10 cafeterias imperdíveis mundo afora

Nômades Digitais

Precisa se alimentar, relaxar, encontrar os amigos ou trabalhar? Cafeterias costumam ser lugares aconchegantes e inspiradores e, mais do que servir cafés, funcionam como pequenos refúgios na cidade.

Assim como você tem músicas, livros e tipos de espresso favoritos, é provável que você tenha sua cafeteria favorita na cidade em que mora e dificilmente frequenta os demais cafés. Mas quando for viajar, leve esta lista consigo e tenha a garantia de que irá passar por cafeterias simplesmente incríveis.

Elas até podem não fazer bem o seu estilo e podem não se tornar as suas favoritas, mas com certeza vale a pena conhecê-las.

1. The Grounds of Alexandria, Austrália

O que antigamente era uma fábrica de tortas se transformou em um charmoso café. Não só o ambiente é bonito e aconchegante, como os cafés são realmente especiais. Há uma sala para pesquisa e testes de grãos, que vêm de países como a Colômbia, Etiópia, Uganda e o Brasil. No terraço, vegetais e ervas são cultivadas por um especialista e são utilizadas na composição de pratos da própria cafeteria.

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Cafeterias para visitar

Fotos © The Grounds

2. The Vintage Emporium – Londres, Inglaterra

Nostalgia é a palavra certa para descrever esta cafeteria. Além dos cafés, antiguidades são especialidade da casa e também estão à venda. No estilo vitoriano, o local abriga uma centena de objetos antigos, que vão desde vitrolas até sapatos.

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Fotos © A Cat of Impossible Colour

3. Hotel Central & Café – Copenhagen, Dinamarca

Trata-se de um hotel e um café. Contudo, o hotel só oferece um quarto e o café cinco cadeiras. Sem dúvida alguma, este é o menor e mais curioso hotel-café da cidade.

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Fotos © Yvonne Konné

4. Balzac’s – Toronto, Canadá

A antiga fábrica foi transformada em um café no estilo parisiense. Do charmoso lustre ao estilo das mesas, tudo faz você lembrar da iluminada Paris.

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Fotos © Balzac’s Roasters 

5. La Distributice – Montreal, Canadá

Diferente da cafeteria dinamarquesa, aqui não há sequer cadeiras. O La Distributice é tido como a menor cafeteria da América do Norte e serve apenas cafés para viagem.

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Fotos © Caffeinated by Design

6. The Lily Vanilli – Londres, Inglaterra

No estilo antigo, esta pequena padaria e cafeteria é principalmente conhecida por seus cupcakes.

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Fotos © Lily Vanilly

7. L’oisiveThé – Paris, França

Esta é uma casa de chás, mas é tão charmosa e encantadora quanto as demais cafeterias da lista. Além de servir bebidas quentes, a loja funciona como um armarinhos e vende tudo o que você precisa para fazer tricô e afins.

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Fotos © Chiffon Brodeuse

8. Little Nap Coffee Stand – Tóquio, Japão

Se você estiver no Japão e quiser sentir um gostinho dos Estados Unidos, esta é a cafeteria certa para ir. O design industrial, com chão de madeira de demolição e detalhes em metal, definitivamente não é um ponto contra no conforto do lugar.

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Fotos © The Fox is Black

9. Snickarbacken 7 – Estocolmo, Suécia

Esta cafeteria fica um pouco escondida, na frente de uma galeria de arte. Os especialistas em café que lá trabalham adoram falar sobre grãos e compartilhar conhecimento.

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Fotos © T Magazine

10. Le Coutume Café – Paris, França

Considerada uma das melhores cafeterias da Europa, o Café Coutume investe nos mais diferentes tipos de grãos e cafés: um prato (ou xícara!) cheio para quem gosta de experimentar.

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Fotos © AA13

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Cenários de filmes em Toronto

Renato Alves (texto e fotos)

Muitas das cenas de filmes famosos que você imagina se passar em alguma metrópole norte-americana na verdade foram rodadas em Toronto. E nenhum ponto da cidade canadense serviu e serve mais de cenário para os longametragens do que uma antiga destilaria de uísque (foto abaixo). Inaugurada em 1832 e já desativada (veja Para saber mais), ela foi palco de locações de grandes sucessos como X-Men, Chicago, Refém do silêncio e A Luta pela esperança.

O espaço de mais de 56 mil metros quadrados, que nos anos 1990 se tornou a locação de cinema mais usada no Canadá e o segundo maior set de filmagens fora de Hollywood, também é um dos melhores pontos para comprar, comer e beber em Toronto. Transformado em centro cultural em 2003, após reforma dos prédios da velha destilaria, o complexo tem restaurantes, cafés, lojas de decoração, ateliês e galerias de arte.

Como toda a cidade, a destilaria ferve no verão, quando os restaurantes colocam as mesas para fora. Entre outras coisas, você pode experimentar os pratos do Pure Spirit Oyster House & Grill, que ainda fabrica cerveja orgânica. Também há uma fábrica de chocolate com sua charmosa e tentadora lojinha, uma autêntica cervejaria com a bebida servida direto da fábrica, e cafés com decorações, livros, revistas e conforto que convidam a uma longa parada.

Simplesmente caminhar pelo centro de arte e lazer já é um prazer. Por isso se vê tantos casais, idosos e pais com crianças nas ruelas — restritas a pedestres e ciclistas — entre os muito bem cuidados prédios de arquitetura industrial vitoriana. Também há muitas esculturas ao ar livre e uma extensa programação de eventos ao longo do ano, incluindo música ao vivo, espetáculos de dança, exposição de fotografia e outras atividades. Nos fins de semana, há uma feirinha de artesanato.

Ostentação

Depois da destilaria, um castelo é o principal set de filmagens em Toronto. Considerada a maior residência da América do Norte até 1914, a Casa Loma (primeira foto) fica atrás apenas da CN Tower em número de visitantes na cidade. Com 98 cômodos, ela ainda é uma das maiores residências do Canadá. Suas suítes são decoradas com obras de arte de todos os cantos do mundo. Boa parte da mobílias e objetos  decorativos são originais.

Com três andares mais o subsolo, a mansão é fruto da imaginação de um próspero homem de negócios, Sir Henry Pellat. Além da decoração, o palacete tem passagens secretas, um túnel, torres, estábulos, e enormes jardins — abertos somente de maio a outubro. Outro atrativo é a cúpula de vitrais do jardim de inverno. Mas nada traduz melhor a excentricidade do seu construtor que o banheiro de luxo usado por ele.

A quantidade de cômodos e sua grandiosidade fizeram da Casa Loma um cenário perfeito para filmes de gêneros diferentes. Em seu bar, gravaram cenas de Cocktail, com Tom Cruise. A casa é a mesma da escola de mutantes comandada pelo Professor Xavier, líder dos heróis de X-Men. Os fãs da série a indentificam facilmente por seus corredores todos em madeiras e pela biblioteca com mais de 10 mil livros.

PARA SABER MAIS

Situado no centro da cidade, o Distillery District abrigava, em 1832, a destilaria Gooderham and Worts. Letreiros do empreendimento ainda podem ser vistos no agora complexo cultural. Fundado por um imigrante escocês como a maior destilaria no Canadá, o lugar é importante na história de crescimento econômico da cidade e da nação. Tanto que a empresa se tornou a maior destilaria do mundo. Ela fechou as porta depois de 153 anos produzindo bebidas alcoólicas, como uísque e rum. No fim de 2001, a Cityscape Development comprou toda a área. Desde 2003, transformou o lugar em um distrito histórico. O complexo de 43 prédios tem o característico padrão de design industrial do século 19. Quase todo em estilo vitoriano, que, ainda hoje, é o maior da América do Norte.

Sabores variados

A cervejaria artesanal Mill Street é um orgulho dos moradores de Toronto. Suas cervejas, em quatro tipos, incluindo uma com sabor de café, são encontradas em diversos bares da cidade. Na loja da destilaria, você experimenta a bebida na temperatura ideal, em meio aos fãs de esportes canadenses que se unem nas cadeiras de madeiras em frente aos monitores de TV.


Guerra dos mundos

Uma das mais interessantes obra é a IT, criada pelo artista Michael Christian sob inspiração do clássico Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. Com mais de 12 metros de altura, ela dá a impressão de que uma grande aranha de metal anda pela região. Do mesmo autor, Koilos também é feita de metal e, com seus pouco mais de 4m de altura, é muito fotografada pelos turistas.

Festival badalado

Toronto sedia um dos três mais importantes festivais de cinema do mundo. O Toronto International Film Festival, mais conhecido pela sigla Tiff, ocorre sempre em setembro. Aberto ao público, movimenta a cidade nos dias de exibições dos filmes. Vencedores do Oscar, como O discurso do rei e Quem quer ser um milionário?, estrearam no Tiff. Este ano, Heleno, com Rodrigo Santoro, teve a primeira projeção no festival. O evento ganhou recentemente um centro multiplex, apelidado de Bell Lightbox, que mantém uma programação regular de mostras de filmes de arte, temáticos ou de diretores, além de um dos restaurantes mais badalados da cidade.

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Renato Alves (texto e fotos)

A Nathan Philips Square e seu entorno estão entre os melhores pontos para conhecer exemplares da arquitetura de Toronto. A bela e ampla praça abriga a prefeitura, um conjunto com dois prédios que remetem aos traços de Oscar Niemeyer. A obra causou polêmica ao ser inaugurada, em 1964. Além dos edifício e de um enorme espaço vazio, ocupado durante eventos culturais e festivos, há um lago coberto por arcos de concreto. Nos meses de inverno, ele vira um concorrido rinque de patinação.

Ao lado da praça, fica a elegante prefeitura antiga (foto acima), do século 19 e cheia de colunas com desenhos. Apesar da beleza, o prédio quase veio abaixo para dar lugar ao substituto. Hoje, sedia o fórum e a Secretaria de Justiça municipal. Além de ponto para prática esportiva, agitação cultural e descanso, a praça serve de local de partida para conhecer parte da cidade subterrânea.


Mas não espere ver casas e estradas debaixo da terra. Conhecida como PATH, a passarela subterrânea tem 16km de extensão e é muito usada pelos moradores no rigoroso inverno canadense. Ladeada por lojas de todos os tipos, ela liga o metrô e o trem de subúrbio a alguns dos principais edifícios. O Shopping Eaton Centre é um dos prédios ligados pela PATH. Por essa rede, por exemplo, chega-se também à CN Tower e ao Rogers Centre.

Aos domingos, na quadra em frente ao mercado, pequenos comerciantes montam uma feira de objetos de arte e artigos para decoração. Ao lado, há um dos melhores mercados de antiguidade de Toronto, onde vendem-se discos de vinil, revistas, quadros, porcelanas, móveis e outros artigos.

Mostarda

Mas, vale lembrar, a PATH só é necessária durante o inverno. Por ela, não se conhecem outras belezas da arquitetura local, como o St. Lawrence Market (foto acima). Muito frequentado por quem vive em Toronto, o mercado é ponto obrigatório de visitação. Ele oferece queijos, frutas, verduras, frutos do mar, objetos de arte, suvenires e uma vasta quantidade de guloseimas.


Também localizado no centro, perto do Eaton Centre, o mercado é formado por dois prédios (Norte e Sul) de tijolinhos à vista, localizados em uma das áreas mais bonitas de Toronto, próxima ao cruzamento da Front Street com a Jarvis. O conjunto, que começou a ser erguido em 1803, já abrigou a prefeitura. Limpo e organizado, ele ainda conta com bares e restaurantes nas áreas interna e externa.

A diversidade cultural encontrada em Toronto está presente em cada canto do mercado. Em uma só loja, é possível encontrar funcionários e produtos vindos de diferentes lugares do mundo. Há ainda uma diversa variedade de vinhos canadenses, produzidos na província de Ontário, na região de Niágara. Nativos e visitantes também adoram a variedade de mostardas feitas no Canadá.

Vitrais

A três quadras dos mercados, um belo exemplar da arquitetura canadense também é uma oportunidade para conhecer um pouco da história e da religiosidade desse povo. Com sorte, na igreja anglicana, com vitrais muito bem cuidados, o visitante ainda pode desfrutar de um concerto de órgão ao vivo.

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Renato Alves (texto e fotos)

Morar e sair à noite no centro de Toronto é chique. Na muito bem planejada e ocupada cidade canadense, até o distrito financeiro e a zona portuária são frequentados por moradores e turistas de dia, à noite e nos fins de semana. Segurança é um quesito com o qual o visitante não deve se preocupar em ponto algum em um dos mais tranquilos municípios do mundo.

Coladas ao centro, essas áreas são separadas pela CN Tower, o ícone de Toronto. Construída entre 1973 e 1975, foi concebida pela Canadian National Railway para resolver problemas de comunicação. Os grandes prédios do centro dificultavam a radiodifusão e a alternativa estaria na instalação de antenas mais altas do que os arranha-céus.


Passados 35 anos da inauguração, a CN Tower — antigamente a maior de todas as construções do mundo — ainda é a mais alta estrutura sem sustentação. Com 553m, oferece as mais deslumbrantes vistas de Toronto e do Lago Ontário. Com tal tamanho, claro, tornou-se ponto de referência.


O tour, que começa em uma ampla loja de suvenires com tudo imaginável da torre (copos, canetas e camisetas, para enumerar o mais básico), inclui uma parada em um observatório, a 342m do chão, onde fica um restaurante panorâmico e giratório, que percorre os 360 graus da torre em 72 minutos. Um andar abaixo, há outro observatório, com parte do piso em vidro. A mesma impactante visão o visitante pode ter dentro dos elevadores, onde parte do piso é transparente.

Mas não é preciso tanta adrenalina nem olhar para tão longe. Dentro do observatório (protegido por grossos vidros), olhando-se para baixo, veem-se as belas ilhas do Lago Ontário, os edifícios do centro e o Rogers Centre (foto acima).

Inaugurado em 1989 com o nome de Sky Dome, é o primeiro estádio com teto móvel. Funciona como casa do Blue Jays e do Argonauts, os times de beisebol e futebol americano de Toronto, respectivamente. Ambos disputam o equivalente à primeira divisão da liga norte-americana.

Quem ainda assim não ficar satisfeito pode comprar o bilhete de acesso ao Sky Pod, a plataforma de observação máxima da torre, a 447m de altura. De lá se tem uma visibilidade de até 160km de Toronto e da região. Significa que, num dia ensolarado, você pode ser presenteado com a vista das Cataratas do Niágara. Há quem diga ser possível ver até a cidade norte-americana de Rochester.

Os mais aventureiros ainda podem se arriscar do lado de fora da torre. A brincadeira, que custa cerca de R$ 300, consiste em uma caminhada a mais de 300m de altura, com direito a exercícios como jogar o corpo para trás e para frente. A queda livre é impedida apenas por um fino cabo.

Esportes

Além do teto retrátil, que leva apenas 20 minutos para abrir ou fechar — muito usado em caso de chuva ou neve —, o estádio tem como marca um friso do artista Michael Snow. Batizada de O público (foto acima), a obra bem-humorada retrata 14 fanáticos espectadores. Se tem tempo de sobra, vale a pena ir à arena em dia de jogo, mesmo sem entender nada de beisebol ou de futebol americano.

Em uma tarde ou noite no Rogers, o visitante conhece muito da cultura esportiva canadense e se enche de guloseimas locais. Balas, chicletes e doces de todos os tipos são distribuídos de graça por promoters fora do estádio e vendidos dentro, onde, reza a lenda, também é servido o mais barato hot dog de todos os estádios do mundo. Há ainda um Hard Rock Café com vista para o campo de jogo.


Mas a maior paixão esportiva dos canadenses é o hóquei no gelo. Mesmo que você não conheça as regras do esporte, vai se divertir no Hockey Hall of Fame (foto acima), a duas quadras do Rogers Centre. No museu, em um dos mais modernos edifícios de Toronto, há de tudo sobre a modalidade: uniformes, fotos, vídeos e até réplicas de vestiários. Mas o melhor é arriscar tacadas na área interativa do museu.


Sem precisar de calçado ou de roupa especial, o visitante fica frente a frente com um dos melhores goleiros do esporte. Com taco e disco de verdade, o atacante de verdade tenta fazer gol no defensor visualizado em um telão. Uma maravilha da alta tecnologia. Se quiser, há a opção de inverter o papel em outra quadra, vestindo a parafernália de um autêntico goleiro. Isso sem contar os inúmeros jogos em consoles.

Forma de ferradura
Pegando um trem na estação central de Toronto, em duas horas se chega a uma das mais bonitas quedas d’água do mundo. Excursões de ônibus também fazem o percurso. Com 57m de altura, as quedas do Rio Niágara têm a forma de uma ferradura. O local conta com boa estrutura para os visitantes. A melhor maneira de sentir a força das cachoeiras é embarcar no barco Maid of the Mist. Ele parte de um embarcadouro e vai até o pé das quedas d’água.

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Renato Alves (texto e fotos)

Hotéis-butique, lojas de design, cafés e boates badaladíssimas. O extremo oeste da Queen Street, conhecida como West Queen West, reúne o que há de mais moderno na moderníssima Toronto. Endereço certo para os apaixonados por moda, os baladeiros e o público gay.

O bairro entre as avenidas Gladstone e Palmerston ainda está em transformação. A mudança foi iniciada nos anos 2000, quando charmosos (mas decadentes) casarões de estilo vitoriano começaram a ser ocupados por galerias de arte contemporânea, lojas de decoração e butiques de artistas locais.


Sugestão: comece a visita pelo Hotel Gladstone, o mais antigo da cidade. Ele fica na esquina da Queen Street com a Gladstone Avenue. Além do restaurante-café, tente visitar um dos 37 quartos do empreendimento. Cada um deles recebeu decoração de um artista diferente.

Após deixar o Gladstone, dê início à caminhada em direção ao centro. Logo encontrará outro boutique hotel, o Drake (foto abaixo), que também oferece quartos confortáveis e muita cultura. Além do bar externo, conta com uma boate no subsolo e um agradável bar na varanda.


Ao longo da Queen Street West, não deixe de entrar em cada loja de design. Você encontrará estilosas camisetas, bolsas e peças decorativas para casa. A extensa avenida também abriga lojas de vinil, livrarias especializadas, bistrôs. Claro que tudo tem seu preço. Mas, às vezes, vale a pena só observar e admirar o poder criativo dos canadenses.

A arte está expressa também em fachadas de lojas e postes de rua. Eles são cobertos por grafites, como os vistos em toda grande metrópole, e por cartazes bem bolados, que anunciam todo tipo de evento.

O melhor museu

Aproveitando o passeio cultural, uma dica é unir o passeio pela West Queen West a uma visita à Art Gallery of Ontario, no mesmo dia. Considerado o melhor museu do Canadá e um dos melhores do mundo, reúne mais de 68 mil obras, com destaque para a rica coleção de artistas canadenses, arte inuíte — feita pelos nativos esquimós — e clássicos europeus.

Como todo grande museu que se preze, tem uma loja. Mas não é uma lojinha qualquer. Nessa, pode-se comprar até grandes peças decorativas para casa. Há ainda um charmoso café anexo. No mesmo quarteirão do museu, uma atração à parte é a arquitetura do prédio sede do Ontario College of Art and Design, na McCaul Street. O prédio foi erguido sobre três estacas de 30m de altura.

DICAS

CLIMA
Toronto registra as temperaturas mais baixas de novembro a março: elas podem chegar a -11ºC. Em abril, maio, setembro e outubro, a temperatura fica amena durante o dia, com os termômetros marcando de 12ºC a 21ºC, e chega aos 4ºC à noite. Os meses mais quentes são junho, julho e agosto, com temperaturas variando de 11ºC a 27ºC.

ONDE COMPRAR
Eaton Centre — O shopping, no centro da cidade, reúne grifes famosas, lojas de material esportivo, eletrônicos, brinquedos e livrarias (foto).

Vaughan Mills — Localizado a cerca de 40 minutos do centro de Toronto (há traslado gratuito), o outlet tem lojas com preços normais (já bem baratos para os brasileiros) e grandes pechinchas.

ALGUNS MUSEUS
The Bata Shoe Museum — Exibe a rara e exótica coleção de sapatos de Sonja Bata e de celebridades, como Elton John, Elvis Presley, entre outros. Ingressos: CAD$ 14 (adultos), CAD$ 12 (maiores de 65), CAD$ 5 (visitantes de 5 a 17 anos) e entrada franca para menores de 5 anos.
Art Gallery of Ontario — Guarda uma das mais extensas coleções de arte e escultura moderna do Canadá. Ingressos: CAD$ 8.
Royal Ontario Museum — Acervo vasto e extremamente variado de artes puras e aplicadas, ciências naturais e arqueologia. Ingressos: CAD$ 15.

PARA CRIANÇAS
Canada’s Wonderland — Complexo de diversão, a meia hora da cidade, com diversos brinquedos, parque aquático e shows musicais. Ingressos: CAD$ 52.

Toronto Zoo — Considerado um dos melhores zoológicos do mundo, ocupa uma boa parcela do Rouge River Valley e tem fácil acesso, tanto de carro quanto por transporte público. Ingressos: CAD$ 19.

Imposto alto
Com a moeda local valendo alguns centavos menos que o dólar norte-americano, o Canadá também é um excelente destino para compras, em especial de roupas de grife, calçados, cosméticos e produtos eletrônicos. Mas o turista brasileiro precisa ficar atento a uma informação omitida nas vitrines e nas etiquetas: os preços dos produtos não incluem o imposto, atualmente em 13%. Diferentemente do que ocorre em outros países, o visitante não tem direito a reembolso (chamado de tax refund) dessa taxa.

A mais quente cidade do Canadá

Renato Alves (texto e fotos)

Esqueça o que os norte-americanos costumam dizer sobre o Canadá e sua gente. O país no extremo norte da América tem tudo de melhor que a diversidade cultural pode oferecer. E Toronto, sua maior e mais rica cidade, reúne todas as virtudes dessa nação.

Na metrópole, o turista conhece o jeitão acolhedor dos canadenses, o talento dos seus melhores artistas, suas peculiaridades — como a paixão pelo hóquei no gelo — e ainda experimenta os costumes e os sabores dos imigrantes recebidos nos três últimos séculos. Os muitos motivos para viajar ao mais quente destino do país gelado estão neste e nos próximos posts.

O melhor está no centro

O turista se depara com o universo multicultural de Toronto ao desembarcar no moderno aeroporto da cidade. Asiáticos, árabes, espanhóis, portugueses, com roupas e traços característicos, esperam os passageiros. Indianos e paquistaneses dominam os serviços de táxis. No lobby e nos restaurantes dos hotéis, africanos, latinos e europeus servem os hóspedes.

Metade da população de Toronto nasceu fora do Canadá. A metrópole abriga 200 etnias, de 160 línguas diferentes. Mas não se assuste quanto à comunicação. Quase todos falam inglês. Muitos, francês, o outro idioma oficial do país. Não à toa, bairros viraram redutos dessas comunidades. Lugares conhecidos como Pequena Itália, Pequena Portugal e Pequena Índia.

Mas nenhuma localidade é tão marcante quanto o bairro chinês. Toronto é a cidade da América do Norte com maior população dessa origem e, por isso, tem cinco Chinatowns.

A maior e mais interessante delas fica na região entre a Dunda Street e a Spadina Avenue, na região central. Para quem pode e não tem preguiça de andar, chega-se a pé a partir de qualquer hotel. E não há como explorar o bairro a não ser caminhando.

Além de chineses, a grande Chinatown tem vitrines, vendedores, pratos e bebidas de quase todos os países asiáticos. Vários restaurantes — aliás, os melhores — são vietnamitas. Em alguns, pratos de primeira são vendidos a menos de R$ 20. Por essas e outras, diferentemente do que ocorre mundo afora, nas ruas e vielas do bairro de Toronto veem-se pessoas de todas as origens

Em Chinatown fica o coração do bolsão multicultural da metrópole. Em um quarteirão a oeste de Spadina Avenue, principal via do bairro, o Kensington Market reúne vendedores de quase todos os cantos do planeta. Nas estreitas calçadas da área, formada por quatro quarteirões, eles expõem seus produtos: frutas, discos de vinil, roupas, calçados.

Sempre concorrido nos fins de semana, quando pedestres, ciclistas e carros disputam cada metro, o Kensington Market ainda oferece comida saudável e brechós com roupas em conta. Seus pequenos e aconchegantes restaurantes servem peixes, frutas, verduras e legumes frescos.

Chiques

Do reduto hippie dos anos 1960, Yorkville não tem mais nada. Também vizinho ao centro, o bairro apresenta ruas tomadas por lojas caras, restaurantes finos, gente elegante e carrões de marca. Há muita gente esnobe, mas também cidadãos interessados em arte, pois a região abriga mais de 20 galerias, onde estão expostas obras de alguns dos mais renomados canadenses.

Se quer ver e ser visto, coloque roupas de grife e prepare o bolso. Depois, sente-se à mesa de um dos bares, cafés ou restaurantes de Yorkville. Peça um drinque, uma comidinha e deixe o tempo passar. Para ir às compras, mas de forma econômica, o Eaton Centre é a dica. Com cerca de 300 lojas, o shopping, perto de Yorkville, tornou-se o mais frequentado da cidade.

Concentração

Capital da província de Ontário, a cidade de Toronto propriamente dita tem cerca de 2,5 milhões de moradores. Sua região metropolitana concentra 5,1 milhões de pessoas. Aproximadamente um terço da população canadense vive dentro de um raio de 160 quilômetros de Toronto.

O jornalista viajou a convite do Turismo de Toronto