10 cidades “secretas” na Europa

A dica é o TripAdvisor, o maior site de turismo do mundo. Confira a lista, com algumas opções de hospedagem:

Cesky Krumlov
Boêmia, República Tcheca
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Polperro
Cornualha, Inglaterra
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Dolceacqua
Ligúria, Itália
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Trogir
Croácia
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Valldemossa
Maiorca, Espanha
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10 sites onde procurar emprego fora do Brasil

Do Nômades Digitais

Se o seu sonho é ter a experiência de morar fora e ainda assim conseguir se sustentar, arranjar um emprego em outro país talvez seja um dos primeiros passos que você dará em busca dessa nova empreitada. E para te ajudar, separamos 10 países com indicações de por onde começar a sua pesquisa.

1. Alemanha

Stepstone – mais de 60 mil vagas em diversas categorias.

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2. Argentina

Bebee – registro grátis para busca de empregos, além de apps também gratuitos para iOS e Android.

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soyalexreyes.com via Visualhunt.com / CC BY

3. Austrália

Careerone – grandes empresas e franquias são o diferencial deste site.

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Visualhunt

4. Canadá

Job Bank – aqui você pode filtrar por profissão, salário, recomendação dos contratantes…

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Visual Hunt

5. Estados Unidos

Craigslist – um site em que você pode encontrar absolutamente de tudo!

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A. Duarte via Visualhunt / CC BY-SA

6. Uruguai

Buscojobs – além de muitas oportunidades, há dicas que vão desde como fazer um CV até sobre leis trabalhistas.

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Nando.uy via Visualhunt.com / CC BY-NC-SA

7. Portugal

Bep – é um site do governo que disponibiliza vagas públicas e privadas

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8. Japão

Daijob – em inglês, esse site indica filtros de serviços e até línguas usadas no job

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VisualHunt.com

9. Israel

Israemploy – também em inglês e em outras línguas, aqui você pode pesquisar por datas das ofertas e em diversas línguas.

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VisualHunt.com

10. Inglaterra

Reed – por cidade ou companhia, aqui não vai ser difícil encontrar algo que lhe agrade!

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Visual Hunt

10 cafeterias imperdíveis mundo afora

Nômades Digitais

Precisa se alimentar, relaxar, encontrar os amigos ou trabalhar? Cafeterias costumam ser lugares aconchegantes e inspiradores e, mais do que servir cafés, funcionam como pequenos refúgios na cidade.

Assim como você tem músicas, livros e tipos de espresso favoritos, é provável que você tenha sua cafeteria favorita na cidade em que mora e dificilmente frequenta os demais cafés. Mas quando for viajar, leve esta lista consigo e tenha a garantia de que irá passar por cafeterias simplesmente incríveis.

Elas até podem não fazer bem o seu estilo e podem não se tornar as suas favoritas, mas com certeza vale a pena conhecê-las.

1. The Grounds of Alexandria, Austrália

O que antigamente era uma fábrica de tortas se transformou em um charmoso café. Não só o ambiente é bonito e aconchegante, como os cafés são realmente especiais. Há uma sala para pesquisa e testes de grãos, que vêm de países como a Colômbia, Etiópia, Uganda e o Brasil. No terraço, vegetais e ervas são cultivadas por um especialista e são utilizadas na composição de pratos da própria cafeteria.

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Cafeterias para visitar

Fotos © The Grounds

2. The Vintage Emporium – Londres, Inglaterra

Nostalgia é a palavra certa para descrever esta cafeteria. Além dos cafés, antiguidades são especialidade da casa e também estão à venda. No estilo vitoriano, o local abriga uma centena de objetos antigos, que vão desde vitrolas até sapatos.

Cafeterias para visitar

Cafeterias para visitar

Fotos © A Cat of Impossible Colour

3. Hotel Central & Café – Copenhagen, Dinamarca

Trata-se de um hotel e um café. Contudo, o hotel só oferece um quarto e o café cinco cadeiras. Sem dúvida alguma, este é o menor e mais curioso hotel-café da cidade.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Yvonne Konné

4. Balzac’s – Toronto, Canadá

A antiga fábrica foi transformada em um café no estilo parisiense. Do charmoso lustre ao estilo das mesas, tudo faz você lembrar da iluminada Paris.

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Fotos © Balzac’s Roasters 

5. La Distributice – Montreal, Canadá

Diferente da cafeteria dinamarquesa, aqui não há sequer cadeiras. O La Distributice é tido como a menor cafeteria da América do Norte e serve apenas cafés para viagem.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Caffeinated by Design

6. The Lily Vanilli – Londres, Inglaterra

No estilo antigo, esta pequena padaria e cafeteria é principalmente conhecida por seus cupcakes.

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Fotos © Lily Vanilly

7. L’oisiveThé – Paris, França

Esta é uma casa de chás, mas é tão charmosa e encantadora quanto as demais cafeterias da lista. Além de servir bebidas quentes, a loja funciona como um armarinhos e vende tudo o que você precisa para fazer tricô e afins.

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Cafeterias para visitar

Fotos © Chiffon Brodeuse

8. Little Nap Coffee Stand – Tóquio, Japão

Se você estiver no Japão e quiser sentir um gostinho dos Estados Unidos, esta é a cafeteria certa para ir. O design industrial, com chão de madeira de demolição e detalhes em metal, definitivamente não é um ponto contra no conforto do lugar.

Cafeterias para visitar

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Fotos © The Fox is Black

9. Snickarbacken 7 – Estocolmo, Suécia

Esta cafeteria fica um pouco escondida, na frente de uma galeria de arte. Os especialistas em café que lá trabalham adoram falar sobre grãos e compartilhar conhecimento.

Cafeterias para visitar

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Fotos © T Magazine

10. Le Coutume Café – Paris, França

Considerada uma das melhores cafeterias da Europa, o Café Coutume investe nos mais diferentes tipos de grãos e cafés: um prato (ou xícara!) cheio para quem gosta de experimentar.

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Cafeterias para visitar

Fotos © AA13

Uma viagem literária pela Grã-Bretanha

Paloma Oliveto, do Correio Braziliense

Era uma vez um lugar muito remoto, tão longe do que se conhecia como mundo que os romanos acreditavam ser ali o recanto onde “a terra e a natureza acabavam”. Quando as legiões de Júlio César descortinaram aquela ilha em formato triangular, o futuro imperador se horrorizou com o que viu. Em seus relatos de viagem, escreveu que as noites eram curtas; o clima, miserável, com chuva e névoa constantes.

“É um lugar selvagem”, habitado por pessoas “inóspitas e ferozes”, na conta dos historiadores antigos Horácio e Tácito. Homens e mulheres andavam “praticamente nus” e adornavam a cintura e o pescoço com objetos de ferro, um símbolo de riqueza, além de tatuar o corpo com figuras de animais. “Por causa da espessa neblina que sobe dos pântanos, o clima nesta região é sempre sombrio”, resumiu o senador romano Herodiano.

Stonehenge

E pensar que esse cenário dantesco é, na verdade, a belíssima Grã-Bretanha. Uma ilha que atrai, anualmente, 28,6 milhões de estrangeiros em busca de experiências culturais e sensoriais tão diversas quanto museus, sítios arqueológicos, paisagens bucólicas, vilarejos medievais, shows e festivais de rock, compras, negócios…

Os brasileiros não ficam de fora das estatísticas. Embora ainda não figurem entre os maiores visitantes do Reino Unido — aí incluindo-se também a Irlanda do Norte —, eles estão cada vez mais interessados em conhecer o país. Entre 2013 e 2014, a despeito da crise econômica, o número de turistas do Brasil aumentou 12%, ao mesmo tempo em que o de norte-americanos cresceu 7%, o de franceses, 2%, e o de australianos, ao contrário, caiu 3%.

Mas, para 60% dos brasileiros, uma viagem ao país ainda se resume a Londres e suas atrações icônicas, como os ônibus vermelhos de dois andares, o Big Ben, o metrô e, claro, a rainha. Nada mais justificável, lembrando que a capital ainda tem o Museu Britânico, o Palácio de Westminister, a London Eye e, não menos importante, a Abbey Road. Sem falar em todo o resto — que não é pouco.

Se conhecer Londres é quase uma obrigação para quem desembarca no Aeroporto de Heathrow, ignorar as outras atrações que a Grã-Bretanha tem a oferecer, porém, é quase pecado mortal. Enquanto a capital tem “apenas” cerca de 2 mil anos, o mais antigo resquício de ocupação humana da ilha data de 13 mil anos atrás.

Inglaterra - Cambrige

Da pré-história aos tempos modernos, os britânicos ergueram cidades de pedra, foram subjugados por romanos e povos bárbaros, coroaram quase 70 reis e rainhas, construíram castelos e palácios, elegeram heróis reais e míticos, instituíram uma nova religião, deram ao mundo alguns dos mais célebres artistas e escritores — de William Shakespeare a Agatha Christie —, reinventaram o chá e a cerveja e, mais recentemente, produziram coisas como Harry Potter e Downton Abbey.

Para ver e sentir um pouco de tudo isso, faça as malas, pouse em Londres e caia na estrada. Seja encarando a mão inglesa ao volante, seja embarcando em um ônibus, desbrave a Grã-Bretanha e descubra por que os romanos estavam redondamente enganados.

Glastonbury e Stonehenge

Glastonbury, na antiga ilha de Avalon

Uma terra de magos, druidas, elfos, dragões, fadas, sacerdotisas e cruzados. Repleta de pântanos e envolta em brumas, a Inglaterra é um destino cheio de mistério, povoado por personagens verdadeiros e legendários, que, há centenas de anos, atraem visitantes. Tem sido assim em Glastonbury, o destino mais místico do Reino Unido, desde o século 12. Se, hoje, além de palco de um dos mais famosos festivais musicais do mundo, a cidade é reduto alternativo, com hippies circulando em suas roupas vintage pelas charmosas ruas de pedra, há quase mil anos, os peregrinos viajavam quilômetros a perder de vista por outra razão. Eles estavam ali pelo rei Arthur.

Há muito tempo, ouvia-se na Grã-Bretanha a história de um rei que defendeu seu povo contra os saxões em 5 d.C. A associação de Glastonbury com o legendário monarca, porém, só se popularizou em 1191, quando monges da cidade afirmaram ter encontrado o túmulo de Arthur e de Guinevere, sua mulher, na abadia. Provavelmente, não passava de uma estratégia dos religiosos para recuperar o apoio financeiro real, perdido após a morte de Henrique II. Mas a informação não foi contestada. Glastonbury era Avalon.

Antes disso, a cidade, um antigo assentamento da Idade do Bronze, já tinha fama mística. Para lá teria ido José de Arimateia após a morte de Cristo. Algumas lendas da região vão além e garantem que o próprio Jesus pisou em Glastonbury, onde ergueu, ele mesmo, uma igreja chamada Vetusta Ecclesia, o primeiro templo cristão da Inglaterra. Se há alguma verdade no que se diz sobre o passado religioso da cidade, não há nada que possa comprová-la. Mas é inegável que esse centro de peregrinação tem uma atmosfera diferente, que se evidencia em uma de suas principais atrações: a Glanstonbury Tor (foto abaixo).

Glastonbury -Tor

A montanha (tor, em celta) de 158m oferece uma vista privilegiada do condado de Somerset e, como tudo na cidade, guarda um segredo. Ninguém se sabe ao certo a razão para seu formato, deliberadamente dividido em sete níveis. No topo, como se vigiando eternamente Glastonbury, fica a torre da igreja de São Miguel, única parte do templo do século 15 que restou. Certeza absoluta de fotos incríveis, a atração exige fôlego — embora com paciência qualquer um consiga chegar ao alto — e roupas quentinhas para aguentar o sopro gelado do vento.

Lá embaixo, a principal atração da cidade são as ruínas da Abadia de Glastonbury (foto abaixo). Até o século 16, quando Henrique VIII — o rei que gostava de degolar as mulheres — comprou briga com a Igreja Católica, esse era o maior e mais importante monastério da Inglaterra. A primeira abadia era mais simples e teria sido erguida pelo rei Ine de Wessex (688-726 d.C.) no terreno onde estava a chamada Vetusta Ecclesia. A época de ouro, porém, veio por volta de 1086 d.C., quando registros escritos davam conta da beleza e da riqueza. Ainda se pode ver resquícios das cores e do ouro que cobriam as paredes do templo do complexo. No centro de visitantes, uma maquete mostra a grandiosidade da abadia, onde foram enterrados três reis saxões e, de acordo com a lenda, o rei Arthur.

24/03/2015. Crédito: Alex Graeme / Divulgação. Abadia de Glastonbury.

Circulando pelas ruínas estão personagens de época — arqueólogos que, vestidos a caráter, oferecem tours guiados (incluídos no ingresso) pela abadia. Em meio aos resquícios da antiga construção, demolida a mando de Henrique VIII, eles mostram a cozinha do monastério, um prédio raríssimo na Europa, onde há poucos exemplares parecidos. Construído entre os séculos 13 e 14, o prédio em formato octogonal era onde se preparavam as delícias que serviam os nobres e ricos convidados dos monges, que, por sua vez, tinham de se contentar com a modesta cozinha do claustro.

Glastonbury - Abadia

No centro de Glastonbury, a atração é a própria atmosfera mística e esotérica da cidade. As muitas lojinhas que dividem espaço com pubs e hospedarias medievais vendem artigos religiosos bem diversificados, como crucifixos, incensos, imagens de ciganos e divindades pagãs, além de uma infinidade de ervas e óleos para a confecção de poções mágicas, no melhor estilo de Avalon.

Glastonbury - Centro da cidade

A incrível obra de 5,5 mil anos

A Inglaterra mística não se esgota em Glastonbury. Ainda no sudeste britânico, no meio de uma rodovia, ergue-se, majestosamente, o círculo de pedras de Stonehenge. Imponente, misterioso, testemunho de um período em que as forças da natureza eram divinas para o homem, o monumento, de 5,5 mil anos, atrai visitantes que, mesmo sem compreender exatamente seu significado — nem os estudiosos chegaram a um consenso — sentem-se magnetizados pela edificação.

Inglaterra - Stonehenge

Para começar, Stonehenge impressiona por ser uma obra-prima da engenharia do neolítico. O monumento foi construído com dois tipos de pedra: um grande e pesado arenito típico das planícies do condado de Wiltshire, conhecido como sarsen, e as bluestones, estruturas menores que compõem a parte interna do círculo. Em média, as sarsen pesam 25 toneladas e, segundo arqueólogos, foram transportadas desde Marlborough Downs, a 32km de distância. Já as bluestones pesam de 2t a 5t e também foram carregadas até o lugar onde se ergueu o círculo. O trabalho de polir, levantar e encaixar as pedras certamente exigiu não só força, mas um sofisticado conhecimento técnico.

Stonehenge - Turistas

A maior parte das pessoas que vai até esse Patrimônio Mundial da Humanidade, porém, é mais atraída pelo significado do círculo que pela arquitetura. Poucos monumentos antigos foram alvo de tantas especulações e teorias. Há quem defenda que o propósito inicial era coroar reis, outros dizem que seria um templo druida ou um instrumento astronômico, para prever eclipses e outros eventos. Também poderia ser um centro de cura, um cemitério ou um memorial dos ancestrais. Atualmente, a interpretação mais aceita é a de um templo pré-histórico alinhado com os movimentos do Sol — no solstício (dezembro e junho), uma multidão vai até lá observar o astro e celebrar rituais pagãos, bem à moda neolítica.

Para conhecer melhor a história de Stonehenge, resista à tentação de correr até o monumento e faça primeiramente um tour pelo museu, localizado no centro de visitantes. Há cerca de 300 objetos arqueológicos escavados no círculo e nas proximidades, que explicam as principais teorias e inserem a edificação no contexto da época.

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Dicas básicas

Como chegar
» Glastonbury fica em Somerset, a 50km de Bristol. Para quem sai de Londres, há linhas diárias saindo da estação de Victoria, com duração média de três horas e meia. Horários e rotas em coach.nationalexpress.com. As linhas de trem desde a capital inglesa vão até Bristol, a partir da estação de Paddington. Depois, é preciso pegar um ônibus até Glastonbury. Informações: http://www.thetrainline.com

» Para quem vai a Stonehenge, o ideal é alugar um carro ou partir de Salisbury, de onde sai o transporte público até o monumento. De trem, são 19km e os horários podem ser consultados em http://www.nationalrail.co.uk. De ônibus, a viagem dura 30 minutos e tem saídas a cada 15 minutos. Horários em http://www.salisburyreds.co.uk. Desde Londres, diversas agências de viagem oferecem tours de meio dia com transporte, ingresso e guia.

Circule
» O centro de Glastonbury, onde estão as lojas e a abadia, pode ser circulado a pé. Para ir ao Tor, é preciso pegar um táxi.

» Os ônibus param em frente ao Centro de Visitantes de Stonehenge, onde há um amplo estacionamento. De lá, há transporte próprio da atração até o círculo de pedra

Onde ficar
» Glastonbury pode ser visitada em um dia, mas, para quem deseja se hospedar lá, o centro de turismo da cidade tem recomendações de campings, alojamentos, pousadas e hotéis com preços variados: http://www.glastonburytic.co.uk

Onde comer
» O Hundred Monkeys, em Glastonbury, é frequentado pelo pessoal alternativo, que se preocupa com a origem dos alimentos e a sustentabilidade local. Os pratos servidos no café são à base de ingredientes orgânicos de produtores da região. Há opções de vinhos e cervejas orgânicas, assim como pratos vegetarianos e veganos, a partir de 7,5 libras. Informações em: http://www.hundredmonkeyscafe.com

» Há uma praça de alimentação no Centro de Visitantes de Stonehenge

Todas as razões para visitar a Escócia, que continua no Reino Unido

Parada na Mile Street durante o Edinburgh MIlitary Tattoo, em Edimburgo

Renato Alves (texto e fotos)

Ao norte da Inglaterra, a Escócia é uma das quatro partes que integram o Reino Unido. E vai continuar por um bom tempo, pela vontade dos moradores em votação no plebiscito realizado recentemente. Apesar de muitas similaridades com o restante da região, como a história turbulenta, os castelos antigos e um inverno rigoroso, o país tem atrativos ímpares, como destilarias e casas especializadas na venda do inigualável uísque, além das paisagens de tirar o fôlego das Terras Altas, onde fica o mitológico Lago Ness. Há ainda o kilt, a saia para homem. Como instrumento musical típico, a gaita de fole. E, na cozinha, o assustador haggis acompanhado por um copo de puro malte.

High Stree, em Glasgow, na Escócia

Duas distintas cidades marcam esse pitoresco país. A leste, Edimburgo, a capital, a mais charmosa, com construções medievais. A oeste, Glasgow, com arquitetura arrojada, muitas galerias de arte e pubs. Exploramos ambas, pontos de partida para os demais destinos turísticos da Escócia, ligados por estradas, linhas de ônibus e estradas férreas modernas. Ideais para passeios de um dia, no esquema bate e volta.

A cidade dos festivais

Com voos diretos das principais cidades europeias, Edimburgo é a principal porta de entrada da Escócia, país orgulhoso da sua cultura e história. Na Escócia nasceram alguns dos maiores escritores, pintores, escultores, poetas e músicos do mundo. Gente como Adam Smith e Graham Bell, de Sean Connery e Andrew Carnegie, dos exploradores James Clark Ross e David Livingstone.

Vista geral da cidade de Edinburgo, Escocia (2)

Muitos outros artistas continuam a manter a fama local. Alguns dos grandes talentos atuais podem ser vistos com frequência nos muitos festivais da Escócia, especialmente no Festival Internacional de Edimburgo. Realizado anualmente durante três semanas de agosto e setembro, auge do verão europeu, é considerado um dos maiores festivais de artes do mundo.

Artistas durante o Festival de Arte de Edimburgo

Paralelamente, acontecem muitos outros eventos ocorrem no mesmo período, como o grandioso The Fringe – centrado em artes performáticas e comédia –, a apresentações mais prosaicas, como um festival de bandas militares, com o inconfundível som da gaita de fole, em que o músicos desfilam de kilt.

Apresentação de bandas na abertura do Edinburgh MIlitary Tattoo, em Edimburgo

Esse último também é realizado em agosto e considera maior espetáculo nacional. O Edinburgh MIlitary Tattoo apresenta as bandas militares típicas escocesas, que com roupas tradicionais, armas e gaitas de fole, dramatizam os principais eventos da história do país, com reproduções de batalhas e tudo mais. É celebrado na área frente ao castelo  (foto acima), e se repete várias noites durante o festival. Se você quiser assistir das arquibancadas, procure comprar os ingressos com antecedência, porque a procura por lugares é muito grande. Mas, aos domingos, as mesmas banda participam e uma parada ao longo da histórica avenida Royal Mile (foto abaixo).

Integrante de banda folclórica britanica, em Edimburgo, Escócia

As atrações dos festivais concentram-se na Cidade Velha, melhor área para hospedagem, de onde é possível conhecer o principais pontos por meio de agradáveis caminhadas por becos com pisos e prédios medievais, além de parar para beber e comer.

Cidade Antiga, Edimburgo

Portanto, o período dos festivais é o melhor (e mais caro) para visitar a cidade. Além de espetáculos em ambientes fechados, há uma infinidade de apresentações ao ar livre nas calçadas, ruas e praças, que vão de shows musicais a performances teatrais  e de dança pela mais charmosa rua da cidade, a Royal Mile  (foto abaixo), que, durante o festival, tem o trânsito fechado aos veículos, sendo tomada pelos espetáculos gratuitos a céu aberto e pelo público.

Royal Mille Street, em Edimburgo, Escócia

Endereços da realeza

Ponto de alguns dos mas badalados restaurantes e pubs da cidade, além de hotéis, igrejas e casas históricas, a Royal Mile liga duas principais atrações turísticas, o Castelo de Edimburgo  (foto abaixo) e o Holyrood Palace. Dominando a paisagem de Edimburgo, o castelo fica no alto de um morro. Por sua posição estratégica, o alto da rocha vulcânica é habitado desde 850 a.C.. Na Idade Média se tornou um lugar fortificado e residência real.

Castelo de Edimburgo

As sucessivas fortificações foram palco de diversas tentativas de invasão ou cerco, como nas guerras de Independência da Escócia (século 14), no Longo Cerco (século 16) e no Levante Jacobita (século 18). Uma importante exceção a tantas reconstruções é a capela St. Margareth (1130), construída por David I, o edifício mais antigo de Edimburgo.

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Com visitas guiadas, realizadas diariamente, com direito às melhores vistas da cidade, o muito bem cuidado castelo apresenta ainda o museu dos guardas Royal Scots, as joias da Coroa escocesa, a famosa Stone of Destiny (Pedra do destino) – onde os monarcas eram coroados – e o palácio real, onde nasceu James Stuart, o rei que unificou as coroas da Escócia, Inglaterra e Irlanda.

Salão do Castelo de Edimburgo

Placa da Princes Street, em Edimburgo, EscóciaResidência oficial

Considerado frio e desconfortável pelos reis e pelas rainhas, escoceses e ingleses, o castelo perdeu a preferência de suas majestades para o Palácio de Holyroodhouse, na outra ponta da Royal Mile, a parte mais baixa da cumprida rua. Como os antecessores, a atual monarca, Elizabeth II, usa a edificação do século 15 como residência oficial nas visitas à Escócia.

As visitas guiadas ao palácios passam por um número limitado de salas e não são oferecidas quando a família real está presente. Um dos atrativos públicos é a galeria de retratos de reis da Escócia (lendários e reais) de Jacob de Wet e os quartos de Mary, a rainha da Escócia. Há ainda inúmeras outras obras de arte.

Mundo do uísque

Se você tem curiosidade em saber mais sobre o uísque escocês, visite o Scotch Whisky Heritage Center, no centro de Edimburgo. Além de aprender  respeito dos detalhes da bebida, o visitante pode comprar alguns dos melhores exemplares dela até chocolates recheados com uísque. Também há um passeio e um trenzinho contando os 300 anos de história da bebida. Outra opção é visitar uma das dezenas de destilarias da região.

Um rio, duas cidades

O Rio Water of Leith divide Edimburgo. De um lado, a Cidade Velha, com suas dezenas de ruelas e prédios medievais. Do outro, a Cidade Nova, com largas avenidas, muitos parques e restaurantes modernos. Lá também estão alguns dos melhores museus da capital escocesa.

Vista geral de Edinburgo, Escocia (2)

Três deles, os mais importantes, ficam sob o cuidado de uma mesma instituição. Na Galeria Nacional da Escócia, há mais de 20 mil pinturas, esculturas e desenhos, incluindo obras clássicas de mestres como Botticelli, Rubens, Rafael e Monet.

Já a Galeria Nacional de Arte Moderna, como o próprio nome diz, traz obras mais recentes, notadamente as de Miró, Klee e Hepworth. Há ainda exemplares de Pablo Picasso, Georges Braque e Henri Matisse.

Na National Portrait Gallery, estão expostas imagens de alguns dos escoceses mais notáveis, de artistas a criminosos. O acervo tem preciosidades como o quadro com as princesas Anne e Elizabeth, de van Dyck, e trabalhos mais contemporâneos como a colagem de David Mach retratando o treinador de futebol Sir Alex Ferguson.

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O principal endereço para compras, com lojas para todo os gostos e bolsos, é a Princes Street, a maior avenida de Edimburgo, na Cidade Nova. Nela, além das lojas, está o monumento em homenagem à Sir Walter Scott, um dos maiores escritores escoceses. A avenida é a principal passarela da cidade, e costuma estar lotada de gente e veículos, durante todo o dia.

É de lá que partem tours de uma ou duas horas de duração pelos principais pontos turísticos da cidade, excelente opção para quem tem pouco tempo e quer ter uma visão geral da cidade. Um dos pontos indicado para compras na Princes é o shopping St. James, o maior da cidade, na esquina com a Leith Street.

Ainda na região da Princes Street, vale um passeio, sem pressa, pelo Princes Street Gardens. Nessa área também é imperdível uma subida até o Calton Hill, uma colina de onde podemos ter uma visão geral de toda a cidade e do Firth of Forth.

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TAM tem voos de Brasília para a Europa a partir de US$ 899

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Os brasilienses que planejam viajar para a Europa entre março e agosto podem aproveitar a promoção que a TAM Linhas Aéreas acaba de lançar. Até 16 de fevereiro, a companhia oferece passagens de ida e volta para diversos destinos no continente europeu, com saída de Brasília, a preços bem atraentes. Também há ofertas para voos que partem de outras cidades brasileiras.

Bilhetes para Frankfurt, na Alemanha, e Londres, na Inglaterra estão disponíveis por preços a partir de R$ 2169 (US$ 899). Já Milão, na Itália, e Paris, na França, saem a partir de R$ 2.410 (US$ 999) e R$ 2.290 (US$ 949) respectivamente. Para essa promoção, os clientes também podem utilizar pontos do TAM Fidelidade para comprar os bilhetes. Os destinos saem a partir de 70 mil pontos.

Válidas para viagens na Classe Econômica, as ofertas já estão disponíveis no site http://www.tam.com.br. Os bilhetes também podem ser adquiridos em outros canais de venda da companhia, como agências de viagens, lojas da TAM Viagens e Central de Vendas, Fidelidade e Serviços (4002-5700 para as capitais, ou 0300 570 5700 para o restante do Brasil). Esse valor pode ser parcelado em até seis vezes sem juros em qualquer cartão de crédito aceito pela TAM. No Itaucard, a compra pode ser dividida em até 10 vezes.

Confira algumas oportunidades: