As melhores cidades mineiras no frio

Associação de Pousadas MV/Divulgação

Não vai dar para esquiar, montar boneco de neve ou viver algum clichê de inverno retratado em filmes norte-americanos? Então, que tal pegar o carro, o ônibus ou o avião e seguir para Minas Gerais para curtir as férias de julho em meio às montanhas? Das românticas cidades a fontes de águas termais, o estado é repleto de tradicionais destinos para quem gosta de curtir, no bom mineirês, um ‘friozim’.

Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Não dá para falar em inverno em Minas Gerais sem pensar em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no sul do estado. Localizado na Serra da Mantiqueira, o lugarejo encanta os visitantes com sua natureza exuberante, cercada de araucárias, pássaros, esquilos e, claro, da boa hospitalidade do povo mineiro. Suas casas com arquitetura alpina conferem um clima todo especial ao destino, conhecido por ser uma ótima opção de passeio romântico. Ecoturismo, esportes radicais, ótimos hotéis, pousadas e restaurantes garantem diversão para toda a família.

Para completar o pacote, o distrito abriga, de 2 a 23 deste mês, a quarta edição do Festival de Inverno de Monte Verde, promovido pela Prefeitura de Camanducaia. Shows, concertos, apresentações de rua e oficinas culturais gratuitas movimentam ainda mais a região, conhecida por se transformar durante os meses de julho e agosto pela alta procura pelos turistas, principalmente do estado de São Paulo. Um dos destaques do festival é a Casa da Gastronomia, que contará com uma vasta programação de cursos e oficinas para todas as idades e gostos.

Opções distintas
Em todos os setores do distrito, há opções para diferentes públicos. A diária para hospedagem varia de R$ 180 a R$ 1.800. Nos restaurantes, o cardápio oferece desde a mais tradicional cozinha mineira até pratos típicos da culinária europeia. Para quem não se contenta apenas em comer bem e tomar um vinho ou chocolate quente, passeios de jipe, a cavalo, tirolesa e trilhas ecológicas dão um toque de aventura ao destino. Não se esqueça: antes de voltar para casa, compre alguns dos deliciosos produtos locais, como queijos, cervejas, geleias e chocolates.

» Escolha

Confira mais alguns destinos para você curtir o inverno em Minas:

Lavras Novas
Distrito de Ouro Preto, Lavras Novas merece a atenção dos turistas, especialmente dos casais apaixonados. Com pouco mais de 1.500 habitantes, a pequena cidade é um refúgio típico de Minas, com ruas de pedras, natureza preservada e, claro, boa comida. Curtir as pousadas e restaurantes do distrito já é um ótimo passeio para muitos. Mas se você não se contenta com isso, trilhas ecológicas e esportes como rapel e trekking podem ser boas opções de diversão. Durante julho, festas juninas animam ainda mais a cidade. A cidade também é conhecida pelas belas cachoeiras e poços naturais, além de pousadas confortáveis. Resta saber se você vai encarar a água neste frio.

Ouro Preto

José Geraldo/Flickr - 15/8/10

Localizada na Região Central do estado, bem pertinho da capital, Belo Horizonte, a antiga capital de Minas é um ótimo destino em qualquer estação do ano. Mas, nesta época do ano, o frio ajuda a encarar as famosas ladeiras da cidade histórica. Com mais de 300 anos de existência, Ouro Preto é um museu a céu aberto. Guarda boa parte da história da exploração e do escoamento do ouro no século 18 em suas construções e famosas igrejas. Mais informações: http://www.ufop.br/.

Maria da Fé

O pequeno município registrou a mais baixa temperatura de todo o estado (-8,4°C, em 21 de julho de 1981). Também está localizado na Serra da Mantiqueira e tem fama internacional pela produção de artesanato feito com a fibra de bananeira. As oliveiras na praça central completam o cenário de tranquilidade típico das pequenas cidades de Minas Gerais. Maria da Fé tem uma grande vocação para o turismo rural e o ecoturismo devido ao ambiente acolhedor da região e das belas fazendas, aliada à ótima gastronomia, cachoeiras e matas. Outra atração é o Pico da Bandeira (não confundir com o outro Pico da Bandeira, bem mais famoso, localizado no Parque Nacional do Caparaó).

ExtremaGilson Prado/Wikimedia Commons

Localizada na Região Sul do estado, bem na divisa com São Paulo, a cidade tem um ar puro e clima agradável de montanha, cercada por cachoeiras e uma rica vegetação. Como a época não é propícia a banhos em cachoeiras, o melhor é aproveitar os ótimos hotéis e pousadas, os bares e restaurantes com comida típica de Minas e seu povo bastante hospitaleiro. Também é possível ter uma bela vista das montanhas da região na Pedra Sapo, com mais de seis metros de altura. Outra atração é o 7º Festival de Inverno de Extrema, durante os meses de julho e agosto, que levará apresentações de música, teatro e dança de grupos e artistas nacionais, garantindo diversão para toda a família.

Cambuí
Também na Serra da Mantiqueira, no extremo sul do estado, Cambuí é conhecida por acolher bem o turista que busca a típica tranquilidade do interior de Minas. É uma das cidades mais antigas do estado, e oferece atrações como serras, cascatas, picos, morros, ladeiras e montanhas à sua volta, com fauna e flora exuberantes. E se não dá para aproveitar as cachoeiras da região, o 4º Festival de Inverno da cidade, de 21 a 24 deste mês, é mais uma atração para os visitantes, oferecendo shows e espetáculos gratuitos ( a programação pode ser conferida na página do festival no Facebook). Um dos pontos turísticos mais famosos da cidade é o Morro do Cruzeiro, mirante natural com vista panorâmica e que tem rampas onde se praticam o voo livre e o rapel. Também vale visitar a Igrejinha Santa Cruz e o mercado municipal.

Poços de Caldas

Jair Amaral/EM/D.A Press - 18/5/09

Se o clima está frio, que tal aproveitar algumas fontes naturais de águas quentes e sulfurosas em Poços de Caldas, no sul de Minas? Um dos grandes motivos de orgulho da cidade, elas são conhecidas pelas características terapêuticas, atraindo turistas de todas as partes há muito tempo. São diversas minas, de onde brotam esse precioso líquido, que deu fama à cidade e a firmou no circuito de turismo medicinal. Um exemplo é o Balneário Dr. Mário Mourão, com banhos de imersão que são realizados em cabines individuais na água que sai diretamente da fonte a uma temperatura de 41°C. E o inverno é uma das temporadas mais movimentadas em Poços. Aproveite também e conheça os produtos artesanais da região, como os típicos doces artesanais e peças de decoração em vidro fundido.

CaxambuMusatie Melo/Flickr

Uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais, Caxambu, no sul do estado, é importante instância hidromineral. Tem a maior concentração de águas carbogasosas do planeta, com 12 fontes de diferentes composições químicas, entre elas, águas minerais com alto poder diurético e desintoxicante que atraem turistas de todas as partes durante todo o ano. As fontes estão concentradas no Parque das Águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães. Na Serra da Mantiqueira, a cidade também oferece, além das belezas naturais, atividades como passeios de charrete, cavalo, bicicleta e trilhas ecológicas. Durante os fins de semana de julho, ocorre também o Festival de Inverno de Caxambu, com atrações musicais e mostra de orquídeas. Também dá para aproveitar produtos locais, como doce de leite, ambrosia, geleias e queijos.

Parque Caparaó

Belas paisagens, adrenalina e baixas temperaturas. O Parque Nacional do Caparaó é um destino recomendado para o turista que não dispensa a aventura. Na região da Zona da Mata, o destino abriga o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira, com 2.891 metros de altitude. A portaria do Parque, em Minas Gerais, está localizada no município de Alto Caparaó, ponto de partida para as trilhas. No local existe uma área para acampamento e um mirante, de onde é possível avistar várias cidades da região. A subida até o cume do pico dura cerca de nove horas, compensadas por várias cachoeiras e piscinas naturais que existem ao longo do percurso. Depois de tanto esforço, o presente: a vista privilegiada.

GonçalvesPaulo Cerqueira/Wikimedia Commons

Pousadas muito bem decoradas, restaurantes e cafés convidativos e caminhadas em meio à natureza. A pequena Gonçalves, no sul de Minas Gerais, conta com com boa infraestrutura, serviço atencioso e belas paisagens. A cidade é uma das mais altas da Serra da Mantiqueira e repleta de montanhas e picos. Se não dá para encarar as cachoeiras da região, passeios pela natureza, trilhas e prática de esportes, como mountain bike, rapel e cavalgadas, são opções de atividades.

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180 cachoeiras e 100 pontos turísticos da Estrada Real

Aplicativo criado por dois mineiros de São João del-Rei promete facilitar a vida das pessoas que gostam de cachoeiras e turismo ecológico. Com ele, definitivamente, a tecnologia se conectou à natureza. Pelo menos em Minas Gerais. Em um ano e meio, o projeto Cachoeiras da Estrada Real, da Ecoguias, mapeou 180 cachoeiras e mais de 100 pontos turísticos em 21 cidades ao longo do caminho real. As quedas d’água foram georreferenciadas no local, o que permite traçar todas por GPS, dispensando a conexão com internet. A ferramenta conta com produção audiovisual inédita e exclusiva com uso de drones e câmeras subaquáticas.

Além disso, oferece informações sobre onde se hospedar e comer, serviços existentes nos municípios – postos de gasolina, bancos e telefones de emergência –, além de guias e receptivos turísticos. O aplicativo é gratuito e será lançado primeiro para o sistema operacional androide e depois para o IOS. Confira dicas sobre algumas cachoeiras que fazem parte do app.

» Cachoeiras dos Garcias
Aiuruoca (MG)

Com certeza a cachoeira mais encantadora do município, considerada por muitos uma das mais belas de toda a Serra da Mantiqueira. São cerca de 30 metros de queda livre de água cristalina, que formam um imponente poço de 10 metros de diâmetro com até cinco metros de profundidade, propício para banho.

Acervo Ecoguias/Divulgação

» Cachoeira do Mangue
Tiradentes (MG)

Encravada aos pés da Serra de São José, a Cachoeira do Mangue encanta seus visitantes pelo charme de sua queda e a beleza do poço de águas cristalinas, ideal para banho.

Raul Meireles Rodrigues/Divulgação

» Cachoeira do Quatorze
São João del-Rei (MG)

Uma das mais belas cachoeiras do município, com uma linda queda d’agua e um poço com prainha para relaxar e desfrutar da natureza. Ideal para um passeio em família.

Acervo Ecoguias/Divulgação

» Janela do Céu
Conceição do Ibitipoca (MG)

O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata mineira. Ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. No parque você encontra esse cartão-postal de Minas Gerais: a Janela do Céu. Uma bela cachoeira para quem gosta de se aventurar por trilhas pelo caminho.

Acervo Ecoguias/Divulgação

» Cachoeira Serra Morena
Serra do Cipó (MG)

A cachoeira Serra Morena fica nas dependências da Pousada Serra Morena, unidade particular de uso sustentável. Dispõe de belas quedas, com poços ideais para banho, com águas frias e límpidas.

Acervo Ecoguias/Divulgação

» Cachoeira da Proa
Carrancas (MG)

Pertence ao complexo da Zilda. A chegada se dá por cima da cachoeira e logo abaixo está o poço. É um local de pouca visitação. Uma ótima pedida para quem gosta de tranquilidade.

Acervo Ecoguias/Divulgação

» Cachoeira do Saco Bravo
Paraty (RJ)

Uma das mais belas cachoeiras da Estrada Real. Pouco antes de desaguar no mar, forma uma piscina natural de águas cristalinas. O prazer de estar em um poço de água doce olhando para o mar quebrando nas pedras é indescritível.

Acervo Ecoguias/Divulgação

Conheça os trens de passageiros que viajam pelo Brasil

Trem da Serra do Mar

Zulmira Furbino, do Correio Braziliense

Que tal fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil? Essa é a proposta dos 30 trens turísticos do país, estruturados para levar os visitantes a viagens incríveis pela história, em meio à natureza, um tipo de passeio tradicional em países como Estados Unidos, China e no continente europeu. De quebra, você vai conhecer grandes e pequenas cidades do interior do Brasil e  provar a gastronomia local, visitar lojinhas de artesanato e curtir uma aventura que normalmente os brasileiros só fazem no exterior.

Anualmente, no Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas costumam passear nos trens voltados para o turismo, metade delas pela locomotiva que sobe ao Corcovado, no Rio de Janeiro. O restante se divide nos outros comboios, mas eles estão estruturados para atender até 10 milhões de passageiros. Então, aproveite. Porque, no Brasil, trem também é turismo.Tanto que a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais, em parceria com o Sebrae nacional, lançou a segunda edição do projeto “Trem é turismo”, que visa popularizar e divulgar esse tipo de passeio no país. É uma ótima oportunidade para quem deseja fazer passeios bucólicos e diferentes.

Circuito das águas

O trem sai de uma antiga ferrovia projetada e construída pelos ingleses há 115 anos, um legendário caminho de ferro percorrido por dom Pedro II e sua comitiva imperial em busca do ameno clima mineiro e das águas medicinais da região. Por isso, essa é uma viagem no túnel do tempo, com direito aos apitos da locomotiva e ao poético badalar do sino de uma Maria-fumaça — locomotiva de fabricação americana de 1925 —, original, com seu ruído cadenciado da expulsão do vapor e o inimitável som do ranger das brassagens. Na cidade, diversos restaurantes oferecem a tradicional cozinha mineira. Há também lojinhas que comercializam artesanato local.

O trem de São Lourenço a Soledade de Minas

Trajeto: de São Lourenço a Soledade, no sul de Minas, num trajeto de 10km
Dias e horários: aos sábados, às 10h e às 14h30; aos domingos, 10h
Tarifas*: R$ 50 na classe turística e R$ 65 na especial, com bancos estofados e degustação de produtos locais. Crianças menores de 5 anos, não ocupando lugar (viajando no colo), não pagam.

Montanhas capixabas

O passeio no trecho de 46 quilômetros, une história e cultura  às belíssimas paisagens da mata atlântica. O trem é uma Litorina, com poltronas de couro, grandes janelas, ar-condicionado e serviço de bordo. A partida é em Viana, a 23 quilômetros de Vitória. Inaugurado em 1895, era conhecido por Leopoldina Highway, em homenagem a Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil.  A primeira parada é em Domingos Martins, cidade de cultura alemã, onde dois túneis e uma ponte suspensa sob o Rio Jacu são os pontos mais relevantes do trajeto. O passeio dura cerca de duas horas e meia, com três paradas durante o trajeto.

Trem Viana (ES) a Araguaia (ES)

Trajeto: de Viana (ES) a Araguaia (ES)
Dias e horários: saídas de Viana
aos sábados, domingos e feriados, às 9h. Retorno de Marechal Floriano às 12h30. A duração total do passeio é de cinco horas.
Tarifas*: R$ 112 (somente ida), R$ 52 (criança, somente ida). A tarifa promocional de ida e volta no mesmo dia é R$ 160 (adulto) e R$ 82 (criança).

Serra da Mantiqueira

O trem sai do município de Passa Quatro, em Minas, em direção à Estação Coronel Fulgêncio, localizada no alto da Serra da Mantiqueira, próxima ao Grande Túnel, na divisa de Minas com São Paulo. Nas ferroviárias das duas cidades há uma exposição fotográfica. A curiosidade é que Coronel Fulgêncio foi palco dos maiores combates da Revolução de 1932. Na Estação Manacá há feira de artesanato e guloseimas típicas da região e também uma pequena estação para atendimento da zona rural. Ela foi também o posto avançado das tropas federais durante a Revolução Constitucionalista de 1932. O trem é puxado por uma autêntica locomotiva a vapor e antigos carros de madeira.

Trem de Passa Quatro

Trajeto: são 10km de extensão. A duração total do passeio é de duas horas.
Dias e horários: sábados, às 10h e às 14h30; domingos, às 10h.
Em feriados e datas festivas podem ocorrer passeios extras.
Tarifa*: R$ 45 por pessoa. Crianças menores de 5 anos, não ocupando lugar, são isentas.

Serra do Mar

A cada ponte, túnel e paisagem que se destaca ao longo desta inesquecível viagem, o melhor a fazer é entrar em êxtase com a maravilhosa paisagem contornada por uma ferrovia imperial que, ao longo de seus 110km, liga Curitiba a Paranaguá desde 1880 e perpetua no tempo um magnífico e arrojado projeto.

Trem Serra do Mar

Considerada uma obra impossível de ser realizada por inúmeros engenheiros europeus da época, a obra teve início em três frentes simultâneas: entre Paranaguá e Morretes (42 quilômetros), entre Morretes e Roça Nova (38 quilômetros) e entre Roça Nova e Curitiba (30 quilômetros). Ao longo do trajeto, o viajante vai se deparar com belas paisagens, como cânions, cachoeiras e vasta biodiversidade. Morretes é conhecida como a capital agrícola do litoral do Paraná. Produz cachaça e numerosos produtos processados artesanalmente, como a famosa farinha de mandioca de Morretes, ingrediente do famoso Barreado, o prato típico do Paraná.

Trajeto: De Curitiba a Morretes, o percurso tem 110km. O passeio dura cerca de três horas.
Dias e horários
Baixa temporada: Litorina só para grupos, fins de semana e feriados e trem diário.
Alta temporada: trem diariamente, às 8h15 e Litorina, às 9h15. O retorno de Morretes é às 15h.
Tarifas*: Turístico R$ 99 (adulto, ida) e R$ 63 (criança, ida); volta: adulto R$ 77 e criança R$ 51.
Classe executiva: R$ 144,50 (adulto, ida) e R$ 68 (criança,, ida); volta: R$ 102 (adulto) e R$ 55 (criança).
Litorina Luxo: R$ 296 (adulto, ida) e R$ 225 (criança); volta: R$ 296 (adulto) e R$ 225 (criança). Camarote ida, para quatro passoas, R$ 444; oito pessoas, R$ 888. Na volta, R$ 300 o de quatro lugares e R$ 600 o de oito.