Os 10 melhores lugares da Ásia para visitar em 2016

Está difícil decidir para onde ir na Ásia nos próximos 12 meses? Os escritores da Lonely Planet exploraram as cidades mais eletrizantes do continente, caminharam por florestas fumegantes e até mesmo nadaram em lindos mares para buscar locais que você não pode nem pensar em perder. Foi um trabalho duro, mas…

O resultado é uma ótima lista de destinos clássicos, que oferece novos desvios para viajantes, regiões repletas de ação e locais fora do mapa que você provavelmente nunca nem ouviu falar. Leia e descubra onde poderá ser seu próximo destino na Ásia.

1. Hokkaidō, Japão

A neve perfeita de Hokkaidō colocou a cidade no mapa internacional, no entanto ela também ofuscou aos visitantes os encantos que duram o ano inteiro, na cidade mais ao norte do Japão: uma paisagem selvagem e montanhosa que pede exploração a pé, de bicicleta ou de motocicleta; vilas alpinas onde você pode tropeçar no desconhecido; e suntuosos frutos do mar – incluindo caranguejo, ouriços-do-mar e vieiras – pescadas de mares magníficos e gelados.

Hokkaidō se tornou mais acessível neste ano graças ao novo trem-bala que liga a cidade portuária mais ao sul, Hakodate, a Tóquio. A rota é coberta pela popular passagem de trilhos de ferro do Japão (que permite viagens ilimitadas de trem-bala). A linha se estenderá até a dinâmica Sapporo, a capital da província e anfitriã dos Jogos de Inverno Asiáticos do ano que vem.

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2. Shànghǎi, China

Que lugar seria o centro do universo neste momento? Certamente Shànghǎi, onde parece que todos os seus mais de 24 milhões de habitantes estão sempre empenhados em curtir a vida. Então, por que não se juntar a eles? Dançando em salões de baile em parques, bebericando bebidas delicadas em antigas casas de chá ou comendo pratos cheios de bolinhos cozidos ensopados em vinagre. Os locais de coquetéis e cervejas artesanais que crescem cada vez mais em meio à selva de arranha-céus iluminados com neon mostram quão internacional a cidade se tornou. Ainda assim, a antiga Shànghǎi nunca está longe: travessas em arquitetura shikumen são cheias de vida, enquanto majestosos edifícios art déco se enfileiram no Bund. Este ano é muito importante, com a abertura do primeiro resort da Disney em terra firme, na China, além da conclusão da tão esperada Shànghǎi Tower, o segundo edifício mais alto do mundo.

3. Jeonju, Coreia do Sul

No meio de Jeonju está uma das vilas tradicionais mais bem preservadas da Coreia – centenas de casas de madeira com telhados graciosamente virados para cima, abrigando uma variedade interessante de museus, casas de chá e oficinas de artesanato. Ainda assim, ao falar com um coreano que você irá para Jeonju, ele provavelmente se empolgará mais falando sobre comida do que sobre arquitetura. Depois de estar por muito tempo no radar como o destino favorito dos amantes de comida no país, Jeonju finalmente a ser apetitosa fora do país: a cidade foi premiada como a Cidade da Gastronomia em 2012, pela Unesco, e é o berço do prato mais famoso da Coreia, o bibimbap – uma combinação de vegetais no arroz, coberto com brotos de feijão à moda de Jeonju, geleia de feijão-da-China e beef tartar – agora atraia um público mais jovem graças à cena de comida de rua que está surgindo rapidamente.

4. Con Dao Islands, Vietnã

As Con Dao Islands saíram das trevas para a luz: sendo por décadas o local de uma brutal colônia penal, o arquipélago agora está entre os mais novos destinos que estão surgindo na Ásia. Um parque nacional desde 1984, seus atrativos incluem um jardim de corais que oferece o melhor mergulho do Vietnam, caminhadas recompensadoras em florestas repletas de vida selvagem, e uma costa salpicada de lindas enseadas de areia branca. Uma safra de cafés-bar simplórios foi inaugurada nacidade histórica de Con Son, satisfazendo o crescente mercado de mochileiros, enquanto o luxuoso resort Six Senses diverte a alta sociedade internacional. Agora com melhores conexões aéreas de Ho Chi Minh City, não há lugar melhor para se deliciar com frutos do mar frescos, sair em busca da praia perfeita e se divertir em uma vibe “náufrago”.

5. Hong Kong, China

Essa metrópole que parece projetar-se em direção ao céu sempre seduz com uma combinação de cultura, culinária e consumismo, mas agora Hong Kong tem como foco seu patrimônio natural – especificamente, o geoparque nomeado pela Unesco, uma região de 50 km a nordeste. Um ônibus que circula entre Sai Kung, cidade onde fica o geoparque, e suas formações rochosas antigas entrou em operação em maio. Essa cidadezinha, que já foi quase deserta, está passando por uma renovação também, com habitantes que retornaram à cidade organizando eco-tours e oficinas de culinária. De volta à floresta urbana, artistas estão avivando antigos bairros como Sham Shui Po, e restaurantes importantes como Fish School e Kin’s Kitchen estão se voltando à produção local como inspiração para o 20º aniversário do retorno de Hong Kong a China.

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6. Ipoh, Malásia

A capital culinária menos conhecida da Malásia tem um novo atrativo graças a uma safra de cafés-butique que surgiram em seu distrito histórico. No coração do renascimento de Ipoh está o incrível hotel-conceito Sekeping Kong Heng, repleto de cômodos de vidro no andar superior e quartos sem paredes no topo do edifício. Perto dali, cafés artísticos como Roquette, Burps & Giggles e Everyday Lifeshop foram inaugurados, entre antiquados kedai kopi (cafés) e elegantes edifícios coloniais. No entanto, viajantes gastronômicos ainda clamam pelos antigos favoritos de Ipoh: frango com broto de feijão crocante do Lou Wong, e tau fu fah (pudim de tofu) do Funny Mountain. Destinos selvagens estão próximos, como observar pássaros andando de bicicleta pelo Kinta Nature Park ou rafting nas correntezas perto de Gopeng. Com templos no alto de penhascos e o Gaharu Tea Valley próximo, é certo que o renascimento de Ipoh atrairá novas multidões.

7. Pemuteran, Indonésia

Enquanto você flutua nas águas azul-petróleo da ilha Menjangan no canto mais ao nordeste de Bali, o caleidoscópio de cores abaixo de você de repente é obscurecido por uma crescente coluna de bolhas… Sim, mergulhadores ali abaixo estão olhando para uma das mais incríveis paredes de coral da Indonésia. Esse paraíso embaixo da água é a principal – mas longe de ser a única – razão para se hospedar em Pemuteran, uma baía dupla de praias perto de Menjangan (que é parte do único parque nacional de Bali). Plantações de arroz verde-esmeralda se enfileiram na estrada em direção ao agitado sul da ilha, rumo à próxima descoberta de todos… Mas não espere até todo mundo chegar: vá na onda desse atraente mistura de resorts repletos de arte, criativos restaurantes e da atmosfera mais tranquila da região.

8. Trang Islands, Tailândia

As Trang Islands na Tailândia integram o mesmo nocaute matador que suas mais famosas vizinhas da costa de Andaman, Phuket, Ko Phi-Phi e Ko Lanta; o que falta nelas são as multidões de pessoas. Praias amarelas brilham em meio a pedaços de carste. Bangalôs em frente à praia vão se enfileirando na areia, arco-íris de peixes movimentam-se rapidamente no mar azul-claro. Inclua as conexões de transporte que estão em constante melhoria e um pouquinho de desenvolvimento, e as ilhas calmas de Trang vão parecer irresistíveis como um prato quente de pad thai. Descanse na provocante Ko Kradan, mergulhe com snorkel em Ko Ngai, cercada de corais; passe rapidamente pelos campos de arroz em Ko Sukorn; reme em estilo pirata na caverna de esmeraldas de Ko Muk; veja os dugongos ameaçados de extinção em meio aos mangues de Ko Libong. Vá agora – enquanto essas ilhas sonolentas gozam de um esplendor intocado.

9. Meghalaya, Índia

Se já houve um candidato a “mundo perdido” da Índia, ele deveria ser Meghalaya, o imponente planalto de calcário que divide Assam’s Brahmaputra Valley e as planícies de Bangladesh. Chove tanto no local que a região é conhecida como o lugar mais molhado da Terra, mas quando o céu clareia e o sol brilha, são revelados cachoeiras espumantes, postos tribais e pontes que se entrelaçam pelas raízes vivas das árvores da floresta. Há muitas oportunidades para caminhadas, escaladas, rafting e exploração de cavernas. Depois de décadas fora do mapa turístico, as pessoas começaram a notar esse lugar escondido onde o cristianismo é a principal religião, arco e flecha é o principal esporte e fazendeiros usam cestos em formato de casco de tartaruga para manter os alimentos secos enquanto chuvas fortes caem. Meghalaya não continuará quieta por muito tempo, então vá para lá antes que os caçadores de aventuras invadam as Khāsi Hills.

10. Taitung, Taiwan

Cercada por colinas verdes e o Pacífico, de água azul-turquesa, a sedutora Taitung é o maravilhoso segredo de Taiwan. Esse berço da cultura indígena é o lugar para festejar após a colheita com festivais de música e vinho doce de milho-miúdo. Todo ano-novo chinês, Taitung recebe o festival mais excêntrico da ilha: o Bombing Master Handan, que consiste em arremessar bombinhas em um voluntário quase nu enquanto ele desfila nas ruas em uma liteira. No verão, a costa se anima para o Aberto de surfe de Taiwan, enquanto o céu se enche de cor durante a Fiesta internacional de balões de ar quente. Fique até setembro para caminhar por entre campos de lírios laranja e então saborear suas pétalas apimentadas e bem-fritas. Ou aproveite esse excelente condado rural observando baleias, estrelas e andando de bicicleta. Um forte tufão atingiu Taitung no dia 8 de julho, causando danos de grandes extensões. Uma operação de limpeza está em andamento, no entanto os turistas devem consultar o governo do país para maiores informações.

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10 sites onde procurar emprego fora do Brasil

Do Nômades Digitais

Se o seu sonho é ter a experiência de morar fora e ainda assim conseguir se sustentar, arranjar um emprego em outro país talvez seja um dos primeiros passos que você dará em busca dessa nova empreitada. E para te ajudar, separamos 10 países com indicações de por onde começar a sua pesquisa.

1. Alemanha

Stepstone – mais de 60 mil vagas em diversas categorias.

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2. Argentina

Bebee – registro grátis para busca de empregos, além de apps também gratuitos para iOS e Android.

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soyalexreyes.com via Visualhunt.com / CC BY

3. Austrália

Careerone – grandes empresas e franquias são o diferencial deste site.

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4. Canadá

Job Bank – aqui você pode filtrar por profissão, salário, recomendação dos contratantes…

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5. Estados Unidos

Craigslist – um site em que você pode encontrar absolutamente de tudo!

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A. Duarte via Visualhunt / CC BY-SA

6. Uruguai

Buscojobs – além de muitas oportunidades, há dicas que vão desde como fazer um CV até sobre leis trabalhistas.

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Nando.uy via Visualhunt.com / CC BY-NC-SA

7. Portugal

Bep – é um site do governo que disponibiliza vagas públicas e privadas

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8. Japão

Daijob – em inglês, esse site indica filtros de serviços e até línguas usadas no job

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9. Israel

Israemploy – também em inglês e em outras línguas, aqui você pode pesquisar por datas das ofertas e em diversas línguas.

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10. Inglaterra

Reed – por cidade ou companhia, aqui não vai ser difícil encontrar algo que lhe agrade!

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10 cafeterias imperdíveis mundo afora

Nômades Digitais

Precisa se alimentar, relaxar, encontrar os amigos ou trabalhar? Cafeterias costumam ser lugares aconchegantes e inspiradores e, mais do que servir cafés, funcionam como pequenos refúgios na cidade.

Assim como você tem músicas, livros e tipos de espresso favoritos, é provável que você tenha sua cafeteria favorita na cidade em que mora e dificilmente frequenta os demais cafés. Mas quando for viajar, leve esta lista consigo e tenha a garantia de que irá passar por cafeterias simplesmente incríveis.

Elas até podem não fazer bem o seu estilo e podem não se tornar as suas favoritas, mas com certeza vale a pena conhecê-las.

1. The Grounds of Alexandria, Austrália

O que antigamente era uma fábrica de tortas se transformou em um charmoso café. Não só o ambiente é bonito e aconchegante, como os cafés são realmente especiais. Há uma sala para pesquisa e testes de grãos, que vêm de países como a Colômbia, Etiópia, Uganda e o Brasil. No terraço, vegetais e ervas são cultivadas por um especialista e são utilizadas na composição de pratos da própria cafeteria.

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Cafeterias para visitar

Fotos © The Grounds

2. The Vintage Emporium – Londres, Inglaterra

Nostalgia é a palavra certa para descrever esta cafeteria. Além dos cafés, antiguidades são especialidade da casa e também estão à venda. No estilo vitoriano, o local abriga uma centena de objetos antigos, que vão desde vitrolas até sapatos.

Cafeterias para visitar

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Fotos © A Cat of Impossible Colour

3. Hotel Central & Café – Copenhagen, Dinamarca

Trata-se de um hotel e um café. Contudo, o hotel só oferece um quarto e o café cinco cadeiras. Sem dúvida alguma, este é o menor e mais curioso hotel-café da cidade.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Yvonne Konné

4. Balzac’s – Toronto, Canadá

A antiga fábrica foi transformada em um café no estilo parisiense. Do charmoso lustre ao estilo das mesas, tudo faz você lembrar da iluminada Paris.

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Fotos © Balzac’s Roasters 

5. La Distributice – Montreal, Canadá

Diferente da cafeteria dinamarquesa, aqui não há sequer cadeiras. O La Distributice é tido como a menor cafeteria da América do Norte e serve apenas cafés para viagem.

Cafeterias para visitar

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Fotos © Caffeinated by Design

6. The Lily Vanilli – Londres, Inglaterra

No estilo antigo, esta pequena padaria e cafeteria é principalmente conhecida por seus cupcakes.

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Fotos © Lily Vanilly

7. L’oisiveThé – Paris, França

Esta é uma casa de chás, mas é tão charmosa e encantadora quanto as demais cafeterias da lista. Além de servir bebidas quentes, a loja funciona como um armarinhos e vende tudo o que você precisa para fazer tricô e afins.

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Cafeterias para visitar

Fotos © Chiffon Brodeuse

8. Little Nap Coffee Stand – Tóquio, Japão

Se você estiver no Japão e quiser sentir um gostinho dos Estados Unidos, esta é a cafeteria certa para ir. O design industrial, com chão de madeira de demolição e detalhes em metal, definitivamente não é um ponto contra no conforto do lugar.

Cafeterias para visitar

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Fotos © The Fox is Black

9. Snickarbacken 7 – Estocolmo, Suécia

Esta cafeteria fica um pouco escondida, na frente de uma galeria de arte. Os especialistas em café que lá trabalham adoram falar sobre grãos e compartilhar conhecimento.

Cafeterias para visitar

Cafeterias para visitar

Fotos © T Magazine

10. Le Coutume Café – Paris, França

Considerada uma das melhores cafeterias da Europa, o Café Coutume investe nos mais diferentes tipos de grãos e cafés: um prato (ou xícara!) cheio para quem gosta de experimentar.

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Cafeterias para visitar

Fotos © AA13

Cinco cidades pelo mundo que te pagam para morar lá

Do Nômades Digitais

Sempre pensou em viver “na gringa”, mas não tinha dinheiro para investir nisso? Não tem problema: algumas cidades do mundo já oferecem pagamentos para quem quiser viver nelas. Descubra quais são, com um resumo do que oferecem. No entanto, fica o alerta: as regras mudam e os incentivos para migração podem ser suspensos pelos governos de uma hora para outra.

1. Niágara Falls, nos Estados Unidos

Se você quer viver o sonho americano  e ainda ganhar até US$ 7 mil (cerca de R$ 25 mil) por isso, a cidade norte-americana de Niágara Falls pode ser o lugar ideal para morar. Na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, a região encontrou nessa oferta uma solução para combater o déficit populacional. O pagamento é oferecido jovens que pretendam viver em um dos bairros que fazem parte do programa para que eles paguem seus estudos.

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Foto ©  Tourism Media

2. Ponga, na Espanha

Este município que possui menos de 900 habitantes oferece 3.000 (€ 12 mil) a todos os casais que queiram viver lá por cinco anos – e você ainda ganha uma piada pronta com o nome da cidade! A ideia é repopular a região, que, em 2007, contava com apenas 50 jovens.

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3. Utrecht, Holanda

Apesar de não ter problemas de povoamento, a cidade de Utrecht também resolveu oferecer um salário para quem pretende viver por lá. A ideia faz parte de um experimento que busca analisar a produtividade de pessoas que recebem incentivos econômicos do estado sem precisar trabalhar. Quem tiver interesse em servir de cobaia para o estudo irá faturar o equivalente a US$ 1.000 (R$ 3,6 mil) por mês.

4. Ilha Miyake-jima, Japão

Talvez esta seja uma oferta menos comum: viver em uma das ilhas com maior quantidade de gás sulfúrico no mundo. Por lá, é impossível viver sem uma máscara de oxigênio – e os japoneses decidiram pagar para quem topasse morar na ilha e fazer parte de um estudo que irá investigar os efeitos do gás no ser humano.

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Foto via

5. Saskatchewan, Canadá

Se você acabou de se formar mas não tem interesse em começar a trabalhar tão cedo, pode optar por ir viver no Canadá e formar uma família. Se topar ficar pelo menos 7 anos nesta província (estado), cuja taxa populacional é bastante baixa, você poderá receber até US$ 10 mil (R$ 36 mil).

 

Os 10 melhores países para visitar em 2016

O melhor para 2016: os 10 países

Do Lonely Planet

Todos os anos, nossa equipe de especialistas se dedica à árdua tarefa de escolher os melhores destinos de viagem para o próximo ano.  Depois de analisar centenas de opções, finalmente saiu a lista da Lonely Planet dos 10 melhores países para visitar em 2016!

Os motivos para visitá-los são muitos, mas só você poderá decidir qual país entrará na sua “wanderlist”. Enquanto você não se decide, que tal já renovar o passaporte? #ficaadica

 

10. Fiji

Píer no mar de Fiji
Foto por Martin Valigursky / Shutterstock

 

O caminho para o paraíso agora está mais fácil. A hedonista Fiji recuperou seu equilíbrio após um golpe de Estado e uma crise constitucional, e os viajantes logo poderão desfrutar do seu Aeroporto Nacional de Nadi. Opções não faltam nesse arquipélago tropical, é só focar na sua: relaxar em um resort de luxo, testar o último esporte radical ou explorar as lindas águas mergulhando, velejando ou até pescando.

 

9. Groenlândia

Turista admirando a incrível vista de Qeqertarsuaq, uma cidadezinha da Groenlândia
Foto por Yongyut Kumsri / Shutterstock

 

Com a menor densidade populacional do mundo, esse canto gelado do planeta oferece muita diversão para os corajosos: você pode assistir ao sol da meia-noite brilhando sobre os glaciares, velejar em meio aos saltos das baleias, passear de trenó puxado por cães na tundra, deslumbrar-se com a Aurora Boreal dançando sobre o lençol de gelo… Em março de 2016, a Groenlândia abrigará os Jogos de Inverno do Ártico, o maior evento desse tipo, além de um festival de música, comida e dança. Que outro momento seria melhor para visitar essa maravilha polar?

 

8. Uruguai

La Mano, escultura em Punta del Este, Uruguai
Foto por Ksenia Ragozina / Shutterstock

 

Estima-se que três milhões de visitantes estrangeiros aterrissarão no Uruguai no ano que vem, mas esse número seria bem maior se mais pessoas soubessem o que a “Suíça da América” tem a oferecer. Espremido entre o Brasil e a Argentina, o Uruguai tornou-se uma sociedade progressiva sem grandes dramas, gabando-se de uma capital pequena, mas perfeitamente formada, Montevidéu, de pampas nos quais você pode encarnar o espírito gaucho e uma vida noturna glamurosa em Punta del Este. Pode contar com o crescimento desses três milhões.

 

7. Polônia

Vista panorâmica de Breslávia a partir da Catedral de São João Batista
Foto por joyfull / Shutterstock

 

Driblando bravamente a recessão, a Polônia possui superpoderes: enquanto o restante da Europa encara altos e baixos econômicos, o número de visitantes nesse país do leste europeu só aumentou, e não dá mostras de diminuir agora que a Breslávia se prepara para o seu papel de Capital Europeia da Cultura em 2016. A Cracóvia também terá o seu minuto de fama com a visita do Papa para celebrar o Dia Internacional da Juventude. Novas rotas aéreas cobrindo Cracóvia, Estetino, Katowice e Gdańsk  deixam claro que esse destino está apenas  decolando.

 

6. Austrália

A Grande Barreira de Coral vista de cima, perto das Ilhas Whitsunday
Foto por atiger / Shutterstock

 

A força do dólar australiano nos últimos anos dificultou a ida de viajantes econômicos para a terra dos cangurus. Mas, com as oscilações da moeda e a queda do preço do combustível, não poderia haver melhor época para conhecer esse país continental do que 2016. Você vai querer desfrutar das grandes vistas, é claro, a começar pela Grande Barreira de Corais, e da paisagem selvagem da Tasmânia: ambas na mira de ameaças ambientais. Não deixe de vê-las agora, enquanto os riscos não se tornam realidade.

 

5. Letônia

Construções medievais em Riga
Foto por Sergei25 / Shutterstock

 

Foram necessários 25 anos para a Letônia espanar as poeiras do comunismo, mas esse tesouro báltico agora está prontinho para comemorar o seu jubileu de prata. O país está ressuscitando antigas tradições, restaurando castelos em ruínas e antigas propriedades rurais escondidas em suas florestas de pinheiros, além de estar transformando sua culinária, antes monótona, em uma legítima representante da alta gastronomia nórdica. A sedutora Riga, enquanto isso, construiu o seu reino como Capital Europeia da Cultura, ganhando infraestrutura e uma rodada de restaurações para acompanhar a sua população, que não para de crescer.

 

4. Palau

Lago Jellyfish, em Palau
Foto por BlueOrange Studio / Shutterstock

 

Palau é, sem dúvida, um dos mais mágicos destinos para mergulho no mundo – e está lutando para continuar assim. Esse longínquo arquipélago no Pacífico transformou 100% do seu território marítimo em um santuário, como uma maneira de proteger esse que já foi apelidado de “Serengeti” do mar. Pode ser que o uso em excesso da máscara de mergulho deixe marcas vermelhas no seu rosto, mas os peixes, corais e outras criaturas dessas águas ricas em nutrientes compensarão esse pequeno inconveniente.

 

3. EUA

Grand Prismatic Spring, no Parque Nacional de Yellostone
Foto por  Lorcel / Shutterstock

 

A melhor ideia já tida pelos Estados Unidos está prestes a completar 100 anos: o Serviço de Parques Nacionais, que cuida dos 59 parques nacionais do país e também de centenas de marcos históricos, celebrará o seu centenário como protetor das belezas do Yosemite, Yellowstone, Badlands e Zion, entre outros. Então amarre logo as botas e embarque nas trilhas desses 340 mil km2 de paisagens milagrosamente bem administradas, de cânions majestosos a pântanos lotados de jacarés, passando por gêiseres ativos. É um verdadeiro triunfo nacional.

 

2. Japão

Templo Fushimi Inari Taisha, em Quioto, Japão
Foto por Pigprox / Shutterstock

 

O Japão. Pode ser o nosso segundo colocado esse ano, mas sempre ficará em primeiro entre viajantes em busca de experiências transcendentais. Nenhum outro lugar do mundo expressa o “moderno, porém tradicional” tão bem quanto a terra do sol nascente. A oferta certeira de Tóquio para abrigar os Jogos Olímpicos em 2020 levantou ainda mais a temperatura dessa cidade febril, embalando uma nova onda de desenvolvimento. Mas, para lá dos subúrbios da capital, o Japão permanece elegante e intrigante, assim como seus belos templos de madeira.

 

1. Botsuana

Viagem de barco pela foz do rio Okavango
Foto por PlusONE / Shutterstock

 

Democrático, progressivo, iluminado – mas, sobretudo, selvagem, o que é um alívio. A jornada de Botsuana de país pobre a uma das sociedades mais estáveis e prósperas da África é inspiradora; o país celebra 50 anos de independência em 2016, e há muito o que comemorar, a começar pela maneira como equilibrou o crescimento econômico com a preservação da suas belezas naturais. Prepare-se para ficar deslumbrado durante sua visita.

Trinta destinos para visitar (ou sonhar em conhecer) em 2016

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Como todo ano, o Lonely Planet divulgou seu ranking de países, cidades e regiões do mundo para onde seus especialistas viajantes recomendam viajar no próximo ano. São lugares que celebram algo especial em 2016 ou que estão prestes a decolar turisticamente. Há destinos emergentes, mas também outros já bem consolidados que, no entanto, continuam se destacando entre os preferidos dos viajantes. Kotor (Montenegro) como cidade-estrela (foto acima), Transilvânia (Romênia) como região e Botsuana, como país, ocupam os primeiros lugares do ranking. Dez cidades, dez países e dez regiões que terão destaque especial no ano que vem e que nos animam a pegar o passaporte e sair viajando.

Os 10 melhores países para viajar em 2016

Botsuana, a surpresa africana

Em 2016 este país da África meridional celebra o 50º aniversário de sua independência. É um bom momento também para celebrar como sua metamorfose, a de um país pobre que se transformou em um estado democrático, progressista e com uma das sociedades mais estáveis da África. Tem a sorte de contar com alguns dos espetáculos do mundo animal mais extraordinários da terra: possui mais elefantes que nenhum outro lugar do planeta e é a terra do delta do Okavango e do deserto de Kalahari, duas das paisagens mais tipicamente africanas. Chegou a hora de visitar Botsuana, o novo paraíso para os safáris.

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Japão, os modernos mais antigos

O segundo lugar da classificação é ocupado por um país bem consolidado como destino turístico há muitos anos. Mas continua sendo um dos mais “sonhados” pelos viajantes, que aqui encontram experiências diferentes que vão do mais tradicional ao mais moderno do mundo. A escolha de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 pôs em marcha novos projetos, mas mantendo sempre aquela elegância e aquela originalidade que cativam o viajante.

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Estados Unidos, cem anos protegendo seus parques

O National Park Service dos EUA fará 100 anos em 2016. É o órgão que controla os 59 parques nacionais e centenas de espaços históricos, entre eles alguns tão representativos como Yosemite ou Yellowstone. É o momento de viajar pelos Estados Unidos mais naturais, percorrendo sua bem cuidada rede de 340.000 quilômetros quadrados de paisagens espetaculares, onde se encontra de tudo, desde gêiseres espetaculares a grandes cânions que parecem rasgar a terra, e desde pântanos cheios de jacarés até rios furiosos que cruzam as grandes montanhas.

Palau, o Serengeti marinho do Pacífico

O remoto e minúsculo arquipélago de Palau, no Pacífico, é há algum um tempo um dos mais espetaculares destinos de mergulho. Todo o seu território marinho é uma reserva natural em que se protege um tesouro de peixes, corais e paisagens submarinas apelidadas de “Serengeti marinho”. A grande joia são as Ilhas Rochosas: mais de 200 ilhotas calcárias em forma de cogumelo cobertas por uma densa e verdejante selva. Um destino muito pouco conhecido pelos espanhóis (apesar de ter sido espanhol até pouco mais de um século) que pode ser uma completa surpresa.

Palau

Letônia, 25 anos de independência

Já faz um quarto de século que essa joia do Báltico deixou para trás o comunismo e declarou sua independência. Para comemorar, o país continua recuperando suas tradições, restaurando seus castelos e mansões e transformando seus pratos para criar uma nova cozinha nórdica. Sua capital, Riga, finaliza seu reinado como Capital Europeia da Cultura, mas continua se reformando. Pouco a pouco, vai “amadurecendo” como destino europeu.

Letonia

Austrália, mais acessível em 2016

Outro clássico entre os destinos com que todos os grandes viajantes sonham é a Austrália. Nos últimos anos, a fortaleza de sua moeda a tornava inatingível para muitos bolsos, mas agora, com a divisa mais fraca e o petróleo em baixa, pode ser o momento de conhecer o país a fundo, sem perder nem seu coração desértico (Outback), nem suas animadas cidades (Sydney, Melbourne, Perth…) e é claro, ver de perto a Grande Barreira de Coral e a Reserva Natural da Tasmânia, ambas sob ameaça ambiental, antes que seja tarde.

Polônia, cultura e novas rotas aéreas para um destino em alta

Historicamente acostumados a enfrentar grandes mudanças, agitações políticas e sobressaltos de todo tipo, a crise não parece ter afetado o turismo da Polônia. E os visitantes continuarão chegando em 2016 com Breslávia (Wroclaw) como Capital Europeia da Cultura, com a visita do papa a Cracóvia e, sobretudo, com novas rotas aéreas, muitas delas de baixo custo, a diversas cidades polonesas. A dinâmica Varsóvia (foto abaixo) compete com a histórica Cracóvia e agora também com cidades pouco conhecidas como Breslávia, com suas fachadas pintadas em cores alegres, na chamada Rota do Âmbar.

Cracóvia

Uruguai, uma pequena joia entre gigantes

Encaixada entre o descomunal Brasil e a também gigante Argentina, o humilde Uruguai passa mais despercebido, mas está se transformando no novo paraíso dos mochileiros. Praias quase selvagens, a vida dos gaúchos nas estâncias do interior, fontes termais, glamour e famosos em Punta del Este, história e casarões na cidade de Colônia, e uma capital pequena, mas progressista, Montevidéu (foto abaixo), cheia de criatividade. O Uruguai continua sendo para muitos a Suíça das Américas e um destino a descobrir.

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Groenlândia, os jogos de inverno do Ártico

2016 será um ano especial para a solitária Groenlândia: em março acolherá os Jogos de Inverno do Ártico, o maior evento já celebrado nessa categoria. Aproveitando a ocasião, haverá um festival de música, gastronomia e dança. Com a mudança climática à espreita, é preciso se apressar para conhecer uma das joias naturais do planeta. Planejando bem a viagem, haverá tempo para tudo: ver os icebergs estalarem, deixar-se deslumbrar com as auroras boreais ou ver o sol da meia-noite brilhar nas geleiras, contemplar baleias, escalar rochas, navegar em caiaque marinho, passear em trenó de cães…

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Fiji, a volta à tranquilidade

Depois de uma grave crise constitucional e um golpe de estado que deixou de pernas para o ar este resto do paraíso, Fiji recuperou a normalidade. Em 2016 terá um aeroporto internacional renovado, novos resorts e continuará aumentando sua oferta em atividades (mergulho, navegação, pesca…). Mas sobretudo, Fiji continua sendo a imagem mais típica das ilhas idílicas dos Mares do Sul: 300 ilhas para escolher, gente simpática, praias com palmeiras e recifes cheios de peixes.

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As 10 melhores cidades para viajar em 2016

Kotor (Montenegro), beleza a salvo de turistas (por enquanto)

Kotor é uma dessas cidades que nos obrigam a consultar um mapa para saber onde fica. Os grandes navios de cruzeiro ainda não chegaram por lá, e o visitante pode se misturar com os locais que tomam café em mesas ao ar livre, ou se perder pelo labirinto de becos e praças. Neste porto do Adriático, retrocedemos a uma Europa de cidades muradas e com fosso. Talvez não seja tão majestosa quanto Dubrovnik, mas é mais acolhedora e igualmente espetacular. O entorno, a baía de Kotor, rodeada de montanhas, é um dos lugares mais fotogênicos da Europa. Mediterrâneo em estado puro. É preciso ir urgentemente, antes que hordas de turistas cheguem a Montenegro.

Quito (Equador), a reinvenção de uma cidade

Quito está mudando rapidamente: a arquitetura colonial do centro da cidade, protegido pela Unesco, se completa agora com a infraestrutura do século XXI, como a nova rede de metrô que permitirá ao visitante se deslocar por todos os bairros históricos da cidade, a estação ferroviária reformada e um novo aeroporto. Tudo para desfrutar mais comodamente de suas praças rodeadas por mansões coloniais, igrejas, mosteiros e museus. Uma entrada no Equador pela porta da frente.

Dublin (Irlanda), uma cidade jovem que celebra sua rebeldia

O ano de 2016 marca o centenário da chamada Revolta da Páscoa, primeiro de uma série de fatos que levaram à criação da República da Irlanda. É um evento que o país celebra com orgulho patriótico e rebeldia, duas características típicas dos irlandeses. Para o resto do mundo, é uma boa desculpa para voltar a visitar Dublin, uma cidade jovem (mais de 40% da população tem menos de 30 anos). Apesar do aspecto de grande metrópole, em muitos aspectos ela mantém o espírito de vilarejo em que todos se conhecem ou, se não, todos podem se conhecer ao redor de uma boa jarra de Guinness, a cerveja dublinense por excelência.

Dublin

George Town (Malásia), arte e inovação

Abandonada por seus habitantes há vários anos e aparentemente descartada dos circuitos turísticos, George Town foi resgatada nos últimos anos como um dos destinos preferenciais da costa oeste da Malásia. Depois de ser declarada patrimônio universal pela Unesco, suas típicas shophouses (casas-loja) começaram a ser restauradas para funcionar como museus, hotéis-boutique e restaurantes elegantes. Em muitas das antigas lojas chinesas atualmente é possível encontrar galerias e espaços expositivos de arte urbana e de vanguarda. George Town é hoje a face moderna, inovadora e artística da Malásia.

Roterdã (Holanda), chega a arquitetura do futuro

Em 2016 será inaugurado o Museu Roterdã, na Timmerhuis, um edifício desenhado por Rem Koolhaas. E no mesmo ano começa a funcionar o serviço Eurostar (os trens entre Londres e Amsterdã farão uma parada na movimentada cidade portuária), o que tornará mais fácil conhecer essa cidade de arquitetura original. Depois da Segunda Guerra Mundial, Roterdã foi reconstruída com a participação de arquitetos visionários, como o próprio Koolhaas, responsáveis por criarem um perfil urbano diferente, com projetos atrevidos. Como exemplo, a Erasmusbrug, uma ponte em forma de jaula, é um símbolo da cidade.

Mumbai (Índia), a nova Índia na cidade total

Mumbai (ex-Bombaim) é conhecida como “cidade total”. É porque tem de tudo, e em 2016 se beneficiará também do boom econômico indiano e ganhará um novo terminal aeroportuário e um confortável serviço de monotrilho com ar-condicionado, além de um edifício que, esperam os locais, será o mais alto arranha-céu residencial do mundo. A capital financeira, da moda e do cinema na Índia é também uma vitrine arquitetônica que abrange desde os estilos neogótico e indo-sarraceno até o art déco e os novos arranha-céus de ares vanguardistas.

Freemantle (Austrália), a Austrália descobre Freo

Free o quê? Neste lado do globo terrestre, custa situarmos no mapa esta moderna e boêmia cidade portuária da Austrália. Fica a 19 quilômetros de Perth, na costa oeste, e os aussies (australianos), que a conhecem como Freo, só agora a estão descobrindo: ela atrai cada vez mais os espíritos boêmios com suas casas de shows, seus hotéis-boutique e seu divertido ambiente estudantil. Os alunos da Universidade Notre Dame colaboraram na transformação deste lugar, fazendo dele a cidade dinâmica e contracultural que é hoje. Tem fama de servir as melhores cervejas artesanais desta parte da Austrália, e está cheia de edifícios coloniais.

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Manchester (Reino Unido), de centro industrial a Meca cultural

A cidade onde nasceu a Revolução Industrial conseguiu voltar a brilhar no século XXI, tornando-se o motor britânico da cultura e das artes. Em 2016 o viajante poderá visitar The Factory (a fábrica), um centro artístico que será a sede do Manchester International Festival, a nova galeria Whitworth, o HOME (outro centro multidisciplinar que produzirá teatro, cinema e artes visuais) e a Biblioteca Central, a segunda maior biblioteca pública da Grã-Bretanha. Outra atração é a sala de jogos Breakout, na Brazennose St, criada para colocar uma pitada de diversão nas atividades culturais, com inspiração em jogos como TheKrypton Fator, onde os participantes reúnem pistas e resolvem enigmas para abrir a porta de saída.

Nashville (EUA), com alma ‘country’

Nashville está na moda. A capital do Estado do Tennessee há anos vive um forte crescimento econômico, e muita gente jovem decide ir morar na velha capital do country. Também há muitas empresas que aproveitam os bons tempos e se instalam aqui (tecnologia, assistência médica, automóveis…), e os designers, cineastas e artistas aparecem para ver o que rola em Nashville, uma das cidades mais empreendedoras dos Estados Unidos. Os viajantes deveriam também aproveitar os bons tempos para visitar esta cidade que canta o desamor em suas baladas country, mas está mais divertida do que nunca. A todo instante estão sendo inauguradas, cervejarias, lojas de moda alternativa, restaurantes com chefs famosos e locais criativos instalados em antigos armazéns.

Roma (Itália), eterna também para o turismo

A capital da Itália é eterna, claro, e os turistas nunca deixaram de procurá-la. Mas, além disso, o papa decretou 2016 como o Ano da Misericórdia, o que atrairá a muitos peregrinos. Foram restaurados o Coliseu, que após vários anos poderá novamente ser visto em plena forma, livre das lonas e andaimes, e a Fontana di Trevi. O que não faltam, portanto, são pretextos para voltar uma vez mais à Cidade Eterna (mas quem disse que é preciso de algum?)

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As 10 melhores regiões para viajar em 2016

Transilvânia (Romênia), arte de vanguarda e novos viajantes na terra de Drácula

Tudo muda muito rapidamente, inclusive na tradicional Transilvânia (Romênia). Além do Conde Drácula e de seus castelos de aspecto sinistro, a região dos Cárpatos oferece, hoje em dia, visitas a galerias de arte com conteúdo inovador, a observação de ursos e esquiar nos Cárpatos. Em Brasov, há uma caminhada noturna que entusiasmará os vampiros, e, em todo o país, começa a se notar a mudança, como a entrada de empresas como a Uber e o aumento da quantidade de ofertas para hospedagem pelo Airbnb. Além das cidades, há inúmeras possibilidades para desfrutar de paisagens, em especial a observação da fauna: há lobos, linces e, mais recentemente, bisões. O turismo da natureza na Transilvânia virou moda.

Oeste da Islândia, o lado menos visitado da Islândia

Sempre em busca de novos destinos emergentes, descobrimos os fiordes ocidentais da Islândia, uma região muito particular. Ela não costuma aparecer nos itinerários dos viajantes da ilha, mas, a apenas duas horas de carro de Rejkjavik, encontramos paisagens incríveis: longas praias com colônias de aves sem igual, glaciares envoltos em nuvens, campos escarpados de lava, cachoeiras barulhentas… Além disso, em 2016, será aberta ao público a Into the Glacier, uma caverna de gelo artificial no glaciar Langjökull. Foi nessa área, mais precisamente na península de Snaefellsnes, que Júlio Verne situou a entrada para o centro da Terra.

Vale de Viñales (Cuba), tal como era antes

As mudanças chegaram definitivamente a Cuba, e a ilha se prepara para se transformar e receber turistas. O ano de 2016, nesse sentido, será decisivo. Além de Havana e Varadero, há muitas regiões a serem descobertas para conhecer a Cuba mais autêntica e rural, como o vale de Viñales, local protegido pela Unesco. Ele é perfeito para passear de bicicleta, a pé ou a cavalo. Os prazeres, aqui, são simples: nadar em uma caverna, visitar as plantações, sentar em uma cadeira de balanço no terraço de alguma casa com uma cerveja à mão e ouvir música cubana. A partir do vale dos Viñales, há excursões rápidas para as praias do noroeste. A infraestrutura é bastante básica, mas os prazeres estão garantidos.

Vale de Viñales

Fruili (Itália), os novos vinhedos da moda

Nos últimos anos, os vinhos de Fruili (nordeste de Veneza) têm aparecido nas listas dos melhores do mundo. As rotas pitorescas do vinho na região (entre as cidades de Udine, Gorizia, Trieste e Carso) recebem cada vez mais visitantes, mas ainda é possível desfrutá-la viajando por uma área bastante isolada. Ela não é muito visitada nem mesmo pelos italianos, apesar de seu ambiente descontraído, entre sítios simples, vinhedos e adegas, que ainda não se tornaram necessariamente um recurso turístico, sendo, sim, uma forma de ganhar a vida. Uma região muito pequena, mas com diferentes microclimas que garantem a sua variedade, tendo os Alpes como pano-de-fundo.

Fruili

Ilha Waiheke (Nova Zelândia), ambiente boêmio e aventura

Esta ilha, a apenas 35 minutos de trem de Auckland, é um desses destinos idílicos, com enseadas, praias lindas e vinhedos. Os neozelandeses vão ali para as férias ou para visitar uma de suas 30 adegas. Waiheke tem um passado boêmio e hippie, e preserva um lado artístico (mais de 100 artistas estão instalados ali), e um outro mais aventureiro, com trilhas na montanha e possibilidades de fazer ciclismo e navegar de caiaque ou à vela. A vista da capital da Nova Zelândia completa o cenário. O ano de 2016 pode ser o ano do descobrimento de Waiheke.

Auvergne (França), gastronomia, aventura e arte conceitual entre vulcões

Esta região francesa costuma passar despercebida, mas parece que isso vai mudar. A Auvergne está se reinventando com projetos artísticos ambiciosos e com novas propostas de aventuras ao ar livre. A arte conceitual chegou aos lindos espaços naturais com as séries Horizons: esculturas colocadas entre as árvores, lobos fluorescentes e outras instalações muito originais que estimulam que conhecer essa região a partir de outro ponto de vista. Além disso, a gastronomia encontra, aqui, novos caminhos, e a Auvergne está enriquecendo seus pesados pratos de montanha com doses de inovação na cozinha. As paisagens são as de sempre, rurais e montanhosas, entre glaciares e vulcões, um local tranquilo que que tem atraído cada vez mais os franceses, cansados das grandes cidades, e muitos viajantes de outros países.

Havaí (EUA), comemorações e nova gastronomia no paraíso do sul

O ano de 2016 será de celebrações em alguns dos pontos de interesse mais importantes do arquipélago. Dois de seus parques nacionais, o de Haleakal e o dos Vulcões, em Big Island, comemoram um século de existência. Serão lembrados, também, os 75 anos do ataque a Pearl Harbor. Haverá comemorações, exposições e publicações especiais. Além disso, deve se consolidar, em 2016, o movimento culinário Hawaii Regional Cuisine, que surgiu na década de 1990 e se transformou em um estilo de vida que mistura os sabores étnicos das ilhas com outros ingredientes. Uma atração a mais para desfrutar de um destino clássico de praias e muito surfe, que é agora é, também, o epicentro de outras aventuras, como a de caminhar por vulcões fumegantes.

Baviera (Alemanha), 500 anos de boa cerveja

Essa sim é uma festa boa: a Baviera comemora em 2016 o 500º aniversário da Lei de Pureza da Cerveja, que autorizou o uso da cevada, do lúpulo e da água em sua preparação. A lei continua em vigor, e os bávaros já chegaram até mesmo a reivindicar que a cerveja seja considerada patrimônio mundial.A região alemã da Baviera é famosa por sua festa da cerveja de Munique (a Oktoberfest), mas também por seus castelos de contos de fada, suas cidades medievais cercadas de muralhas ao longo da Rota Romântica e seus vilarejos encrustados em florestas mágicas.

Costa Verde (Brasil), nem tudo será esporte

Em 2016, o Brasil se dedicará de corpo e alma aos Jogos Olímpicos do Rio, mas nem tudo será esporte. A poucos quilômetros dessa cidade estende-se uma região do litoral que merece ser descoberta: a Costa Verde brasileira é um paraíso para os amantes da natureza e da adrenalina, com ilhas tranquilas, cachoeiras, praias quase desertas, matas para fazer excursões, áreas de mergulho… Nas ruas de paralelepípedos da cidade colonial de Paraty poderemos passear calmamente. O mesmo pode ser feito na Vila do Abraão, o principal vilarejo de Ilha Grande.A Costa Verde é um paraíso de belezas naturais, com uma baía, a da Ilha Grande, que engloba 365 ilhas, todas elas protegidas pelo Governo e, em sua maioria, desabitadas. O lugar já foi abrigo de piratas, colônia de leprosos e, por fim, penitenciária de presos políticos. Esse histórico era pouco convidativo para o desenvolvimento do turismo, mas agora as coisas mudaram. E 2016 pode ser o seu ano.

Santa Helena (Território Britânico), o avião chega ao distante Atlântico Sul

Napoleão foi exilado ali em 1815, e Darwin visitou essa ilha distante do Atlântico Sul em 1836. Desde então, ela permaneceu à margem do mundo e, logicamente, do turismo. Em 2016, porém, será finalmente inaugurado o seu aeroporto. Ninguém imagina que os turistas irão invadir de uma hora para a outra a pequenina ilha, mas ela se tornará um ponto a ser considerado. Com efeito, um hotel já está sendo construído para recebe-los.Antes, a única forma de chegar ali era pegando uma embarcação na Cidade do Cabo (3.100 quilômetros em dez dias de travessia), mas agora serão apenas cinco horas de voo a partir de Johannesburgo (África do Sul). Não existe razão para temer que essa nova “acessibilidade” venha a acabar com seu encanto: não há sinal de celular, e os ilhéus cumprimentam muito amavelmente todas as pessoas que encontram pelo caminho.

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Kyoto – Por dentro de um palácio japonês

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Kyoto é a capital japonesa dos templos, dos samurais e das gueixas. Só templos são mais de 2 mil, budistas e xintoístas.

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Entre tantas atrações, destaca-se o Castelo Nijo, construído em 1603 como moradia de Tokugawa Ieyasu, o fundador da dinastia Tokugawa e um dos shoguns mais importantes do Japão.

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Considerado um dos símbolos de seu poder, os diversos edifícios do complexo, protegidos por duas fileiras de fortificações, têm belas pinturas e outras obras de arte, feitas pelos mais importantes artistas japoneses da época.

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O piso (pasmem!) reproduz o canto dos rouxinóis pintados nas paredes (as tábuas foram instaladas para que cavilhas e pregos roçassem uns nos outros).

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Os salões estão como na época da construção do castelo. Em um deles há bonecos representando os daimyo (senhores feudais).

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Os turistas passeiam pelos salões de meias ou descalços, como os antigos ocupantes do prédio. Os calçados são deixados na entrada. Não há chaves, cofres nem vigias. Nem notícia de tênis ou sapato roubado. No fim, há uma feira de comidas, bebidas e artesanto.

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Cercado por imensos e bem cuidados jardins, o castelo passou por uma completa restauração antes de oficialmente ser aberto a visitação.  O conjunto é tão importante que foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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