Uma pousada charmosa em Brasília

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Os brasilienses têm um lugar para descansar nos fins de semana e feriados prolongados dentro do próprio Distrito Federal. Uma pousada que não deve nada à maioria das de Pirenópolis e da Chapada dos Veadeiros, os dois destinos preferidos dos candangos.  Ao contrário, ela oferece instalações e serviços superiores do que a média das instaladas nas duas localidades e com a vantagem de estar mais próxima da capital.

Distante 55km da área central de Brasília, a Villa Triacca Eco Pousada fica às margens da BR-251 (Brasília-Unaí), com acesso em frente à cooperativa do PADDF. Apesar de estar na área rural, em meio a uma fazenda de grãos, ela segue um conceito diferente de hotel-fazenda.

A hospedaria tem um lago para pesca e oferece passeio a cavalo e em trilha, mas para por aí. O hóspede não encontra a contumaz barulheira, confusão de um hotel-fazenda, como música alta, bebedeira com churrascada, partidas de baralho.

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Os donos e os funcionários da Villa Triacca prezam pelo conforto e pela tranquilidade do cliente. Tanto que não permitem que ninguém ligue aparelho sonoro em nenhum ponto da propriedade. Também não há TVs nas áreas comuns, como na recepção, no bar ou no restaurante. Tampouco existe churrasqueira, campo de futebol ou quadra esportiva.

O som ambiente dos dois restaurantes e do bar à beira da piscina toca em um volume que permite manter a conversa em um nível normal e até a concentração na leitura de um bom livro, atividade muito apreciada por boa parte dos hóspedes, muitos casais maduros. As caixinhas de som costumam ser alimentadas por clássicos da MPB e do rock internacional. Em feriados e nos fins de semana, há apresentação de músicos, com repertório de ótimo gosto, no bar da piscina e no jantar.

Vista privilegiada

Feitas de pedra, alvenaria, vidro e muita madeira, as instalações da Villa Triacca são, ao mesmo tempo, simples, charmosas e aconchegantes. Elas foram construídas em um lugar de rara beleza, em meio à mata de cerrado virgem e muitas nascentes de água. Um oásis em uma região onde o cerrado foi dizimado para dar lugar a plantações de soja e feijão, em sua maioria.

As duas alas com 18 apartamentos, separadas por um prédio central onde ficam a recepção e o restaurante (com um enorme salão e uma varanda suspensa), ficam de frente para dois lagos. Há ainda cinco bangalôs, também de frente para um lago.

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Todas as acomodações da pousadas têm porta de blindex na sacada e paredes revestidas de pedra para dar mais conforto térmico e acústico. (Clique aqui para ver as diferenças de cada tipo de hospedagem)

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Pesca e mergulho

No maior dos lagos, pode-se praticar a pesca esportiva. O reservatório de 9 mil metros quadrados tem peixes como matrinchãs, tilápias, pacus ,tucunarés, dourados e pintados. Ainda nele, também é possível andar de pedalinho, disponível de graça aos clientes. Em forma de cisne, os pedalinhos ainda ficam à espera de um  hóspede no outro lago. Em ambos, qualquer um pode nadar e mergulhar, em meio aos peixes. As crianças são incentivadas  a alimentar os bichos com porções de rações vendidas em saquinhos.

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Mas, para quem gosta de nadar, o melhor é a área de piscinas. Ao lado de um dos lagos e de um bar, elas são aquecidas e com piso de pedra, no estilo rústico que combina com uma área rural. Uma delas, com cascata, é o xodó das crianças. A outra, de 150 m², linda, é ideal para adultos.

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Em torno de ambas, cadeiras e meses de ferro e de plástico, mas de bom gosto, confortáveis. Espreguiçadeiras ficam sob cobertura de palhoças, dando um clima de praia, alimentado pelo bar, também feito de madeira e palhoça, onde são servidos drinques diversos, além de cerveja, refrigerantes,sucos, aperitivos, salgados, sanduíches, picolés e sorvetes.

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Vizinha à piscina menor, há o parquinho infantil. Ele tem pula-pula, mini arvorismo, casinha da árvore, balanço, entre outros atrativos. Tudo sob uma enorme mangueira, que propicia a devida sombra em dia de sol forte.

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De dar água na boca

A gastronomia é outro ponto forte da Villa Triacca. Em um ambiente rústico e acolhedor, com paredes revestidas de pedras e um deck sobre o lago, onde se pode apreciar peixes e uma bela vista, o Restaurante da Villa (foto abaixo) oferece um farto café da manhã e um saboroso jantar, sempre elaborado pelo chef tunisiano Naceur Ben Rhouma. Além de bom de serviço, ele é bom de papo. Faz questão de agradar os clientes. E adora falar dos seus pratos e da sua terra.

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Os almoços são servidos no restaurante Das Águas Bistrô Rural, próximo da área das piscinas. Os hóspedes podem saborear pratos da cozinha regional goiana, mineira e sulista, preparados pelos donos, gaúchos descendentes de alguns dos primeiros moradores do PADDF e servidos em um incomum imponente fogão a lenha de aço. Os legumes e verduras são em sua maioria orgânicos. O Das Águas Bistrô Rural também atende o público externo.

Falta café!

Claro, o Villa Triacca Eco Pousada tem os seus defeitos. A maioria, por não oferecer serviços e produtos elementares em um estabelecimento que se propõe a acolher o hóspede com o máximo de paz e conforto, em uma região quase desabitada, sem centros de compras por perto.

Faltam, por exemplo, os produtos e serviços como os de uma cafeteria e os de uma chocolateria. Não são oferecidos espresso, capuccino, chocolate quente. Tampouco chocolates finos. Nem mesmo qualquer tipo de chocolate ou doce. Há só café coado e chá em sachês, à disposição dos hóspedes, de graça, na recepção. Mas eles não suprem as necessidades de quem deseja consumir um café ou um chá de qualidade, após o jantar ou em um dia chuvoso, frio.

No bar à beira da piscina e no restaurante da pousada também não há sucos naturais. Nem mesmo de laranja e limão. Um pecado para um ambiente pensado para parecer com o de uma praia e que atrai tantas famílias com crianças pequenas, gente avessa a refrigerantes, em sua maioria.

Os donos se comprometeram a reparar tais falhas ainda nesta ano, com a compra de uma moderna máquina de café espresso e a instalação de uma pequena cafeteria.

(Realizada no período do carnaval de 2017, a viagem teve todas as despesas custeadas pelos administradores do blog)

 MAIS INFORMAÇÕES

Site oficial // e-mail // Facebook // Instagram

Telefones: (61) 4103-2792 e (61) 98463-1939

COMO CHEGAR

Passando a Ponte JK, em Brasília, siga pela avenida principal do Jardim Botânico, passando pela Escola Fazendária (Esaf), até o trevo da BR-251, no sentido Unaí. Ao avistar um posto de gasolina, o Pedrão (único no percurso), continue na rodovia federal por mais 8 km e estará em frente à Pamonharia Kiosque PadBier, já na fazenda (à esquerda); á direita a Coopa-DF, a Emater-DF e o Supermercado Egon’s e uma parada de ônibus. Siga até o próximo retorno à esquerda, retorne mais alguns metros no sentido Brasília e encontrará uma entrada à direita para a fazenda (não seguir para Palmital-MG, também à direita). Após entrar na fazenda, siga mais 1 km, observando as placas de identificação, e chegará À pousada. Para fazer todo esse percurso de carro, com trânsito normal, gasta-se em torno de 45 minutos.

Confira mapa clicando aqui

 

Um roteiro pelas vinícolas de Goiás

O site Curta Mais, que sempre traz dicas preciosas de cultura e lazer no Distrito Federal e em Goiás,  trouxe uma matéria deliciosa e surpreendente sobre a produção de vinho no Centro-Oeste do Brasil. Um roteiro de vinícolas localizadas em Goiás, em meio a paisagens muito diferentes daquelas que nos remetem às fazendas de vinhedos. São quatro as opções:

Pireneus Vinhos e Vinhedos, em Colcalzinho

Vêm lá do município de Cocalzinho de Goiás, às margens do Rio Corumbá, premiados vinhos produzidos aqui no cerrado com uvas europeias. Na Pireneus Vinhos e Vinhedos, do médico e sommelier Marcelo Souza, são produzidos os vinhos Bandeiras e Intrépido: premiado com o título de melhor tinto pelo Anuário de Vinhos Brasileiro do Instituto Brasileiro de Vinhos de 2012, o Bandeiras é produzido com a italiana uva barbera, e recebeu o nome em homenagem aos bandeirantes, que descobriram a região onde as uvas são cultivadas. O Intrépido, por sua vez, é produzido com uvas francesas syrah, e representa a iniciativa corajosa e pioneira em produzir vinhos em uma região improvável.

A safra acontece sempre nos meses de agosto e setembro, e é possível agendar visitas em grupos de até dez pessoas para conhecer os vinhedos e participar de degustação harmonizada com os vinhos. Para maiores informações e agendamentos, é só entrar em contato pelo email pireneusvinhos@gmail.com.

Fazenda

Fazenda

Grupo participa de visita e refeição harmonizada na Fazenda Pireneus Vinhos e Vinhedos

Onde: Cocalzinho de Goiás, Serra dos Pirineus – a 129km de Goiânia

Agende uma visita pelo email: pireneusvinhos@gmail.com

Vinícola Serra das Galés, em Paraúna

Vinícola

Localizada no município de Paraúna, a vinícola Serra das Galés é a responsável pela produção dos vinhos Cálice de Pedra rosado, branco e tinto, elaborados a partir de variedades das uvas Isabel, Violeta, Niágara e Lorena. Tanto os vinhos quanto a vinícola fazem homenagem à Pedra do Cálice, principal monumento natural de Paraúna e símbolo da Serra das Galés, localizada no município. É possível visitar tanto a fábrica quanto a vinícola (o período ideal para conhecer a plantação são os meses de junho e julho, período das uvas), basta fazer agendamento prévio. Não é cobrada taxa e as visitas recebem até 35 pessoas. Para visitar a plantação, é preciso ir de transporte próprio, já que ela fica a 40km da fábrica.

Onde: Rodovia GO 320, s/n, km 1 – Setor Ponte de Pedra, Paraúna – GO

Informações: (64) 3556-1000

Fazenda & Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia

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A história da Fazenda & Vinícola Jabuticabal e antiga: em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, Antônio Batista da Silva plantou os primeiros pés de jabuticaba na área que daria origem à vinícola. Mas, foi apenas em 2000 que a fazenda deu início ao processo de industrialização da jabuticaba, dando início às atividades da vinícola, e assim, produzindo fermentados e cachaça de jabuticaba.

A fazenda é uma das maiores produtoras de jabuticaba do Brasil e do mundo, com mais de 38 mil pés, e é a única a aproveitar o fruto e transforma-lo em produtos industrializados, como o Javine, fermentado tinto produzido com jabuticaba, com 11% de teor alcoólico; e a Aguardente, cachaça derivada da destilação da casca da fruta.

O espaço está aberto à visitação do público nos períodos de safra, que têm início em setembro. Na época, é possível passar o dia por lá e comer quantas jabuticabas puder. É permitido levar comida pronta e bebida para fazer piquenique às sombras das frondosas árvores. Vale tomar também um bom banho no Rio Dourado que conta com uma prainha de areia bem convidativa.

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Onde: Rodovia GO-319, KM 18, Distrito de Nova Fátima, Hidrolândia – GO

Informações: (62) 3505-9576 | 3505-9549

Vinícola Goiás, Itaberaí

Conhecer a Vinícola Goiás é como dar um passeio pelas grandes colônias italianas aqui no centro-oeste e ser transportado no tempo e no espaço. Pioneiros no projeto do enoturismo no estado, a vinícola tem instalações, roteiros e paisagismo projetados especialmente para promover uma experiência única para os visitantes.

Criada em 1998, a vinícola produz o suco natural Dell Nonno, elaborado com uvas Bordô e Isabel, sem aditivos químicos e conservantes na composição. A vinícola também comercializa uvas e geleias. Para conhecer, basta agendar uma visita por telefone.

Vinícola

 

Onde: Rua 1, s/n, Jardim Esmeralda, Itaberaí – GO

Informações: (62) 9934-4231 | (62) 8548-3392

Fazendinha JK, última morada de Juscelino, reabre ao público

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Renato Alves (texto) e Marcelo Ferreira (fotos)

Uma relíquia da história e da arquitetura nacional está em reforma para ser reaberta ao público, após quase cinco anos fechada. Última moradia do ex-presidente Juscelino Kubitschek, morto em 1976 em um acidente automobilístico, a Fazendinha JK receberá convidados em uma festa programada para setembro, quando o antigo dono faria 114 anos.

O imóvel conserva todos os móveis, artigos pessoais e itens de decoração de quando a família do político vendeu a propriedade, em 1984, a um ex-deputado paranaense, aliado dele. Além disso, localizada em Luziânia, distante 13km do centro da cidade goiana e a 60km de Brasília, a residência é a única obra de Oscar Niemeyer na zona rural.

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Juscelino comprou o imóvel em 1972, após ter o mandato cassado pela ditadura militar e de ser proibido de entrar em Brasília. Queria um lugar onde pudesse passar os dias, reunir os amigos e, de lá, ao entardecer, ver as luzes da capital que ergueu no Planalto Central. Encantou-se com a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista. Decidiu comprá-la e a apelidou de fazendinha. Virou a Fazendinha JK.

Ali, Juscelino se tornou produtor rural. Usou modernas práticas de irrigação. Plantou soja, arroz, café, eucalipto, na intenção de provar que o solo do cerrado era fértil.

Quando JK adquiriu a propriedade, ela tinha 310 alqueires e nenhuma moradia. O casarão só seria inaugurado em 12 de setembro de 1974. No quintal, o ex-presidente costumava reunir os amigos para almoçar ao redor de uma mesa de pedra.

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Na sala de jogos e na discoteca, Juscelino organizava festas regadas a pinga e embaladas por violeiros. A mesa de pôquer, com 11 cadeiras, continua intacta. As prateleiras são enfeitadas por presentes, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada.

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Mineira e moderna

Com janelas grandes, o casarão parece uma antiga casa de fazenda mineira, mas com características modernas de Niemeyer. “Como Juscelino havia sido cassado pela ditadura e não tinha dinheiro algum, ela foi construída com doações de amigos. Por isso, é feita de materiais baratos, como o piso de ardósia da varanda. No entanto, a pedido de Niemeyer, a ardósia foi colocada como uma obra de arte, um jogral”, ressalta uma das administradoras da propriedade, Rosana de Queiroz Servo, 48 anos.

As grossas paredes de concreto também receberam um tratamento artístico. Com uma intervenção em baixo-relevo, ela ficou parecendo ser feita de tijolo. Todo o exterior é pintado nas cores branca e azul.

Dentro, ficam as maiores preciosidades. Entre outras coisas, os cômodos abrigam presentes dados a JK por chefes de Estado. Também guardam móveis luxuosos e de traços modernistas e raridades colecionadas pelo fundador de Brasília, como 1,8 mil livros expostos em sua biblioteca e organizados conforme a cor da capa. A maioria tem dedicatórias dos autores para o presidente.

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Nos quartos, além das camas originais e dos forros delas, há curiosidades da arquitetura, como a banheira da suíte de Juscelino e da mulher dele, dona Sarah. Na verdade, uma parte do piso de concreto liso, um desnível sob o chuveiro. Uma moderna banheira econômica. Joia de Niemeyer.

Os vidros envelhecidos e o tom alaranjado estão por toda parte. Eram moda na época. Uma lareira divide as salas de estar e jantar, de onde é possível ver o jardim com estilo de bosque e uma das três represas da fazenda, todas com água potável. Nas paredes, há pinturas de diversas cidades brasileiras, principalmente das mineiras Ouro Preto e Diamantina.

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Por um corredor de carpetes verdes, chega-se às quatro suítes. Três são iguais: armários revestidos com papel de parede floral, banheiros brancos e duas camas de solteirão, com colchões semiortopédicos sob um colchonete de 3cm de espessura — exigência de dona Sarah.

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O quarto dela e de JK tem uma cama de casal de pelo menos 80 anos, um crucifixo e um terço pregados na parede, e uma maleta de pôquer. Na cozinha, fogão industrial de seis bocas e panelas de pedra-sabão.

Compromisso

Com a morte do presidente, o imóvel ficou para a família Kubitschek. Oito anos mais tarde, ela o vendeu a Lázaro Servo, deputado estadual pelo Paraná e amigo de Juscelino, e à mulher dele, Walkíria Ganassin Servo. Na negociação, Sarah pediu aos novos donos para manter a casa e, principalmente, os móveis e objetos pessoais do marido dela como originais. Era um acordo verbal, mas Lázaro e Walkíria seguiram o desejo.

Sarah se mudou com as filhas para o único imóvel da família, um apartamento no Rio de Janeiro. Os seis filhos, os 13 netos e os quatro bisnetos de Lázaro e dona Walkíria, hoje com 82 anos, cresceram naquele ambiente de história viva.

Morando na Fazendinha, Lázaro morreu de infarto, em 1999. Tempos depois, quatro dos seis filhos dele decidiram fracionar parte da propriedade. Sobraram 78 alqueires, incluindo a área onde ficam os lagos a mansão e uma ermida — também projetada por Niemeyer, é uma réplica reduzida da capela do Palácio do Alvorada, com vitrais de Marianne Peretti, a autora dos vitrais da Catedral de Brasília.

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Desde então, Antônio Henrique Belizário Servo, caçula de Lázaro, e a mulher dele, Rosana, se dedicam a preservar o imóvel e a memória de JK, com o aval da matriarca Walkíria. Eles buscaram apoio, fizeram treinamentos e abriram a fazenda à visitação, em 2009, após ampla reforma. Mas as visitas guiadas, com média de mil pessoas por ano, foram insuficientes para manter a casa. Com isso, o casal encerrou a atividade em 2012.

Seresta

Agora, com a ajuda dos três filhos, Antônio e Rosana se preparam para retomar o tour turístico, com maior oferta de serviços. Após obras de manutenção, principalmente em função de vazamentos no casarão, ocorrerá a festa de reabertura, em 17 de setembro. Com uma seresta, celebrará também o nascimento de JK. A partir de então, a família Servo passará a receber grupos pré-agendados, de, no mínimo, 20 pessoas.

“Elas poderão escolher, ainda, tomar um café da manhã na varanda, almoçar, fazer um lanche da tarde ou mesmo todas as refeições, em um dia inteiro de visitação”, adianta Rosana. O preço, segunda ela, vai variar de acordo com a quantidade de visitantes e dos serviços contratados.

Além da visita guiada pelo interior da casa, que deverá durar duas horas, será possível fazer caminhada pela mata preservada da fazenda, conhecer e apreciar frutas típicas do cerrado, subir o morro onde está a ermida de Niemeyer e ainda ver — e até entrar — na Mercedes Benz 1963 usada na campanha presidencial de JK. Restaurado pelo Exército, o veículo luxoso conserva pneus originais, bancos de couro e volante de osso. Ele fica guardado em uma garagem coberta da Fazendinha JK.

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SERVIÇO
Grupos interessados em conhecer a Fazendinha JK mesmo em obras, ou em agendar o tour para a partir de setembro podem entrar em contato com os organizadores pelos telefones  (61) 98199-9206, 98247-0397 e 99845-9030, ou pelo e-mail rosana.servo@gmail.com

NÃO DEIXE DE CONFERIR

1,8 mil livros
Incluindo coleção rara de medicina, da época em que Juscelino fez pós-graduação em Paris

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Mercedes Benz 1963
Usada na campanha presidencial, com os pneus originais, bancos de couro e volante de osso

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Cadeira de JK
Ele usou quando governou Minas Gerais

Duas máquinas de escrever Olivetti
Também usadas pelo ex-presidente

Caixa de pôquer
Com a inscrição “20/11/1971” na tampa de madeira, dia em que JK estava jogando e fez um royal de copas

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Mesa de pôquer
Com 11 cadeiras intactas

Presentes de embaixadores
Ficam nas prateleiras da sala de jogos, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada

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Quadros de fotos
Em preto e branco, da época da construção de Brasília, de JK e de dona Júlia, mãe de Juscelino

Roupas de cama
Todas originais

Pratarias, louças e cristais
Tudo também original

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Mesa de jantar
Com tampo de vidro

Cadeiras
Forradas com veludo alemão

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Uma expedição para fotografar a vida noturna no cerrado

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Luiz Calcagno
(texto) e Ed Alves (foto)
Do Correio Braziliense

A vontade de ensinar fotografia em meio à natureza nasceu de expedições divertidas com amigos e da sensação de pertencimento ao mundo “como ele é”. É assim que o fotógrafo Henrique Ferrera descreve o início de um antigo projeto. Ele leva profissionais e amadores para clicar a natureza e a via láctea em passeios que duram, pelo menos, dois dias. Viagens de carro, longas caminhadas, trilhas sinuosas, aclives, declives, risco de quedas, barracas, rios, cachoeiras e madrugadas estreladas estão nos roteiros. Um dos lugares preferidos para a excursão é a fazenda Indaiá, na GO-118, a caminho de São Gabriel (GO), a pouco mais de 70km do Distrito Federal, onde a nossa equipe participou da expedição.

Galeria 07
Nascido em Brasília, Ferrera conta que passou boa parte da infância no cerrado, à beira de rios da região, e conhece todas as cachoeiras da capital e dos municípios goianos mais próximos. A expedição fotográfica, ele admite, era um risco, já que, no início, apenas três ou quatro amigos se reuniam para peregrinar por cenários distantes no Planalto Central. “Quem sabia sobre as minhas saídas sempre pedia para ir junto, para fazermos algo maior. Eu comecei a convidar grupos, fazer algo mais organizado e a coisa tomou forma espontaneamente. Agora, de dois em dois meses, fazemos uma saída”, explica.

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Nas viagens mais longas, Henrique conta que já contratou cozinheiros e auxiliares para carregar bagagem ou material fotográfico de parte dos integrantes do grupo. “Já fizemos a Chapada dos Veadeiros; a Cidade de Pedra, em Pirenópolis; e outras cachoeiras do Entorno. Estamos com uma viagem ao Peru marcada para abril, com Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu no roteiro. Rodaremos por sete dias”, conta. “Agora, estou no estágio de ser mais seletivo. Organizamos as saídas de acordo com o nível de dificuldade, a fim de que as pessoas se adaptem melhor e tenham mais energia para aproveitar as caminhadas e ficarem mais tempo fazendo foto”, completa.

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Mais do que aprender sobre fotografia, Henrique destaca que os participantes aprendem a se sintonizar com a natureza, o que vai desde os cuidados com a preservação e a limpeza dos locais que visitam, a atenção com a segurança e com animais silvestres, até os momentos de contemplação. “Por gostar de mato, eu me perco na imensidão, em lugares maravilhosos. Depois, compartilho isso com as outras pessoas. Você vê o planeta como uma coisa maravilhosa. É impossível não repensar nossas vidas, não repensar valores. Naquele momento, não há medo: você faz parte da natureza” garante.

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Outro céu

Fotógrafo amador, o funcionário público Anderson Duarte, 33 anos, concorda com Henrique. Ele participou pela primeira vez da expedição fotográfica. E conta que, longe das cidades, se espantou com a quantidade de estrelas no céu. “Descobri a expedição por colegas fotógrafos. Eu clico como hobby e gosto de fotos de paisagem. Faço muitas imagens de Brasília. O legal foi ter contato com pessoas de diferentes níveis de experiência se ajudando. No dia a dia da cidade, não vemos o céu tão estrelado, não escutamos o barulho da cachoeira. Nunca tinha ficado tanto tempo percebendo isso”, destaca.

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A servidora pública Helena Oliveira, 42, destaca os desafios da empreitada. Ela lembra que não é a mesma coisa “enfiar o pé na água da cachoeira no meio da madrugada”. Além da escuridão, há o frio e a umidade. Longe de ser um problema, os percalços se tornaram um incentivo e parte da diversão. “Eu amo natureza e fotografia. Unir as duas coisas é a combinação perfeita. Como fotógrafa amadora, já fiz vários cursos relacionados ao tema, mas foi a primeira vez que fotografei de madrugada e com muito tempo dedicado a isso. Eu nunca tinha ido para um ambiente desses de madrugada também. É mais frio que tudo”, recorda.
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Tuk tuk ganham as ruas de Brasília

Tuk tuk em Brasília

Do Correio Braziliense

Transporte tradicional na Tailândia e disseminado em países da América Central e da Ásia tem sido destaque nas ruas do Distrito Federal. O estilo é padrão: na cor amarela, o tuk-tuk carrega até três passageiros na cabine traseira, conduzidos por um motociclista. A moto que move o triciclo faz em média 25 km por litro. A finalidade de uso varia: pode ser transporte turístico ou condução de funcionários e clientes de empresas.

Na única concessionária que comercializa o tuk-tuk no DF e Entorno, a média de venda dos três modelos variava de 15 a 25 por mês até janeiro, segundo números divulgados. Mas, até ontem (24/2), uma semana antes do fim de fevereiro, as vendas já tinham chegado a 35.

A popularidade do produto, em Brasília desde outubro de 2014, aumentou em um momento de crise na economia do país. Osório de Oliveira Cordeiro, desempregado há um ano, disse que não sabia mais como voltar ao mercado de trabalho até que descobriu o tuk-tuk. Ele, que trabalhou como motorista de caminhão por 10 anos e de ônibus por três, investiu cerca de R$ 15 mil e se tornou patrão e funcionário de si mesmo.

Acostumado com a região do ParkWay, decidiu estacionar o veículo ali, próximo a um ponto de ônibus, à espera de clientes. “Pego dois passageiros e deixo na porta de casa, porque a distância da parada é grande. E cobro R$ 4 de cada um”, conta. Em 20 dias de trabalho, rodou mais de 5 mil km, transportando até 40 clientes por dia.

Made in Peru

O primeiro modelo de triciclo como esse — para transporte de passageiros — em Brasília completou quatro meses de existência. O comprador foi Aylton Tristão, 45, dono do Bar Godofredo. Ele conta que importou o modelo do Peru, em uma visita a Machu Picchu. Viu que os bares utilizavam o veículo para transportar clientes e decidiu fazer o mesmo no estabelecimento da capital. A iniciativa de implantar o transporte gratuito para clientes que ingeriram bebida alcoólica rendeu o Prêmio Sem Excesso, entregue pela Associação Brasileira de Bebidas e com apoio da Abrasel.

Tuc tuc do Godofredo

O veículo circula, em velocidade máxima, a 60 km/h. Além disso, segundo a Resolução nº 129 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso de capacete é dispensado para condutor e passageiros de triciclo automotor com cabine fechada. Mas a circulação deve ser feita em vias urbanas e deve-se utilizar cinto de segurança. O tuk-tuk obedece a essas determinações.

Passeio

O empresário João Carlos Miranda Coelho descobriu o tuk-tuk há três meses, quando passava pela Cidade do Automóvel. Ele e a noiva, Lana Carolina Ribeiro de Alencar, gerenciavam o próprio negócio de alugar veículos. Quando viram o triciclo, ficaram curiosos. “Pensamos: aqui não tem um transporte característico, como as praias que têm o bugue. Então, decidimos utilizá-lo para turismo. O cliente passeia e sente mais a cidade por ser um veículo aberto”,conta.

O lançamento do serviço, no sábado de carnaval, chamou a atenção do proprietário do tuk-tuk. A exposição do veículo no bloco Babydoll de Nylon atraiu olhares curiosos: “Muita gente parava para tirar foto e perguntar sobre o tuk-tuk”, lembrou João Carlos. Segundo ele, houve autorização do Detran-DF para divulgar o serviço no bloco.

Com 585 km rodados, o mototurismo de João já carregou 80 passageiros em um percurso que parte da Torre de TV, desce o Eixo Monumental, passa pela Praça dos Três Poderes e sobe até o Memorial JK. Esse passeio tradicional dura 40 minutos e sai por R$ 25, com direito a água e refrigerante. João também faz serviço de mototáxi à noite.

A ideia de utilizar o transporte alternativo, para o empresário, é uma saída para a crise por ser um investimento relativamente barato e com uma rentabilidade muito boa. O modelo, utilizado com a finalidade turística e de transporte, também começou a ser disseminado em cidades do interior de Goiás. Em dezembro, uma cooperativa de motoristas de Pirenópolis passou a aderir ao serviço. Até o fim do mês, o tuk-tuk da cidade, batizado de “Táxi Tur”, já havia transportado 300 passageiros.

Metropolitana guarda tesouros da construção de Brasília

Igreja de madeira na Metropolitana. Foto de Renato Alves

Parte da história da construção de Brasília ainda está viva nas ruas de Metropolitana. Antigo bairro do Núcleo Bandeirante, o local ganhou forma antes mesmo da construção da capital federal.

Ipê na Metropolitana. Foto de Renato Alves

Ainda é possível encontrar alguns pioneiros andando pela cidade e se deparar, entre as casas de alvenaria, com os antigos barracos de madeira habitados pelos engenheiros e peões de obra na década de 1960.

Barraco de madeira na Metropolitana. Foto de Renato Alves

Parece cidade de interior: uma igrejinha azul, localizada bem no centro da cidade, é cercada pelas casas e o comércio. Crianças correm e os adultos conversam calmamente, sentados nos banquinhos.

Igreja de madeira na Metropolitana. Foto de Renato Alves

Cidade Livre

Núcleo Bandeirante é uma região administrativa, também conhecida como cidade-satélite, do Distrito Federal.

Conhecido originalmente como Cidade Livre, por permitir a instalação de qualquer tipo de comércio, foi a primeira ocupação dos candangos, sendo posteriormente urbanizada e tornando-se uma das cidades-satélites do DF.

No Núcleo Bandeirante pode-se encontrar a Casa do Pioneiro, a estação ferroviária Bernardo Sayão e a Paróquia Dom Bosco, os principais pontos turisticos do Núcleo Bandeirante.

Jardim Botânico de Brasília é um dos mais completos do país

Jardim Botânico de BrasíliaO Jardim Botânico de Brasília (JBB) foi elevado à categoria A, a mais completa classificação para uma instituição do tipo. Agora, compartilha com três outros estabelecimentos o topo do ranking entre todos os jardins botânicos brasileiros. O reconhecimento se deu após uma análise da infraestrutura, do corpo técnico e das atividades desempenhadas pelo local. Na avaliação anterior, em 2012, a área foi classificada na categoria C, ao lado de outras 11 instituições. De lá para cá, foi a única dessas a atingir o patamar máximo.

Mais importante instituição do tipo no cerrado, a área é muito procurada pelos brasilienses, que aproveitam as trilhas, os jardins temáticos, o orquidário e os demais espaços de proximidade com a natureza.

A classificação é feita pelo Sistema Nacional de Registro de Jardins Botânicos, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e segue a Resolução nº 339, de 2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Para atingir o nível A, são exigidos itens complementares, como biblioteca especializada e programa de publicação técnico-científica, o que totaliza 16 requisitos. O JBB criou uma biblioteca virtual, com o apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, que ampliou bastante o então reduzido acervo em papel. Em julho, mais uma novidade deve ser inaugurada: o Centro de Excelência do Cerrado.

O que ver

O JBB é uma das opções de lazer para os moradores e turistas que visitam a capital.

Os visitantes podem desfrutar de piqueniques, trilhas, mirante e até um jardim japonês. O jardim foi em 1985 para abrigar a fauna e flora do cerrado.

As escolas podem participar de visitas guiadas e atividades de educação ambiental. A administração do parque informa que é necessário fazer agendamento para participar da visitação.

Quando abre

Terça a domingo, das 9h às 17h

Ingressos

O Jardim Botânico de Brasília abre suas portas para visitação pública de terça à domingo, das 9 às 17 h. A entrada custa R$ 2 por pessoa. Crianças até 10 anos e idosos a partir dos 60 anos não pagam ingresso.

De terça a domingo, das 6h30 às 8h50, o acesso ao JBB é permitido somente a pedestres e ciclistas, sem cobrança de ingresso.  O JBB não funciona às segundas-feiras.

Como chegar

De carro

Entrar na subida da QI 23 do Lago Sul. A entrada principal do JBB fica depois do segundo balão, primeira entrada à direita.

De ônibus

Plano Piloto para JBB – Linhas 147.3 e 197.3

Itinerário da linha 147.3 – Rodoviária/Ponte Costa e Silva/Lago Sul/JBB/São Sebastião;

Itinerário da linha 197.3 – Rodoviária/Ponte JK/Lago Sul/JBB/São Sebastião.

São Sebastião para JBB – Linha 183.6

Itinerário linha 183.6 – São Sebastião/Jardins Mangueiral/RA Jardim Botânico/JBB;

Itinerário linha 181.2 – São Sebastião/RA Jardim Botânico/JBB/Lago Sul.

Jardim Botânico de Brasília - Mapa

Brasília terá camping projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Sheila Oliveira, do Correio Braziliense

Tradicional meio de hospedagem em países europeus e nos Estados Unidos durante grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, o camping atrai turistas interessados em diárias econômicas. De acordo com o estudo Demanda Turística Internacional do Ministério do Turismo, divulgado na última semana, a procura pelo campismo no Brasil cresceu de 2,4% para 4,9% nos últimos seis anos. Somente 14 estados brasileiros oferecem esse tipo de estadia atualmente. Em Brasília, o camping projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer como parte integrante do Plano Piloto, localizado no final da Asa Norte, foi desativado em 2009.

Com objetivo de ampliar a oferta de hospedagem mais barata no Distrito Federal, o governo local pretende inaugurar em maio de 2014 o novo local de acampamento, com capacidade total para 300 equipamentos, como motorhomes, trailers, barracas e minichalés. A primeira fase do projeto, no entanto, prevê 150 vagas até a Copa do Mundo, e o restante até o fim do próximo ano. Situado na parte final da Asa Sul, às margens da Estrada Parque Guará (EPGU) e em frente ao Zoológico de Brasília, o terreno de 40 mil m² está dentro da área do Parque das Aves. Anteriormente, o local era destinado à moradia do pessoal que construiu o metrô.

O camping deverá hospedar até 990 pessoas, segundo a média internacional para cada equipamento. Ainda não se sabe dos custos para os usuários. Mas a diária de um acampamento público varia de R$ 10 a R$ 25 por pessoa, segundo levantamento da Associação Brasileira de Campismo (Abracamping). “Por esse motivo, é um tipo de hospedagem alternativa e tão procurada por turistas. Fora do Brasil, o campismo faz parte da cultura dos viajantes. Infelizmente, o país está atrasado em relação a esse tipo de estadia”, destaca Luiz Edgar Tostes, diretor da entidade.

Opções de hospedagem barata em Brasília

Hostel7

Gizella Rodrigues

Enquanto os hotéis reajustaram os preços dos leitos disponíveis para o fim de semana da Copa das Confederações, os turistas que pretendem vir à Brasília para assistir o jogo entre Brasil e Japão e ainda não reservaram um lugar para ficar terão dificuldades para encontrar opções menos salgadas. A oferta de hospedagem alternativa na capital ainda é pequena e a tarefa de encontrar um teto para dormir não será fácil, especialmente para quem não tem as portas de casas de parentes abertas ou não quer pagar uma fortuna nos poucos quartos que restam vazios na rede hoteleira do Distrito Federal. Com uma boa procura, principalmente fora dos dias da competição, é possível se hospedar em Brasília por menos de R$ 100 por dia.

Hotéis ainda com vaga chegam a cobrar cinco vezes mais pela estadia no fim de semana de 15 de junho em comparação com os fins de semana anteriores ou seguintes à competição. Em alguns estabelecimentos, a diferença passa dos 200% e chega a R$ 562, em média. Com a alta nos preços, resta ao visitante procurar por opções mais distantes do centro de Brasília ou com menos luxo e conforto. As principais alternativas são os albergues, um tipo de acomodação destinado especialmente para os jovens e muito popular entre os estrangeiros.

Hostel7

Brasília tem duas opções, uma delas inaugurada há apenas 20 dias. O hostel, como os albergues são chamados no exterior, fica na 708 Norte (fotos) e tem 38 leitos em quatro quartos coletivos, um deles destinado a mulheres prioritariamente. Dentro de todos eles há um banheiro que é partilhado pelas oito pessoas hospedadas — é comum que o banheiro em hostels fique fora do quarto e seja compartilhado pelos hóspedes de um andar inteiro.

Hostel7A ideia de montar um hostel em Brasília surgiu de um grupo de cinco amigos de infância que viajaram pelo mundo e sempre preferiu essa opção de hospedagem. “Eu já viajei por cinco continentes, visitei mais de 15 países. Pegamos a experiência de tudo que vimos por aí e juntamos o de melhor aqui”, conta Aurélio de Paula Guedes Araújo, 30 anos, um dos sócios. “Este é o primeiro hostel com os padrões internacionais cadastrado no hostelworld. Toda grande cidade tem um hostel e Brasília não podia ficar de fora”, acrescenta.

Desde que abriram as portas, os amigos já hospedaram 70 visitantes, 40% deles gringos. Eles cobram R$ 90 pelo leito, o que inclui café da manhã e wifi. Para 15 de junho, aumentaram a diária para R$ 120 e 85% do hostel já está ocupado. “Só aumentamos no dia mesmo e não todo o final de semana. Vamos transmitir o jogo e dar uma opção para quem não conseguir ir ao estádio. Queremos dar uma opção para que as pessoas possam vir para Brasília sem se preocupar tanto com dinheiro. Porque, hoje, ou ela vai para um hotel caro ou fica em uma pousada que cobra por hora e funciona como motel”, afirma Aurélio.

A outra opção é o Albergue da Juventude que fica no antigo camping, atrás do Palácio do Buriti. Filiado à rede Hostelling International, o albergue tem 93 leitos, todos separados por sexo. O banheiro também é dentro do quarto. A maioria das pessoas que se hospeda ali são estudantes, que vêm à capital em grupos para participar de eventos escolares ou fazer turismo cívico, e as acomodações são ainda mais simples. O albergue cobra R$ 50 de quem é inscrito no movimento alberguista. Para a Copa das Confederações, ainda não houve reajuste, mas a direção quer elevar os preços em 20% ou 30%. “A Federação dos Albergues da Juventude do Brasil ainda não confirmou o reajuste. Mas quem já reservou não vai pagar mais”, afirma o gerente do local, Hebert Pacheco de Sousa. Cerca de 40 reservas já foram confirmadas para a Copa das Confederações no local.

Quem prefere privacidade e não quer dividir quarto com desconhecidos, pode apostar no aluguel de quitinetes ou flats por temporada. Em uma pesquisa nos sites especializados, é possível encontrar pequenos apartamentos por cerca de R$ 200 a diária. A maioria deles não seguiu o reajuste dos hotéis, mas, em compensação, exigem estadia mínima que varia entre três noites e uma semana. Há flats, no entanto, que estão cobrando R$ 2 mil para acomodar duas pessoas no fim de semana do dia 15.

A família de Ana Brada tem 11 apartamentos no Jardim Botânico e todos eles estão alugados, nove para o fim de semana da competição. Os hóspedes chegam dia 13 e vão embora dia 16 e, os que reservaram apartamentos para duas pessoas, vão pagar R$ 120 por dia, preço de alta temporada (na baixa estação, o valor cai para R$ 100). Ela exige, no mínimo, três noites de hospedagem para alugar os imóveis, mas negocia os valores. “Quem quiser ficar só uma noite, paga as três noites pelo menor preço, ou seja, R$ 300. É o máximo que posso fazer. Acho o aluguel por temporada uma boa opção, barata e que dá muita liberdade para o hóspede”, diz.

Na pousada de Ricardo do Monte Rosa, no Lago Norte, ainda há vagas. Ele mora em uma chácara do Núcleo Rural Jerivá, na MI 2, e construiu 10 apartamentos que aluga por temporada no local. Normalmente, ele cobra R$ 220 por diária e exige o mínimo de três noites para a hospedagem. Na Copa das Confederações, vai cobrar 50% a mais. “O preço ainda tá melhor do que dos hotéis, principalmente se for levado em consideração o que ofereço. Os apartamentos são cercados de mato, mas ficam dentro da cidade e são sofisticados”, argumenta.

Bed and breakfast

Até a Copa do Mundo de 2014, duas novas opções de hospedagem alternativa devem começar a funcionar em Brasília. A Secretaria de Turismo do DF espera cadastrar 375 moradias que poderão servir de hotel para quase 4 mil turistas durante o torneio do ano que vem.

O Programa de Hospedagem Cama e Café é inspirado no Bed and Breakfast, famoso no exterior, e permite que o visitante alugue quartos em residências de famílias da cidade, o que, no DF, será intermediado pelo governo. O proprietário da casa deve oferecer café da manhã e limpeza e cada quarto pode ter entre uma e três camas.

Além disso, o GDF vai construir um camping de 40 mil metros quadrados próximo ao Jardim Zoológico. O investimento total será de R$ 2 milhões. O espaço vai ficar dentro de um parque, o Parque das Aves, e será gerenciado pela Setur, que está terminando o projeto do local para poder licitar a obra, que fica pronta em seis meses.

A promessa é que o camping esteja funcionando na Copa. O secretário de Turismo do DF, Luis Otávio Neves, não considera o DF ofereça poucas alternativas de hospedagem. “Temos bons hotéis, inclusive fora do Plano Piloto onde os preços são mais baixos, tem os albergues, vai ter o cama e café. Brasília tem boas condições, não vamos deixar ninguém na rua”, afirma.

Programação da festa dos 53 anos de Brasília

Nos dois principais dias de comemoração do aniversário de 53 anos da capital federal — hoje e amanhã — a cidade estará repleta de opções para os brasilienses. Apresentações de artistas, como Milton Nascimento, Maria Gadú, Marcelo D2, Lenine e Ellen Oléria vão tomar a Esplanada dos Ministérios, quando são esperadas 50 mil pessoas em cada dia de evento.

Ellen Oléria

Haverá música também no Parque da Cidade e no Museu da República, além de muito esporte, competições, passeio de balão e apresentações lúdicas para crianças. A 7º edição da Maratona Brasília de Revezamento do Correio Braziliense é uma das atrações do dia 21, com largada às 8h. Cerca de 2 mil policiais militares atuarão para garantir a tranquilidade da população.

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Aproximadamente 50 shows ocorrerão nos cinco palcos montados no centro da capital, mas eles representam apenas uma parcela dentro da extensa programação. A Praça Ibero-Americana da Juventude — que abrange o Complexo Cultural da República, a Torre de TV e o Parque da Cidade — estará carregada de atividades. Ela será adaptada a várias modalidades esportivas, como skate, parkour e slickline. Nela, também será promovida a final da Liga Internacional de Basquete de Rua 2013.

Memorial Jk - Brasília
No mesmo espaço, haverá apresentações de circo, lançamentos literários, encontros de b. boys e b. girls, além de batalha de MCs. Quem curte música eletrônica poderá participar do Jam no Museu, com grafitagem em tempo real. Sem falar no festival Anime Rock, com danças, desfile cosplay, games e muito mais.

InfograficoCrianças

A criançada também terá vez nas comemorações. Elas poderão assistir a apresentações de teatro e poesia nos dois dias de festa e ainda se divertir em brinquedos infláveis, bungee jump, muro de escalada e tirolesa. As atrações ocorrem na Praça Infantil, ao lado da Biblioteca Nacional. Ontem, a reportagem do Correio acompanhou os preparativos da folia. E já havia atleta testando algumas das estruturas montadas no local.

João Paulo Lobo, de 32 anos, e Rogério Pitanga, de 20, praticantes de BMX freestyle — uma modalidade de esporte com uso de bicicletas — faziam manobras radicais nas rampas de madeira perto do Museu da República. João, frequentador assíduo da festa na Esplanada, afirmou que neste ano as comemorações de aniversário serão inigualáveis. “Tem muito show bom, como Raimundos e Marcelo D2. Além disso, uns 60 ciclistas marcarão presença”, argumentou. A estimativa dele faz referência apenas aos profissionais. “Mas virão ainda mais pessoas. Afinal, terá também DJs tocando, rampas de skate, muita coisa boa vindo por aí”, completou Rogério.

Manobras

Ao lado das rampas, pedaços de concretos se misturavam a grandes pneus. Todos grafitados. A área, destinada aos praticantes do parkour — um esporte em que os atletas buscam superar obstáculos — começava a ganhar forma ontem. Vinícius Heidk, de 19 anos, e Danilo Reis, de 20, presidente e vice-presidente de uma associação do DF voltada à modalidade, ajudavam a organizar o espaço, enquanto saltavam e faziam acrobacias arriscadas. “É a primeira vez que participamos da programação, mas até agora estamos satisfeitos com o resultado”, comentou Danilo. De acordo com Vinícius, um grupo de 30 atletas do parkour vão se reunir durante as comemorações de 53 anos da cidade na praça. “Só estão faltando, agora, algumas estruturas de madeira, mas logo tudo estará finalizado”, antecipou.

O Estacionamento 10 do Parque da Cidade será o cenário do Aniversário Solidário, parte do cronograma de atividades anunciadas pelo GDF. Ele ocorre nos dois dias de festa, com aulas de ginástica, dança, doações e muito mais. Paralelamente, o público poderá assistir a apresentações de música instrumental, quando artistas subirão no Palco Erudito. Na Torre de TV, a programação é voltada aos religiosos. No dia 20, haverá show gospel a partir das 20h. Entre os artistas mais famosos estão Alin

Transporte e estacionamento

Às 5h de hoje, a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes serão fechadas para o trânsito de veículos no trecho entre a Rodoviária e o viaduto da via L4. Os bloqueios serão nas vias S1, L2 Sul, L2 Norte e L4 Norte. O estacionamento dos ministérios também estarão bloqueados. O público poderá usar as áreas de parada dos anexos e dos setores comercial, bancário e de autarquias. O transporte coletivo urbano circulará em horários especiais no sábado e no domingo. O metrô trafega, hoje, das 6h à 0h; e, no domingo, das 7h à 1h de segunda-feira. Das 7h à 0h haverá embarque e desembarque em todas as estações. A partir de 1h, o embarque será somente na Estação Central da Rodoviária do Plano Piloto. Os ônibus terão reforço até 1h de segunda-feira. Haverá viagens extras em todas as linhas que vão para a Rodoviária do Plano Piloto. Nas demais cidades do DF, a tabela de horários segue a programação normal de fim de semana.

Brasília ontem e hoje

Congresso Nacional

No último domingo (14/4), um grupo de publicitários saiu pelas esquinas e tesourinhas de Brasília munido de uma câmera digital e de algumas fotos antigas de pontos famosos da cidade, como o Congresso Nacional, a Catedral e o Memorial JK. A ideia era simples: sobrepor as imagens antigas aos cenários atuais e fazer um registro da mudança de tempo nestas paisagens. Ao longo da semana, o resultado da empreitada foi colocado no Facebook e despertou o interesse de muitos brasilienses, que aproveitaram para curtir e compartilhar a homenagem aos 53 anos da capital federal.

Rodoviária do Plano Piloto

As fotografias antigas, feitas entre 1958 e 1974, foram conseguidas pela equipe por meio do Arquivo Público do Distrito Federal e de colaboradores que enviaram as imagens para a fanpage Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade, na qual foram postadas as novas fotos. A primeira, publicada na segunda-feira, mostrava o antes e o agora do famoso foguetinho do Parque Ana Lídia, no Parque da Cidade. A publicação logo alcançou 700 compartilhamentos e conseguiu mais de 1,3 mil curtidas. Depois desta, foram registradas também a Universidade de Brasília (UnB), a Rodoviária do Plano Piloto e a Igrejinha (307/308 Sul), entre outras.

Brasília 3

A ação é baseada nos trabalhos dos fotógrafos Christopher Moloney e Khánh Hmong. O primeiro pegou imagens de filmes célebres rodados em Nova York e foi aos locais em que elas se passaram para fazer um contraponto temporal. O projeto resultou em cerca de 250 fotografias, disponíveis no site http://www.philmfotos.tumblr.com . Já Hmong escolheu o Vietnã como objeto, e, também munido de imagens históricas, captou a passagem dos anos naquele país.

Parque Ana Lídia

Criada há um ano pela agência de mídias sociais Table, A fanpage Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade conseguiu, com a ação, que cerca de 1,5 mil pessoas começassem a segui-los nesta semana. A iniciativa, que conta atualmente com mais 9 mil curtidas, foi pensada como um tributo à capital federal. No ano passado, usou o recurso da linha do tempo do Facebook para contar a história da cidade.

As joias dos palácios do Planalto e do Itamaraty

Itamaraty

Eunice Pinheiro, da Encontro Brasília

A Esplanada dos Ministérios é um verdadeiro museu de arte. Não só um museu dos símbolos nacionais, que costuma atrair milhares de pessoas para o turismo cívico na capital, mas um conjunto de museus – composto por Ministérios e Palácios – que guardam obras de artistas nacionais e internacionais. São telas, esculturas, vitrais e peças de mobiliário que, muitas vezes, passam despercebidos numa visita onde a arte não é o foco principal. E o melhor: a maior parte desse acervo está aberta à visitação pública, gratuitamente.

O Palácio do Planalto e o Palácio do Itamaraty são os dois locais que concentram as obras mais famosas de toda a Esplanada. Trabalhos que chegam a valer mais de R$ 4 milhões no mercado, como o painel As Mulatas, de Di Cavalcanti, e outros, que pelo valor histórico nem podem ser avaliados, como a tela gigante de Roberto Burle Marx (14 m x 4,8 m), de 1972, criada especialmente para ocupar o Salão Oeste do Palácio do Planalto.

Itamaraty 2

Ao todo, ainda não se sabe o número exato de obras de arte que povoam a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, já que o levantamento, que está sendo feito pelo governo federal, ainda não foi concluído. Mas são dezenas de trabalhos de artistas renomados, como Djanira da Motta e Silva, Joan Miró, Frans Krajcberg, Sérgio Rodrigues e Alberto Nicola. Até 2009, a maior parte dessas obras estava perdida nos subsolos dos Palácios.

A ideia de catalogar as obras de arte dos palácios surgiu em 2009, durante a reforma do Palácio do Planalto. O projeto foi apresentado à ex-primeira dama Marisa Letícia, que aceitou o desafio e mandou abrir as portas. A partir daí, palmo a palmo dos palácios do Planalto e da Alvorada passou a ser vasculhado. “Na verdade, havia uma ideia da existência de um bom acervo de arte nos Palácios. Mas não havia um catálogo dessas obras. Tampouco se sabia com exatidão onde elas se encontravam”, conta Claudio Soares Rocha, secretário executivo da Comissão de Curadoria dos Palácios do Planalto e da Alvorada.

Planalto

A caça às obras revelou muitas surpresas. Uma delas foi um quadro do artista catalão Joan Miró, avaliado em R$ 1 milhão, pendurado na sala de suprimentos do Planalto. Durante anos, o quadro azul ficou ali, quietinho, sem ninguém imaginar a relíquia sustentada por um pequeno preguinho. Com a tapeçaria de Alberto Nicola não foi diferente. Depois de enfeitar a recepção do Palácio do Planalto, na década de 1990, foi parar no restaurante da guarda.

Mas o destino dado ao relógio Luiz XIV, confeccionado pelo relojoeiro do rei francês, Balthazar Martinot, foi demais. A peça foi parar no depósito de barcos do Palácio da Alvorada. Ninguém sabe dizer quanto tempo esse relógio ficou por lá, mas foi encontrado sob um monte de colchões velhos e precisando de recuperação. Meses depois de resgatado, ainda se buscava a cúpula dele – uma imagem do deus grego Netuno –, encontrada, posteriormente, numa caixa de ferramentas da oficina do palácio.

Planalto 2

Tirando esses casos mais escabrosos, a verdade é que, durante muito tempo, funcionários conviveram com obras importantes nacionais e internacionais em suas salinhas pensando que fossem obras vendidas em uma feirinha qualquer. Agora, que elas foram resgatadas, estão expostas ao grande público, devidamente recuperadas, identificadas e catalogadas. “Quando terminamos o levantamento das obras, chegamos à conclusão de que elas deveriam ser expostas ao público.

O que adianta ter boas obras se elas ficarem fechadas em salas?”, questionava Claudio Rocha. Com isso, as obras dos artistas mais renomados foram expostas nos corredores dos Palácios, no gabinete da presidente Dilma Rousseff e nos salões de reuniões, com destaque maior para os artistas nacionais.

Planalto 3

Assim, durante a visita guiada ao terceiro andar do Palácio do Planalto, por exemplo, podem ser vistas as obras de Di Cavalcanti, Geraldo de Barros, Frans Krajcberg, Frank Schaeffer, Alfredo Volpi, Antônio Maluf e a bela escultura de Bruno Giorgi, com o nome de O Flautista. Nos gabinetes fechados, ficaram apenas os trabalhos de artistas pouco conhecidos.

No mezanino, podem ser vistos também conjuntos de mobiliários desenhados por talentos como Sérgio Rodrigues e Jorge Zalzuspin. Aliás, o mobiliário do Palácio do Planalto é um espetáculo à parte. Peças dos designers mais importantes das décadas de 1960 e 1970 estão presentes ali. Incluindo a mesa de trabalho do então presidente Juscelino Kubitschek, desenhada por Niemeyer.

Planalto 4

“A restauração dos móveis e a indicação da existência de algumas obras de arte importantes seguiram os relatos de Anna Maria Niemeyer, arquiteta e filha de Oscar Niemeyer, que trabalhou na decoração dos Palácios durante a construção deles. Era ela quem, sob as ordens do presidente Juscelino Kubitschek, comprava obras de arte para decorar os palácios e, assim, começou a montar nosso acervo”, explica Claudio Ramos.

Além dos trabalhos que chegavam pelas mãos da filha de Niemeyer, o acervo dos palácios foi formado por doações de obras, presentes presidenciais e espólios, como os três quadros de Djanira, que faziam parte da massa falida do antigo Lloyd Brasileiro.

Planalto 5

Hoje, o governo não compra obras de arte. Por isso a carência de artistas contemporâneos nas paredes dos palácios. “Para renovarmos o acervo, precisamos que os artistas doem suas obras. Porém, isso raramente acontece”, diz Ramos.

No Palácio do Itamaraty, as obras contemporâneas já são vistas em abundância. Como cada órgão administra seu acervo artístico individualmente, o Ministério das Relações Exteriores é um dos poucos órgãos do governo que têm realizado concursos de arte contemporânea. Os trabalhos premiados são adquiridos pela instituição. Foram duas edições até o momento: em 2011 e 2012.

Com isso, qualquer visitante interessado em apreciar os trabalhos de artistas como Tomie Ohtake, Francisco Brennand, Athos Bulcão, Volpi e Emmanuel Araújo tem a chance de ver também os trabalhos de novos artistas. Aliás, um acervo impressionante, de tão bonito.

Por exemplo, logo na entrada do Palácio do Itamaraty, uma exposição apresenta as últimas 20 aquisições do ministério, fruto do concurso de 2012. São óleos sobre tela, fotografias e esculturas, como a escultura Iceberg, de Flávio dos Santos Cerqueira, que transporta o expectador para o olhar infinito de um menino.

Palácio do Alvorada abre à visitação todos os dias, em janeiro

Fachada e interior do Palácio da Alvorada.

As visitas ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, serão realizadas todos os dias da semana durante este mês de janeiro. A determinação foi da própria  presidente Dilma Roussef. Anteriormente, as visitas só aconteciam às quartas-feiras. Uma das novidades da ampliação do horário é que os passeios não serão suspensos se a presidente estiver em casa.

O palácio estará aberto para o passeio entre 15h e 17h. Um guia acompanha grupos formados por 30 pessoas por vez. As senhas para o passeio são distribuídas a partir das 14h.

Os grupos são formados por ordem de chegada, que assistem a um vídeo institucional de 9 minutos, explicando a restauração realizada de dezembro de 2004 a março de 2006, mostrando a cozinha, o auditório e outras dependências que não estão no roteiro da visita. Após o vídeo o profissional de relações públicas acompanha o grupo, explicando a estrutura arquitetônica do Palácio da Alvorada, seu conteúdo histórico e as obras de arte que compõe a ambientação. A duração das explanações é de, aproximadamente, 40 minutos.

Sala de Jantar do Palácio da Alvorada

A permissão é para que 300 pessoas façam o roteiro diariamente. A visita passa pela área externa, hall, salas de reunião, biblioteca e o espaço reservado para as recepções do palácio.

Os quartos e os ambientes reservados não estão no roteiro da visita. Uma das atrações é a capela que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

No local, estão painéis de Athos Bulcão que são folheados a ouro. Os jardins e a piscina do palácio  também estão abertos aos visitantes.

Curiosidades

Desde fevereiro de 2011, Dilma divide os 7,3 mil metros quadrados do monumento com a mãe, Dilma Jane, e a tia Arilda. A filha Paula e o neto da presidente, Gabriel, com certa frequência também a visitam. Mas, apesar da beleza do Palácio, tanta suntuosidade não agrada muito à família Rousseff.


A mãe de Dilma já reclamou que o Palácio não tem cara de casa por ser muito impessoal e disse preferir a Granja do Torto, uma espécie de sítio da Presidência, também em Brasília. A própria presidente assumiu a preferência em uma entrevista concedida à falecida apresentadora Hebe Camargo.

– Morar no Palácio não é muito bom. Ele não foi feito para as pessoas morarem e sim para visitarem. Mas, pela minha representação, tenho que morar aqui (Alvorada). Mas sempre que posso fujo para o Torto, que é mais aconchegante.

Outro motivo que deve incomodar as três moradoras do Alvorada é a lenda de que a casa é mal assombrada. Soldados do Exército que fazem a segurança do local comentam ter ouvido sons misteriosos por ali à noite. Na mesma entrevista, Dilma ironizou a história de que fantasmas frequentavam a região.

– O sol de Brasília é muito forte e o concreto trabalha de noite (a estrutura física dilata com o calor e se acomoda ao volume normal quando o tempo esfria) . Aí de noite todo mundo escuta o concreto trabalhando. Mas, até onde eu vi, te asseguro que não encontrei ninguém.

Programa de visitação escolar

Programa destinado às crianças do ensino fundamental do DF e regiões próximas. A visita à residência oficial da Presidenta, oferece orientação cívica, além de transporte e lanche. Abrange crianças de escolas públicas e privadas das 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental, pois neste período a grade curricular abrange estudos sobre a estrutura governamental do País. Estas crianças visitam as dependências do Palácio, tendo toda a orientação e desenvolvimento lúdico voltado para o público infanto-juvenil. Nesta visitação a média é de 42 alunos e 03 professores.

Para participar dos programas é necessário oficializar o pedido através do e-mail da COREP (corep@presidencia.gov.br) ou Fax: 3226-0321

Todas opções de réveillon em Brasília

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Correio Braziliense

A ganhadora do The Voice Brasil, Ellen Oléria, é uma das grandes atrações da festa de réveillon da Esplanada dos Ministérios. Depois de muita polêmica, porque a cantora também vai se apresentar na virada em Copacabana (RJ), o governo do DF conseguiu definir a presença da cantora na festividade.

Programação

Na Esplanada:

19h às 19h30 – Banda Na Lata
19h35 às 20h15 – Ellen Oléria
20h15 às 20h35 – Forró da Vitrola
20h35 às 21h35 – Plebe Rude com participação da banda Etno e Dilo D’Oliveira
21h35 às 21h55 – Forró de Vitrola
21h55 às 23h35 – Paula Fernandes
23h35 às 23h55 – Forró de Vitrola
23h55 à 0h – Contagem Regressiva
0h00 à 0h25 – Bateria da Virada (queima de fogos)
0h30 às 2h – Nas Curvas do Samba
2h00 às 2h20 – Forró de Vitrola
2h20 às 4h – Fernando e Sorocaba

Na Prainha:
(Próximo à Ponte Costa e Silva, a programação deve começar a partir das 17h com cortejos e apresentações de grupos.)

17h – Os Crioulos
18h – Oya Bagan
19h – Xaxará de prata
20h – Asé Dudu
21h – Cortejos – toque para orixás, umbanda e candomblé
1h – Orkestra Rumpilezz
2h – Obará
3h – Pé de Cerrado
4h – Requebrarte

Ellen Oléria

Transporte

Além de Ellen, haverá queima de fogos à meia-noite, que deve durar 30 minutos, e a apresentação de vários artistas locais e nacionais para embalar a festa. A expectativa é de que 100 mil pessoas passem a virada de 2013 na Esplanada. A segurança será garantida pela Polícia Militar, que já organizou uma operação especial, atuando principalmente na Rodoviária e nas linhas de ônibus.

O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) irá aumentar as linhas de ônibus entre a noite de 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro. O metrô também deve funcionar em horário especial, circulando das 6h do dia 31 até as 2h do dia 1/1.

No total serão investidos R$ 8 milhões nas festividades de fim de ano, incluindo o Réveillon da Prainha, nas margens do Lago Paranoá.

Réveillon 2012 na Esplanada
Pra dançar

Uma virada de ano dançante vai celebrar a chegada de 2013. No Pontão do Lago Sul, por exemplo, o réveillon Nossa Praia, vai reunir diversas atrações em diferentes tendas. O evento terá mesas exclusivas, lounges, pistas de dança variadas, arena para shows, calçadas na beira do lago, queima de fogos e uma grande diversidade no cardápio.

Segundo a administradora do Pontão, Sandra Peres, o Nossa Praia já é tradicional na cidade. “A festa do réveillon tem um significado de unificação e no nosso réveillon atendemos dos filhos aos avós, tudo para celebrar a chegada do novo ano.” Entre os destaques da noite, estarão presentes o grupo Rio Samba’n’roll, os cantores Léo Verão e Daniel Freitas, as duplas sertanejas Roniel & Rafael e Bruno & Leandro, além da música eletrônica e da pista de dança voltada para os clássicos dos anos 80.

Além do Nossa Praia, o Pontão do Lago Sul preenche a noite da virada com várias opções de restaurantes e festas na beira do lago. “Além disso, tem uma queima de fogos em duas balsas dentro do lago, o que torna o lugar especial”, completa Sandra. De acordo com a administradora, a festa deve garantir a qualidade e o entretenimento dos brasilienses.

Para quem gosta de sertanejo, a dupla Humberto e Ronaldo vai agitar a noite de réveillon na Oca. Os ingressos dão direito a open bar e open food e a uma vista privilegiada da queima de fogos. A cientista contábil, Letícia Chiari, 23, já desfrutou da animação da festa. “As músicas são muito animadas e com a presença de vários amigos a festa foi ótima”, disse. Neste ano, além dos sertanejos, estão na programação os DJs Viktor Mora e Maccarati + Axell e Gusttavo Carvalho.

Outra opção para festejar a chegada de 2013 é curtir a festa ao som de Pedro Paulo & Matheus, Henrique & Ruan e a banda Clima de Montanha na mescla de sons do réveillon Federal. A estudante Waléria Azevedo, 20, mora na cidade de Luziânia, a 54km de Brasília, e conta que no ano passado saiu da cidade só para aproveitar a festa na capital. “Escolhi Brasília para curtir esse dia e faria de novo. É sempre muito animado. Meus amigos sempre vão”, relembra.

Mais alternativas

Para quem não gosta de balada, uma opção diferente e gratuita é o réveillon da Prainha do Lago Sul. O evento simboliza a abertura de novos tempos sob o olhar de Iemanjá, a mãe de todos os deuses na mitologia Iorubá africana. O estudante, Tales Maciel, 21, não conhecia as religiões africanas e aproveitou a oportunidade para se aproximar da cultura. “Eu tinha curiosidade, e gostei muito. É uma festa simples, mas com muita energia boa”, disse.

Tales costuma ir às festas de fim de ano na cidade. Além do réveillon da Prainha, já foi a várias outras com os amigos, sempre com intenção de aproveitar tudo que Brasília oferece. O estudante explica que já foi três vezes à Esplanada nesta época. “Gosto de ver os fogos de perto e por ser uma festa gratuita, eu e meus amigos sempre vamos”.

Restaurantes

Quem quiser comemorar sem abrir mão de um bom jantar pode optar pelos restaurantes da cidade, mas é importante reservar mesa com antecedência. No Cocobambu do Setor de Clubes Sul, as reservas para a noite de réveillon já podem ser feitas. Além da especialidade em frutos do mar, o restaurante terá uma festa, de 22h às 4h, com a banda Sideral e DJ. A custa R$ 380, com R$ 200 convertidos em consumação

Já a churrascaria Fogo de Chão, no Eixo Monumental, vai oferecer um cardápio especial para o jantar dos dias 24 e 31 de dezembro. Uma variedade de entradas, pratos típicos, carnes e buffet com até 30 opções. Destaque para as barquinhas de endívia no Natal e lentilha gaúcha no réveillon, que vão marcar as comemorações e os brindes às conquistas de 2012. O valo do rodízio individual é de R$ 130, já o pacote completo terá o valor de R$ 200.

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Balões tomam céu de Brasília

O tempo ajudou e pelo menos seis balões conseguiram decolar e participar da primeira prova no 2º Campeonato Nacional de Balonismo, na manhã deste sábado (29/12/12). O evento vai até segunda-feira (31/12/12).

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A base da competição está montada na Esplanada dos Ministérios, mas a decolagem começou por volta de 7h20 no descampado vizinho à Delegacia da Criança e do Adolescente, entre as quadras 202 e 203 da Asa Norte.


O vento sentido norte-sul levou os competidores de volta ao canteiro central da Esplanada. Por volta de 8h40, todos os balões já haviam aterrisado. A próxima decolagem só deve ocorrer à tarde, a partir de 16h.

Esta edição da competição vai homenagear o arquiteto Oscar Niemeyer, projetista de Brasília. Alguns balões trarão desenhos de algumas das obras; por enquanto, contudo, nenhum desses balões alçou voo.

Nos próximos dias, o público poderá entrar nos chamados balões cativos, que sobem até 50 metros.

Mais informações com o pessoal do www.balonismo.net

Todas as imagens são de autoria de Ronaldo de Oliveira, repórter-fotográfico do Correio Braziliense.