Programação da festa dos 53 anos de Brasília

Nos dois principais dias de comemoração do aniversário de 53 anos da capital federal — hoje e amanhã — a cidade estará repleta de opções para os brasilienses. Apresentações de artistas, como Milton Nascimento, Maria Gadú, Marcelo D2, Lenine e Ellen Oléria vão tomar a Esplanada dos Ministérios, quando são esperadas 50 mil pessoas em cada dia de evento.

Ellen Oléria

Haverá música também no Parque da Cidade e no Museu da República, além de muito esporte, competições, passeio de balão e apresentações lúdicas para crianças. A 7º edição da Maratona Brasília de Revezamento do Correio Braziliense é uma das atrações do dia 21, com largada às 8h. Cerca de 2 mil policiais militares atuarão para garantir a tranquilidade da população.

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Aproximadamente 50 shows ocorrerão nos cinco palcos montados no centro da capital, mas eles representam apenas uma parcela dentro da extensa programação. A Praça Ibero-Americana da Juventude — que abrange o Complexo Cultural da República, a Torre de TV e o Parque da Cidade — estará carregada de atividades. Ela será adaptada a várias modalidades esportivas, como skate, parkour e slickline. Nela, também será promovida a final da Liga Internacional de Basquete de Rua 2013.

Memorial Jk - Brasília
No mesmo espaço, haverá apresentações de circo, lançamentos literários, encontros de b. boys e b. girls, além de batalha de MCs. Quem curte música eletrônica poderá participar do Jam no Museu, com grafitagem em tempo real. Sem falar no festival Anime Rock, com danças, desfile cosplay, games e muito mais.

InfograficoCrianças

A criançada também terá vez nas comemorações. Elas poderão assistir a apresentações de teatro e poesia nos dois dias de festa e ainda se divertir em brinquedos infláveis, bungee jump, muro de escalada e tirolesa. As atrações ocorrem na Praça Infantil, ao lado da Biblioteca Nacional. Ontem, a reportagem do Correio acompanhou os preparativos da folia. E já havia atleta testando algumas das estruturas montadas no local.

João Paulo Lobo, de 32 anos, e Rogério Pitanga, de 20, praticantes de BMX freestyle — uma modalidade de esporte com uso de bicicletas — faziam manobras radicais nas rampas de madeira perto do Museu da República. João, frequentador assíduo da festa na Esplanada, afirmou que neste ano as comemorações de aniversário serão inigualáveis. “Tem muito show bom, como Raimundos e Marcelo D2. Além disso, uns 60 ciclistas marcarão presença”, argumentou. A estimativa dele faz referência apenas aos profissionais. “Mas virão ainda mais pessoas. Afinal, terá também DJs tocando, rampas de skate, muita coisa boa vindo por aí”, completou Rogério.

Manobras

Ao lado das rampas, pedaços de concretos se misturavam a grandes pneus. Todos grafitados. A área, destinada aos praticantes do parkour — um esporte em que os atletas buscam superar obstáculos — começava a ganhar forma ontem. Vinícius Heidk, de 19 anos, e Danilo Reis, de 20, presidente e vice-presidente de uma associação do DF voltada à modalidade, ajudavam a organizar o espaço, enquanto saltavam e faziam acrobacias arriscadas. “É a primeira vez que participamos da programação, mas até agora estamos satisfeitos com o resultado”, comentou Danilo. De acordo com Vinícius, um grupo de 30 atletas do parkour vão se reunir durante as comemorações de 53 anos da cidade na praça. “Só estão faltando, agora, algumas estruturas de madeira, mas logo tudo estará finalizado”, antecipou.

O Estacionamento 10 do Parque da Cidade será o cenário do Aniversário Solidário, parte do cronograma de atividades anunciadas pelo GDF. Ele ocorre nos dois dias de festa, com aulas de ginástica, dança, doações e muito mais. Paralelamente, o público poderá assistir a apresentações de música instrumental, quando artistas subirão no Palco Erudito. Na Torre de TV, a programação é voltada aos religiosos. No dia 20, haverá show gospel a partir das 20h. Entre os artistas mais famosos estão Alin

Transporte e estacionamento

Às 5h de hoje, a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes serão fechadas para o trânsito de veículos no trecho entre a Rodoviária e o viaduto da via L4. Os bloqueios serão nas vias S1, L2 Sul, L2 Norte e L4 Norte. O estacionamento dos ministérios também estarão bloqueados. O público poderá usar as áreas de parada dos anexos e dos setores comercial, bancário e de autarquias. O transporte coletivo urbano circulará em horários especiais no sábado e no domingo. O metrô trafega, hoje, das 6h à 0h; e, no domingo, das 7h à 1h de segunda-feira. Das 7h à 0h haverá embarque e desembarque em todas as estações. A partir de 1h, o embarque será somente na Estação Central da Rodoviária do Plano Piloto. Os ônibus terão reforço até 1h de segunda-feira. Haverá viagens extras em todas as linhas que vão para a Rodoviária do Plano Piloto. Nas demais cidades do DF, a tabela de horários segue a programação normal de fim de semana.

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As joias dos palácios do Planalto e do Itamaraty

Itamaraty

Eunice Pinheiro, da Encontro Brasília

A Esplanada dos Ministérios é um verdadeiro museu de arte. Não só um museu dos símbolos nacionais, que costuma atrair milhares de pessoas para o turismo cívico na capital, mas um conjunto de museus – composto por Ministérios e Palácios – que guardam obras de artistas nacionais e internacionais. São telas, esculturas, vitrais e peças de mobiliário que, muitas vezes, passam despercebidos numa visita onde a arte não é o foco principal. E o melhor: a maior parte desse acervo está aberta à visitação pública, gratuitamente.

O Palácio do Planalto e o Palácio do Itamaraty são os dois locais que concentram as obras mais famosas de toda a Esplanada. Trabalhos que chegam a valer mais de R$ 4 milhões no mercado, como o painel As Mulatas, de Di Cavalcanti, e outros, que pelo valor histórico nem podem ser avaliados, como a tela gigante de Roberto Burle Marx (14 m x 4,8 m), de 1972, criada especialmente para ocupar o Salão Oeste do Palácio do Planalto.

Itamaraty 2

Ao todo, ainda não se sabe o número exato de obras de arte que povoam a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, já que o levantamento, que está sendo feito pelo governo federal, ainda não foi concluído. Mas são dezenas de trabalhos de artistas renomados, como Djanira da Motta e Silva, Joan Miró, Frans Krajcberg, Sérgio Rodrigues e Alberto Nicola. Até 2009, a maior parte dessas obras estava perdida nos subsolos dos Palácios.

A ideia de catalogar as obras de arte dos palácios surgiu em 2009, durante a reforma do Palácio do Planalto. O projeto foi apresentado à ex-primeira dama Marisa Letícia, que aceitou o desafio e mandou abrir as portas. A partir daí, palmo a palmo dos palácios do Planalto e da Alvorada passou a ser vasculhado. “Na verdade, havia uma ideia da existência de um bom acervo de arte nos Palácios. Mas não havia um catálogo dessas obras. Tampouco se sabia com exatidão onde elas se encontravam”, conta Claudio Soares Rocha, secretário executivo da Comissão de Curadoria dos Palácios do Planalto e da Alvorada.

Planalto

A caça às obras revelou muitas surpresas. Uma delas foi um quadro do artista catalão Joan Miró, avaliado em R$ 1 milhão, pendurado na sala de suprimentos do Planalto. Durante anos, o quadro azul ficou ali, quietinho, sem ninguém imaginar a relíquia sustentada por um pequeno preguinho. Com a tapeçaria de Alberto Nicola não foi diferente. Depois de enfeitar a recepção do Palácio do Planalto, na década de 1990, foi parar no restaurante da guarda.

Mas o destino dado ao relógio Luiz XIV, confeccionado pelo relojoeiro do rei francês, Balthazar Martinot, foi demais. A peça foi parar no depósito de barcos do Palácio da Alvorada. Ninguém sabe dizer quanto tempo esse relógio ficou por lá, mas foi encontrado sob um monte de colchões velhos e precisando de recuperação. Meses depois de resgatado, ainda se buscava a cúpula dele – uma imagem do deus grego Netuno –, encontrada, posteriormente, numa caixa de ferramentas da oficina do palácio.

Planalto 2

Tirando esses casos mais escabrosos, a verdade é que, durante muito tempo, funcionários conviveram com obras importantes nacionais e internacionais em suas salinhas pensando que fossem obras vendidas em uma feirinha qualquer. Agora, que elas foram resgatadas, estão expostas ao grande público, devidamente recuperadas, identificadas e catalogadas. “Quando terminamos o levantamento das obras, chegamos à conclusão de que elas deveriam ser expostas ao público.

O que adianta ter boas obras se elas ficarem fechadas em salas?”, questionava Claudio Rocha. Com isso, as obras dos artistas mais renomados foram expostas nos corredores dos Palácios, no gabinete da presidente Dilma Rousseff e nos salões de reuniões, com destaque maior para os artistas nacionais.

Planalto 3

Assim, durante a visita guiada ao terceiro andar do Palácio do Planalto, por exemplo, podem ser vistas as obras de Di Cavalcanti, Geraldo de Barros, Frans Krajcberg, Frank Schaeffer, Alfredo Volpi, Antônio Maluf e a bela escultura de Bruno Giorgi, com o nome de O Flautista. Nos gabinetes fechados, ficaram apenas os trabalhos de artistas pouco conhecidos.

No mezanino, podem ser vistos também conjuntos de mobiliários desenhados por talentos como Sérgio Rodrigues e Jorge Zalzuspin. Aliás, o mobiliário do Palácio do Planalto é um espetáculo à parte. Peças dos designers mais importantes das décadas de 1960 e 1970 estão presentes ali. Incluindo a mesa de trabalho do então presidente Juscelino Kubitschek, desenhada por Niemeyer.

Planalto 4

“A restauração dos móveis e a indicação da existência de algumas obras de arte importantes seguiram os relatos de Anna Maria Niemeyer, arquiteta e filha de Oscar Niemeyer, que trabalhou na decoração dos Palácios durante a construção deles. Era ela quem, sob as ordens do presidente Juscelino Kubitschek, comprava obras de arte para decorar os palácios e, assim, começou a montar nosso acervo”, explica Claudio Ramos.

Além dos trabalhos que chegavam pelas mãos da filha de Niemeyer, o acervo dos palácios foi formado por doações de obras, presentes presidenciais e espólios, como os três quadros de Djanira, que faziam parte da massa falida do antigo Lloyd Brasileiro.

Planalto 5

Hoje, o governo não compra obras de arte. Por isso a carência de artistas contemporâneos nas paredes dos palácios. “Para renovarmos o acervo, precisamos que os artistas doem suas obras. Porém, isso raramente acontece”, diz Ramos.

No Palácio do Itamaraty, as obras contemporâneas já são vistas em abundância. Como cada órgão administra seu acervo artístico individualmente, o Ministério das Relações Exteriores é um dos poucos órgãos do governo que têm realizado concursos de arte contemporânea. Os trabalhos premiados são adquiridos pela instituição. Foram duas edições até o momento: em 2011 e 2012.

Com isso, qualquer visitante interessado em apreciar os trabalhos de artistas como Tomie Ohtake, Francisco Brennand, Athos Bulcão, Volpi e Emmanuel Araújo tem a chance de ver também os trabalhos de novos artistas. Aliás, um acervo impressionante, de tão bonito.

Por exemplo, logo na entrada do Palácio do Itamaraty, uma exposição apresenta as últimas 20 aquisições do ministério, fruto do concurso de 2012. São óleos sobre tela, fotografias e esculturas, como a escultura Iceberg, de Flávio dos Santos Cerqueira, que transporta o expectador para o olhar infinito de um menino.

Todas opções de réveillon em Brasília

Brasília, por Marcello Casal Jr, da ABr

Correio Braziliense

A ganhadora do The Voice Brasil, Ellen Oléria, é uma das grandes atrações da festa de réveillon da Esplanada dos Ministérios. Depois de muita polêmica, porque a cantora também vai se apresentar na virada em Copacabana (RJ), o governo do DF conseguiu definir a presença da cantora na festividade.

Programação

Na Esplanada:

19h às 19h30 – Banda Na Lata
19h35 às 20h15 – Ellen Oléria
20h15 às 20h35 – Forró da Vitrola
20h35 às 21h35 – Plebe Rude com participação da banda Etno e Dilo D’Oliveira
21h35 às 21h55 – Forró de Vitrola
21h55 às 23h35 – Paula Fernandes
23h35 às 23h55 – Forró de Vitrola
23h55 à 0h – Contagem Regressiva
0h00 à 0h25 – Bateria da Virada (queima de fogos)
0h30 às 2h – Nas Curvas do Samba
2h00 às 2h20 – Forró de Vitrola
2h20 às 4h – Fernando e Sorocaba

Na Prainha:
(Próximo à Ponte Costa e Silva, a programação deve começar a partir das 17h com cortejos e apresentações de grupos.)

17h – Os Crioulos
18h – Oya Bagan
19h – Xaxará de prata
20h – Asé Dudu
21h – Cortejos – toque para orixás, umbanda e candomblé
1h – Orkestra Rumpilezz
2h – Obará
3h – Pé de Cerrado
4h – Requebrarte

Ellen Oléria

Transporte

Além de Ellen, haverá queima de fogos à meia-noite, que deve durar 30 minutos, e a apresentação de vários artistas locais e nacionais para embalar a festa. A expectativa é de que 100 mil pessoas passem a virada de 2013 na Esplanada. A segurança será garantida pela Polícia Militar, que já organizou uma operação especial, atuando principalmente na Rodoviária e nas linhas de ônibus.

O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) irá aumentar as linhas de ônibus entre a noite de 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro. O metrô também deve funcionar em horário especial, circulando das 6h do dia 31 até as 2h do dia 1/1.

No total serão investidos R$ 8 milhões nas festividades de fim de ano, incluindo o Réveillon da Prainha, nas margens do Lago Paranoá.

Réveillon 2012 na Esplanada
Pra dançar

Uma virada de ano dançante vai celebrar a chegada de 2013. No Pontão do Lago Sul, por exemplo, o réveillon Nossa Praia, vai reunir diversas atrações em diferentes tendas. O evento terá mesas exclusivas, lounges, pistas de dança variadas, arena para shows, calçadas na beira do lago, queima de fogos e uma grande diversidade no cardápio.

Segundo a administradora do Pontão, Sandra Peres, o Nossa Praia já é tradicional na cidade. “A festa do réveillon tem um significado de unificação e no nosso réveillon atendemos dos filhos aos avós, tudo para celebrar a chegada do novo ano.” Entre os destaques da noite, estarão presentes o grupo Rio Samba’n’roll, os cantores Léo Verão e Daniel Freitas, as duplas sertanejas Roniel & Rafael e Bruno & Leandro, além da música eletrônica e da pista de dança voltada para os clássicos dos anos 80.

Além do Nossa Praia, o Pontão do Lago Sul preenche a noite da virada com várias opções de restaurantes e festas na beira do lago. “Além disso, tem uma queima de fogos em duas balsas dentro do lago, o que torna o lugar especial”, completa Sandra. De acordo com a administradora, a festa deve garantir a qualidade e o entretenimento dos brasilienses.

Para quem gosta de sertanejo, a dupla Humberto e Ronaldo vai agitar a noite de réveillon na Oca. Os ingressos dão direito a open bar e open food e a uma vista privilegiada da queima de fogos. A cientista contábil, Letícia Chiari, 23, já desfrutou da animação da festa. “As músicas são muito animadas e com a presença de vários amigos a festa foi ótima”, disse. Neste ano, além dos sertanejos, estão na programação os DJs Viktor Mora e Maccarati + Axell e Gusttavo Carvalho.

Outra opção para festejar a chegada de 2013 é curtir a festa ao som de Pedro Paulo & Matheus, Henrique & Ruan e a banda Clima de Montanha na mescla de sons do réveillon Federal. A estudante Waléria Azevedo, 20, mora na cidade de Luziânia, a 54km de Brasília, e conta que no ano passado saiu da cidade só para aproveitar a festa na capital. “Escolhi Brasília para curtir esse dia e faria de novo. É sempre muito animado. Meus amigos sempre vão”, relembra.

Mais alternativas

Para quem não gosta de balada, uma opção diferente e gratuita é o réveillon da Prainha do Lago Sul. O evento simboliza a abertura de novos tempos sob o olhar de Iemanjá, a mãe de todos os deuses na mitologia Iorubá africana. O estudante, Tales Maciel, 21, não conhecia as religiões africanas e aproveitou a oportunidade para se aproximar da cultura. “Eu tinha curiosidade, e gostei muito. É uma festa simples, mas com muita energia boa”, disse.

Tales costuma ir às festas de fim de ano na cidade. Além do réveillon da Prainha, já foi a várias outras com os amigos, sempre com intenção de aproveitar tudo que Brasília oferece. O estudante explica que já foi três vezes à Esplanada nesta época. “Gosto de ver os fogos de perto e por ser uma festa gratuita, eu e meus amigos sempre vamos”.

Restaurantes

Quem quiser comemorar sem abrir mão de um bom jantar pode optar pelos restaurantes da cidade, mas é importante reservar mesa com antecedência. No Cocobambu do Setor de Clubes Sul, as reservas para a noite de réveillon já podem ser feitas. Além da especialidade em frutos do mar, o restaurante terá uma festa, de 22h às 4h, com a banda Sideral e DJ. A custa R$ 380, com R$ 200 convertidos em consumação

Já a churrascaria Fogo de Chão, no Eixo Monumental, vai oferecer um cardápio especial para o jantar dos dias 24 e 31 de dezembro. Uma variedade de entradas, pratos típicos, carnes e buffet com até 30 opções. Destaque para as barquinhas de endívia no Natal e lentilha gaúcha no réveillon, que vão marcar as comemorações e os brindes às conquistas de 2012. O valo do rodízio individual é de R$ 130, já o pacote completo terá o valor de R$ 200.

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Balões tomam céu de Brasília

O tempo ajudou e pelo menos seis balões conseguiram decolar e participar da primeira prova no 2º Campeonato Nacional de Balonismo, na manhã deste sábado (29/12/12). O evento vai até segunda-feira (31/12/12).

 Baloes1

A base da competição está montada na Esplanada dos Ministérios, mas a decolagem começou por volta de 7h20 no descampado vizinho à Delegacia da Criança e do Adolescente, entre as quadras 202 e 203 da Asa Norte.


O vento sentido norte-sul levou os competidores de volta ao canteiro central da Esplanada. Por volta de 8h40, todos os balões já haviam aterrisado. A próxima decolagem só deve ocorrer à tarde, a partir de 16h.

Esta edição da competição vai homenagear o arquiteto Oscar Niemeyer, projetista de Brasília. Alguns balões trarão desenhos de algumas das obras; por enquanto, contudo, nenhum desses balões alçou voo.

Nos próximos dias, o público poderá entrar nos chamados balões cativos, que sobem até 50 metros.

Mais informações com o pessoal do www.balonismo.net

Todas as imagens são de autoria de Ronaldo de Oliveira, repórter-fotográfico do Correio Braziliense.

Réveillon na Esplanada dos Ministérios

Reveillon

A ganhadora do programa The Voice Brasil, Ellen Oléria, será  uma das grandes atrações da festa de réveillon oficial do Distrito Federal, no gramado da Esplanada dos Ministérios. Além da queima de fogos à meia-noite, que deve durar 30 minutos, vários artistas locais e nacionais devem cantar durante a festa. A expectativa é de que 100 mil pessoas passem a virada de 2013 na Esplanada.

Confira a programação
 
Esplanada dos Ministérios
19h às 19h30: Na Lata
19h35 às 20h15: Ellen Oléria
20h15 às 20h35: Forró de Vitrola
20h35 às 21h35: Plebe Rude
21h35 às 21h55: Forró de Vitrola
21h55 às 23h35: Paula Fernandes
23h35 às 23h55: Forró de Vitrola
23h55 à 0h00: Contagem Regressiva
0h00 à 0h25: Bateria da Virada (queima de fogos)
0h30 às 2h00: Nas Curvas do Samba
2h00 às 2h20: Forró de Vitrola
2h20 às 4h00: Fernando e Sorocaba
Prainha
17h: Os Crioulos
18h: Oya Bagan
19h: Xaxará de Prata
20h: Asé Dudu
21h à 1h: Cortejos + Toque para Orixás + Umbanda e Candomblé
1h: Orkestra Rumpilezz
2h: Obará
3h: Pé de Cerrado
4h: Requebrarte
Ellen

Brasília lança ônibus especial para turistas

Ônibus do Brasília City Tour

Gizella Rodrigues, do Correio Braziliense

O servidor público Rodrigo Farraguni, 26 anos, mora em São Paulo e veio para Brasília visitar a namorada, transferida para o Distrito Federal há três meses. Ele aproveitou as férias para matar a saudade imposta pelo namoro a distância, mas, enquanto a garota trabalha, aproveita para conhecer a cidade. Sem companhia ou carona para ir até os principais monumentos projetados por Oscar Niemeyer, Rodrigo optou por um serviço recém-inaugurado: o Brasília City Tour, um passeio que apresenta a capital federal ao visitante em pouco mais de uma hora.

O city tour começou a rodar oficialmente em 9 de maio. A passagem custa R$ 15, mas o turista pode passar o dia no ônibus. Ele pode, por exemplo, fazer o passeio panorâmico e depois voltar aos pontos de que mais gostou para tirar fotos ou fazer a visitação interna. O bilhete lhe dá o direito de subir e descer quantas vezes quiser.

Catedral de Brasília / Foto de Jorge CardosoO passeio começa na Torre de TV. De lá, o ônibus desce rumo à Esplanada dos Ministérios. Passa pelo Complexo Cultural da República, pela Catedral, pelos ministérios e pelo Palácio do Itamaraty até chegar ao Congresso Nacional. De lá, segue para a Ponte JK e vai até o Palácio do Jaburu e o Palácio da Alvorada.

De volta à Esplanada, passa pelo Palácio do Planalto, pelo Palácio de Justiça e pelo Teatro Nacional. Antes de retornar à Torre, sobe para o Memorial JK, de onde o turista pode avistar o Centro de Convenções, o Complexo Poliesportivo e o Palácio do Buriti.

O percurso tem 30km e é feito em uma hora e 20 minutos. A cada intervalo de 90 minutos, um ônibus sai da Torre de TV. Os passeios acontecem de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Enquanto passa em frente a cada monumento, o turista escuta a história da cidade por um sistema de som ligado ao GPS. Assim, fica sabendo o ano de inauguração, o arquiteto que projetou, a proposta do monumento e quais são os aspectos que mais se destacam em cada um deles. O texto é falado em três línguas: português, espanhol e inglês.

O ônibus tem dois andares. No de baixo, os passageiros ficam no ar-condicionado. O andar de cima é aberto e proporciona uma belíssima visão da cidade.

Modelo internacional
O idealizador do city tour é o empresário Clayton Vidal, dono de uma empresa de turismo em Brasília. Depois de conhecer várias cidades do mundo que oferecem o serviço, ele teve a ideia de trazê-lo para a capital. Procurou o GDF, apresentou o projeto e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo abraçou a iniciativa. “Nosso objetivo é atender este pessoal que vem para congressos em Brasília e fica preso, sem ter o que fazer nos horários de folga. Também tem o caso de pessoas que vêm visitar parentes que estão trabalhando e não têm tempo de passear com os convidados”, contou Clayton, que investiu R$ 1,5 milhão na compra de dois ônibus e em treinamento de pessoal.

Saída da Catedral - Foto de Jorge CardosoO casal João Padilha, 27, e Eliane Ferrari, 29, veio de Cuiabá (MT) tirar o visto para viajar aos Estados Unidos. Esticaram a viagem em dois para passear pela capital. João não conhecia Brasília. “’É uma oportunidade única. O ônibus vai devagar, dá para tirar foto, filmar. Em Brasília, tudo é muito grande e longe”, comentou.

Ponte JK - Foto de Jorge CardosoO catarinense Ivan Ricardo Zimmermann, 23, fez um estágio de uma semana na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Todos os dias, trabalhou uma hora a mais para sair mais cedo ontem. E aproveitou a última tarde para conhecer a cidade. “Como não conhecia nada aqui, preferi pegar o ônibus e fazer uma visita guiada.”

A licença da empresa que atualmente explora o serviço é provisória. Até o fim do mês, a Agência Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) vai lançar um edital de regulamentação do city tour. O serviço continuará sendo privado e não haverá concorrência pública. Qualquer empresa pode se habilitar para prestá-lo e o objetivo é expandir o city tour. Para se candidatar, é preciso ter, no mínimo, dois ônibus, que devem ser licenciados pelo Departamento de Trânsito (Detran). O governo promete fiscalizar os roteiros.

Pôr do sol em Brasília / Foto de Breno Fortes

Na Europa
O city tour de Brasília foi inspirado nos ônibus que circulam pelas grandes cidades do mundo. O serviço é muito procurado por turistas na Europa. Os veículos percorrem principais pontos turísticos da cidade e os passageiros podem subir e descer durante o trajeto quantas vezes quiserem. O de Madri chama-se Madrid Vision. São dois roteiros, batizados de Madrid Histórico e Madrid Moderno, que apresentam a capital espanhola em poucas horas para os visitantes. Cada percurso dura 75 minutos e os bilhetes, que valem para todo o dia, custam 17 euros (o equivalente a R$ 51). Já as passagens para passeios durante dois dias são vendidas a 19 euros (R$ 57). Os ônibus passam em intervalos de oito minutos no verão e de 15 minutos no inverno.

O serviço também funciona em Londres. Chama-se The Big Bus Experience (algo como “a experiência do grande ônibus”, em português). São duas rotas, vermelha e azul, e a empresa também oferece três opções de passeios guiados a pé. Adultos pagam 25 libras (R$ 100) e crianças 10 libras (R$ 40). No Brasil, os ônibus panorâmicos já circulam em Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Manaus. Os passeios nesses locais custam, em média, R$ 20. O serviço também funciona em Santiago, no Chile, e foi inaugurado em Buenos Aires, Argentina, na semana passada.