Cinco cidades pelo mundo que te pagam para morar lá

Do Nômades Digitais

Sempre pensou em viver “na gringa”, mas não tinha dinheiro para investir nisso? Não tem problema: algumas cidades do mundo já oferecem pagamentos para quem quiser viver nelas. Descubra quais são, com um resumo do que oferecem. No entanto, fica o alerta: as regras mudam e os incentivos para migração podem ser suspensos pelos governos de uma hora para outra.

1. Niágara Falls, nos Estados Unidos

Se você quer viver o sonho americano  e ainda ganhar até US$ 7 mil (cerca de R$ 25 mil) por isso, a cidade norte-americana de Niágara Falls pode ser o lugar ideal para morar. Na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, a região encontrou nessa oferta uma solução para combater o déficit populacional. O pagamento é oferecido jovens que pretendam viver em um dos bairros que fazem parte do programa para que eles paguem seus estudos.

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Foto ©  Tourism Media

2. Ponga, na Espanha

Este município que possui menos de 900 habitantes oferece 3.000 (€ 12 mil) a todos os casais que queiram viver lá por cinco anos – e você ainda ganha uma piada pronta com o nome da cidade! A ideia é repopular a região, que, em 2007, contava com apenas 50 jovens.

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Foto © 

3. Utrecht, Holanda

Apesar de não ter problemas de povoamento, a cidade de Utrecht também resolveu oferecer um salário para quem pretende viver por lá. A ideia faz parte de um experimento que busca analisar a produtividade de pessoas que recebem incentivos econômicos do estado sem precisar trabalhar. Quem tiver interesse em servir de cobaia para o estudo irá faturar o equivalente a US$ 1.000 (R$ 3,6 mil) por mês.

4. Ilha Miyake-jima, Japão

Talvez esta seja uma oferta menos comum: viver em uma das ilhas com maior quantidade de gás sulfúrico no mundo. Por lá, é impossível viver sem uma máscara de oxigênio – e os japoneses decidiram pagar para quem topasse morar na ilha e fazer parte de um estudo que irá investigar os efeitos do gás no ser humano.

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Foto via

5. Saskatchewan, Canadá

Se você acabou de se formar mas não tem interesse em começar a trabalhar tão cedo, pode optar por ir viver no Canadá e formar uma família. Se topar ficar pelo menos 7 anos nesta província (estado), cuja taxa populacional é bastante baixa, você poderá receber até US$ 10 mil (R$ 36 mil).

 

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Mimos e facilidades de hotéis pelo mundo

Eliane Moreira

Bruxelas

Uma das principais reclamações quando se avaliam hotéis é o tempo que se perde com funcionários mal preparados ou incapazes de agilizar os processos de check in e check out. Não seria ótimo eliminar essa parte ou fazer tudo sozinho? No Max Hotel, em Bruxelas, você pode.

Max Hotel

Hotel boutique com móveis de design e localizado a poucos minutos de caminhada do Grand Place, principal ponto turístico da capital belga, quiosques semelhantes a caixas  eletrônicos permitem check in e check out em velocidade recorde, sem contato com atendentes. Eles estão lá, e se houver dúvida, são bastante solícitos em esclarecê-las. Mas o serviço é tão auto explicativo que dificilmente serão chamados.

Amesterdã

Seguindo essa linha faça você mesmo, no aconchegante B&B Flynt, em Amsterdã, o próprio hóspede prepara seu café da manhã. Ou o lanche no meio da tarde. Ou o da noite, quando voltar dos passeios. Silencioso e próximo aos principais museus e ao Vondelpark, uma cozinha bem abastecida com pães, ovos, queijos, embutidos, cafés, chás e outras guloseimas está disponível aos hóspedes 24h por dia. Não é preciso pagar nada além da própria diária. É chegar, preparar e se servir. Além disso, o Flynt conta com apenas três quartos, o aconchego e sensação de estar em casa é imediato.

B&B Flynt

Pirenópolis

Similar ao Flynt, hospedagem com os chamados “bares amigos” estão se tornando cada vez mais comuns. Na pousada O Casarão, na histórica Pirenópolis, em Goiás, o hóspede pode se servir de um freezer abastecido com cervejas, refrigerantes e outras bebidas, bem ao lado da piscina. A diferença é que aqui se paga o que se consome. Mas na base da confiança: quem controla o consumo é o próprio hóspede, que anota tudo em uma cartelinha.

O Casarão

Buenos Aires

O argentino Casa Calma também adota essa espécie de frigobar fora do quarto e além de bebidas oferece também lanches rápidos. Basta anotar o consumo. Aliás, seguindo o conceito de hotel dedicado à cultura do bem-estar, os confortáveis quartos do Casa Calma, no bairro do Retiro, em Buenos Aires, são todos equipados com aparelhos de DVD. Filmes sucessos de bilheterias estão acessíveis na recepção. Ótima pedida para dias frios e chuvosos na capital portenha.

Casa Calma

Bogotá

Agora confesse, mesmo que você seja um viajante habitual, tem sempre a expectativa de chegar ao hotel e ver o que ele oferece de shampoos, cremes e loções. Em hotéis luxuosos ou de roteiros de charme, essas amenidades de boa qualidade são obrigação. Mas encontrar produtos da francesa e cara L’occitane, em um hotel nem luxuoso, nem de charme, na Colômbia, supera todas as expectativas. Se bem que conforto é o carro chefe do Cité Hotel em Bogotá, na badalada Zona T. Talvez por isso ele permita, sem custo adicional, check out às três da tarde.

Cite Hotel

Lima

Viajar em datas comemorativas também pode revelar boas surpresas. Na páscoa, o Hotel Bisonte, também em Buenos Aires, deixa ovos de chocolate nos quartos. Com o detalhe de ser imbatível no quesito custo-benefício. Já o Hotel Mariel, em Lima, presenteia com mini panetones no Natal.

Hotel Mariel

Na hora de escolher sua hospedagem, pesquise bem e, principalmente, leia atentamente os comentários dos hóspedes. Com tanto esforço em agradar o cliente, hotéis, pousadas e variações estão se tornando verdadeiras atrações turísticas.

Os traços e os sabores de Bruxelas

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Espremida entre dois grandes destinos turísticos, a Bélgica costuma ser apenas um pit stop para quem visita a França e a Holanda. Mas o país do chocolate, da cerveja Stela Artois, do Tintin e dos Smurfs surpreende o visitante com suas belas cidades.

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Chegando à capital Bruxelas, você verá que tudo pulsa ao redor de sua principal atração, a histórica Grand Place. Construída no século 11 e reconstruída em outras ocasiões, cercada por um belo conjunto arquitetônico que abriga a prefeitura e museus, não é exagero passar horas apreciando as fachadas de seus prédios, alguns ornamentados com detalhes em tons de dourado e flores nas janelas e sacadas. Ao redor da praça, há bares e restaurantes com mesas ao ar livre, mas a maioria dos turistas prefere apreciar a beleza do cenário de 360° sentados nos paralelepípedos que cobrem o chão da praça.

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Quando estiver pronto para deixar a praça e seguir para outras atrações, perambulando pelas ruas ao redor da Grand Place, uma leva de turistas, indo na mesma direção, lhe levará até o Mannekin Pis, estátua de um menino fazendo xixi e um dos principais símbolos da cidade. Não espere muito dessa atração, que pode até ser bem decepcionante. Medindo apenas 30cm, é comum ouvir dos turistas frases do tipo “vim até aqui para isso?”.

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Mas com um pouco de bom humor, é possível achar graça do menino e principalmente das diferentes versões sobre seu surgimento. As mais conhecidas dizem respeito a um menino que tentava apagar um incêndio com sua urina. Outras são de uma criança, filho de um nobre, perdido e encontrado pelo pai na conhecida posição.

Independentemente das versões, todas as lojas de souvenires de Bruxelas vendem réplicas do menino pelado. Outros dois modelos, um do que seria sua irmã e outro do seu cachorro, estão expostas pela feiras e lojas da cidade.

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Continuando a caminhada, só que dessa vez morro a cima, vale a pena conhecer a Place Du Grand Sablon, uma agradável praça que praticamente divide Bruxelas em cidade alta e cidade baixa e que termina em frente à bonita catedral Notre-Dame Du Sablon. Depois de visitar a igreja, atravesse a rua e descanse no pitoresco Jardim Egmont, com suas várias estátuas. Na parte alta da cidade, no entanto, o destaque vai para o quarteirão real, de onde se tem uma bonita vista da cidade baixa, e onde estão localizados o Palácio Real e o parque de Bruxelas.

Mais além, o moderno edifício do Parlamento Europeu lembra a todos que Bruxelas é ao mesmo tempo capital belga e sede da União Europeia. Moderno também, outro símbolo da cidade, situado nos subúrbios, no Bruparck, o Atomium, monumento que representa um átomo de ferro ampliado milhões de vezes, oferece uma plataforma panorâmica.

Tantas atrações são suficientes para garantir pelo menos um dia inteiro em Bruxelas.  Dois seria o ideal. Até porque, além dos edifícios e monumentos, talvez o melhor de Bruxelas seja caminhar despretensiosamente por suas ruas.

Mexilhões e batatas

A cidade cheira a chocolate. E não a qualquer chocolate, mas a um dos melhores do mundo: o legítimo chocolate belga. Brasileiros acostumados a comprar as guloseimas da famosa (e cara) Guylian apenas em freeshops nos voos internacionais podem se esbaldar em lojas exclusivas da marca com produtos industrializados e artesanais, por preços bem mais em conta. Ou experimentar outras marcas, com sabores igualmente divinos.

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Também atraem o paladar dos turistas os waffles belgas, acompanhados por calda de chocolate, sorvete, frutas, doce de leite ou o que mais a imaginação puder inventar. Disputando lugar com as chocolatarias, quiosques, lojinhas e cafés estão sempre abarrotados de turistas. Os da sorveteria Haagen Dazs fazem um enorme sucesso.

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Se a intenção é uma bela refeição, o prato típico da Bélgica, mexilhões com batata frita, parecem compor o cardápio de todos os restaurantes da cidade. Melhor ainda se acompanhados da famosa cerveja belga Stela Artois, cada vez mais apreciada pelo público brasileiro.

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É perdendo-se pelas ruas de Bruxelas que o turista encontra outras curiosidades, como lojas exclusivas de produtos do personagem Tintin, protagonista de uma série de histórias em quadrinho que recentemente ganhou sua versão para o cinema, e dos simpáticos Smurfs, desenho animado muito conhecido dos brasileiros.

Agora, se você tiver mais tempo, estique sua estadia em Bruxelas e aproveite para ir de trem até a cidade vizinha de Bruges. Cortada por canais e construções medievais, não é a toa que a cidade é considerada um dos mais atraentes destinos turísticos da Bélgica.

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Como chegar

A maior parte dos turistas que chegam a Bruxelas vem de trem a partir de Paris ou de Amsterdã (Bruxelas tem três estações). Geralmente, fazem de Bruxelas apenas uma conexão entre as duas capitais. Se essa for sua opção, você pode deixar suas bagagens nos maleiros pagos das estações, conhecer a cidade e voltar mais tarde para completar o trajeto até a próxima capital.

Tanto a companhia ferroviária Thalys quanto a Intercity cobrem o percurso. A vantagem da primeira é que as viagens são mais rápidas e os trens mais bens conservados. Passagens podem ser compradas pelos sites das companhias ou nas estações, já que há várias opções diárias de horários.

Onde ficar

Se, no entanto, quiser passar um pouquinho mais de tempo na Bélgica, que tal se hospedar em um hotel sem recepção, em que check in, check out e outros serviços são feitos pelo próprio hóspede em guichês de auto-atendimento? É esse o conceito do Max Hotel, localizado convenientemente próximo a Grand Place e a estações de trem (a do norte) e de metrô. Por abrir mão do atendimento por recepcionistas, o Max Hotel consegue reunir comodidade e bom preço em um único lugar.