O essencial da Grécia

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

O leitor Luiz Otávio Borges de Moura, que acabou de chegar da Grécia, gostou tanto da experiência que decidiu compartilhar a experiência. Ele enviou dicas preciosas para uma viagem ao país, em um roteiro que inclui as três mais famosas cidades.

Quando ir?

Os melhores meses são junho e setembro, com temperaturas amenas e sem os preços da alta temporada (voo e hotel) de julho e agosto.

Atenas

Ficamos no Titania Hotel, com bom custo benefício (confortável e preço mediano) e ótima localização. Fizemos tudo a pé. Os lugares ficavam no máximo a 3km. Quando se vai familiarizando com o lugar, nem se sente a caminhada.

Como quase tudo é a céu aberto, para os meses mais quentes recomendo roupas leves e confortáveis e muito filtro solar!!!

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Foto por Josiah Lewis em Pexels.com

Atenas não era o nosso foco principal da viagem (queríamos praia e lugares bonitos para descansar), mas como chegaríamos por lá, resolvemos ficar duas noites. Valeu a pena! Como os dias de verão são muito longos (a noite escurecia só lá pelas 21h), tivemos tempo para visitar os principais locais: Complexo da Acrópole (Parthenon, Odeão de Herodes, Erecteion, Teatro de Dionísio etc.). Na bilheteria da Acrópole, sugiro comprar logo o ingresso com direito a todas as atrações, pois, a medida que se vai caminhando, caso se queira entrar em uma atração (Ágora, Templo de Zeus, Templo de Hefesto, Biblioteca de Adriano…), já está com o ingresso às mãos.

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Foto por Josiah Lewis em Pexels.com

Vale a pena visitar: Museu da Acrópole, Plaka (bairro bem legal, com bares e restaurantes), Monastiraki (praça, mercado de pulgas, suvenir), Praça Syntagma e Parlamento Grego. Achei bem interessante também caminhar pelo parque próximo ao hotel (National Garden, Εθνικός Κήπος). Atrás desse parque, fica um bairro bem legal onde está situado o Palácio Presidencial e várias embaixadas. No final dessa rua, está o Estádio Panatenaico (sede das primeiras olimpíadas da era moderna).

Almoçamos e jantamos sempre em Plaka. Difícil errar em restaurante. Muitas opções e culinária muito gostosa. Pratos geralmente em torno de 10 a 15 euros.

Se tivesse mais tempo, ficaria um dia a mais em Atenas. Teria mais calma para algumas visitas. Não conseguimos ir ao Monte Licabeto (com uma vista legal da cidade).

Mikonos

Fomos para Mikonos de barco. Várias empresas fazem o traslado. Comprei pela SeaJets, por recomendação de uma blogueira. Achei simples comprar online e para pegar a passagem basta  chegar com uma hora de antecedência da saída do barco. Se for em alta temporada, recomendo comprar online com antecedência. Vale a pena também já combinar com o hotel um carro para te buscar no porto (fizemos isso), pois não vi muitas opções de transporte ao chegar.

Ficamos no Vencia Boutique Hotel, o qual recomendo de olhos fechados. Bem localizado, bom restaurante, confortável e com atendimento nota 10. Ficamos três noites, mas recomendo quatro. Mikonos tem muita coisa para fazer.

Quase não existe táxi na ilha, mesmo assim, decidimos não alugar carro ou quadriciclo em Mikonos e funcionou bem. Na cidade, pode-se fazer tudo a pé. Para as praias, fomos de ônibus. Achei bem tranquilo, só pegar os horários no próprio hotel. Só tem que ficar atento porque na praia Eliá, por exemplo, só tem ônibus até as 20h. Em outras praias mais agitadas (com Beach Clubs), tem ônibus até 1h.

Melhores praias: Eliá, Paradise, Super Paradise e Paraga Beach (Scorpios).

O hotel fica no meio de Mikonos Town, cidade muito animada, com várias opções de restaurantes e lugares estilo mais “balada”. Tem muita opção mesmo. Gostamos de um restaurante chamado Avra. Na média, os pratos nos restaurantes variam de 15 a 25 euros.

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A cidade é literalmente um labirinto, é impossível não se perder (dica: se perca!). Então é importante marcar um ponto de referência para sempre perguntar por ele e saber voltar para o caminho que se quer.

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Foto por David Mackey em Pexels.com

Sugiro visitar Little Venice e o Kastro’s Restaurant, que tem uma varanda muito legal pra fotos.

Santorini

Também fomos para Santorini de barco pela SeaJets. Ao contrário de Mikonos, quando se chega ao porto há várias opções de empresas que oferecem traslado.

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Ficamos no hotel Lilium Villas, na cidade de Fira. Quando estava pesquisando sobre Santorini, fiquei muito em dúvida entre ficar em Fira ou Oia (fala-se Ia), outra cidade principal da ilha. Decidi ficar em Fira por ser a capital, mas acabei achando a cidade de Oia mais charmosa (não pode deixar de conhecer). Não cheguei a me arrepender da escolha, afinal o hotel tem ótima estrutura, uma vista de tirar o chapéu e Fira é bem legal também e mais bem localizada (mais centralizada na ilha).

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

Em Santorini, o transporte público é inexistente, então é recomendável alugar um carro ou um ATV (quadriciclo). Acabei pegando um ATV pela emoção e é literalmente isso que se sente quando vai para as estradas sinuosas e com ribanceiras altas da ilha. Achei as estradas muito pouco sinalizadas (tive que parar algumas vezes para pedir informação), mas como Santorini é pequena, a chance de se perder é mínima.

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Foto por Gotta Be Worth It em Pexels.com

As vistas da ilha são muito bonitas, com paisagens de cinema. A água é limpíssima, mas as margens não são de areia, são de pedras escuras (afinal, a ilha é vulcânica). As estruturas de apoio das praias são honestas (dá para beber e comer tranquilamente), mas não chega nem perto das amenidades de Mikonos. Conhecemos as praias Perissa e Kamari (as que mais gostei pela pesquisa).

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Foto por Nextvoyage em Pexels.com

Também fizemos um passeio de barco que sai às 15h e volta às 20h (com direito a jantar e pôr do sol) e vai parando para mergulho e em alguns lugares turísticos da ilha (Red Beach, White Beach, Farol, casa do Ermitão etc.). Valeu muito a pena. A empresa se chama Spiridakos.

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Foto por jimmy teoh em Pexels.com

Por fim, para quem gosta de vinho, vale reservar uma tarde para conhecer uma vinícola. Existem várias na ilha. Como essa não era a prioridade do nosso roteiro, passei bem rápido na Santo Wines só para conhecer. Não fiz a visita guiada, nem degustação. A funcionária do hotel disse que essa é boa, mas é muito comercial (turística). Segundo ela, há outras vinícolas menores que valem mais a pena visitar (aí tem que pegar essas dicas com os locais!).

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Foto por Julia Sakelli em Pexels.com
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Cinco hotéis gay-friendly de luxo mundo afora

 

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Geralmente sem os gastos com filhos, o público gay é muito visado pelo setor de turismo, já que emprega mais dinheiro em viagens e lazer. Apesar dos avanços nos últimos anos, o preconceito ainda existe e, por isso, muitos preferem buscar passeios em ambientes gay-friendly. A Preferred Hotels & Resorts, uma coleção global de hotéis de luxo, ajuda viajantes a identificar o hotel que fornecerá a luxuosa experiência que combina com suas preferências de vida e estilo, em cada ocasião. Viajantes podem fazer reservas em cada um dos 650 hotéis, resorts e residências de luxo representadas no portfólio da Preferred pelo portal www.PreferredHotels.com.

No site preferredhotels.com/experiences/pride é possível filtrar as buscas para achar, por exemplo, hotéis gay-friendly nos melhores destinos, todos eles certificados pela TAG (lista de empresas de turismo que se preparam para atender as necessidades deste público) e associados à IGLTA (International Gay & Lesbian Travel Association):

Cavallo Point, San Francisco (EUA)

Antiga base militar de Fort Baker, esse luxuoso hotel localizado na base da Golden Gate Bridge oferece a oportunidade de dormir em aposentos restaurados de oficiais ou modernos alojamentos. Na charmosa cidade de Sausalito, acorde com a vista da ponte, do horizonte de San Francisco e da baía. Outra opção é experimentar os vinhos da adega do Cavallo Point, que conta com mais de 2 mil rótulos.

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NJV Athens Plaza, Atenas (Grécia)

Recentemente renovado, o NJV Athens Plaza tem acomodações cinco estrelas com decoração contemporânea, além de três restaurantes e lounges, no coração da cidade de Atenas. Todos os apartamentos oferecem isolamento acústico, televisão via satélite, vídeo games, banheiras de mármore e decoração assinada por Ralph Lauren, Versace e Fornacetti.

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Tiara Château Mont Royal Chantilly, La Chapelle-em-Serval (França)

Cercado pelas belas florestas francesas, o Tiara Château Mont Royal Chantilly é um palácio cinco estrelas, ideal para uma viagem inesquecível, a apenas 50 minutos de Paris. O château tem 108 apartamentos com a clássica decoração francesa, além de banheiras de mármore. Alguns dos quartos também contam com terraço ou varanda. Um elegante restaurante local oferece a tradicional culinária da França. É possível também explorar a cidade medieval de Senlis ou o Castelo de Chantilly. O fitness center é uma obra de arte, com quadras de tênis e um spa com piscina coberta.

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Cambridge Beaches Resort & Spa, Sandys (Bermudas)

Com o Oceano Atlântico como cenário, o Cambridge Beaches Resort & Spa é o perfeito resort de luxo nas Bermudas para relaxar e desacelerar. Localizado em uma península privativa, este hotel voltado para adultos oferece aos hóspedes gastronomia fina, tratamentos de spa, golfe e muito mais.

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The Mark, Nova York (EUA)

Para aqueles que preferem a cidade grande, o premiado hotel The Mark está situado no Upper East Side, uma das regiões mais exclusivas de Nova York. Instalado em um belo prédio de 1927, na esquina da 77th Street com a Madison Avenue, The Mark foi recentemente recriado pelo lendário designer Jacques Grange. Lá, os hóspedes contam com tecnologia de ponta e serviços pessoais únicos.

Hotéis que fazem parte do portfólio da Preferred Hotels & Resorts podem ser selecionados por meio de um extenso menu no site, apropriadamente compilados e categorizados. Essa nova funcionalidade apresenta uma série de opções como localização do hotel (praia, lago, montanha ou cidade, por exemplo), amenidades, interesses (culinária, lua-de-mel, LGBT-friendly), estilo (tranquilo, descolado, imponente, eco-friendly), opções para família (babás, parques infantis, quartos/suítes espaçosos e conectados) e atividades (esportes de inverno, caminhadas, aulas de culinária, passeios a cavalo), permitindo que viajantes encontrem precisamente o hotel que buscam.

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Sobre Preferred Hotels & Resorts

Preferred Hotels & Resorts é a maior marca de hotéis independentes do mundo, representando mais de 650 renomados hotéis, resorts, residências e grupos de hotéis únicos em 85 países. Por meio de suas cinco coleções globais, a Preferred Hotels & Resorts conecta os mais exigentes viajantes à experiência singular da hospitalidade de luxo que vão ao encontro das preferências de vida e estilo para cada ocasião. Toda propriedade no portfólio mantém o alto padrão de qualidade e níveis de serviços sem paralelo exigidos pelo Programa de Qualidade Integrada da Preferred Hotels & Resorts. O iPrefer™,programa de fidelidade de hóspedes, Preferred Residences, Preferred Family, Preferred Pride e Preferred Golf™ oferecem valiosos benefícios para viajantes que buscam experiências únicas. Para mais informações, acesse PreferredHotels.com.

Ilhas gregas – Pedaços do paraíso no Mar Egeu

Helena Mader (texto) e Guilherme Queiroz (fotos)

As casinhas brancas com teto azul que cobrem os penhascos e se debruçam sobre o mar são a face mais conhecida das ilhas gregas. Mas bastam poucas horas em terra firme para desvendar os segredos e as belezas naturais escondidos nesses pedaços de paraíso.

A Grécia tem 2 mil ilhas de águas cristalinas e com ruínas que contam séculos de história. E elas oferecem atrativos para todos os tipos de turistas: casais em busca de tranqüilidade, gays ou jovens que só pensam em badalação

A melhor época para visitar as ilhas gregas é no verão, quando o turista pode apreciar a paisagem e mergulhar no Mar Egeu. De novembro a abril, o acesso é complicado por conta dos ventos que cruzam as ilhas. Os barcos não conseguem atracar e apenas os navios chegam perto.

Como não vale a pena visitar as ilhas sem colocar pelo menos os pés na areia, é melhor optar por um tour entre maio e outubro. Durante o inverno, a maioria dos hotéis fecha as portas e qualquer lugar à beira-mar se transforma em um ambiente inóspito para os turistas.
 
Santorini

Entre as ilhas gregas, a mais famosa é Santorini, destino preferido na Grécia depois de Atenas. Chegar aqui é relativamente simples e os bilhetes de barco são bem acessíveis. Há pelo menos cinco embarcações saindo de Atenas em direção à ilha diariamente.

A viagem dura cerca de quatro horas, no barco rápido, e pode chegar a até oito horas, em um ferry mais lento. O preço varia entre 30 e 60 euros, dependendo do tempo que o turista passa chacoalhando no barco. A viagem de avião dura meia hora. Além da economia de tempo, sobrevoar o Mar Egeu para ver as ilhas e o vaivém de navios vale a pena. Um bilhete custa entre 70 e 100 euros.

Como a ilha é pequena — tem 40km de uma ponta a outra —, a distância do porto ou do aeroporto até o centro da cidade é curta. Mas os taxistas não perdem uma oportunidade de arrancar dinheiro dos turistas. Uma viagem de apenas cinco minutos de carro sai por até 15 euros. Também há ônibus que fazem o trajeto, mas eles só passam a cada 90 minutos. Diante do sol quente e da vontade de chegar logo até o mar, o impulso natural é pular dentro do táxi e abrir a carteira para os gregos — na maioria das vezes, bem antipáticos.

O melhor lugar para se hospedar é em Fira, capital de Santorini. Há pousadas e hotéis para todos os gostos e bolsos. Após largar as bagagens, desbrave essa ilha, que tem formato de lua crescente — adquirido depois da erupção de um vulcão, há 5 mil anos. Muitos acreditam que a lendária Atlântida ficava em Santorini.

Fira (ou Thira, como dizem os gregos) é um labirinto de ruazinhas pintadas de branco, cheias de lojas de jóias e artesanato. A primeira parada é para observar o Mar Egeu do alto e para tirar uma foto entre as centenas  de casinhas brancas com domo azul.

O melhor programa é se perder nas ruelas de Fira para apreciar as vitrines e observar o vaivém de turistas das mais variadas nacionalidades. Outra parada obrigatória é para se deliciar com os incríveis doces gregos. Destaque para as baklavas, folhados com pistaches, nozes, amêndoas e com uma calda de mel. Difícil dizer o que tira mais o fôlego dos turistas: a vista para o mar ou o sabor dessas iguarias helênicas.

No fim da tarde, o destino obrigatório é Oía (fala-se Ía), ao norte. Segundo os gregos, o local tem o mais lindo pôr-do-sol. A partir das 18h, os turistas começam a disputar os melhores lugares, como escadarias, cadeiras dos restaurantes ou a laje das casas. No verão, o sol se põe quase às 20h. O sol alaranjado desce aos poucos, até sumir no horizonte e se perder no Egeu. Todos batem palma.

Após o centro e o pôr-do-sol, é hora das praias. O centro de Santorini é o mais bonito da Grécia, mas as praias não são as melhores: falta areia fina e sobram pedras. A paisagem, no entanto, é bem diferente, o que compensa o passeio. Há praias de areia negra vulcânica, como Perissa e Kamari, e de areia vermelha, como Akrotiri. Em todas, o aluguel de duas cadeiras e um guarda-sol sai por 8 euros.
 
Ios

Bem menor do que Santorini, a ilha de Ios ferve durante o verão. Assim como Ibiza, na Espanha, o local é um dos preferidos pelos jovens que vêm de todos os países da Europa em busca de sol, praia e, principalmente, muita azaração. O centro da ilha, bem pequeno e organizado, é tomado por boates ou clubs, como são chamados.

Mas não é apenas a garotada que procura Ios na estação do sol. O passeio vale a pena em qualquer idade, já que as praias aqui estão entre as mais belas da Grécia. A combinação de areia branca e fina com um mar azul transparente faz de Ios um paraíso na terra.

A praia de Manganari, ao sul da ilha, é de longe a mais bonita. O acesso não é simples, só há dois horários de ônibus diariamente e a estrada estreita que liga o centro à praia e recorta as montanhas faz com que, a cada instante, se tenha a sensação de que o ônibus vai cair no precipício. Mas ao colocar os pés na areia, o visitante rapidamente esquece a viagem assustadora.

A água bem azul e cristalina faz o mar parecer uma piscina. Não há ondas e, mesmo com água até o pescoço, é possível enxergar o próprio pé. De tão limpas, as águas atraem pequenos peixes. Uma boa opção é levar máscara de mergulho para apreciar as belezas do fundo do mar.

A praia mais badalada de Ios — e também igualmente bela — é Mylopotas, bem ao lado do centro da cidade. É possível ir a pé, ou pegar um ônibus que leva cinco minutos até a areia dourada. É bom chegar cedo para pegar guarda-sol e cadeiras. A partir das 14h, a garotada que virou a noite nas badalas começa a acordar e a lotar a praia.

Assim como em Santorini, Ios tem várias opções de lojas de artesanato. Destaque para as estátuas que imitam lava vulcânica e reproduzem imagens cíclades — encontradas há séculos durante escavações nas ilhas.
 
Mykonos

O mais conhecido morador da ilha de Mykonos está sempre a postos para recepcionar os turistas. É Petros, um pelicano que vive entre o vaivém de visitantes e os barcos de pescadores. Há até fila para tirar foto com a ave que faz pose para os flashes.

Mykonos faz jus à fama de ilha gay da Europa. Grupos de homossexuais lotam restaurantes, lojas de luxo e praias. A maioria dos estabelecimentos tem a bandeira do arco-íris para deixar os clientes à vontade. O clima alto-astral predomina na ilha, também conhecida pelas festas que rolam até o amanhecer. Aqui, tudo é permitido: andar pelado pelas areias ou beijos calientes entre homossexuais.

As praias são uma atração à parte. Dos locais de nudismo às areias mais familiares, há visuais para quem quer badalar até durante o dia e também para quem está em busca de um pouco de tranqüilidade. Festas acontecem na areia, com djs famosos em Super Paradise.

Na praia de Paradise, há opções de esportes náuticos e aulas de mergulho. Platys Giálos, a 3km de Chora  — centro de Mykonos — é o reduto das famílias. É a praia com melhor estrutura, com restaurantes e bares que servem o turista diretamente na espreguiçadeira.

Assim como nas outras ilhas gregas, é possível alugar pequenas motos por cerca de 20 euros a diária ou optar pelo transporte coletivo. Os ônibus são baratos e levam os turistas a quase todas as praias. Para chegar a alguns locais, como Super Paradise, entretanto, é preciso recorrer ao aluguel de barcos ou a carros particulares.

À noite, é fácil arrumar um lugar para jantar ou para se divertir. Tavernas servem a tradicional moussaka — uma espécie de lasanha com carne moída e berinjela. Também é bem fácil se perder pelas ruelas de Chora (se diz Róra).

Mas esse, aliás, é um dos melhores passeios. Andar até não achar a saída e então percorrer sem pressa cada beco, cada ruazinha. Observar os moradores, que acompanham a movimentação sem perder os costumes tradicionais, como girar entre as mãos o Comboloi, um tipo de terço grego.

(Helena Mader e Guilherme Queiroz  são jornalistas, jovens e moradores de Brasília-DF)