Uma pousada charmosa em Brasília

20170228_095441.jpg

Os brasilienses têm um lugar para descansar nos fins de semana e feriados prolongados dentro do próprio Distrito Federal. Uma pousada que não deve nada à maioria das de Pirenópolis e da Chapada dos Veadeiros, os dois destinos preferidos dos candangos.  Ao contrário, ela oferece instalações e serviços superiores do que a média das instaladas nas duas localidades e com a vantagem de estar mais próxima da capital.

Distante 55km da área central de Brasília, a Villa Triacca Eco Pousada fica às margens da BR-251 (Brasília-Unaí), com acesso em frente à cooperativa do PADDF. Apesar de estar na área rural, em meio a uma fazenda de grãos, ela segue um conceito diferente de hotel-fazenda.

A hospedaria tem um lago para pesca e oferece passeio a cavalo e em trilha, mas para por aí. O hóspede não encontra a contumaz barulheira, confusão de um hotel-fazenda, como música alta, bebedeira com churrascada, partidas de baralho.

20170228_095451

Os donos e os funcionários da Villa Triacca prezam pelo conforto e pela tranquilidade do cliente. Tanto que não permitem que ninguém ligue aparelho sonoro em nenhum ponto da propriedade. Também não há TVs nas áreas comuns, como na recepção, no bar ou no restaurante. Tampouco existe churrasqueira, campo de futebol ou quadra esportiva.

O som ambiente dos dois restaurantes e do bar à beira da piscina toca em um volume que permite manter a conversa em um nível normal e até a concentração na leitura de um bom livro, atividade muito apreciada por boa parte dos hóspedes, muitos casais maduros. As caixinhas de som costumam ser alimentadas por clássicos da MPB e do rock internacional. Em feriados e nos fins de semana, há apresentação de músicos, com repertório de ótimo gosto, no bar da piscina e no jantar.

Vista privilegiada

Feitas de pedra, alvenaria, vidro e muita madeira, as instalações da Villa Triacca são, ao mesmo tempo, simples, charmosas e aconchegantes. Elas foram construídas em um lugar de rara beleza, em meio à mata de cerrado virgem e muitas nascentes de água. Um oásis em uma região onde o cerrado foi dizimado para dar lugar a plantações de soja e feijão, em sua maioria.

As duas alas com 18 apartamentos, separadas por um prédio central onde ficam a recepção e o restaurante (com um enorme salão e uma varanda suspensa), ficam de frente para dois lagos. Há ainda cinco bangalôs, também de frente para um lago.

20170228_094617

Todas as acomodações da pousadas têm porta de blindex na sacada e paredes revestidas de pedra para dar mais conforto térmico e acústico. (Clique aqui para ver as diferenças de cada tipo de hospedagem)

20170228_095858.jpg

Pesca e mergulho

No maior dos lagos, pode-se praticar a pesca esportiva. O reservatório de 9 mil metros quadrados tem peixes como matrinchãs, tilápias, pacus ,tucunarés, dourados e pintados. Ainda nele, também é possível andar de pedalinho, disponível de graça aos clientes. Em forma de cisne, os pedalinhos ainda ficam à espera de um  hóspede no outro lago. Em ambos, qualquer um pode nadar e mergulhar, em meio aos peixes. As crianças são incentivadas  a alimentar os bichos com porções de rações vendidas em saquinhos.

20170226_144948.jpg

Mas, para quem gosta de nadar, o melhor é a área de piscinas. Ao lado de um dos lagos e de um bar, elas são aquecidas e com piso de pedra, no estilo rústico que combina com uma área rural. Uma delas, com cascata, é o xodó das crianças. A outra, de 150 m², linda, é ideal para adultos.

20170228_211408

Em torno de ambas, cadeiras e meses de ferro e de plástico, mas de bom gosto, confortáveis. Espreguiçadeiras ficam sob cobertura de palhoças, dando um clima de praia, alimentado pelo bar, também feito de madeira e palhoça, onde são servidos drinques diversos, além de cerveja, refrigerantes,sucos, aperitivos, salgados, sanduíches, picolés e sorvetes.

20170228_095759.jpg

Vizinha à piscina menor, há o parquinho infantil. Ele tem pula-pula, mini arvorismo, casinha da árvore, balanço, entre outros atrativos. Tudo sob uma enorme mangueira, que propicia a devida sombra em dia de sol forte.

20170228_095708.jpg

De dar água na boca

A gastronomia é outro ponto forte da Villa Triacca. Em um ambiente rústico e acolhedor, com paredes revestidas de pedras e um deck sobre o lago, onde se pode apreciar peixes e uma bela vista, o Restaurante da Villa (foto abaixo) oferece um farto café da manhã e um saboroso jantar, sempre elaborado pelo chef tunisiano Naceur Ben Rhouma. Além de bom de serviço, ele é bom de papo. Faz questão de agradar os clientes. E adora falar dos seus pratos e da sua terra.

20170228_092651.jpg

Os almoços são servidos no restaurante Das Águas Bistrô Rural, próximo da área das piscinas. Os hóspedes podem saborear pratos da cozinha regional goiana, mineira e sulista, preparados pelos donos, gaúchos descendentes de alguns dos primeiros moradores do PADDF e servidos em um incomum imponente fogão a lenha de aço. Os legumes e verduras são em sua maioria orgânicos. O Das Águas Bistrô Rural também atende o público externo.

Falta café!

Claro, o Villa Triacca Eco Pousada tem os seus defeitos. A maioria, por não oferecer serviços e produtos elementares em um estabelecimento que se propõe a acolher o hóspede com o máximo de paz e conforto, em uma região quase desabitada, sem centros de compras por perto.

Faltam, por exemplo, os produtos e serviços como os de uma cafeteria e os de uma chocolateria. Não são oferecidos espresso, capuccino, chocolate quente. Tampouco chocolates finos. Nem mesmo qualquer tipo de chocolate ou doce. Há só café coado e chá em sachês, à disposição dos hóspedes, de graça, na recepção. Mas eles não suprem as necessidades de quem deseja consumir um café ou um chá de qualidade, após o jantar ou em um dia chuvoso, frio.

No bar à beira da piscina e no restaurante da pousada também não há sucos naturais. Nem mesmo de laranja e limão. Um pecado para um ambiente pensado para parecer com o de uma praia e que atrai tantas famílias com crianças pequenas, gente avessa a refrigerantes, em sua maioria.

Os donos se comprometeram a reparar tais falhas ainda nesta ano, com a compra de uma moderna máquina de café espresso e a instalação de uma pequena cafeteria.

(Realizada no período do carnaval de 2017, a viagem teve todas as despesas custeadas pelos administradores do blog)

 MAIS INFORMAÇÕES

Site oficial // e-mail // Facebook // Instagram

Telefones: (61) 4103-2792 e (61) 98463-1939

COMO CHEGAR

Passando a Ponte JK, em Brasília, siga pela avenida principal do Jardim Botânico, passando pela Escola Fazendária (Esaf), até o trevo da BR-251, no sentido Unaí. Ao avistar um posto de gasolina, o Pedrão (único no percurso), continue na rodovia federal por mais 8 km e estará em frente à Pamonharia Kiosque PadBier, já na fazenda (à esquerda); á direita a Coopa-DF, a Emater-DF e o Supermercado Egon’s e uma parada de ônibus. Siga até o próximo retorno à esquerda, retorne mais alguns metros no sentido Brasília e encontrará uma entrada à direita para a fazenda (não seguir para Palmital-MG, também à direita). Após entrar na fazenda, siga mais 1 km, observando as placas de identificação, e chegará À pousada. Para fazer todo esse percurso de carro, com trânsito normal, gasta-se em torno de 45 minutos.

Confira mapa clicando aqui

 

Jardim Botânico de Brasília é um dos mais completos do país

Jardim Botânico de BrasíliaO Jardim Botânico de Brasília (JBB) foi elevado à categoria A, a mais completa classificação para uma instituição do tipo. Agora, compartilha com três outros estabelecimentos o topo do ranking entre todos os jardins botânicos brasileiros. O reconhecimento se deu após uma análise da infraestrutura, do corpo técnico e das atividades desempenhadas pelo local. Na avaliação anterior, em 2012, a área foi classificada na categoria C, ao lado de outras 11 instituições. De lá para cá, foi a única dessas a atingir o patamar máximo.

Mais importante instituição do tipo no cerrado, a área é muito procurada pelos brasilienses, que aproveitam as trilhas, os jardins temáticos, o orquidário e os demais espaços de proximidade com a natureza.

A classificação é feita pelo Sistema Nacional de Registro de Jardins Botânicos, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e segue a Resolução nº 339, de 2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Para atingir o nível A, são exigidos itens complementares, como biblioteca especializada e programa de publicação técnico-científica, o que totaliza 16 requisitos. O JBB criou uma biblioteca virtual, com o apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, que ampliou bastante o então reduzido acervo em papel. Em julho, mais uma novidade deve ser inaugurada: o Centro de Excelência do Cerrado.

O que ver

O JBB é uma das opções de lazer para os moradores e turistas que visitam a capital.

Os visitantes podem desfrutar de piqueniques, trilhas, mirante e até um jardim japonês. O jardim foi em 1985 para abrigar a fauna e flora do cerrado.

As escolas podem participar de visitas guiadas e atividades de educação ambiental. A administração do parque informa que é necessário fazer agendamento para participar da visitação.

Quando abre

Terça a domingo, das 9h às 17h

Ingressos

O Jardim Botânico de Brasília abre suas portas para visitação pública de terça à domingo, das 9 às 17 h. A entrada custa R$ 2 por pessoa. Crianças até 10 anos e idosos a partir dos 60 anos não pagam ingresso.

De terça a domingo, das 6h30 às 8h50, o acesso ao JBB é permitido somente a pedestres e ciclistas, sem cobrança de ingresso.  O JBB não funciona às segundas-feiras.

Como chegar

De carro

Entrar na subida da QI 23 do Lago Sul. A entrada principal do JBB fica depois do segundo balão, primeira entrada à direita.

De ônibus

Plano Piloto para JBB – Linhas 147.3 e 197.3

Itinerário da linha 147.3 – Rodoviária/Ponte Costa e Silva/Lago Sul/JBB/São Sebastião;

Itinerário da linha 197.3 – Rodoviária/Ponte JK/Lago Sul/JBB/São Sebastião.

São Sebastião para JBB – Linha 183.6

Itinerário linha 183.6 – São Sebastião/Jardins Mangueiral/RA Jardim Botânico/JBB;

Itinerário linha 181.2 – São Sebastião/RA Jardim Botânico/JBB/Lago Sul.

Jardim Botânico de Brasília - Mapa

As araras do Palácio do Alvorada

Luiz Calcagno, do Correio Braziliense

Todos os dias, brasilienses e turistas visitam o Palácio da Alvorada pela manhã para tirar fotos e tentar ver um aceno da presidente da república, Dilma Rousseff. Eles nem imaginam, porém, que vão se deparar mais facilmente com moradores exuberantes: um casal de araras, macho e fêmea, ocupa os jardins da residência oficial e atrai olhares curiosos.

Pintadas de verde-amarelo na cabeça e na barriga, cores que inspiraram Joaquim Osório Duque Estrada a escrever o Hino Nacional Brasileiro, se exibem para fotos enquanto grasnam sobre as árvores, de galho em galho, na fachada do prédio amplo e plano desenhado por Oscar Niemeyer. Estão naquele local desde o governo Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002). Segundo funcionários, existem outras nos jardins, mas que não se aventuram fora dos muros do palácio.

Confira mais fotos das araras

Imagens do cerrado candango

Zuleika de Souza, da coluna Photo & Graphia, do Correio Braziliense

A seca pinta o cerrado de muitas cores e transforma as paisagens em pinturas. Visitamos  alguns lugares onde essas telas podem ser admiradas e fotografadas.

Uma vista linda pode ser admirada do Morro do Centenário, onde fincada a Pedra Fundamental da Capital, pertinho de Planaltina. Além de um ponto histórico, tem visão de 360 graus da parte norte do quadradinho.

De lá o cerrado se mostra em uma palheta de cores: o céu azul de agosto, o capim dourado, o marrom dos galhos secos, o verde das áreas irrigadas, o vermelho das caliandras e o pó laranja da terra seca.

Outro lugar muito interessante é o mirante do Jardim Botânico de Brasília (enorme reserva natural, próximo ao Lago Sul).

No alto de uma estrutura de madeira, dois bravos bombeiros civis, Junior e Valdeir, vigiam o cerrado para que não vire cinza.

Os simpáticos guardiões do bioma fazem as vezes de anfitriões do parque e descrevem e identificam as paisagens enquanto vasculham o horizonte, de binóculos, à procura de fumaça.

De lá, se vê em primeiro plano um mar de canelas de ema, algumas com a marca de fogo do ano passado, várias camadas de Cerrado e, no infinito, o Plano Piloto.

Com sorte, dá pra ver alguns animais como o sabiá-do-campo.


No centro da cidade, do mirante da Torre de TV, temos uma visão mais urbana da seca, os gramados ressecados, a cidade acinzentada e uma camada de poeira rosa no horizonte.

Na praça do Cruzeiro, onde foi realizada a primeira missa da cidade, atrás do Memorial JK, nos fins de tarde, acontece um espetáculo com hora marcada. Dezenas de pessoas se juntam na praça, mesmo nos dias de semana, para aplaudir quando o sol começa a descer atrás do Parque Nacional, e o firmamento se transforma em uma grande tela alaranjada.

Já que temos que conviver com a seca, vamos aproveitar e contemplar o belo.