Cidade do México: dois hotéis e um motorista para chamar de seu

 

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Eliane Moreira

Nos sete dias que passamos na Cidade do México, nos hospedamos em dois hotéis, ambos na região central, próximos ao Zócalo. Embora a população da capital mexicana ultrapasse 20 milhões de habitantes e o país tenha um histórico de violência por causa das guerras entre os narcotraficantes, a área central, assim como toda a cidade, é bem policiada e segura. Por isso, fica a dica de dois bons hotéis:

Hotel Histórico Central

Localizado a poucas quadras do Zócalo, o Hotel Histórico Central tem ambientes requintados e quartos limpos e confortáveis, a preços inferiores aos de sua categoria. Oferece café da manhã completo, com boa variedade de pães, frutas e acompanhamentos, além de pratos típicos da culinária mexicana.

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No saguão, garrafinhas de água mineral e maçãs são permanentemente disponibilizadas aos hóspedes, de graça. Há uma cafeteria na recepção, com poucas opções para um lanche no final do dia, o que não chega a ser um problema dado o grande número de restaurantes e lanchonetes no entorno.

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O Histórico Central ainda viabiliza passeios com motoristas particulares com ótimos carros a preços fixos e condizentes com os valores cobrados em média.

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Hotel Fiesta Inn Centro Histórico

O hotel ocupa alguns andares de um prédio comercial, em frente ao Parque Alameda e muito próximo ao Palácio Bellas Artes. No térreo, funcionam algumas lojas e lanchonetes como McDonalds, Subway e Starbucks.

Apesar dessa movimentação, os quartos são silenciosos e o acesso aos andares dos apartamentos só é permitido aos hóspedes do hotel. Quartos confortáveis e grandes, o café da manhã é cobrado a parte.

De forma geral, o Fiesta Inn não é tão aconchegante quanto o Histórico Central, mas oferece um bom custo-benefício.

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Museu Frida Kahlo e Museu Leon Trotsky

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Quem passeia pelas ruas residenciais do pitoresco bairro de Coyoacán, na Cidade do México, não desconfia que no passado o bairro serviu de endereço para dois ilustres moradores: a pintora mexicana Frida Khalo e o revolucionário russo Leon Trótski.

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Dona de uma biografia marcante, Frida quebrou tabus por suas ideias e comportamento, e, apesar de ter vivido em um país considerado machista, despontou como ícone feminista mundo a fora. Hoje seu rosto está em todo tipo de souvenir, em bolsas, roupas e até em editoriais de moda.

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Teotihuacan, a Cidade dos Deuses

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

A 40 km da Cidade do México, encontra-se um dos sítios arqueológicos mais visitados no país. Teotihuacan, a Cidade dos Deuses, encanta os turistas pelas imponentes pirâmides do Sol e da Lua.

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Muitos são os mistérios sobre as origens de Teotihuacan. Patrimônio Mundial desde 1987, ao contrário do que muitos pensam, não foram os astecas que ergueram Teotihuacan, mas uma comunidade de povos de várias etnias.

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Fato é que uma visita a Teotihuacan descortina uma incrível volta ao passado e à uma cultura politeísta, que cultuava elementos da natureza e animais como divindades e, ao mesmo tempo, construiu uma cidade de moderno plano urbanístico.

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Além das gigantescas pirâmides, Teotihuacan era cortada por uma avenida de 3 km, a Avenida dos Mortos, e várias construções que revelam uma sociedade organizada e estratificada.

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Cidade do México, comece pelo Zócalo

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Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Quem nunca voltou de uma viagem com a sensação de que muitos pontos turísticos ficaram de fora do roteiro porque não deu tempo de visitar tudo? Essa sensação pode ser muito, muito intensa quando se visita a Cidade do México.

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Com um país construído por civilizações maias e astecas, famosos revolucionários como Pancho Villa e Zapata, personagens que viraram ícones mundiais como a pintora Frida Khalo, além de uma culinária peculiar e apreciadíssima, atrações para todos os gostos é o que não falta à capital mexicana.

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Um tour pelas obras art déco de Goiânia

 

 

Fachada do Teatro Goiânia

Assim como Brasília, Goiânia é uma cidade planejada e símbolo de modernidade. Mas a capital goiana surgiu três décadas antes da nova capital do Brasil. E, para deixar uma marca, os construtores da cidade distante 210km do Distrito Federal escolherem o art déco para definir a fisionomia dos primeiros prédios daquela que viria a ser a primeira metrópole do Centro-Oeste, hoje com quase 1,5 milhão de habitantes.

Teatro GoiâniaNo entanto, essa riqueza é desconhecida da maioria dos brasileiros, inclusive dos goianienses. Para resgatá-la, o artista plástico e guia turístico Gutto Lemes criou um roteiro dos principais prédios e monumentos com traços do estilo da época da inauguração de Goiânia. Ele acompanha grupos, com direito a aula de história e arquitetura dos anos 1930. O passeio pode ser feito de carro, van, ônibus, bicicleta e até a pé.

Lemes ressalta que, do ponto de vista arquitetônico, Goiânia foi a primeira cidade moderna do Brasil. “A cidade tem uma importância muito grande para o estilo art déco, maior até que Miami, já que a cidade dos Estados Unidos não foi construída, como aqui, durante o período do art déco”, garante. Ele não está exagerando, apesar de Miami ter o maior acervo art déco do mundo, que é um roteiro turístico, atraindo visitantes o ano todo.

Nascido das artes decorativas, o art déco ficou conhecido em 1925, na feira mundial realizada em Paris, a Arts Décoratifs et Industriels. Na década de 1930, o estilo começou a ganhar um aspecto mais suave aproximando-se da morfologia modernista. Para o déco, o que se desejava de efeito visual não necessariamente haveria de almejar o emprego de racionalidade, o que justificava o emprego de ordens ornamentais e até a limpeza visual, a exemplo dos edifícios do Roquefeller Center, nos EUA, onde o déco fez grande sucesso.

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Portanto, não havia melhor estilo para os construtores de Goiânia escolherem para definir a fisionomia dos primeiros prédios da cidade planejada para substituir Goiás, ou Goiás Velho, a primeira capital do estado. Afinal, o art déco representava o que de mais moderno havia na arquitetura da época. A capital goiana ainda abriga uma importante herança art déco em suas ruas, avenidas, praças e até parques. É o mais representativo acervo art déco do Brasil.

Palacio das EsmeraldasTombamento

Goiânia tem 22 edificações em art decó tombados pelo Instituto Nacional do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan). A Praça Cívica, onde fica a administração do estado, concentra a maioria dos prédios art decó da cidade. São 11, incluindo o Palácio das Esmeraldas (foto ao lado), sede do governo estadual. Perto dali, ficam o Lyceu de Goiânia e a Estação Ferroviária. Ambos, porém, alvos constantes de vandalismo, por causa do abandono, apesar do tombamento.

Gutto Lemes dedica-se à divulgação desse patrimônio desde 2004, quando montou a sua primeira exposição de desenhos dos prédios ícones dessa arte na cidade — obras de sua autoria. “Eu já pintava e desenhava, mas decidi estudar turismo. Ao fim do curso, uni tudo, criando o city tour”, conta ele, que realiza os passeios guiados há cerca de um ano. Ele dura, em média, três horas e meia, com parada em três museus no estilo art decó.

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Para conscientizar o goianiense da importância de se preservar o conjunto urbano da cidade, Lemes, que nasceu em Morrinhos (GO) mas mudou-se para a capital do estado com um ano, ainda ajudou a criar a Sociedade Art Déco de Goiânia. Ela é formada por um grupo de arquitetos, artistas, empresários e pessoas ligadas ao turismo. A iniciativa mais recente do grupo foi a participação, em 2016, no III Concurso de Fotografia AdbA — sigla de uma associação argentina que promove a arquitetura Art Déco no país vizinho. 

Programe-se

City tour em Goiânia

O passeio guiado pode ser feito de carro, van, ônibus, de bicicleta e até a pé. O modelo de transporte e o preço depende do tamanho e do interesse do grupo. Ele tem que ser agendado direto com o guia e artista plástico Gutto Lemes:  (62) 99943 3338 / 62 99823 1164 / guttolemes@hotmail.com

O QUE VER

Confira as principais construções art déco de Goiânia e seus endereços:

Na Avenida Goiás: Grande Hotel e Torre do Relógio

Na Praça Cívica: Coreto, Agência de Cultura, Delegacia de Administração, Museu Zoroastro Artiaga, Palácio das Esmeraldas, Procuradoria-Geral do Estado e Tribunal Regional Eleitoral

No restante do Centro: Estação Ferroviária, Praça do Trabalhador; Fórum e Tribunal de Justiça; Instituto Federal de Goiás (antigo Cefet), Rua 66; Lyceu de Goiânia, Rua 21; Museu Casa Pedro Ludovico, Rua 26; Teatro Goiânia, Avenida Tocantins

No bairro Campinas e Setor Oeste: Subprefeitura, Praça Joaquim Lúcio; Palace Hotel, Avenida 24 de outubro; Trampolim e mureta do Lago das Rosas

MEMÓRIA

Homenagem à Revolução de 30

Goiânia foi planejada e construída para ser a capital de Goiás, por iniciativa do político goiano Pedro Ludovico Teixeira, em consonância com a Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida no fim dos anos 1930, pelo governo de Getúlio Vargas, para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste.

Em 24 de outubro de 1933, em local escolhido por Corrêa Lima, — um planalto onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica —, Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental de Goiânia. A data homenageava os três anos do início da Revolução de 1930.

O município começou a ter suas atividades executadas em novembro de 1935. No mês seguinte, Ludovico enviou o decreto que estabeleceu a transferência da Casa Militar, da Secretaria Geral e da Secretaria do Governo da cidade de Goiás para Goiânia. Nos meses posteriores, outras secretarias foram transferidas e essas ações reafirmavam ainda mais a mudança da capital.

Em 23 de março de 1937, o decreto de número 1.816 oficializava definitivamente a transferência da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Mas o evento oficial que sacramentou a transferência da capital aconteceu só em 5 de julho de 1942, no Cine-Teatro Goiânia, um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos da construção da nova capital.

Como é uma visita ao Palácio Itamaraty

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Entrada lateral do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O Palácio Itamaraty encanta quem passa pela Esplanada dos Ministérios. Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o edifício também impressiona por dentro. O seu interior conserva centenas obras de arte e mostra a complexidade e a leveza daquela que é considerada uma das maiores maravilhas da arquitetura moderna.

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Painel de Athos Bulcão em corredor do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

O acesso ao rico acervo do Ministério das Relações Exteriores (MRE) não está restrito aos diplomatas brasileiros e estrangeiros. No dia seguinte à cerimônia oficial de inauguração do Itamaraty, em 14 de março de 1967, o prédio foi aberto ao público, tradição que permanece inalterada nesses 50 anos.

Especializados em história, arte e arquitetura, servidores muito bem treinados do MRE comandam visitas todos os dias da semana. O turista estrangeiro pode agendar uma visita guiada em inglês, francês e espanhol, muitas vezes para o mesmo dia. Tudo de graça.

Informalidade

A entrada é pela lateral do prédio, passando pelos jardins e entre o Itamaraty e o Ministério da Saúde. Ao entrar no palácio, funcionários dão as boas-vindas e informam o horário do próximo tour. O visitante é convidado a assinar um livro de presença e dispensado de qualquer revista. Apesar da pomposidade do prédio, pode-se entrar inclusive de sandálias, saia e bermuda no fim de semana. Itens vetados durante a semana.

Após a espera sentada em uma das confortáveis cadeiras com almofadas de couro, desenhadas especialmente para a decoração do palácio, o guia se apresenta ao grupo. A visita começa no térreo, no maior vão da América Latina. Com 2,8 mil metros quadrados, além de não ter uma coluna, ele só possui paredes nas laterais. Esse também é um dos espaços dedicados às fotos dos visitantes. Além do vão, só em outra área aberta à visita é permitido fazer imagens no interior do palácio.

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As paredes são cobertas por alguns dos tantos paineis de Athos Bulcão espalhados pelo palácio e por outros prédios de Brasília. Todo o piso também é assinado pelo autor dos azulejos que revestem diversos monumentos da capital. Marca das suas obras, as pedras por onde andam os visitantes têm tamanhos diferentes e foram instalados de forma descontinuada.

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A famosa escada do Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

A frente do vão é cercada pelos vidros que se vê da rua. Ao fundo, fica um jardim aquático de Burle Marx, com plantas da Amazônia, que ameniza o calor e a seca. No centro do salão se encontra a famosa escada e obras de diversos artistas. Uma delas, a escultura Ponto de Encontro, de Mary Vieira, é interativa. Qualquer um pode alterar a posição das pesadas chapas de ferro da obra.

Mesa dos tratados

Subindo a escada helicoidal sem corrimões, os visitantes chegam ao segundo piso. Nele são realizadas entregas de medalhas e da Condecoração da Ordem do Rio Branco. Após essa explicação, o turista é convidado a observar a obra Metamorfose, de Franz Weissmann. Formada por placas de ferro cortadas, a escultura dá a sensação de movimento conforme o espectador anda.

Um painel em madeira de Athos Bulcão divide o espaço com a sala dos tratados. Os detalhes coloridos (preto, vermelho e amarelo) da Treliça representam os povos que formaram o brasileiro: o negro, o indígena e o europeu. Atrás dela fica a mesa onde são firmados os acordos e tratados internacionais. Nela, a Princesa Isabel assinou a abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888.

Niemeyer projetou essa sala para ficar de frente para o Ministério da Justiça (Palácio da Justiça), com vista geral graças à parede de vidro do Itamaraty. A ideia é que a Justiça brasileira testemunhe todos os tratados firmados pelo Brasil com outros países. Nesse andar ficam também o gabinete do ministro e do secretário-geral (inacessíveis aos visitantes).

Coquetéis e jantares

O tour segue por outra escada. Ela leva ao terceiro andar,destinado às recepções das comitivas internacionais, que podem ir de um simples coquetel a um completo jantar. Mas há muito mais do que mesas e cadeiras. Os salões desse pavimento são tomados por obras de arte brasileiras e alguns presentes oferecidos por outros países ao Brasil.

No primeiro dele, a Sala Dom Pedro I, estão expostas uma peça de óleo sobre tela retratando a coroação do mesmo, uma miniatura do Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, a Pomba da Paz, de João Alves Pedrosa, e um dos maiores tapetes persas do mundo (70m²), oferecido pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Ao lado, fica a Sala Portiniari, a maior de coquetel do Itamaraty, onde duas obras representam o Sul e o Nordeste do Brasil: Os Gaúchos e Os Jangadeiros. Há ainda dois anjos talhados em madeira do estilo barroco. Feitos em 1.737, eles pertenciam à Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida para a abertura da avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro

A sala seguinte, batizada de Duas épocas, mescla móveis do século 18, como o jogo de cadeiras da Princesa Isabel e cômodas do Barão de Rio Branco, com obras de arte contemporâneas, como A Mulher e sua Sombra, de Maria Martins.

Contemplação

Depois, o visitante tem um momento para descanso, contemplação e mais fotos. O guia faz uma parada de até 10 minutos, no terraço, onde ficam diversas esculturas e um jardim suspenso de Burle Marx. Dali também tem uma vista espetacular da Esplanada dos Ministérios.

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Jardim suspenso de Burle Marx no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Em seguida, o grupo é reunido e levado à Sala Brasília, a maior do andar, destinada às recepções mais numerosas. Ela comporta 234 pessoas sentadas para refeições servidas com uma obra de Burle Marx em tapeçaria ao fundo e um biombo chinês da Dinastia Myng do século 14 (obra mais antiga do acervo do Palácio).

É o ponto final do tour. Mas o guia ainda permite mais uma parada para os turistas admirarem de perto o quadro de Pedro Américo que serviu de estudo para a sua obra-prima, a gigantesca tela Grito do Ipiranga, exposto no Salão Nobre do Museu Paulista, em São Paulo, e onipresente nos livros de história do Brasil.

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Corredor no Palácio Itamaraty – Foto de Renato Alves

Programe-se

As visitas ao Palácio Itamaraty ocorrem todos os dias e são gratuitas.

Durante a semana: às 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Nos fins de semana e feriados: às 9h, 11h, 14h, 15h e 17h.

Agendamento

É recomendável agendar a visita, já que as vagas são limitadas. Para isso, mande um email para visita@itamaraty.gov.br ou ligue para (61) 2030-8051. Você precisará informar o nome das pessoas que vão participar do tour e um telefone para contato.

Uma pousada charmosa em Brasília

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Os brasilienses têm um lugar para descansar nos fins de semana e feriados prolongados dentro do próprio Distrito Federal. Uma pousada que não deve nada à maioria das de Pirenópolis e da Chapada dos Veadeiros, os dois destinos preferidos dos candangos.  Ao contrário, ela oferece instalações e serviços superiores do que a média das instaladas nas duas localidades e com a vantagem de estar mais próxima da capital.

Distante 55km da área central de Brasília, a Villa Triacca Eco Pousada fica às margens da BR-251 (Brasília-Unaí), com acesso em frente à cooperativa do PADDF. Apesar de estar na área rural, em meio a uma fazenda de grãos, ela segue um conceito diferente de hotel-fazenda.

A hospedaria tem um lago para pesca e oferece passeio a cavalo e em trilha, mas para por aí. O hóspede não encontra a contumaz barulheira, confusão de um hotel-fazenda, como música alta, bebedeira com churrascada, partidas de baralho.

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Os donos e os funcionários da Villa Triacca prezam pelo conforto e pela tranquilidade do cliente. Tanto que não permitem que ninguém ligue aparelho sonoro em nenhum ponto da propriedade. Também não há TVs nas áreas comuns, como na recepção, no bar ou no restaurante. Tampouco existe churrasqueira, campo de futebol ou quadra esportiva.

O som ambiente dos dois restaurantes e do bar à beira da piscina toca em um volume que permite manter a conversa em um nível normal e até a concentração na leitura de um bom livro, atividade muito apreciada por boa parte dos hóspedes, muitos casais maduros. As caixinhas de som costumam ser alimentadas por clássicos da MPB e do rock internacional. Em feriados e nos fins de semana, há apresentação de músicos, com repertório de ótimo gosto, no bar da piscina e no jantar.

Vista privilegiada

Feitas de pedra, alvenaria, vidro e muita madeira, as instalações da Villa Triacca são, ao mesmo tempo, simples, charmosas e aconchegantes. Elas foram construídas em um lugar de rara beleza, em meio à mata de cerrado virgem e muitas nascentes de água. Um oásis em uma região onde o cerrado foi dizimado para dar lugar a plantações de soja e feijão, em sua maioria.

As duas alas com 18 apartamentos, separadas por um prédio central onde ficam a recepção e o restaurante (com um enorme salão e uma varanda suspensa), ficam de frente para dois lagos. Há ainda cinco bangalôs, também de frente para um lago.

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Todas as acomodações da pousadas têm porta de blindex na sacada e paredes revestidas de pedra para dar mais conforto térmico e acústico. (Clique aqui para ver as diferenças de cada tipo de hospedagem)

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Pesca e mergulho

No maior dos lagos, pode-se praticar a pesca esportiva. O reservatório de 9 mil metros quadrados tem peixes como matrinchãs, tilápias, pacus ,tucunarés, dourados e pintados. Ainda nele, também é possível andar de pedalinho, disponível de graça aos clientes. Em forma de cisne, os pedalinhos ainda ficam à espera de um  hóspede no outro lago. Em ambos, qualquer um pode nadar e mergulhar, em meio aos peixes. As crianças são incentivadas  a alimentar os bichos com porções de rações vendidas em saquinhos.

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Mas, para quem gosta de nadar, o melhor é a área de piscinas. Ao lado de um dos lagos e de um bar, elas são aquecidas e com piso de pedra, no estilo rústico que combina com uma área rural. Uma delas, com cascata, é o xodó das crianças. A outra, de 150 m², linda, é ideal para adultos.

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Em torno de ambas, cadeiras e meses de ferro e de plástico, mas de bom gosto, confortáveis. Espreguiçadeiras ficam sob cobertura de palhoças, dando um clima de praia, alimentado pelo bar, também feito de madeira e palhoça, onde são servidos drinques diversos, além de cerveja, refrigerantes,sucos, aperitivos, salgados, sanduíches, picolés e sorvetes.

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Vizinha à piscina menor, há o parquinho infantil. Ele tem pula-pula, mini arvorismo, casinha da árvore, balanço, entre outros atrativos. Tudo sob uma enorme mangueira, que propicia a devida sombra em dia de sol forte.

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De dar água na boca

A gastronomia é outro ponto forte da Villa Triacca. Em um ambiente rústico e acolhedor, com paredes revestidas de pedras e um deck sobre o lago, onde se pode apreciar peixes e uma bela vista, o Restaurante da Villa (foto abaixo) oferece um farto café da manhã e um saboroso jantar, sempre elaborado pelo chef tunisiano Naceur Ben Rhouma. Além de bom de serviço, ele é bom de papo. Faz questão de agradar os clientes. E adora falar dos seus pratos e da sua terra.

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Os almoços são servidos no restaurante Das Águas Bistrô Rural, próximo da área das piscinas. Os hóspedes podem saborear pratos da cozinha regional goiana, mineira e sulista, preparados pelos donos, gaúchos descendentes de alguns dos primeiros moradores do PADDF e servidos em um incomum imponente fogão a lenha de aço. Os legumes e verduras são em sua maioria orgânicos. O Das Águas Bistrô Rural também atende o público externo.

Falta café!

Claro, o Villa Triacca Eco Pousada tem os seus defeitos. A maioria, por não oferecer serviços e produtos elementares em um estabelecimento que se propõe a acolher o hóspede com o máximo de paz e conforto, em uma região quase desabitada, sem centros de compras por perto.

Faltam, por exemplo, os produtos e serviços como os de uma cafeteria e os de uma chocolateria. Não são oferecidos espresso, capuccino, chocolate quente. Tampouco chocolates finos. Nem mesmo qualquer tipo de chocolate ou doce. Há só café coado e chá em sachês, à disposição dos hóspedes, de graça, na recepção. Mas eles não suprem as necessidades de quem deseja consumir um café ou um chá de qualidade, após o jantar ou em um dia chuvoso, frio.

No bar à beira da piscina e no restaurante da pousada também não há sucos naturais. Nem mesmo de laranja e limão. Um pecado para um ambiente pensado para parecer com o de uma praia e que atrai tantas famílias com crianças pequenas, gente avessa a refrigerantes, em sua maioria.

Os donos se comprometeram a reparar tais falhas ainda nesta ano, com a compra de uma moderna máquina de café espresso e a instalação de uma pequena cafeteria.

(Realizada no período do carnaval de 2017, a viagem teve todas as despesas custeadas pelos administradores do blog)

 MAIS INFORMAÇÕES

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Telefones: (61) 4103-2792 e (61) 98463-1939

COMO CHEGAR

Passando a Ponte JK, em Brasília, siga pela avenida principal do Jardim Botânico, passando pela Escola Fazendária (Esaf), até o trevo da BR-251, no sentido Unaí. Ao avistar um posto de gasolina, o Pedrão (único no percurso), continue na rodovia federal por mais 8 km e estará em frente à Pamonharia Kiosque PadBier, já na fazenda (à esquerda); á direita a Coopa-DF, a Emater-DF e o Supermercado Egon’s e uma parada de ônibus. Siga até o próximo retorno à esquerda, retorne mais alguns metros no sentido Brasília e encontrará uma entrada à direita para a fazenda (não seguir para Palmital-MG, também à direita). Após entrar na fazenda, siga mais 1 km, observando as placas de identificação, e chegará À pousada. Para fazer todo esse percurso de carro, com trânsito normal, gasta-se em torno de 45 minutos.

Confira mapa clicando aqui