Um tour pelas obras art déco de Goiânia

 

 

Fachada do Teatro Goiânia

Assim como Brasília, Goiânia é uma cidade planejada e símbolo de modernidade. Mas a capital goiana surgiu três décadas antes da nova capital do Brasil. E, para deixar uma marca, os construtores da cidade distante 210km do Distrito Federal escolherem o art déco para definir a fisionomia dos primeiros prédios daquela que viria a ser a primeira metrópole do Centro-Oeste, hoje com quase 1,5 milhão de habitantes.

Teatro GoiâniaNo entanto, essa riqueza é desconhecida da maioria dos brasileiros, inclusive dos goianienses. Para resgatá-la, o artista plástico e guia turístico Gutto Lemes criou um roteiro dos principais prédios e monumentos com traços do estilo da época da inauguração de Goiânia. Ele acompanha grupos, com direito a aula de história e arquitetura dos anos 1930. O passeio pode ser feito de carro, van, ônibus, bicicleta e até a pé.

Lemes ressalta que, do ponto de vista arquitetônico, Goiânia foi a primeira cidade moderna do Brasil. “A cidade tem uma importância muito grande para o estilo art déco, maior até que Miami, já que a cidade dos Estados Unidos não foi construída, como aqui, durante o período do art déco”, garante. Ele não está exagerando, apesar de Miami ter o maior acervo art déco do mundo, que é um roteiro turístico, atraindo visitantes o ano todo.

Nascido das artes decorativas, o art déco ficou conhecido em 1925, na feira mundial realizada em Paris, a Arts Décoratifs et Industriels. Na década de 1930, o estilo começou a ganhar um aspecto mais suave aproximando-se da morfologia modernista. Para o déco, o que se desejava de efeito visual não necessariamente haveria de almejar o emprego de racionalidade, o que justificava o emprego de ordens ornamentais e até a limpeza visual, a exemplo dos edifícios do Roquefeller Center, nos EUA, onde o déco fez grande sucesso.

Estação ferroviária de Goiânia.jpeg

Portanto, não havia melhor estilo para os construtores de Goiânia escolherem para definir a fisionomia dos primeiros prédios da cidade planejada para substituir Goiás, ou Goiás Velho, a primeira capital do estado. Afinal, o art déco representava o que de mais moderno havia na arquitetura da época. A capital goiana ainda abriga uma importante herança art déco em suas ruas, avenidas, praças e até parques. É o mais representativo acervo art déco do Brasil.

Palacio das EsmeraldasTombamento

Goiânia tem 22 edificações em art decó tombados pelo Instituto Nacional do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan). A Praça Cívica, onde fica a administração do estado, concentra a maioria dos prédios art decó da cidade. São 11, incluindo o Palácio das Esmeraldas (foto ao lado), sede do governo estadual. Perto dali, ficam o Lyceu de Goiânia e a Estação Ferroviária. Ambos, porém, alvos constantes de vandalismo, por causa do abandono, apesar do tombamento.

Gutto Lemes dedica-se à divulgação desse patrimônio desde 2004, quando montou a sua primeira exposição de desenhos dos prédios ícones dessa arte na cidade — obras de sua autoria. “Eu já pintava e desenhava, mas decidi estudar turismo. Ao fim do curso, uni tudo, criando o city tour”, conta ele, que realiza os passeios guiados há cerca de um ano. Ele dura, em média, três horas e meia, com parada em três museus no estilo art decó.

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Para conscientizar o goianiense da importância de se preservar o conjunto urbano da cidade, Lemes, que nasceu em Morrinhos (GO) mas mudou-se para a capital do estado com um ano, ainda ajudou a criar a Sociedade Art Déco de Goiânia. Ela é formada por um grupo de arquitetos, artistas, empresários e pessoas ligadas ao turismo. A iniciativa mais recente do grupo foi a participação, em 2016, no III Concurso de Fotografia AdbA — sigla de uma associação argentina que promove a arquitetura Art Déco no país vizinho. 

Programe-se

City tour em Goiânia

O passeio guiado pode ser feito de carro, van, ônibus, de bicicleta e até a pé. O modelo de transporte e o preço depende do tamanho e do interesse do grupo. Ele tem que ser agendado direto com o guia e artista plástico Gutto Lemes:  (62) 99943 3338 / 62 99823 1164 / guttolemes@hotmail.com

O QUE VER

Confira as principais construções art déco de Goiânia e seus endereços:

Na Avenida Goiás: Grande Hotel e Torre do Relógio

Na Praça Cívica: Coreto, Agência de Cultura, Delegacia de Administração, Museu Zoroastro Artiaga, Palácio das Esmeraldas, Procuradoria-Geral do Estado e Tribunal Regional Eleitoral

No restante do Centro: Estação Ferroviária, Praça do Trabalhador; Fórum e Tribunal de Justiça; Instituto Federal de Goiás (antigo Cefet), Rua 66; Lyceu de Goiânia, Rua 21; Museu Casa Pedro Ludovico, Rua 26; Teatro Goiânia, Avenida Tocantins

No bairro Campinas e Setor Oeste: Subprefeitura, Praça Joaquim Lúcio; Palace Hotel, Avenida 24 de outubro; Trampolim e mureta do Lago das Rosas

MEMÓRIA

Homenagem à Revolução de 30

Goiânia foi planejada e construída para ser a capital de Goiás, por iniciativa do político goiano Pedro Ludovico Teixeira, em consonância com a Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida no fim dos anos 1930, pelo governo de Getúlio Vargas, para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste.

Em 24 de outubro de 1933, em local escolhido por Corrêa Lima, — um planalto onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica —, Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental de Goiânia. A data homenageava os três anos do início da Revolução de 1930.

O município começou a ter suas atividades executadas em novembro de 1935. No mês seguinte, Ludovico enviou o decreto que estabeleceu a transferência da Casa Militar, da Secretaria Geral e da Secretaria do Governo da cidade de Goiás para Goiânia. Nos meses posteriores, outras secretarias foram transferidas e essas ações reafirmavam ainda mais a mudança da capital.

Em 23 de março de 1937, o decreto de número 1.816 oficializava definitivamente a transferência da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Mas o evento oficial que sacramentou a transferência da capital aconteceu só em 5 de julho de 1942, no Cine-Teatro Goiânia, um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos da construção da nova capital.

Os 10 melhores cafés de Pirenópolis

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Esqueça o empadão goiano, o arroz com pequi, a gueiroba, os sorvetes de frutos do cerrado. Foi-se o tempo em que as cozinhas de Pirenópolis (GO) limitavam-se à típica culinária goiana. Nada contra, até porque sou um dos fãs das iguarias daquelas bandas. Mas, como tenho o café como um dos meus vícios, fico feliz em constatar que as cafeterias estão brotando na cidade famosa pelo casario colonial e pelas dezenas de cachoeiras.

A proliferação de cafeterias levou um grupo de jovens produtores culturais locais a levantar as melhores lojas. O trabalho resultou em uma mapa no formato cartão-postal. Na frente uma bela foto de uma jovem em café. No verso, o mapa das lojas com uma lista dos nomes e dos endereços.

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Interior do Café Pitoresco, em Pirenópolis. Foto: Renato Alves

São nove as cafeterias listadas. Seis ficam no Centro Histórico. Dessas, conheço três que merecem uma parada para uma longa prosa e um lanche.

Localizado na Rua Rui Barbosa, onde concentram-se as lojas voltadas aos turistas, o Pitoresco Arte e Café, como o nome sugere, é um mix de cafeteria com galeria de arte. Todas as obras de arte e quinquilharias expostos nos três cômodos públicos do casarão estão a venda. Há ainda a área externa, de onde se vê o movimento na rua e parte do casario da cidade.

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No Pitoresco, além do tradicional café espresso, tem comidinhas sempre frescas. Tudo feito na hora, como os biscoitos e bolos feitos na casa da avó. A casa serve de queijo quente a saladas. Também tem cerveja gelada: Heineken, Stella Artois, Bohemia. E, vale destacar, a simpatia da dona e dos funcionários, além de agradável set list no som ambiente.

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Interior do Café Pitoresco, em Pirenópolis. Foto: Renato Alves

SAM_0150.JPGKnow-how

Mas a cafeteria com mais cara, ambiente, know-how de Pirenópolis é a Pé di Café. No meio da Rua Aurora (a mais charmosa da cidade), a casa tem um ambiente agradável, com uma decoração de bom gosto e assentos aconchegantes.

O café 100% arábica é extraído por baristas treinados. O menu inclui dos espressos convencionais a opções quentes e geladas, com frapês e um exclusivo frozen com licor de baru. Há ainda capuccinos especiais, chocolate quente europeu, escondidinho de sorvete e uma carta de chás artesanais de ervas naturais, com massalas exclusivas, chás ingleses e chai indiano.

Além de um menu diversificado de cafés e chás artesanais, o cardápio tem uma variedade de quitandas, sanduíches leves, waffles, omeletes, tapiocas, saladas de frutas, sucos e um destaque especial para os memoráveis bolinhos de chuva.

Na Pé di Café pode-se ainda saborear doces, como brigadeiro de colher (de pau!) em xícara esmaltada, além de bebidas alcoólicas leves, como cervejas artesanais, sodas italianas, vinhos e licores.

Para melhorar, recentemente, os donos resolveram um problemão: instalaram o um sistema de ar-condicionado que deixam o clima agradável sem que a casa precise fechar as duas grandes portas de madeira com vista para a rua histórica. Um diferencial e tanto, já que loja climatizada, apesar do calorão característico, é uma raridade em Pirenópolis.

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Brigadeiro de colher, Pé di Café, Pirenópolis. Foto: Renato Alves

Lanchinhos

Inexplicavelmente, porém, o mais conhecido e badalado dos cafés pirenopolinos está de fora do mapa recém-lançado. Trata-se do Café Pireneus, rebatizado de Pireneus Café & Forneria, devido à diversidade de comidinhas. É um daqueles cafés para você sentar, ler um livro (há diversos livros de fotografia à disposição dos clientes), ou jogar conversa fora com os amigos enquanto observa o movimento da praça em frente, a Praça do Coreto, onde ocorre a tradicional feirinha de artesanato nas noites de sábados.

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Além do tradicional café espresso, a casa oferece um delicioso café cremoso gelado. Entre as opções de lanche, os sanduíches são os mais apreciados pela clientela. A foccacia é o prato mais famoso. Mas o bolo de banana também faz muito sucesso. Nas noites frias, a melhor pedida é um caldo. No calor, uma cerveja importada gelada. Nos fins de semana, ainda tem música ao vivo e de qualidade, como trios de jazz ou um solo de MPB.

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ONDE FICAM

Ateliê Café: RuaLuiz G. Jaime, 42, Espaço Retrô-Ativo, Alto do Bonfim

Café Pand’oro: Rua Direita, 90, Centro Histórico

Café Sertão Veredas: Rua do Rosário, 7, Centro Histórico

Florinda Comidinhas: Rua Aurora, 18, Centro Histórico

Info Café, Av. Sizenando Jyme, 8, Centro

Lírio Café Bistrô: Rua do Bonfim, 31, Centro Histórico

Mundo Quinta Café: Rua Rui Barbosa, 31, Feira de Quintal, Centro Histórico

Pitoresco Arte e Café: Rua Aurora, 2, esquina com Rui Barbosa, Centro Histórico

Pé di Café: Rua Aurora, 21, Centro Histórico

Pireneus Café & Forneria: Rua dos Pireneus, 41, em frente à Praça do Coreto,  Centro Histórico

Festa Literária de Pirenópolis, Flipiri 2016 tem Ziraldo como atração principal

Igreja Matriz Pirenópolis/Foto de Zuleika de Souza
Boa oportunidade para quem gosta de literatura e passar um fim de semana na charmosa Pirenópolis (GO). A cidade histórica distante 150km de Brasília recebe a 8ª edição da sua Festa Literária, a Flipiri, de 18 a 20 de novembro.

O evento visa difundir o livro, a leitura e a literatura em cidades de interior e em zonas rurais, com as presenças de autores regionais e nacionais como Ziraldo, Ignácio de Loyola Brandão, Elder Rocha Lima, Tiago de Melo Andrade, Nurit Bensusan, Ailton Krenak, entre outros.

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Organizado pelo Instituto Casa de Autores e pela Prefeitura de Pirenópolis, a Flipiri tem dois eixos de ações que se completam: levar o livro da cidade ao campo, das prateleiras para as ruas, para todas as idades e classes sociais.Confira a programação oficial:

18 de novembro, sexta-feira

10h – Teatro: Um dia de Rainha

Com: Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira

Local: Teatro de Pirenópolis

14h – Teatro: Um dia de Rainha

Com: Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira

Local: Teatro de Pirenópolis

14h às 18h – Autores visitantes

Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros

Local: Entroncamento

15h30 – Teatro: Sistemas Chaves do Planeta

Com: Grupo Aroeira

Local: Teatro de Pirenópolis

15h – Sarau de histórias

Com: Giulieny Matos e Hozana Costa

Local: Entroncamento

16h – 15h – Sarau de histórias

Com: Tânia Loureiro e Liduína Bartholo

Local: Entroncamento

16h às 19h – Barganha Book Especial

Momento para trocas de livros usados

Local: Teatro de Pirenópolis

17h – Bate-papo com autores – Vivências Sobre Leitura e Escrita

Com: Tiago de Melo Andrade e Iris Borges

Local: Cine Pireneus

17h – Sarau de histórias

Com: Yana Marull

Local: Entroncamento

18h – Bate-papo com autores – Literatura e Cerrado

Com: Elder Rocha Lima – Seguido de lançamento do livro: “Histórias Contadas”

Local: Cine Pireneus

18h – Sarau de histórias

Com: Clara Arreguy e Bárbara Morais

Local: Entroncamento

19h30 – Abertura oficial – 8ª Festa Literária de Pirenópolis-GO

Local: Teatro de Pirenópolis

20h – Conferência – Literatura e Natureza – Era uma vez um bioma muito raro e muito triste chamado Cerrado

Com: Ziraldo e Nurit Bensusan

Local: Teatro de Pirenópolis

21h – Sessão de autógrafos

Com: Ziraldo e Nurit Bensusan

Local: Livraria da Flipiri/Entroncamento

21h – Show musical

Com: Marakatu Akdorge

Local: Entroncamento

19 de novembro, sábado

9h30 – Abertura do 4º Encontro FLIPIRI de Ilustradores

Local: Cine Pireneus

10h às 12h – Mesa 1 – Encontro FLIPIRI DE Ilustradores – Como Ilustramos os Nossos Livros e o Mercado da Ilustração no Brasil.

Com: Christie Queiiroz, Romont Willy e Jô Oliveira

Local: Cine Pireneus

11h – Oficina de Redação – escrever bem hoje

Com: Lucília Garcez

Local: Teatro de Pirenópolis

11h – Bate-papo com o autor

Com: Ziraldo e professores da rede SESC

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

11h – Sarau de histórias

Com: Giulieny Matos e Hozana Costa

Local: Entroncamento

14h – Bate-papo com o autor – O que faz um jovem gostar de um livro e não de outro

Com: Maurício Gomyde

Local: Teatro de Pirenópolis

14h – Bate-papo com o autor – O papel do professor e dos pais na formação do leitor.

Com: Olívia Franco, Maria Elaine Cambraia e João Rodrigues.

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

14h – Sarau de histórias

Com: Yana Marull, Clara Arreguy, Rose Borges.

Local: Entroncamento.

14h às 16h – Oficina de ilustração – A arte de colorir o mundo infantil

Com: Adriana Nunes e Ana Terra

Local: Cine Pireneus

14h ás 18h – Autores visitantes – Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros.

Local: Entroncamento.

15h – Programa de Educação para a Paz – Dança, vídeo, reflexão e conversa.

Com: Ivete Belfort, Solange Arruda, Daraina Pregnolatto, Celso Leal e Sandra Cristina

Local: Teatro de Pirenópolis.

15h – Bate-papo com o autor – Jovens consumidores e produtores de cultura

Com: Bárbara Morais, Tiago de Melo Andrade e Maurício Melo

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

16h às 18h –Encontro FLIPIRI de Ilustradores – A arte de Ilustrar

Com: Ziraldo.

Local: Cine Pireneus

17h – Sarau de histórias

Com: Liduína Bartholo, João Rodrigues e Álvaro Modernell

Local: Entroncamento

18h – Sessão de autógrafos

Com: Ziraldo

Local: Livraria da Flipiri/Entroncamento

18h – Show musical – Brasília Sopro Sinfônica

Local: Largo da Matriz

18h – Bate-papo com o autor – Família: Nosso primeiro ambiente

Com: Angélica Rodrigues

Local: Teatro de Pirenópolis

19h – Bate-papo com o autor – Incubadora de Autores, o que é?

Com: Tiago de Melo Andrade

Local: Cine Pireneus

19h – Bate-papo com o autor – Consumo Consciente: como preservar o seu bolso e o planeta

Com: Rogério Olegário

Local: Teatro de Pirenópolis

20h – Grande Sarau – Academia Pirenopolina de Artes, Letras e Música

Com: Grupo Euterpe, Comitiva Babilônia, exposição de slides, declamação de poemas, exposição artística e apresentações musicais.

Local: Teatro de Pirenópolis

20 de novembro, domingo

10h – Bate-papo com o auto – Cardápio Literário, separando o miojo da macarronada.

Com: Tiago de Melo Andrade

Local: Teatro de Pirenópolis

10h às 12h – Encontro FLIPIRI de Ilustradores – Ilustração do Cerrado

Com: Vera Lúcia Dias, Elder Rocha Lima, Adriana Nunes e Tereza Behr

Local: Cine Pireneus

14h – Bate-papo com o autor – Festas Literárias no Brasil

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Maurício Melo

Local: Cine Pireneus

14h às 18h – Autores visitantes – Espaço para autores divulgarem, lançarem e autografarem os seus livros.

Local: Entroncamento

15h – Sessão de autógrafos

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Maurício Melo

Local: Livraria/Entroncamento

15h às 16h – Seminário de Cultura Popular

Com: o Mestre Chacon do Maracatu Nação Porto Rico e mestres locais convidados

Local: Centro de Artes Ita e Alaor

16h – Palestra – Economia Criativa: inovação e sustentabilidade para o mundo do livro e da leitura

Com: Décio Coutinho e Alex Moraes

Local: Cine Pireneus

17h – Maratona de histórias

Com: autores presentes

Local: Entroncamento

18h – Teatro – Solidão no Fundo da Agulha – Show de Literatura e Música

Com: Ignácio de Loyola Brandão e Rita Gullo

Local: Teatro de Pirenópolis

18h – CORTEJO EM HOMENAGEM AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Com: Maracatu Akdorge
Trajeto: Teatro de Pirenópolis até Praça Chico de Sá (coreto)

Três lugares para acampar perto de Brasília

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Salto de Corumbá: queda de 50m e boa estrutura

Quem está acostumado sabe como acampar em qualquer canto — seja na beira da estrada, seja no meio de uma floresta — sem qualquer estrutura de apoio. Iniciantes não precisam correr tanto risco. Ter a primeira experiência em campings pode ser valiosa, pois há o mínimo de conforto — terreno plano, banheiro e cozinha. Alguns alugam barracas com colchões e oferecem atividades guiadas.

Há áreas com vocação natural, como Corumbá de Goiás. O município a 130km de Brasília foi destaque quando uma de suas cachoeiras ilustrou a capa da revista Traveler em dezembro de 2015. A publicação da National Geographic elegeu a cachoeira do Salto Corumbá (a mais alta entre as sete da região) como um dos 20 lugares obrigatórios para conhecer em 2016. A queda d’água de 50 metros de altura fica no Salto Corumbá Camping, Clube e Hotel, que recebe em média 46 mil hóspedes por ano.

Poços

Turistas vão ao local desde a década de 1970. Na época, uma das cachoeiras estava seca porque um trecho do leito do rio Corumbá foi desviado, no século 19, para a exploração de ouro no fundo de poços onde, hoje, os visitantes mergulham.

As barracas ficam perto das cachoeiras, protegidas pela sombra das árvores. Há banheiros, duchas externas com água quente, energia elétrica e tanques à disposição. As refeições podem ser feitas na lanchonete ou no restaurante do hotel.

Experimente

Salto Corumba
Preço: Diárias no camping a partir de R$ 60

Chapada Imperial
Preço: R$ 220 por dois dias no camping. Inclui pensão completa, atividades e guias

Chapada Imperial / Foto de Breno Fortes
A Chapada Imperial fica dentro do DF

Cataratas dos Couros
De Alto Paraíso de Goiás, são 16km até a estrada de chão que leva às cataratas
Informações: Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Telefone: (62) 3446-1159.

Um roteiro pelas vinícolas de Goiás

O site Curta Mais, que sempre traz dicas preciosas de cultura e lazer no Distrito Federal e em Goiás,  trouxe uma matéria deliciosa e surpreendente sobre a produção de vinho no Centro-Oeste do Brasil. Um roteiro de vinícolas localizadas em Goiás, em meio a paisagens muito diferentes daquelas que nos remetem às fazendas de vinhedos. São quatro as opções:

Pireneus Vinhos e Vinhedos, em Colcalzinho

Vêm lá do município de Cocalzinho de Goiás, às margens do Rio Corumbá, premiados vinhos produzidos aqui no cerrado com uvas europeias. Na Pireneus Vinhos e Vinhedos, do médico e sommelier Marcelo Souza, são produzidos os vinhos Bandeiras e Intrépido: premiado com o título de melhor tinto pelo Anuário de Vinhos Brasileiro do Instituto Brasileiro de Vinhos de 2012, o Bandeiras é produzido com a italiana uva barbera, e recebeu o nome em homenagem aos bandeirantes, que descobriram a região onde as uvas são cultivadas. O Intrépido, por sua vez, é produzido com uvas francesas syrah, e representa a iniciativa corajosa e pioneira em produzir vinhos em uma região improvável.

A safra acontece sempre nos meses de agosto e setembro, e é possível agendar visitas em grupos de até dez pessoas para conhecer os vinhedos e participar de degustação harmonizada com os vinhos. Para maiores informações e agendamentos, é só entrar em contato pelo email pireneusvinhos@gmail.com.

Fazenda

Fazenda

Grupo participa de visita e refeição harmonizada na Fazenda Pireneus Vinhos e Vinhedos

Onde: Cocalzinho de Goiás, Serra dos Pirineus – a 129km de Goiânia

Agende uma visita pelo email: pireneusvinhos@gmail.com

Vinícola Serra das Galés, em Paraúna

Vinícola

Localizada no município de Paraúna, a vinícola Serra das Galés é a responsável pela produção dos vinhos Cálice de Pedra rosado, branco e tinto, elaborados a partir de variedades das uvas Isabel, Violeta, Niágara e Lorena. Tanto os vinhos quanto a vinícola fazem homenagem à Pedra do Cálice, principal monumento natural de Paraúna e símbolo da Serra das Galés, localizada no município. É possível visitar tanto a fábrica quanto a vinícola (o período ideal para conhecer a plantação são os meses de junho e julho, período das uvas), basta fazer agendamento prévio. Não é cobrada taxa e as visitas recebem até 35 pessoas. Para visitar a plantação, é preciso ir de transporte próprio, já que ela fica a 40km da fábrica.

Onde: Rodovia GO 320, s/n, km 1 – Setor Ponte de Pedra, Paraúna – GO

Informações: (64) 3556-1000

Fazenda & Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia

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A história da Fazenda & Vinícola Jabuticabal e antiga: em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, Antônio Batista da Silva plantou os primeiros pés de jabuticaba na área que daria origem à vinícola. Mas, foi apenas em 2000 que a fazenda deu início ao processo de industrialização da jabuticaba, dando início às atividades da vinícola, e assim, produzindo fermentados e cachaça de jabuticaba.

A fazenda é uma das maiores produtoras de jabuticaba do Brasil e do mundo, com mais de 38 mil pés, e é a única a aproveitar o fruto e transforma-lo em produtos industrializados, como o Javine, fermentado tinto produzido com jabuticaba, com 11% de teor alcoólico; e a Aguardente, cachaça derivada da destilação da casca da fruta.

O espaço está aberto à visitação do público nos períodos de safra, que têm início em setembro. Na época, é possível passar o dia por lá e comer quantas jabuticabas puder. É permitido levar comida pronta e bebida para fazer piquenique às sombras das frondosas árvores. Vale tomar também um bom banho no Rio Dourado que conta com uma prainha de areia bem convidativa.

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Onde: Rodovia GO-319, KM 18, Distrito de Nova Fátima, Hidrolândia – GO

Informações: (62) 3505-9576 | 3505-9549

Vinícola Goiás, Itaberaí

Conhecer a Vinícola Goiás é como dar um passeio pelas grandes colônias italianas aqui no centro-oeste e ser transportado no tempo e no espaço. Pioneiros no projeto do enoturismo no estado, a vinícola tem instalações, roteiros e paisagismo projetados especialmente para promover uma experiência única para os visitantes.

Criada em 1998, a vinícola produz o suco natural Dell Nonno, elaborado com uvas Bordô e Isabel, sem aditivos químicos e conservantes na composição. A vinícola também comercializa uvas e geleias. Para conhecer, basta agendar uma visita por telefone.

Vinícola

 

Onde: Rua 1, s/n, Jardim Esmeralda, Itaberaí – GO

Informações: (62) 9934-4231 | (62) 8548-3392

Fazendinha JK, última morada de Juscelino, reabre ao público

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Renato Alves (texto) e Marcelo Ferreira (fotos)

Uma relíquia da história e da arquitetura nacional está em reforma para ser reaberta ao público, após quase cinco anos fechada. Última moradia do ex-presidente Juscelino Kubitschek, morto em 1976 em um acidente automobilístico, a Fazendinha JK receberá convidados em uma festa programada para setembro, quando o antigo dono faria 114 anos.

O imóvel conserva todos os móveis, artigos pessoais e itens de decoração de quando a família do político vendeu a propriedade, em 1984, a um ex-deputado paranaense, aliado dele. Além disso, localizada em Luziânia, distante 13km do centro da cidade goiana e a 60km de Brasília, a residência é a única obra de Oscar Niemeyer na zona rural.

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Juscelino comprou o imóvel em 1972, após ter o mandato cassado pela ditadura militar e de ser proibido de entrar em Brasília. Queria um lugar onde pudesse passar os dias, reunir os amigos e, de lá, ao entardecer, ver as luzes da capital que ergueu no Planalto Central. Encantou-se com a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista. Decidiu comprá-la e a apelidou de fazendinha. Virou a Fazendinha JK.

Ali, Juscelino se tornou produtor rural. Usou modernas práticas de irrigação. Plantou soja, arroz, café, eucalipto, na intenção de provar que o solo do cerrado era fértil.

Quando JK adquiriu a propriedade, ela tinha 310 alqueires e nenhuma moradia. O casarão só seria inaugurado em 12 de setembro de 1974. No quintal, o ex-presidente costumava reunir os amigos para almoçar ao redor de uma mesa de pedra.

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Na sala de jogos e na discoteca, Juscelino organizava festas regadas a pinga e embaladas por violeiros. A mesa de pôquer, com 11 cadeiras, continua intacta. As prateleiras são enfeitadas por presentes, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada.

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Mineira e moderna

Com janelas grandes, o casarão parece uma antiga casa de fazenda mineira, mas com características modernas de Niemeyer. “Como Juscelino havia sido cassado pela ditadura e não tinha dinheiro algum, ela foi construída com doações de amigos. Por isso, é feita de materiais baratos, como o piso de ardósia da varanda. No entanto, a pedido de Niemeyer, a ardósia foi colocada como uma obra de arte, um jogral”, ressalta uma das administradoras da propriedade, Rosana de Queiroz Servo, 48 anos.

As grossas paredes de concreto também receberam um tratamento artístico. Com uma intervenção em baixo-relevo, ela ficou parecendo ser feita de tijolo. Todo o exterior é pintado nas cores branca e azul.

Dentro, ficam as maiores preciosidades. Entre outras coisas, os cômodos abrigam presentes dados a JK por chefes de Estado. Também guardam móveis luxuosos e de traços modernistas e raridades colecionadas pelo fundador de Brasília, como 1,8 mil livros expostos em sua biblioteca e organizados conforme a cor da capa. A maioria tem dedicatórias dos autores para o presidente.

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Nos quartos, além das camas originais e dos forros delas, há curiosidades da arquitetura, como a banheira da suíte de Juscelino e da mulher dele, dona Sarah. Na verdade, uma parte do piso de concreto liso, um desnível sob o chuveiro. Uma moderna banheira econômica. Joia de Niemeyer.

Os vidros envelhecidos e o tom alaranjado estão por toda parte. Eram moda na época. Uma lareira divide as salas de estar e jantar, de onde é possível ver o jardim com estilo de bosque e uma das três represas da fazenda, todas com água potável. Nas paredes, há pinturas de diversas cidades brasileiras, principalmente das mineiras Ouro Preto e Diamantina.

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Por um corredor de carpetes verdes, chega-se às quatro suítes. Três são iguais: armários revestidos com papel de parede floral, banheiros brancos e duas camas de solteirão, com colchões semiortopédicos sob um colchonete de 3cm de espessura — exigência de dona Sarah.

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O quarto dela e de JK tem uma cama de casal de pelo menos 80 anos, um crucifixo e um terço pregados na parede, e uma maleta de pôquer. Na cozinha, fogão industrial de seis bocas e panelas de pedra-sabão.

Compromisso

Com a morte do presidente, o imóvel ficou para a família Kubitschek. Oito anos mais tarde, ela o vendeu a Lázaro Servo, deputado estadual pelo Paraná e amigo de Juscelino, e à mulher dele, Walkíria Ganassin Servo. Na negociação, Sarah pediu aos novos donos para manter a casa e, principalmente, os móveis e objetos pessoais do marido dela como originais. Era um acordo verbal, mas Lázaro e Walkíria seguiram o desejo.

Sarah se mudou com as filhas para o único imóvel da família, um apartamento no Rio de Janeiro. Os seis filhos, os 13 netos e os quatro bisnetos de Lázaro e dona Walkíria, hoje com 82 anos, cresceram naquele ambiente de história viva.

Morando na Fazendinha, Lázaro morreu de infarto, em 1999. Tempos depois, quatro dos seis filhos dele decidiram fracionar parte da propriedade. Sobraram 78 alqueires, incluindo a área onde ficam os lagos a mansão e uma ermida — também projetada por Niemeyer, é uma réplica reduzida da capela do Palácio do Alvorada, com vitrais de Marianne Peretti, a autora dos vitrais da Catedral de Brasília.

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Desde então, Antônio Henrique Belizário Servo, caçula de Lázaro, e a mulher dele, Rosana, se dedicam a preservar o imóvel e a memória de JK, com o aval da matriarca Walkíria. Eles buscaram apoio, fizeram treinamentos e abriram a fazenda à visitação, em 2009, após ampla reforma. Mas as visitas guiadas, com média de mil pessoas por ano, foram insuficientes para manter a casa. Com isso, o casal encerrou a atividade em 2012.

Seresta

Agora, com a ajuda dos três filhos, Antônio e Rosana se preparam para retomar o tour turístico, com maior oferta de serviços. Após obras de manutenção, principalmente em função de vazamentos no casarão, ocorrerá a festa de reabertura, em 17 de setembro. Com uma seresta, celebrará também o nascimento de JK. A partir de então, a família Servo passará a receber grupos pré-agendados, de, no mínimo, 20 pessoas.

“Elas poderão escolher, ainda, tomar um café da manhã na varanda, almoçar, fazer um lanche da tarde ou mesmo todas as refeições, em um dia inteiro de visitação”, adianta Rosana. O preço, segunda ela, vai variar de acordo com a quantidade de visitantes e dos serviços contratados.

Além da visita guiada pelo interior da casa, que deverá durar duas horas, será possível fazer caminhada pela mata preservada da fazenda, conhecer e apreciar frutas típicas do cerrado, subir o morro onde está a ermida de Niemeyer e ainda ver — e até entrar — na Mercedes Benz 1963 usada na campanha presidencial de JK. Restaurado pelo Exército, o veículo luxoso conserva pneus originais, bancos de couro e volante de osso. Ele fica guardado em uma garagem coberta da Fazendinha JK.

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SERVIÇO
Grupos interessados em conhecer a Fazendinha JK mesmo em obras, ou em agendar o tour para a partir de setembro podem entrar em contato com os organizadores pelos telefones  (61) 98199-9206, 98247-0397 e 99845-9030, ou pelo e-mail rosana.servo@gmail.com

NÃO DEIXE DE CONFERIR

1,8 mil livros
Incluindo coleção rara de medicina, da época em que Juscelino fez pós-graduação em Paris

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Mercedes Benz 1963
Usada na campanha presidencial, com os pneus originais, bancos de couro e volante de osso

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Cadeira de JK
Ele usou quando governou Minas Gerais

Duas máquinas de escrever Olivetti
Também usadas pelo ex-presidente

Caixa de pôquer
Com a inscrição “20/11/1971” na tampa de madeira, dia em que JK estava jogando e fez um royal de copas

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Mesa de pôquer
Com 11 cadeiras intactas

Presentes de embaixadores
Ficam nas prateleiras da sala de jogos, como uma porcelana japonesa e uma licoeira com os traços do Palácio do Alvorada

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Quadros de fotos
Em preto e branco, da época da construção de Brasília, de JK e de dona Júlia, mãe de Juscelino

Roupas de cama
Todas originais

Pratarias, louças e cristais
Tudo também original

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Mesa de jantar
Com tampo de vidro

Cadeiras
Forradas com veludo alemão

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Encontro na Chapada: índios, rezadeiras, raizeiros, kalungas, em um só lugar

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Aldeia Multiétnica, Encontro de Cultura da Chapada dos Veadeiros – Foto de Anne Vilela/Divulgação

Há 16 anos, na segunda quinzena de julho, o Brasil se encontra na Chapada dos Veadeiros. A Vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso (GO), recebe representantes de diferentes povos e comunidades de todo país para celebrar os saberes e fazeres da cultura tradicional. Durante 15 dias, os olhares se voltam aos interiores, às roças, às aldeias indígenas, aos remanescentes quilombolas, aos pequenos produtores, artesãos, raizeiros, rezadeiras, parteiras, batuqueiros, aos artistas populares. Uma representação da riqueza imensurável do patrimônio cultural imaterial brasileiro e da força da fé popular brasileira.

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Chapada dos Veadeiros – Foto de André Amorim/Divulgação

As atividades do 16º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros começam em 15 de julho, sexta-feira, com a décima edição da Aldeia Multiétnica, que este ano apresenta o tema “Comunicação, Saberes Tradicionais e Novas Linguagens”.

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Serão sete dias de convivência com diferentes etnias indígenas, como Fulni-ô – os grandes anfitriões do encontro deste ano, Krahô, povos do Alto Xingu, Xavante, Kayapó, Kariri-Xocó, Guarani Mbya e Avá-Canoeiro. Pacotes incluindo alimentação, camping e vivência estão sendo vendidos pelo site http://www.aldeiamultietnica.com.br.

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Aldeia Multiétnica, Encontro das Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – Foto de André Amorim/Divulgação

A proposta é que, iniciada a experiência, todos os participantes incorporem-se ao cotidiano de uma aldeia. Em 10 anos, mais de 20 etnias diferentes já passaram pela Aldeia, localizada a cerca de 10 km da Vila de São Jorge, em uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), às margens do rio São Miguel e entrecortada pelas serras da Chapada dos Veadeiros.

A vivência possibilita o aprendizado sobre os fundamentos da organização social indígena, além de rudimentos do idioma, do artesanato, da gastronomia, das pinturas corporais, dos cantos, das danças e de outras manifestações culturais desses povos. É a oportunidade de conviver com líderes, xamãs, artesãos, agricultores. Uma dinâmica que oferece conhecimentos históricos, culturais e sociais das etnias participantes e dos povos indígenas em geral.

Comunidade Kalunga

No dia 22 de julho, como manda a tradição, ao final da vivência na Aldeia os indígenas se direcionam à Vila de São Jorge e passam o comando da festa aos remanescentes quilombolas da Comunidade Kalunga e aos povos e comunidades tradicionais convidados. Até o dia 30, a vila será tomada por atividades, como shows, apresentações dos grupos de cultura tradicional, oficinas, rodas de prosa, intervenções artísticas e espetáculos teatrais.

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Congada, Encontro das Culturais Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – Foto de André Amorim/Divulgação

Raizeiros e pajés

Este ano, pela primeira vez, o evento recebe o I Encontro de Raizeiros e Pajés na Chapada dos Veadeiros, que acontecerá de 20 a 22 de julho na Aldeia Multiétnica, e o Encontro de Lideranças Negras, que será realizado de 23 a 25 de julho em São Jorge. A Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado é um dos destaques desta edição e contará com 14 estandes, que terão como foco a economia criativa do Nordeste Goiano.

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Aldeia Multiétnica, Encontro das Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – Foto de Anne Vilela/Divulgação

A programação cultural contará com a participação das cinco comunidades precursoras do evento, representantes da região da Chapada dos Veadeiros: a Caçada da Rainha de Colinas do Sul (GO), a Comunidade do Sítio Histórico Kalunga (GO), o Congo de Niquelândia (GO) e a Folia de Crixás (GO).

Shows musicais

Além destes grupos, a 16ª edição contará com atrações musicais. Já está confirmada a participação de artistas como Mariana Aydar, Mestrinho, grupo Berimbrown, Gabriel Levy, Caixeiras do Divino da Casa Fanti Ashanti e o grupo mexicano Danza Del Venado.

Esta edição também contará com o Dia da Lavadeira. Realizado em 25 de julho, é uma releitura da tradicional Festa da Lavadeira, permeada pelas cores do Maracatu de Baque Virado, Ciranda, Afoxé e Caboclinhos do Côco, marcantes na cultura pernambucana.

 

Serviço

XVI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

Quando? 15 a 30 de julho de 2016

Onde? Vila de São Jorge, Alto Paraíso, Goiás

Site oficial: http://www.encontrodeculturas.com.br

 

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Caçada da Rainha – Foto de Décio Gonçalves/Divulgação