mundo. Ele sugeriu que a região onde se encontra a cidade de Charlottetown fosse escolhida para sediar uma das primeiras cidades da ilha e a nomeou Charlotte Town (primeiramente separado) em homenagem à rainha Charlotte, esposa de George III da Inglaterra.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 5

Um ano depois, a cidade de Charlotte Town foi designada capital da província. O governo formal na cidade teve início com a chegada do governador Walter Patterson em 1770. Além de ser o centro administrativo da ilha, Charlottetown também era o quartel general para as forças armadas. Charlottetown tornou-se cidade depois da reunião geral da ilha de príncipe Edward, em abril 1855.

Charlottetown, PEI, Canadá - Centro histórico 3

PEI: A mais charmosa ilha canadense

Charlottetown, PEI, Canadá

Renato Alves (texto e fotos)

Desconhecida da maioria dos brasileiros, a Ilha Príncipe Edward é um dos destinos turísticos mais explorados pelos canadenses, asiáticos e europeus no extremo da América do Norte. Mais conhecida pela sigla PEI (Prince Edward Island), a ilha é a menor e menos populosa das 10 províncias do Canadá. Com apenas duas cidades e dezenas de vilas, seus 145 mil habitantes vivem em um ritmo bem mais lento do que a maioria do mundo moderno.

Não que a região seja subdesenvolvida, desconectada do planeta, sem as comodidades dos grandes centros. Localizada no extremo leste canandense, PEI tem hotéis luxuosos, restaurantes de alto padrão, museus, teatros e todas as facilidades para deslocamento dos visitantes. Ainda, um dos melhores campos de golfe do país.

Charlottetown, PEI, Canadá - Jovens velejando

No verão, os locais e turistas se divertem em passeios em veleiros e iates milionários.  As temperaturas do outono são ideais para pegar a estrada e  admirar as folhas mudando de cor pela província. Ambas as estações são ideais para caminhar ou andar de bicicleta na Confederation Trail, uma desativada linha férrea que ligava todos os pontos da ilha e, hoje, sem os trilhos, é ocupada apenas por bikes.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 1

Ainda no outono, muita gente viaja de carro por uma das várias rotas panorâmicas, com paradas que celebram as colheitas nas fazendas da região. Já o  inverno traz quase 1.000km de trilhas de snowmobile e para caminhadas com sapatos de neve. Os festivais mantêm os espíritos animados do lado de fora, mas há também muitas pousadas aconchegantes e cabanas preparadas com lareiras crepitando.

Se não bastasse, em PEI, nacionalistas escreveram um dos capítulos mais importantes da história do país, organizando o primeiro debate que levaria à criação do Canadá como nação. Evento que completa 150 anos em 2014 , data comemorada em festivais. Tudo regado a ótimos vinhos e cervejas nacionais, além de uma fartura de ostras e lagostas.

Bicicletas no lugar de trens

PEI conserva quilômetros de paisagens exuberantes e diversificadas. As estradas seguras e bem sinalizadas cruzam fazendas antigas e vilas com casinhas de madeira. Dos imensos lagos, rios e baías, se vêem penhascos de arenito vermelho e mansões nas encostas. As cidades e vilas têm cenários dos séculos passados, com ruas de pedra e construções centenárias muito bem conservadas. Tanto nelas quanto nas áreas rurais e nas praias, há uma gente acolhedora. A característica rendeu a PEI o título de Ilha gentil.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail 5

Um dos melhores meios de conhecer as atrações da província é sobre uma bicicleta. E  não é preciso levar uma na bagagem. Em PEI, há empesas que alugam o veículo — de todos os modelos e tamanhos — e oferecem tours guiados. Com 230km de uma ponta à outra, não mais que 20km de largura  e altitudes inferiores à 90m, a ilha não exige muito dos turistas que escolhem fazer um passeio de bicicleta.

PEI, Canadá - Ciclovia na Trans Canada Trail

O percurso perfeito para pedalar pela província é uma ciclovia com quase 400km de extensão, totalmente plana. Ela foi construída  sobre a antiga estrada de ferro que levava aos principais pontos de  PEI. Além de retirar os trilhos, os idelaizadores sinalizaram o trajeto e colocaram cancelas nos cruzamentos com estradas de terra e asfalto, que impedem o acesso de qualquer outro veículo. Placas também indicam as distâncias entre uma vila e outra.

Vegetação rica

Ao longo da trilha, nas duas margens, os ciclistas encontram uma grande variedade de  árvores, flores e aves, além de plantações de culturas variadas nas propriedades rurais com casinhas de madeira (geralmente bancas) em meio a muito verde. No caminho, o visitante também cruza pontes de madeira do século 19. Construções erguidas para locomotivas e vagões atravessarem riachos e ribeirões que alimentam grandes lagos.

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Para descansar e admirar tanta beleza, os ciclistas contam com pontos de parada ao longo de toda a trilha, dotados de bancos e mesas de madeira. Nesse ambiente, famílias inteiras  fazem piqueniques. Nos fins de semana e feriados ensolarados, elas pedalam juntas pela extinta via férrea.

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Apesar de minúsculas, as vilas por onde passam a ciclovia têm ao menos uma boa cafeteria e um restaurante com peixe e mariscos da região. Em algumas, o ciclista encontra banheiro público, inclusive para banho. Saint Peters Bay é uma dessas localidades ideais para a recarga de energia. Ela tem até hotel.

Para saber mais

Quase 500 anos de ocupação

Prince Edward Island é uma das menores ilhas do Canadá, tanto em tamanho quanto em população. Localizada na costa leste canadense, ela era inicialmente habitada pelos povos aborígines que viviam de subsistência. Em 1534 o explorador francês Jacques Cartier chegou à região tomando posse da terra, porém não a fizeram colônia até 1719.

Com a chegada dos britânicos, em 1758, os franceses foram expulsos da ilha. Como uma colônia britânica, a ilha foi dividida em 67 parcelas de terra, sorteadas entre fazendeiros e aristocratas ingleses. A população desenfreadamente, criando diversos problemas, e, em 1864, o governo iniciou a recompra das terras.

Charlottetown, PEI, Canada - Vista da baia

Cenários de filmes em Toronto

Renato Alves (texto e fotos)

Muitas das cenas de filmes famosos que você imagina se passar em alguma metrópole norte-americana na verdade foram rodadas em Toronto. E nenhum ponto da cidade canadense serviu e serve mais de cenário para os longametragens do que uma antiga destilaria de uísque (foto abaixo). Inaugurada em 1832 e já desativada (veja Para saber mais), ela foi palco de locações de grandes sucessos como X-Men, Chicago, Refém do silêncio e A Luta pela esperança.

O espaço de mais de 56 mil metros quadrados, que nos anos 1990 se tornou a locação de cinema mais usada no Canadá e o segundo maior set de filmagens fora de Hollywood, também é um dos melhores pontos para comprar, comer e beber em Toronto. Transformado em centro cultural em 2003, após reforma dos prédios da velha destilaria, o complexo tem restaurantes, cafés, lojas de decoração, ateliês e galerias de arte.

Como toda a cidade, a destilaria ferve no verão, quando os restaurantes colocam as mesas para fora. Entre outras coisas, você pode experimentar os pratos do Pure Spirit Oyster House & Grill, que ainda fabrica cerveja orgânica. Também há uma fábrica de chocolate com sua charmosa e tentadora lojinha, uma autêntica cervejaria com a bebida servida direto da fábrica, e cafés com decorações, livros, revistas e conforto que convidam a uma longa parada.

Simplesmente caminhar pelo centro de arte e lazer já é um prazer. Por isso se vê tantos casais, idosos e pais com crianças nas ruelas — restritas a pedestres e ciclistas — entre os muito bem cuidados prédios de arquitetura industrial vitoriana. Também há muitas esculturas ao ar livre e uma extensa programação de eventos ao longo do ano, incluindo música ao vivo, espetáculos de dança, exposição de fotografia e outras atividades. Nos fins de semana, há uma feirinha de artesanato.

Ostentação

Depois da destilaria, um castelo é o principal set de filmagens em Toronto. Considerada a maior residência da América do Norte até 1914, a Casa Loma (primeira foto) fica atrás apenas da CN Tower em número de visitantes na cidade. Com 98 cômodos, ela ainda é uma das maiores residências do Canadá. Suas suítes são decoradas com obras de arte de todos os cantos do mundo. Boa parte da mobílias e objetos  decorativos são originais.

Com três andares mais o subsolo, a mansão é fruto da imaginação de um próspero homem de negócios, Sir Henry Pellat. Além da decoração, o palacete tem passagens secretas, um túnel, torres, estábulos, e enormes jardins — abertos somente de maio a outubro. Outro atrativo é a cúpula de vitrais do jardim de inverno. Mas nada traduz melhor a excentricidade do seu construtor que o banheiro de luxo usado por ele.

A quantidade de cômodos e sua grandiosidade fizeram da Casa Loma um cenário perfeito para filmes de gêneros diferentes. Em seu bar, gravaram cenas de Cocktail, com Tom Cruise. A casa é a mesma da escola de mutantes comandada pelo Professor Xavier, líder dos heróis de X-Men. Os fãs da série a indentificam facilmente por seus corredores todos em madeiras e pela biblioteca com mais de 10 mil livros.

PARA SABER MAIS

Situado no centro da cidade, o Distillery District abrigava, em 1832, a destilaria Gooderham and Worts. Letreiros do empreendimento ainda podem ser vistos no agora complexo cultural. Fundado por um imigrante escocês como a maior destilaria no Canadá, o lugar é importante na história de crescimento econômico da cidade e da nação. Tanto que a empresa se tornou a maior destilaria do mundo. Ela fechou as porta depois de 153 anos produzindo bebidas alcoólicas, como uísque e rum. No fim de 2001, a Cityscape Development comprou toda a área. Desde 2003, transformou o lugar em um distrito histórico. O complexo de 43 prédios tem o característico padrão de design industrial do século 19. Quase todo em estilo vitoriano, que, ainda hoje, é o maior da América do Norte.

Sabores variados

A cervejaria artesanal Mill Street é um orgulho dos moradores de Toronto. Suas cervejas, em quatro tipos, incluindo uma com sabor de café, são encontradas em diversos bares da cidade. Na loja da destilaria, você experimenta a bebida na temperatura ideal, em meio aos fãs de esportes canadenses que se unem nas cadeiras de madeiras em frente aos monitores de TV.


Guerra dos mundos

Uma das mais interessantes obra é a IT, criada pelo artista Michael Christian sob inspiração do clássico Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. Com mais de 12 metros de altura, ela dá a impressão de que uma grande aranha de metal anda pela região. Do mesmo autor, Koilos também é feita de metal e, com seus pouco mais de 4m de altura, é muito fotografada pelos turistas.

Festival badalado

Toronto sedia um dos três mais importantes festivais de cinema do mundo. O Toronto International Film Festival, mais conhecido pela sigla Tiff, ocorre sempre em setembro. Aberto ao público, movimenta a cidade nos dias de exibições dos filmes. Vencedores do Oscar, como O discurso do rei e Quem quer ser um milionário?, estrearam no Tiff. Este ano, Heleno, com Rodrigo Santoro, teve a primeira projeção no festival. O evento ganhou recentemente um centro multiplex, apelidado de Bell Lightbox, que mantém uma programação regular de mostras de filmes de arte, temáticos ou de diretores, além de um dos restaurantes mais badalados da cidade.

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Arquitetura, cores e sabores canadenses

Renato Alves (texto e fotos)

A Nathan Philips Square e seu entorno estão entre os melhores pontos para conhecer exemplares da arquitetura de Toronto. A bela e ampla praça abriga a prefeitura, um conjunto com dois prédios que remetem aos traços de Oscar Niemeyer. A obra causou polêmica ao ser inaugurada, em 1964. Além dos edifício e de um enorme espaço vazio, ocupado durante eventos culturais e festivos, há um lago coberto por arcos de concreto. Nos meses de inverno, ele vira um concorrido rinque de patinação.

Ao lado da praça, fica a elegante prefeitura antiga (foto acima), do século 19 e cheia de colunas com desenhos. Apesar da beleza, o prédio quase veio abaixo para dar lugar ao substituto. Hoje, sedia o fórum e a Secretaria de Justiça municipal. Além de ponto para prática esportiva, agitação cultural e descanso, a praça serve de local de partida para conhecer parte da cidade subterrânea.


Mas não espere ver casas e estradas debaixo da terra. Conhecida como PATH, a passarela subterrânea tem 16km de extensão e é muito usada pelos moradores no rigoroso inverno canadense. Ladeada por lojas de todos os tipos, ela liga o metrô e o trem de subúrbio a alguns dos principais edifícios. O Shopping Eaton Centre é um dos prédios ligados pela PATH. Por essa rede, por exemplo, chega-se também à CN Tower e ao Rogers Centre.

Aos domingos, na quadra em frente ao mercado, pequenos comerciantes montam uma feira de objetos de arte e artigos para decoração. Ao lado, há um dos melhores mercados de antiguidade de Toronto, onde vendem-se discos de vinil, revistas, quadros, porcelanas, móveis e outros artigos.

Mostarda

Mas, vale lembrar, a PATH só é necessária durante o inverno. Por ela, não se conhecem outras belezas da arquitetura local, como o St. Lawrence Market (foto acima). Muito frequentado por quem vive em Toronto, o mercado é ponto obrigatório de visitação. Ele oferece queijos, frutas, verduras, frutos do mar, objetos de arte, suvenires e uma vasta quantidade de guloseimas.


Também localizado no centro, perto do Eaton Centre, o mercado é formado por dois prédios (Norte e Sul) de tijolinhos à vista, localizados em uma das áreas mais bonitas de Toronto, próxima ao cruzamento da Front Street com a Jarvis. O conjunto, que começou a ser erguido em 1803, já abrigou a prefeitura. Limpo e organizado, ele ainda conta com bares e restaurantes nas áreas interna e externa.

A diversidade cultural encontrada em Toronto está presente em cada canto do mercado. Em uma só loja, é possível encontrar funcionários e produtos vindos de diferentes lugares do mundo. Há ainda uma diversa variedade de vinhos canadenses, produzidos na província de Ontário, na região de Niágara. Nativos e visitantes também adoram a variedade de mostardas feitas no Canadá.

Vitrais

A três quadras dos mercados, um belo exemplar da arquitetura canadense também é uma oportunidade para conhecer um pouco da história e da religiosidade desse povo. Com sorte, na igreja anglicana, com vitrais muito bem cuidados, o visitante ainda pode desfrutar de um concerto de órgão ao vivo.

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Renato Alves (texto e fotos)

Morar e sair à noite no centro de Toronto é chique. Na muito bem planejada e ocupada cidade canadense, até o distrito financeiro e a zona portuária são frequentados por moradores e turistas de dia, à noite e nos fins de semana. Segurança é um quesito com o qual o visitante não deve se preocupar em ponto algum em um dos mais tranquilos municípios do mundo.

Coladas ao centro, essas áreas são separadas pela CN Tower, o ícone de Toronto. Construída entre 1973 e 1975, foi concebida pela Canadian National Railway para resolver problemas de comunicação. Os grandes prédios do centro dificultavam a radiodifusão e a alternativa estaria na instalação de antenas mais altas do que os arranha-céus.


Passados 35 anos da inauguração, a CN Tower — antigamente a maior de todas as construções do mundo — ainda é a mais alta estrutura sem sustentação. Com 553m, oferece as mais deslumbrantes vistas de Toronto e do Lago Ontário. Com tal tamanho, claro, tornou-se ponto de referência.


O tour, que começa em uma ampla loja de suvenires com tudo imaginável da torre (copos, canetas e camisetas, para enumerar o mais básico), inclui uma parada em um observatório, a 342m do chão, onde fica um restaurante panorâmico e giratório, que percorre os 360 graus da torre em 72 minutos. Um andar abaixo, há outro observatório, com parte do piso em vidro. A mesma impactante visão o visitante pode ter dentro dos elevadores, onde parte do piso é transparente.

Mas não é preciso tanta adrenalina nem olhar para tão longe. Dentro do observatório (protegido por grossos vidros), olhando-se para baixo, veem-se as belas ilhas do Lago Ontário, os edifícios do centro e o Rogers Centre (foto acima).

Inaugurado em 1989 com o nome de Sky Dome, é o primeiro estádio com teto móvel. Funciona como casa do Blue Jays e do Argonauts, os times de beisebol e futebol americano de Toronto, respectivamente. Ambos disputam o equivalente à primeira divisão da liga norte-americana.

Quem ainda assim não ficar satisfeito pode comprar o bilhete de acesso ao Sky Pod, a plataforma de observação máxima da torre, a 447m de altura. De lá se tem uma visibilidade de até 160km de Toronto e da região. Significa que, num dia ensolarado, você pode ser presenteado com a vista das Cataratas do Niágara. Há quem diga ser possível ver até a cidade norte-americana de Rochester.

Os mais aventureiros ainda podem se arriscar do lado de fora da torre. A brincadeira, que custa cerca de R$ 300, consiste em uma caminhada a mais de 300m de altura, com direito a exercícios como jogar o corpo para trás e para frente. A queda livre é impedida apenas por um fino cabo.

Esportes

Além do teto retrátil, que leva apenas 20 minutos para abrir ou fechar — muito usado em caso de chuva ou neve —, o estádio tem como marca um friso do artista Michael Snow. Batizada de O público (foto acima), a obra bem-humorada retrata 14 fanáticos espectadores. Se tem tempo de sobra, vale a pena ir à arena em dia de jogo, mesmo sem entender nada de beisebol ou de futebol americano.

Em uma tarde ou noite no Rogers, o visitante conhece muito da cultura esportiva canadense e se enche de guloseimas locais. Balas, chicletes e doces de todos os tipos são distribuídos de graça por promoters fora do estádio e vendidos dentro, onde, reza a lenda, também é servido o mais barato hot dog de todos os estádios do mundo. Há ainda um Hard Rock Café com vista para o campo de jogo.


Mas a maior paixão esportiva dos canadenses é o hóquei no gelo. Mesmo que você não conheça as regras do esporte, vai se divertir no Hockey Hall of Fame (foto acima), a duas quadras do Rogers Centre. No museu, em um dos mais modernos edifícios de Toronto, há de tudo sobre a modalidade: uniformes, fotos, vídeos e até réplicas de vestiários. Mas o melhor é arriscar tacadas na área interativa do museu.


Sem precisar de calçado ou de roupa especial, o visitante fica frente a frente com um dos melhores goleiros do esporte. Com taco e disco de verdade, o atacante de verdade tenta fazer gol no defensor visualizado em um telão. Uma maravilha da alta tecnologia. Se quiser, há a opção de inverter o papel em outra quadra, vestindo a parafernália de um autêntico goleiro. Isso sem contar os inúmeros jogos em consoles.

Forma de ferradura
Pegando um trem na estação central de Toronto, em duas horas se chega a uma das mais bonitas quedas d’água do mundo. Excursões de ônibus também fazem o percurso. Com 57m de altura, as quedas do Rio Niágara têm a forma de uma ferradura. O local conta com boa estrutura para os visitantes. A melhor maneira de sentir a força das cachoeiras é embarcar no barco Maid of the Mist. Ele parte de um embarcadouro e vai até o pé das quedas d’água.

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Renato Alves (texto e fotos)

Hotéis-butique, lojas de design, cafés e boates badaladíssimas. O extremo oeste da Queen Street, conhecida como West Queen West, reúne o que há de mais moderno na moderníssima Toronto. Endereço certo para os apaixonados por moda, os baladeiros e o público gay.

O bairro entre as avenidas Gladstone e Palmerston ainda está em transformação. A mudança foi iniciada nos anos 2000, quando charmosos (mas decadentes) casarões de estilo vitoriano começaram a ser ocupados por galerias de arte contemporânea, lojas de decoração e butiques de artistas locais.


Sugestão: comece a visita pelo Hotel Gladstone, o mais antigo da cidade. Ele fica na esquina da Queen Street com a Gladstone Avenue. Além do restaurante-café, tente visitar um dos 37 quartos do empreendimento. Cada um deles recebeu decoração de um artista diferente.

Após deixar o Gladstone, dê início à caminhada em direção ao centro. Logo encontrará outro boutique hotel, o Drake (foto abaixo), que também oferece quartos confortáveis e muita cultura. Além do bar externo, conta com uma boate no subsolo e um agradável bar na varanda.


Ao longo da Queen Street West, não deixe de entrar em cada loja de design. Você encontrará estilosas camisetas, bolsas e peças decorativas para casa. A extensa avenida também abriga lojas de vinil, livrarias especializadas, bistrôs. Claro que tudo tem seu preço. Mas, às vezes, vale a pena só observar e admirar o poder criativo dos canadenses.

A arte está expressa também em fachadas de lojas e postes de rua. Eles são cobertos por grafites, como os vistos em toda grande metrópole, e por cartazes bem bolados, que anunciam todo tipo de evento.

O melhor museu

Aproveitando o passeio cultural, uma dica é unir o passeio pela West Queen West a uma visita à Art Gallery of Ontario, no mesmo dia. Considerado o melhor museu do Canadá e um dos melhores do mundo, reúne mais de 68 mil obras, com destaque para a rica coleção de artistas canadenses, arte inuíte — feita pelos nativos esquimós — e clássicos europeus.

Como todo grande museu que se preze, tem uma loja. Mas não é uma lojinha qualquer. Nessa, pode-se comprar até grandes peças decorativas para casa. Há ainda um charmoso café anexo. No mesmo quarteirão do museu, uma atração à parte é a arquitetura do prédio sede do Ontario College of Art and Design, na McCaul Street. O prédio foi erguido sobre três estacas de 30m de altura.

DICAS

CLIMA
Toronto registra as temperaturas mais baixas de novembro a março: elas podem chegar a -11ºC. Em abril, maio, setembro e outubro, a temperatura fica amena durante o dia, com os termômetros marcando de 12ºC a 21ºC, e chega aos 4ºC à noite. Os meses mais quentes são junho, julho e agosto, com temperaturas variando de 11ºC a 27ºC.

ONDE COMPRAR
Eaton Centre — O shopping, no centro da cidade, reúne grifes famosas, lojas de material esportivo, eletrônicos, brinquedos e livrarias (foto).

Vaughan Mills — Localizado a cerca de 40 minutos do centro de Toronto (há traslado gratuito), o outlet tem lojas com preços normais (já bem baratos para os brasileiros) e grandes pechinchas.

ALGUNS MUSEUS
The Bata Shoe Museum — Exibe a rara e exótica coleção de sapatos de Sonja Bata e de celebridades, como Elton John, Elvis Presley, entre outros. Ingressos: CAD$ 14 (adultos), CAD$ 12 (maiores de 65), CAD$ 5 (visitantes de 5 a 17 anos) e entrada franca para menores de 5 anos.
Art Gallery of Ontario — Guarda uma das mais extensas coleções de arte e escultura moderna do Canadá. Ingressos: CAD$ 8.
Royal Ontario Museum — Acervo vasto e extremamente variado de artes puras e aplicadas, ciências naturais e arqueologia. Ingressos: CAD$ 15.

PARA CRIANÇAS
Canada’s Wonderland — Complexo de diversão, a meia hora da cidade, com diversos brinquedos, parque aquático e shows musicais. Ingressos: CAD$ 52.

Toronto Zoo — Considerado um dos melhores zoológicos do mundo, ocupa uma boa parcela do Rouge River Valley e tem fácil acesso, tanto de carro quanto por transporte público. Ingressos: CAD$ 19.

Imposto alto
Com a moeda local valendo alguns centavos menos que o dólar norte-americano, o Canadá também é um excelente destino para compras, em especial de roupas de grife, calçados, cosméticos e produtos eletrônicos. Mas o turista brasileiro precisa ficar atento a uma informação omitida nas vitrines e nas etiquetas: os preços dos produtos não incluem o imposto, atualmente em 13%. Diferentemente do que ocorre em outros países, o visitante não tem direito a reembolso (chamado de tax refund) dessa taxa.

A mais quente cidade do Canadá

Renato Alves (texto e fotos)

Esqueça o que os norte-americanos costumam dizer sobre o Canadá e sua gente. O país no extremo norte da América tem tudo de melhor que a diversidade cultural pode oferecer. E Toronto, sua maior e mais rica cidade, reúne todas as virtudes dessa nação.

Na metrópole, o turista conhece o jeitão acolhedor dos canadenses, o talento dos seus melhores artistas, suas peculiaridades — como a paixão pelo hóquei no gelo — e ainda experimenta os costumes e os sabores dos imigrantes recebidos nos três últimos séculos. Os muitos motivos para viajar ao mais quente destino do país gelado estão neste e nos próximos posts.

O melhor está no centro

O turista se depara com o universo multicultural de Toronto ao desembarcar no moderno aeroporto da cidade. Asiáticos, árabes, espanhóis, portugueses, com roupas e traços característicos, esperam os passageiros. Indianos e paquistaneses dominam os serviços de táxis. No lobby e nos restaurantes dos hotéis, africanos, latinos e europeus servem os hóspedes.

Metade da população de Toronto nasceu fora do Canadá. A metrópole abriga 200 etnias, de 160 línguas diferentes. Mas não se assuste quanto à comunicação. Quase todos falam inglês. Muitos, francês, o outro idioma oficial do país. Não à toa, bairros viraram redutos dessas comunidades. Lugares conhecidos como Pequena Itália, Pequena Portugal e Pequena Índia.

Mas nenhuma localidade é tão marcante quanto o bairro chinês. Toronto é a cidade da América do Norte com maior população dessa origem e, por isso, tem cinco Chinatowns.

A maior e mais interessante delas fica na região entre a Dunda Street e a Spadina Avenue, na região central. Para quem pode e não tem preguiça de andar, chega-se a pé a partir de qualquer hotel. E não há como explorar o bairro a não ser caminhando.

Além de chineses, a grande Chinatown tem vitrines, vendedores, pratos e bebidas de quase todos os países asiáticos. Vários restaurantes — aliás, os melhores — são vietnamitas. Em alguns, pratos de primeira são vendidos a menos de R$ 20. Por essas e outras, diferentemente do que ocorre mundo afora, nas ruas e vielas do bairro de Toronto veem-se pessoas de todas as origens

Em Chinatown fica o coração do bolsão multicultural da metrópole. Em um quarteirão a oeste de Spadina Avenue, principal via do bairro, o Kensington Market reúne vendedores de quase todos os cantos do planeta. Nas estreitas calçadas da área, formada por quatro quarteirões, eles expõem seus produtos: frutas, discos de vinil, roupas, calçados.

Sempre concorrido nos fins de semana, quando pedestres, ciclistas e carros disputam cada metro, o Kensington Market ainda oferece comida saudável e brechós com roupas em conta. Seus pequenos e aconchegantes restaurantes servem peixes, frutas, verduras e legumes frescos.

Chiques

Do reduto hippie dos anos 1960, Yorkville não tem mais nada. Também vizinho ao centro, o bairro apresenta ruas tomadas por lojas caras, restaurantes finos, gente elegante e carrões de marca. Há muita gente esnobe, mas também cidadãos interessados em arte, pois a região abriga mais de 20 galerias, onde estão expostas obras de alguns dos mais renomados canadenses.

Se quer ver e ser visto, coloque roupas de grife e prepare o bolso. Depois, sente-se à mesa de um dos bares, cafés ou restaurantes de Yorkville. Peça um drinque, uma comidinha e deixe o tempo passar. Para ir às compras, mas de forma econômica, o Eaton Centre é a dica. Com cerca de 300 lojas, o shopping, perto de Yorkville, tornou-se o mais frequentado da cidade.

Concentração

Capital da província de Ontário, a cidade de Toronto propriamente dita tem cerca de 2,5 milhões de moradores. Sua região metropolitana concentra 5,1 milhões de pessoas. Aproximadamente um terço da população canadense vive dentro de um raio de 160 quilômetros de Toronto.

O jornalista viajou a convite do Turismo de Toronto