Causeway Coastal, a rota para fãs de Game of Thrones

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Do Lonely Planet

A Irlanda do Norte nunca teve que lutar com dragões, mas isso não impediu que sua paisagem selvagem conseguisse um papel de destaque em Game of Thrones.

Dirigir pelos 193 km da estrada Causeway Coastal de Belfast até Derry-Londonderry é fundamental para fãs do programa, e oferece uma lição dramática de história e natureza, do Titanic e fome até o novo caminho no penhasco, e a épica Calçada dos Gigantes.

O Titanic & os Troubles

Belfast é lar dos estúdios onde a maior parte de Game of Thrones é filmada. Não há acesso ao público, mas vale a pena explorar o passado tumultuado da cidade. Das Falls e da estrada Shankill até as chamadas ‘filas da paz’, o Troubles faz uma sombra significativa no presente. Para quem vem de fora pode ser frustrante, mas pule num Black Taxi Tour para ter um vislumbre das complexidades por trás das manchetes. Um dos guias mais experientes é Billy Scott, cujo conhecimento prodigioso vai muito além de política para revelar a rica herança da cidade que foi um centro de poder industrial por trás da construção do Titanic. Aquele navio enorme e condenado, assim como a história marítima da cidade, agora são os temas da exibição mundial Titanic Belfast.

O caminho de Gobbins

Com a cidade no auge no início do século 20, o visionário Berkeley Deane Wise, do Belfast & Northern Counties Railway concebeu várias atrações inovadoras ao longo da bela costa Antrim para estimular os recém-chegados trabalhadores dos estaleiros a entrar em seus trens. O mais popular deles foi o Caminho de Gobbins, que rodeia os contornos de Islandmagee. Anos de vento, chuva e ferrugem fizeram com que fechasse nos anos 1950 para reabrir só em 2015, depois de uma reforma de £7.5 milhões. Enquanto as poderosas ondas do Atlântico açoitavam o penhasco, guias ciceroneavam visitantes pelo passadiço suspenso a fim de espiar botos na elevação Atlântica.

Mapa da Causeway Coastal

Os Vales de Antrim

Em Larne, um pequeno marcador de pedra sinaliza o início da rota Causeway Coastal, que corta pelo County Antrim. Sua finalização foi ofuscada pela Grande Fome em 1845, quando a estrada se tornou uma rota de fuga para migrantes que escapavam pelos vales.

Hoje em dia é uma das rotas mais panorâmicas do Reino Unido. Cerca de 23 mil metros cúbicos de pedra foram estilhaçados de três grandes fluxos de lava para formar um filete estreito de estrada entre mar e altos penhascos, e você pode ver uma rocha diferente na face do penhasco. Os nove vales – Glenarm, Glencloy, Glenariff, Glenballyeamon, Glenaan, Glencorp, Glendun, Glenshesk e Glentaisie – são vestígios dos vales profundos polidos por geleiras 60 milhões de anos atrás.

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É fácil ver por que os visitantes da locação de Game of Thrones escolhem esta costa de ventos fortes como base para tantas cenas da fantasia épica. Das pradarias em torno da montanha Slemish, onde São Patrício passou seis anos como escravo, até o penhasco rochoso de Fair Head, o século 21 parece mais distante do que um exército de cavaleiros Dothraki. Em Glenarm (Vale do Exército), você pode até se enfeitar com pingentes de leão ou alfinetes de cervo na Steensons, uma ourivesaria familiar que fabricou as joias para a série.

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Vistas da Escócia e colônias de aves marinhas

O desvio de Glenarm até o penhasco Fair Head ao longo da estreita faixa da estrada Torr Head oferece lindas vistas de um estreito da costa que fez as vezes das ilhas de Ferro e das Terras da Tempestade em Game of Thrones.

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Continuando em volta do promontório, você verá o Mull of Kintyre. A Escócia fica tão perto (17 quilômetros) que, num dia bom, a impressão que você tem é a de que consegue atravessar a nado. Em primeiro plano, Rathlin Island tem atuado há muito tempo como um trampolim entre os dois países, lançando St Columba e Christianity às Terras Altas em 563 e dando refúgio a Robert the Bruce durante sua luta pela independência da Escócia.

Hoje em dia ainda é um lugar selvagem e vago, lar de apenas 100 pessoas e milhares de aves marinhas. Focas e êideres ficam dando voltas pelo porto, que conta com serviço de barcos de Ballycastle. Em maio, orquídeas forram as colinas, anunciando o início da temporada de acasalamento de imensas colônias de papagaios do mar roucos, araus, fulmares e gaivotas. É um lugar perfeito para caminhar, com vistas espetaculares para o lado da Baía Murlough.

Aqui é a Calçada dos Gigantes

De fato, Ballycastle é um bom lugar para abandonar o carro para andar pela Causeway Coast Way, que percorre todo o caminho de Portstewart. Ao longo do promontório, o trajeto passa por arbustos brilhantes de tojo, mar cor de rosa e urzes por Carrick-a-Rede Rope Bridge até a pitoresca Ballintoy. Esta parte da estrada é cheia de sets de filmagens: o acampamento do exército de Renly Baratheon no promontório Larrybane na ponte, e Ballintoy substituiu o porto Iron Islands de Pyke.

Giants Causeway

O trajeto continua em torno da extensão de areia da Baía Whitepark rica em fósseis até a Calçada dos Gigantes. Aqui você chega a uma paisagem marcada por elementos naturais que ameniza os horrores de Game of Thrones. As 40,000 colunas poligonais de basalto – que, segundo a lenda, faziam a ligação por água numa calçada gigante até a Escócia, são os vestígios de erupções vulcânicas que lançavam ondas de magma derretido. Esse foi um período sísmico na história da Terra, quando o moderno Oceano Atlântico nasceu e o mundo se transformou de lugar dominado por répteis a um em que mamíferos poderiam vicejar.

Do passado para o presente

Muitos viajantes pegam a Calçada do Gigante e voltam para Belfast, mas vale a pena avançar até County Derry. Aqui você pode ver as românticas ruínas do Dunluce Castle, comer pescada em soro de leite em Harry’s Shack e seguir até Downhill Demesne na praia onde CS Lewis tirava uma folga (e onde a Sacerdotisa Vermelha de Game of Thrones proclamou ‘escura é a noite, e cheia de horrores’). Daqui, faça um atalho por terra até a Montanha Binevenagh, que marca a porção oeste do Planalto Antrim. A emblemática escarpa de basalto tem uma queda vertical de mais de 100m e domina a paisagem. É um lugar mágico ao pôr-do-sol, quando as sombras se reúnem no vítreo Lough Foyle.

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Em Gortmore, uma estátua do deus celta Manannán Mac Lir estica seus braços em direção ao sol que se põe e à cidade de Derry-Londonderry, sentado no conforto atrás de suas muralhas de defesa. Passeios diários em torno dos muros expõem a batalha etno-política que destroçou a cidade por décadas. Em seu centro, duas visões mutuamente exclusivas de identidade nacional e pertencimento. A diferença agora é que os políticos que perseguem esses sonhos resolveram fazê-lo de maneira bem pacífica. A versão grandiosa e sangrenta de Game of Thrones da Irlanda do Norte é só ficção, afinal.

Praticidades

A rota da Calçada do Gigante passa entre Belfast e Derry. A maioria dos voos para a região vai do aeroporto de Belfast City ou de Belfast International. Para percorrer a rota inteira (planeje de 4 a 7 dias), é bom alugar um carro ou encontrar um passeio. Também é possível fazê-la de bicicleta, embora alguns morros sejam um desafio.

Entre as opções típicas e confortáveis para dormer estão Malmaison Belfast,Blackhead Lighthouse, Whitepark House e o recém-inaugurado Bishops Gate Hotel, uma propriedade de interesse público do século 17.

Este artigo foi publicado em Junho de 2016 e foi atualizado em Junho de 2016.

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Glasgow atrai pela arquitetura, museus e vida noturna

Jovens na George Square, em Glasgow, na Escócia

Maior cidade da Escócia, Glasgow não tem toda a beleza de Edimburgo, mas possui seus encantos. Antiga locomotiva industrial do país, Glasgow viveu um período de decadência, com o declínio da economia nos anos 1960 e 1970, mas se reinventou. Redescobriu sua veia artística, passou por inúmeras obras e hoje está cheia de estilo, com muito o que ver, fotografar, comer, beber, comprar.

Jovens na Buchanan Street, em Glasglow, na Escócia

O ponto de partida para explorar Glasgow é um passeio pela rua  Buchanan (foto acima), no ponto mais central, com uma série de quadras exclusivas para pedestres. Ao longo delas, de ambo os lados, loja de designers exclusivos dividem as paredes com lojas populares. Galerias e shoppings para todos o públicos, além de fast foods, cafés e restaurantes com cardápios dos mais  variados ocupam o demais endereços.

Grafite em rua do centro de Glasgow, Escócia

A arquitetura de Glasgow vai do vitoriano ao neoclássico, passando por obras contemporâneas, como o Clyde Auditorium e a Cidade das Ciências. Em Glasgow, nasceu, cresceu e morreu Chales Rennie Mackintosh (1868-1928). Ainda estudante, ele criou um estilo inconfundível, com uma fusão entre as linhas harmoniosas do Art Nouveau e a simplicidade do movimento Arts and Crafts. Claro, ele deixou sua marca na cidade.

Lateral da Galeria de Arte Moderna de Glasgow Galeria de Arte Moderna de Glasgow

Existe um roteiro para visitar as obras de Mackintosh. Ele inclui a Glasglow School of Art, fundada em 1845. Mackintosh venceu o concurso para projetar o prédio número 167 da Renfrew Street. Considerado obra-prima do ator, o edifício parece modero mesmo após 10 anos. O tour pelas obras do famoso arquiteto inclui ainda ao menos uma dezena de endereços.

Fachada da Galeria de Arte Moderna, em Glasgow

Lateral da Galeria de Arte Moderna de Glasgow, na EscociaGlasgow abriga mais de 20 museus e galerias de arte, incluindo a premiada Burrell Collection, o enorme Museu e Galeria de Arte de Kelvingrove e o Museu Riverside, um espaço radical projetado por Zaha Hadid para o patrimônio do transporte da cidade.

O espaçoso e belo edifício do Kelvingrove fica em um parque. O museu é casa de uma coleção tão eclética como fascinante. Tem itens como armaduras medievais, objetos do Egito Antigo, mostras de história natural e pinturas clássicas.

Já o Riverside é um excelente museu para crianças e marmanjo de todas as idade. Ele tem uma coleção de 3 mil peças relacionados ao mundo dos transporte e das viagens. Nele você encontrará um bom apanhado da história das motos, locomotivas, charretes, carros, um barco mercante, automóveis históricos e mostras sobre o universo da moda.

Cidade dos mortos

A Catedral de Glasgow é uma das principais atrações locais. Consagrada em 1197, tem uma congregação de fiéis há mais de 800 anos. Originalmente católica, hoje é um templo presbiteriano. Para muitos, o edifício de pedra é um dos melhores exemplos de catedral medieval, pois sobreviveu praticamente intacto à Reforma Protestante Escocesa.

Catedral de Glasgow, Escócia, vista da Necrópolis

A ampla igreja de nave simples e espaçosa conserva o ar cinzento dos tempos da sua construção. A gótica catedral ostenta belos vitrais e pertence a Coroa britânica. Importante centro de peregrinação durante boa parte da Idade Média, acredita-se que ela foi construída sobre a igreja de São Mungo, o padroeiro da cidade.

Vitral da Catedral de Glasgow, Escócia

Ao lado da catedral, fica o museu São Mungo, sobre a vida e a arte de acordo com as diferentes religiões. Além de exposições de arte, uma das galerias explica as cerimônias religiosas, os rituais e as crenças com relação ao nascimento, o desenvolvimento pessoal dos praticantes de cada religião, o casamento e a morte.

Necrópolis de Glasgow, Escócia

Já atrás da catedral, sobre uma colina, fica a Necrópolis de Glasgow, a Cidade dos Mortos. Ela abriga mais de 50 mil restos mortais, dos ricos industrias do século 19 e o familiares deles. Uma gente que fez questão de ostentar a fortuna até após a morte. Para tal, encomendou aos mais famosos arquitetos da época monumentos para cobrir os seus túmulos, em uma competição para mostrar quem era mais rico e importante.

Rock britânico

A cidade de 560 mil habitantes atrai visitantes com um cenário cultural agitado. Exposições de grandes artistas e shows variados, que vão das apresentações de grandes nomes do rock britânico a óperas e balé.

Balcão do Old College Bar, em Glasgow, na Escócia

E para quem curte baladas, Glasgow tem uma noite muito mais agitada do que a rival Edimburgo. Com mais de 150 pubs, discotecas e bares, não há falta de opções noturnas. Em eventos como o Dia de St. Andrew (30 de novembro) e a Noite de Burn (25 de janeiro), ouve-se ainda mais música ao vivo.

A cena musical em Glasgow ferve, e se você quiser ver o próximo grande talento, entre na fila do King Tut’s Wah Wah Hut. Clube onde o Oasis foi descoberto e assinou um contrato em 1993, o King Tut’s também ajudou o início da carreira de bandas como Radiohead, Florence & The Machine e Biffy Clyro.

Balcão do Old College Bar, em Glasgow, Escócia

Porém, se conhecer os habitantes tomando uma caneca de cerveja for mais a sua cara, dirija-se ao sofisticado West End de Glasgow e encontre de tudo, dos tradicionais pubs aos clubes e bares.

Interior da galeria de lojas Princes Square, em Glasgow, EscóciaEndereço de compras

Bem no centro comercial de Glasgow, a Buchanan Gallery possui diversas e variadas lojas e bom serviços. Accessorize, Levi’s, H&M, Gap, Sainsbury, Hollister e The Whisky Shop são algumas das opções de compras. O West End é um paraíso para caçadores de peças vintage. Na parte leste da cidade, o Barras é um mercado de fim de semana com dezenas de barracas que vendem de tudo. Eletrônicos, artesanatos, antiguidades, tênis e DVDs falsificados estão entre os artigos à disposição.

COMO CHEGAR

Escócia

Partindo do Brasil, o jeito mais fácil (e barato) de chegar à Escócia é fazendo primeiro uma escala em Londres, onde há voos diretos para os aeroportos de Glasgow e Edimburgo. Se está na capital inglesa, há a opção da via férrea, com viagens operadas por companhias como a Virgin, ScotRail e EastCoast.

Edimburgo

Partindo de Londres, o voo até Edimburgo dura uma hora. O aeroporto fica a 6km do centro e é conectado à cidade por ônibus (£3.50) e táxis (£15.50). Outra forma de se chegar na cidade, via Londres, é pelo trem da East Coast Rail. A viagem dura entre 4 e 5 horas.

Glasgow

O Aeroporto Internacional de Glasgow tem diversos voos para as ilhas britânicas e cidades como Paris, Nova York e Roma. Outra opção por via aérea é o aeroporto Glasgow Prestwick, mais distante, mas com voos da econômica Ryanair. Há conexão ferroviária até o centro.

De trem, há duas estações principais na cidade, a Glasgow Central Station e a Queen Street Station. A primeira serve o sul da Escócia e também Londres (passagens a partir de £17.50). A segunda liga a cidade à Edimburgo (cerca de 1h, a partir de £10).

Todas as razões para visitar a Escócia, que continua no Reino Unido

Parada na Mile Street durante o Edinburgh MIlitary Tattoo, em Edimburgo

Renato Alves (texto e fotos)

Ao norte da Inglaterra, a Escócia é uma das quatro partes que integram o Reino Unido. E vai continuar por um bom tempo, pela vontade dos moradores em votação no plebiscito realizado recentemente. Apesar de muitas similaridades com o restante da região, como a história turbulenta, os castelos antigos e um inverno rigoroso, o país tem atrativos ímpares, como destilarias e casas especializadas na venda do inigualável uísque, além das paisagens de tirar o fôlego das Terras Altas, onde fica o mitológico Lago Ness. Há ainda o kilt, a saia para homem. Como instrumento musical típico, a gaita de fole. E, na cozinha, o assustador haggis acompanhado por um copo de puro malte.

High Stree, em Glasgow, na Escócia

Duas distintas cidades marcam esse pitoresco país. A leste, Edimburgo, a capital, a mais charmosa, com construções medievais. A oeste, Glasgow, com arquitetura arrojada, muitas galerias de arte e pubs. Exploramos ambas, pontos de partida para os demais destinos turísticos da Escócia, ligados por estradas, linhas de ônibus e estradas férreas modernas. Ideais para passeios de um dia, no esquema bate e volta.

A cidade dos festivais

Com voos diretos das principais cidades europeias, Edimburgo é a principal porta de entrada da Escócia, país orgulhoso da sua cultura e história. Na Escócia nasceram alguns dos maiores escritores, pintores, escultores, poetas e músicos do mundo. Gente como Adam Smith e Graham Bell, de Sean Connery e Andrew Carnegie, dos exploradores James Clark Ross e David Livingstone.

Vista geral da cidade de Edinburgo, Escocia (2)

Muitos outros artistas continuam a manter a fama local. Alguns dos grandes talentos atuais podem ser vistos com frequência nos muitos festivais da Escócia, especialmente no Festival Internacional de Edimburgo. Realizado anualmente durante três semanas de agosto e setembro, auge do verão europeu, é considerado um dos maiores festivais de artes do mundo.

Artistas durante o Festival de Arte de Edimburgo

Paralelamente, acontecem muitos outros eventos ocorrem no mesmo período, como o grandioso The Fringe – centrado em artes performáticas e comédia –, a apresentações mais prosaicas, como um festival de bandas militares, com o inconfundível som da gaita de fole, em que o músicos desfilam de kilt.

Apresentação de bandas na abertura do Edinburgh MIlitary Tattoo, em Edimburgo

Esse último também é realizado em agosto e considera maior espetáculo nacional. O Edinburgh MIlitary Tattoo apresenta as bandas militares típicas escocesas, que com roupas tradicionais, armas e gaitas de fole, dramatizam os principais eventos da história do país, com reproduções de batalhas e tudo mais. É celebrado na área frente ao castelo  (foto acima), e se repete várias noites durante o festival. Se você quiser assistir das arquibancadas, procure comprar os ingressos com antecedência, porque a procura por lugares é muito grande. Mas, aos domingos, as mesmas banda participam e uma parada ao longo da histórica avenida Royal Mile (foto abaixo).

Integrante de banda folclórica britanica, em Edimburgo, Escócia

As atrações dos festivais concentram-se na Cidade Velha, melhor área para hospedagem, de onde é possível conhecer o principais pontos por meio de agradáveis caminhadas por becos com pisos e prédios medievais, além de parar para beber e comer.

Cidade Antiga, Edimburgo

Portanto, o período dos festivais é o melhor (e mais caro) para visitar a cidade. Além de espetáculos em ambientes fechados, há uma infinidade de apresentações ao ar livre nas calçadas, ruas e praças, que vão de shows musicais a performances teatrais  e de dança pela mais charmosa rua da cidade, a Royal Mile  (foto abaixo), que, durante o festival, tem o trânsito fechado aos veículos, sendo tomada pelos espetáculos gratuitos a céu aberto e pelo público.

Royal Mille Street, em Edimburgo, Escócia

Endereços da realeza

Ponto de alguns dos mas badalados restaurantes e pubs da cidade, além de hotéis, igrejas e casas históricas, a Royal Mile liga duas principais atrações turísticas, o Castelo de Edimburgo  (foto abaixo) e o Holyrood Palace. Dominando a paisagem de Edimburgo, o castelo fica no alto de um morro. Por sua posição estratégica, o alto da rocha vulcânica é habitado desde 850 a.C.. Na Idade Média se tornou um lugar fortificado e residência real.

Castelo de Edimburgo

As sucessivas fortificações foram palco de diversas tentativas de invasão ou cerco, como nas guerras de Independência da Escócia (século 14), no Longo Cerco (século 16) e no Levante Jacobita (século 18). Uma importante exceção a tantas reconstruções é a capela St. Margareth (1130), construída por David I, o edifício mais antigo de Edimburgo.

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Com visitas guiadas, realizadas diariamente, com direito às melhores vistas da cidade, o muito bem cuidado castelo apresenta ainda o museu dos guardas Royal Scots, as joias da Coroa escocesa, a famosa Stone of Destiny (Pedra do destino) – onde os monarcas eram coroados – e o palácio real, onde nasceu James Stuart, o rei que unificou as coroas da Escócia, Inglaterra e Irlanda.

Salão do Castelo de Edimburgo

Placa da Princes Street, em Edimburgo, EscóciaResidência oficial

Considerado frio e desconfortável pelos reis e pelas rainhas, escoceses e ingleses, o castelo perdeu a preferência de suas majestades para o Palácio de Holyroodhouse, na outra ponta da Royal Mile, a parte mais baixa da cumprida rua. Como os antecessores, a atual monarca, Elizabeth II, usa a edificação do século 15 como residência oficial nas visitas à Escócia.

As visitas guiadas ao palácios passam por um número limitado de salas e não são oferecidas quando a família real está presente. Um dos atrativos públicos é a galeria de retratos de reis da Escócia (lendários e reais) de Jacob de Wet e os quartos de Mary, a rainha da Escócia. Há ainda inúmeras outras obras de arte.

Mundo do uísque

Se você tem curiosidade em saber mais sobre o uísque escocês, visite o Scotch Whisky Heritage Center, no centro de Edimburgo. Além de aprender  respeito dos detalhes da bebida, o visitante pode comprar alguns dos melhores exemplares dela até chocolates recheados com uísque. Também há um passeio e um trenzinho contando os 300 anos de história da bebida. Outra opção é visitar uma das dezenas de destilarias da região.

Um rio, duas cidades

O Rio Water of Leith divide Edimburgo. De um lado, a Cidade Velha, com suas dezenas de ruelas e prédios medievais. Do outro, a Cidade Nova, com largas avenidas, muitos parques e restaurantes modernos. Lá também estão alguns dos melhores museus da capital escocesa.

Vista geral de Edinburgo, Escocia (2)

Três deles, os mais importantes, ficam sob o cuidado de uma mesma instituição. Na Galeria Nacional da Escócia, há mais de 20 mil pinturas, esculturas e desenhos, incluindo obras clássicas de mestres como Botticelli, Rubens, Rafael e Monet.

Já a Galeria Nacional de Arte Moderna, como o próprio nome diz, traz obras mais recentes, notadamente as de Miró, Klee e Hepworth. Há ainda exemplares de Pablo Picasso, Georges Braque e Henri Matisse.

Na National Portrait Gallery, estão expostas imagens de alguns dos escoceses mais notáveis, de artistas a criminosos. O acervo tem preciosidades como o quadro com as princesas Anne e Elizabeth, de van Dyck, e trabalhos mais contemporâneos como a colagem de David Mach retratando o treinador de futebol Sir Alex Ferguson.

IMG_0244 (2)Compras

O principal endereço para compras, com lojas para todo os gostos e bolsos, é a Princes Street, a maior avenida de Edimburgo, na Cidade Nova. Nela, além das lojas, está o monumento em homenagem à Sir Walter Scott, um dos maiores escritores escoceses. A avenida é a principal passarela da cidade, e costuma estar lotada de gente e veículos, durante todo o dia.

É de lá que partem tours de uma ou duas horas de duração pelos principais pontos turísticos da cidade, excelente opção para quem tem pouco tempo e quer ter uma visão geral da cidade. Um dos pontos indicado para compras na Princes é o shopping St. James, o maior da cidade, na esquina com a Leith Street.

Ainda na região da Princes Street, vale um passeio, sem pressa, pelo Princes Street Gardens. Nessa área também é imperdível uma subida até o Calton Hill, uma colina de onde podemos ter uma visão geral de toda a cidade e do Firth of Forth.

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