Nove restaurantes bons e baratos em Lisboa

Lisboa - Bondes
Bondes em Lisboa, Portugal

Do El País

Apenas Espanha e Chipre superam Portugal em número de restaurantes por habitante. E em Lisboa novas casas abrem constantemente, como, entre outras, hamburguerias gourmet,kebabs e lounges de vinhos a três euros a taça com vistas espetaculares. Felizmente o país e sua capital continuam sendo o último reduto gaulês da identidade gastronômica, o último refúgio contra a homogeneização cultural (e culinária) que assola o continente. E para apreciá-lo, apresentamos nove restaurantes muito genuínos sem sair de Lisboa.

01 Chinês clandestino

Mouraria

Não esperem uma placa na entrada, o estatuto legal do estabelecimento é motivo de discussão entre locais e forasteiros, mas todos o chamam de “o chinês clandestino”. Fica na rua Beco Barbadela, perto da praça Martim Moniz, nas profundezas do bairro da Mouraria, e é o rei dos restaurantes chineses de Lisboa; fica lotado mesmo em dias de semana. Na parte de cima se pode fumar, o vinho é barato e a comida é mais do mesmo, mas muito boa.

Restaurante Mouraria

02 Cabaça

Bairro Alto

Pequeno, normalmente barulhento e muito português. Não aceita reservas: quem chega antes anota o nome com uma caneta em um papel amassado e gorduroso, pede uma garrafa de vinho da casa –adequado apenas para estômagos piratas– ou de alguma referência da adega e anima a espera bebendo na rua até ser chamado à mesa.

O cardápio do Cabaça (rua das Gáveas, 8) é bastante variado, mas a estrela indiscutível é o naco na pedra, ou picanha na pedra; basicamente carne de vaca crua em pedaços grandes ou fatiada, servida em uma pedra abrasadora e que cada comensal cozinha a seu gosto e capricho na própria mesa. Poucos restaurantes são capazes de superar a quantidade de batatas fritas servidas por cabeça.

03 Bela Sintra

Baixa

Na Baixa de Lisboa é difícil comer bem e barato. Restaurantes com guarda-sóis se espalham por todos os lugares atraindo turistas e disparando os preços, enquanto os estabelecimentos tradicionais escasseiam cada vez mais. Há algumas exceções, mas considerando as dimensões (diminutas) dos estabelecimentos, os preços, a qualidade dos pratos e a simpatia do proprietário… o Bela Sintra (rua Conceição, 44) é um verdadeiro oásis nesse bairro central e popular. Não se oriente pelo letreiro da porta –que diz Pastelaria (doceria)– porque o interior propõe, de fato, uma oferta variada de cozinha portuguesa. O famoso bonde 28 passa na porta, portanto de Prazeres, a oeste da cidade, como dos bairros da Graça e da Alfama, no leste, é fácil chegar ao restaurante Bela Sintra em menos tempo do que se leva para dizer “carne de porco à Alentejana”. Abre durante o dia todo (até as 19h) e é um lugar perfeito se queremos homenagear a gastronomia lusa fora de hora.

04 Cantina das Freiras

Chiado/Cais do Sodré

Apesar de ser popularmente chamado de Cantina das Freiras, seu nome verdadeiro é Associação Católica Internacional ao Serviço da Juventude Feminina. Até quarenta anos atrás, só podiam entrar ali raparigas que traziam seu almoço, que era permitido esquentar nos fogões da cozinha. Hoje é um restaurante com uma vista fabulosa do rio Tejo e a margem oposta a Lisboa. Tem mais: você não vai encontrar melhor cozinha a esses preços em toda a cidade.

Cantina das Freiras

A cantina abre de segunda a sexta-feira, oferece um serviço de bufê que não tem nada a invejar de qualquer outro restaurante à la carte. Tampouco há alguma placa na rua para localizá-lo: é preciso encontrar o número 1 da Travessa do Ferragial e subir ao segundo andar. Você será recebido por freiras sérias e discretas que o convidará a desfrutar do terraço, para muitos, uma das sete maravilhas da cultura lusa.

05 Cervejaria O Ramiro

Intendente

Considerado um dos melhores restaurantes de frutos do mar de Lisboa, seus preços continuam muito acessíveis. Fundado por galegos em 1956 e dirigido pelos filhos dos primeiros proprietários, alguns pratos da Cervejaria O Ramiro (avenida Almirante Reis, 1) são bastante elaborados, mas o mais pedido pelos fregueses são frutos do mar frescos cozidos apenas com sal: perceves, caranguejos, camarões, amêijoas, mexilhões… As melhores glórias do mar preparadas com muito amor galego. Também não aceita reservas e na maioria dos dias é preciso fazer fila, mas a espera vale a pena.

Cervejaria O Ramiro

06 Recreativa Dos Anjos

Anjos

De terça a sexta-feira, entre uma e três horas da tarde e, depois, a partir das oito da noite (enquanto durarem os estoques), a Recreativa Dos Anjos (rua dos Anjos, 17), conhecida como RDA 69, oferece a cozinha vegana mais grata ao paladar e pelo melhor preço da cidade. Na verdade, é uma cantina cooperativa pertencente a um clube recreativo igualmente administrado de forma comunitária e altruísta. Sempre há voluntários servindo o primeiro e o segundo prato, mas uma vez terminada a refeição, cada comensal lava seu prato e talheres na pia comunitária.

O único inconveniente é que fecha às segundas-feiras e sábados, mas aos domingos abre seu forno a lenha para o público e qualquer pessoa pode assar seu próprio pão, bolos ou compartilhar as receitas da vovó com outros entusiastas da cozinha em forno tradicional.

07 Farol

Cacilhas (Setúbal)

Quando chegamos à Praça do Comercio ou ao Cais do Sodré e olhamos para além do Tejo, o que vemos já não é Lisboa, mas a península de Setúbal. Aqui se encontra o Conselho de Almada e, dentro dele, a freguesia de Cacilhas. Na balsa (apelidada de cacilheiro) chegamos a este curioso bairro em cerca de 15 minutos. E na outra margem fica um dos melhores restaurantes da região para comer peixes e frutos do mar procedentes dos viveiros locais. No Farol (largo Alfredo Dinis, 1, Almada), a mais antiga cervejaria de Setúbal, hoje um restaurante familiar, o salmão na brasa, o linguado e o caranguejo, que aqui se chama “sapateira”, são os reis do cardápio.

08 e 09 Ponto Final e Atira-te ao Rio!

Cacilhas (Setúbal)

E já que estamos na “outra banda” do Tejo, podemos descobrir no fim do passeio Cais do Ginjal –um velho muro cheio de antigos guindastes enferrujados, velhos armazéns cobertos de grafites e esqueletos de edifícios –duas boas opções para comer ou até mesmo tomar o primeiro gin-tônica da tarde. Ambos oferecem um peixe muito bom e uma cozinha muito portuguesa, mas mais moderna do que a do Farol. O melhor do Ponto Final e do Atira-te ao Rio é a vista de Lisboa, da ponte 25 de abril e, principalmente, o pôr do sol, cuja luz você não encontrará em nenhum outro mirante de Lisboa.

Marvila, o bairro secreto de Lisboa

De Marvila a Xabregas.jpg

Do El País

O Tejo passa adiante, mas mal se vê, encoberto por contêineres coloridos, gruas imóveis, barcos que não navegam, estradas com limite de 50 quilômetros que ninguém respeita e armazéns que já não armazenam. No bairro lisboeta de Marbilla não chegam os tuk tuks, e o café ainda sai por 50 centavos. Não há lojas de souvenirs e na barbearia A Moderna ninguém lembra quando lhe puseram tal nome. Outras lojas nem tem nome, basta colocar na rua urinóis, vassouras, baldes. Ou escrever: “Purificam-se móveis”.

Rua do Vale Formoso de Cima, no bairro lisboeta de Marvila - Enric Vives-Rubio

Em Marvila não há monumentos, mas enormes armazéns em decomposição onde homens de macacão azul e mãos como raquetes puxavam mercadorias. Agora restam os esqueletos de seus galpões industriais, espaços vazios à margem da reluzente Lisboa, mas a preço de bairro decadente. Depois de conquistado o Chiado, o Bairro Alto e a Baixa, os jovens criadores e empreendedores veem o futuro onde durante todo o século XXI somente havia decrepitude. Agora, para descobrir as últimas novidades de Lisboa, das galerias de arte a cervejas caseiras, é preciso passar por Marvila.

Mapa de Marvila

10h Café com calma

As manhãs são dos aposentados, que se reúnem na praça David Leandro da Silva, com seu quiosque de jornais e o único banheiro ao ar livre da cidade. Um transistor anônimo reproduz um fado depois do outro. É a única coisa que se escuta nessa pracinha triangular protegida por dois ilustres armazéns de vinho do século XIX, No de José Domingos Barreiro seu grande relógio parou às quatro e pouco, encaixando-se na nostálgica canção de Luis Eduardo Aute. Os dois ritmos desse bairro, as duas vidas paralelas, se refletem em seus horários comerciais. À primeira hora, os mecânicos se aquecem no Café Velho (2) e no A Doca (3), lugares da vida inteira onde nunca falta um pouco de conversa antes de começarem a recauchutar pneus. Lá pelo meio da manhã abre o Café com Calma (4), nome oportuno, porque se o português é naturalmente calmo, o café, paradoxalmente, ele toma depressa, talvez porque no final do dia não serão um nem três. Para além do nome, este local convida ao relaxamento, com a estética imperante em Lisboa de deixar tudo como está, a decoração de não-decoração. Não faltam banquinhos de fórmica, cadeiras e mesas do seu pai ou da sua mãe, e paredes livres de adornos. Aqui a clientela é recém-chegada, jovem e estrangeira, com trabalhos que necessitam de muitas palavras, e em inglês, para serem definidos:community manager, brand activator e coisas assim. Aqui eles não veem para bater papo, mas porque há wi-fi.

12h Passeio pelo Tibete e o barroco

No meio da manhã começa a vida no LXWH, ou seja, no Lisbon Work Hub, ou seja, nos cubículos de coworking (espaços compartilhados de trabalho) no qual foi transformado o outro grande armazém de vinhos da praça, o Abel Pereira da Fonseca (5). Sua fachada art déco, com sua rosácea envidraçada e a sacada para a praça, diz muito de seu glorioso passado. Na lateral do edifício, enormes grafites de baleias e cachalotes lembram que dali se vê o mar, que é como os turistas chamam o Tejo. Destruição e construção convivem sem fazer ruído. É preciso passear com paciência para perceber os detalhes de que os novos desenhadores do mundo vivem aqui dentro: uma parede de concreto foi forrada de madeira de pinho, graças à inquietação da equipe de Vertigo (6), onde ensinam a escalar. Também não é fácil descobrir, na rua do Açúcar, Asian (7), armazéns sem fim de móveis tibetanos, chegados de lá longe, mas já com os preços do lado de cá. Na ruela do Capitão Leitão (8) a senhora Mafalda pendura na rua as roupinhas de seu bebê, pois hoje não chove, em frente às galerias de arte Múrias Centeno e Ar Sólido. O morador Joan Maria está com seu pincel e cavalete restaurando um quando do século XVIII; outros colegas reproduzem a biblioteca da Universidade de Coimbra para a fazenda de um milionário com inquietações.

14h Cervejas caseiras luso-estadunidenses

Antes de almoçar está aberta a fábrica de cerveja Dois Corvos (9), outra das muitas iniciativas promovidas por casais mistos: a portuguesa Susana Cascais e o norte-americano Scott Steffens –ela, profissional do marketing, ele, engenheiro de software. Conheceram-se nos Estados Unidos, mas se dedicam aqui à cerveja caseira. Já estão em 2.000 litros por mês, com marcas de grife que colocam nos restaurantes e em sua Cervezateca. As opções para almoçar vão da alta cozinha do Entra (10), de Pedro Marques, com gastronomia a 19,50 euros (83 reais) o menu, ao A Concha (11), o restaurante do bairro da vida inteira, onde não faltam o pregado nem a santola (centollo) e o menu dificilmente chega a 10 euros (43 reais).

18h Faça amor e não a guerra

No meio da tarde, quando são baixadas as persianas das oficinas, abrem-se as galerias de arte, os centros culturais e os lugares de atividades extraescolares. O Clube Oriental de Lisboa (12), fundado há 66 anos, ensina a jogar futebol e a dançar. Em frente acaba de ser aberto o último local para castigar o corpo, uma academia de crossfit. Tempos estranhos, pois para relaxar é melhor se recolher à Fábrica de Armas Braço de Prata (13). O cenário abandonado do último romance de José Saramago, Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas, foi transformado por Nuno Nabais em um espaço único de refúgio cultural. Nabais foi o primeiro a acreditar na transformação de Marvila. O pátio semiabandonado da fábrica reúne grafites interessantes e no interior há salas para quem quiser fazer alguma coisa, pintar, ler ou assistir a concertos. Tudo grátis. No bairro foi aberta a galeria Alexandre Farto, que se dedicava a pular nos trens para pintá-los. Em Underdogs (14) se expõe o melhor da arte de rua. Os murais de Farto, artisticamente Vhils, gritam em lugares abandonados de todo o mundo, e também de Lisboa, onde organiza tours para ver os grafites.

21h A noite no Poço do Bispo

A noite de Marvila se concentra na esquina do Poço do Bispo. Ali, ouro casal misto, a portuguesa Marisa Cerqueira e o chinês Binlu Zhu, abriram o Dinastia Tang (15), um restaurante chinês nada óbvio. Ela estudava mandarim em Xangai, ele se dedicava à fotografia e, por que não?, abriram o local na esquina da esquina do mundo. Um velho armazém de vinhos é hoje um elegante e acolhedor restaurante com mobiliário trazido da China. Seu menu se concentra na cozinha cantonesa, embora as especialidades sejam o frango de Sichuan, a sopa de codornas e a raiz de lótus com mel. Para dançar é preciso andar 10 metros até o Beatus (16), onde servem bebidas e a adega impressiona, e são organizadas feiras uma vez por mês; mas as noites do fim de semana são para as bandas de música, que tocam no terraço que dá para o Tejo enquanto seus contêineres, suas gruas e seus barcos descansam.

Motivos para visitar e estudar em Coimbra

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxe uma novidade em 2014: pela primeira vez, as notas obtidas no exame serão adotadas na seleção de candidatos para uma das instituições de ensino superior mais antigas do mundo, a Universidade de Coimbra, em Portugal. A tradicional instituição portuguesa é a principal atração turística da cidade. Mas não é a única. Coimbra surpreende pela arquitetura e pela quantidade de atrações esparramadas por suas ruas, becos, praças e vielas.

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Às margens do rio Mondego, o centro histórico se divide em parte baixa e parte alta. A baixa concentra o comércio, com restaurantes, farmácias, lojas, bancos, tudo em meio a casarões antigos, característicos de todo o centro histórico, o que torna o passeio pela região bastante agradável.

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Lugar ideal para comprar souvenires ou experimentar os tradicionais doces da confeitaria portuguesa. É também o ponto indicado para se hospedar, já que por ali não faltam bons hotéis.

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IMG_2414 - Copia - Copia - CopiaPara chegar ao bairro alto, o acesso se dá pelo Arco de Almedina ou Porta da Barbacã. Resquício da época medieval, em que se construíam muralhas protegendo as zonas mais vulneráveis da cidade, o arco está bem conservado e marca o início da subida à famosa universidade.

Pelo caminho, observe que o cenário da parte alta lembra a nossa Ouro Preto, em Minas Gerais. Repare nas repúblicas de estudantes, e no clima boêmio que cerca os bares e restaurantes.

Pelas ladeiras acima,  também se ouve o fado português, mas um fado diferente, cantado por alunos embalados por generosas doses de ginja, bebida a base de licor, típica da região, acompanhados pelo toque da exclusiva guitarra de Coimbra.

No meio do caminho, tome um fôlego na Sé Velha, igreja que mais parece  uma fortaleza, com uma arquitetura que combina influências renascentistas e traços mourísticos.

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Chegar à universidade é se misturar a turistas do mundo inteiro, trazidos por  dezenas de vans e ônibus que diariamente estacionam em sua rua principal, para visitar suas dependências, por meio de tours guiados. A principal atração é a Biblioteca Joanina, com mais de 200 mil livros dos séculos 16 a 18, distribuídos por três salões barrocos luxuosamentes decorados.

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A universidade também é conhecida por suas tradições centenárias. Estudantes assistem a aulas com capas pretas sobre uniformes clássicos. As vestes trazem fitas coloridas, de acordo com o curso do estudante, e pequenos escudos, que indicam, entre outras coisas, honrarias recebidas pelo universitário.

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IMG_2390 - Copia - Copia - CopiaDo outro lado do rio

Além do centro histórico, atravessando o rio Mondego, na parte baixa da cidade, outras atrações justificam a ida à Coimbra. E, como na parte alta, tudo pode ser visitado em uma caminhada.

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, fundado no século XIV, passou por uma longa e demorada reforma, e hoje abriga um museu com acervo de peças arqueológicas, salas de exposições, loja e cafeteria.

Já a Quinta das Lágrimas foi cenário do romance entre o nobre herdeiro do trono português Pedro e a humilde aia Inês de Castro.

Tragédia real comparável ao drama shakespereano Romeu e Julieta.

IMG_2409 - Copia - Copia - Copia

IMG_2406 - Copia - Copia - Copia“Inês é morta”

Amantes e mesmo após quatro filhos, o romance de Pedro e Inês nunca foi aceito pela corte portuguesa. Aproveitando uma ausência de Pedro, o rei mandou assassinar Inês. Inconformado, ao assumir o trono, Pedro ordenou que desinterrassem Inês, que a vestissem com trajes reais e a coroassem rainha. Daí surgiu a expressão “não adianta, agora a Inês é morta”.

A Quinta das Lágrimas tornou-se um hotel de luxo, mas ainda é possível caminhar por seus jardins e imaginar os fatos que ocorreram ali há algumas centenas de anos.

Para as crianças, o parque Portugal dos Pequenitos reproduz em miniaturas os principais monumentos portugueses. Uma extensa programação anual oferece outras atividades para os pequenos, como apresentação de mágicos e exposição de bonecas (confira no http://www.portugaldospequenitos.pt).

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Como chegar

Ônibus e trens saem diariamente em direção a Coimbra, partindo tanto de Lisboa (a cerca de 200 km), quanto do Porto (120 km). Para saber os horários, consulte os sites http://www.rede-expressos.pt e http://www.cp.pt. Caso opte por viajar de trem, saiba que Coimbra conta com duas estações. Desça na estação Coimbra B e aí pegue aí um táxi até o centro da cidade.

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Se preferir alugar um carro, siga pela rodovia A1, em direção ao norte, caso parta de Lisboa, ou em direção ao sul, saindo do Porto. As estradas bem sinalizadas tornam a viagem prazerosa, mas saiba que não vale a pena utilizar o carro para andar pelas ruas de Coimbra.

IMG_2395 - Copia - Copia - CopiaOnde ficar

Hotel Vitória – com quartos bastante espaçosos e uma bela vista para a cidade alta, esse duas estrelas se destaca pelo excelente custo benefício e gentileza dos funcionários. No térreo, o restaurante Vitória, bastante frequentado pelos moradores da cidade, foge do circuito turístico, mas oferece ótimas refeições. http://www.hotelvitoria.pt

Hotel Oslo – a duas quadras do Hotel Vitória, o Oslo tem tradição e oferece a mesma vista para a cidade alta, mas com preços mais salgados. http://www.hoteloslo-coimbra.pt

Hotel Quinta das Lágrimas – pequeno hotel de luxo, o belo palacete possui  quartos amplos, dois restaurantes, jardim botânico e spa. Nas paredes dos quartos, versos do poeta português Luis de Camões sobre os amantes Pedro e Inês. http://www.quintadaslagrimas.pt

De templos romanos a arquitetura moura, tem de tudo um pouco em Évora

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Depois que a companhia aérea portuguesa  TAP inaugurou voos para a Europa partindo de várias cidades brasileiras, todos eles com conexão em Lisboa, o número de turistas brasileiros na capital lusitana aumentou consideravelmente. O que pouca gente sabe, no entanto, é que dá para esticar a viagem aos arredores de Lisboa, rumo a cidades encantadoras, ricas em arquitetura e história.

Uma dessas cidades é Évora, a 130 km da capital, onde o encantamento começa com a beleza arquitetônica, resultado da época de dominação romana e moura.

Dos romanos, o Templo de Diana, um dos marcos da cidade, conserva 14 colunas em granito e faz parte do centro histórico da cidade, classificado como patrimônio mundial pela Unesco.

Outra importante construção histórica, a Catedral da Sé de Évora, construída nos séculos 12 e 13, é a maior de Portugal. Mas em se tratando de templos religiosos, nenhum supera, pelo menos no quesito mundo bizarro, a Capela dos Ossos.

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Construída por monges franciscanos, suas paredes e arcadas meticulosamente cobertas por ossos humanos, incluindo crânios e um esqueleto completo, causam estranhas sensações nos que atravessam sua porta, onde se lê “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.  Foi a forma encontrada pelos monges de lembrar aos pobres mortais como a vida humana é efêmera.

Se visitar os principais monumentos de Évora vale a pena, vale mais ainda flanar pela Praça do Giraldo. Todos os caminhos levam a essa praça, cercada por cafés, restaurantes e lojas de souvenirs.

Por seu chão de pedras portuguesas e trânsito bastante restrito aos carros, é um ótimo local para se observar o vai e vem de turistas e estudantes da Universidade de Évora, ou ouvir as discussões inflamadas dos aposentados que fazem da praça ponto de encontro.

Serviço

Como chegar

De carro, siga as autoestradas A2 e A6, a pouco mais de uma hora de Lisboa. Ônibus e trens também partem da capital com destino a Évora. Prefira os ônibus, que partem em diversos horários ao longo do dia da rodoviária de Sete Rios.

Onde ficar

A região central, próxima a Praça do Giraldo, concentra bons hotéis e pousadas.

Outras dicas

Evite visitar a cidade em um domingo, quando lojas e até bons restaurantes e cafés fecham. A Capela dos Ossos, embora seja um dos principais atrativos turísticos da cidade, fecha no horário do almoço, entre 12h45 e14h30.

Lisboa e o melhor cachorro quente do mundo

Hot Dogs Lovers 1

Eliane Moreira

Em recente viagem à Lisboa com uma filha de 1 ano e meio, descobri que uma das dificuldades de se viajar com crianças pequenas é fazê-las entrar no fuso horário do país de destino. Com quatro horas (a mais) de diferença para o Brasil, a noite em Lisboa era, literalmente, uma criança.

Com a pequena, os bares boêmios do Bairro Alto deixam de ser opção. E frequentar bons restaurantes exige uma dose extra de disposição para evitar que a comida acabe toda no chão, ou que o choro por qualquer motivo incomode os clientes nas mesas ao lado.

Procurando opções mais informais, encontrei o excelente Hot Dog Lovers, quiosque estrategicamente localizado na Av. da Liberdade, entre a Praça Marquês de Pombal e a Baixa, região que concentra um bom número de hotéis, hostels, pousadas e apartamentos para alugar.

A marca foi criada em 1988 e ganhou fama em Cascais, cidade portuguesa a 30 km de Lisboa, com a missão de oferecer os melhores hot dogs do mundo, elevando o cachorro quente à categoria gourmet. A marca se auto-intitula melhor do mundo.

O atendimento surpreende pela simpatia, algo um pouco incomum em terras lusitanas. Apenas dois jovens preparam os cachorros quentes e bebidas, levam às mesas, recebem o pagamento e ainda se passam por DJs.

Hot Dogs Lovers 2

Além do bom atendimento, a ótima qualidade dos ingredientes torna o sabor incrível, com opções que vão desde o hot dog simples, com pão, batata palha e molho, ao completo, com cebola, couve, cenoura e outros ingredientes, passando por hot dogs com chilli, barbecue, bacon e cheddar. Para agradar vegetarianos, há opção com salsicha de soja.

O Hot Dog Lovers fica no quiosque 2 da Av. da Liberdade, junto à rua Alexandre Herculano (a apenas algumas quadras da Marquês de Pombal).

Hot Dogs Lovers 3

Palácios de Sintra recebem festival de música

Os palácios e quintas — casas de campo — centenárias na vila de Sintra, distrito de Lisboa, em Portugal, abrem suas portas nesta sexta-feira (24/6) para receber a 46ª edição do Festival de Sintra, que vai até 10 de julho.

O evento leva música clássica e espetáculos de dança e ópera para lugares marcados por sua história e tradição, como o Palácio de Sintra e Queluz, as Quintas da Regaleira e da Piedade, a Adega de Colares e o Centro Cultural Olga Cadaval.

O festival homenageará os compositores Franz Liszt (1811-1886) e Gustav Mahler (1860-1911), ambos nascidos em território que hoje faz parte da Áustria.

Nesta edição haverá também espaço para assistir a obras emblemáticas do cinema onde a música é coprotagonista da história, na seção Contrapontos do Festival. Os filmes em exibição serão Morte em Veneza, de Visconti; e Song without End, película de Charles Vidor e George Cukor.

Sintra é uma vila divulgada como “charmosa”, ao pé da serra que leva o mesmo nome. Ela tem características que fizeram com que a Unesco a classificasse como Patrimônio Mundial de Paisagem Cultural, que considera tanto a riqueza natural como o patrimônio construído na vila e na serra.

PATRIMÔNIO MUNDIAL

A região foi muito apreciada por reis e nobres, exaltada por escritores e poetas, como lorde Byron, que a chamou de Éden Glorioso. Tem um rico acervo de quintas — muitas oferecem alojamento nas modalidades de turismo rural ou de habitação.

Destaque vai para os palácios da Pena, construídos na época do Romantismo, num dos picos da serra; o de Seteais, do século 18, hoje convertido num elegante hotel; e o de Monserrate, célebre pelos jardins com espécies exóticas e raras no país.

Nas redondezas, merecem destaque as praias (Maças, Praia Grande, Adraga); o cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu; Colares, que dá nome a uma região vinícola demarcada; e a pitoresca aldeia das Azenhas do Mar, incrustada numa falésia.

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